domingo, 2 de novembro de 2008

União da Ilha do Governador

Edição 1392 - 31.10.2008
Fui cobrado por alguns leitores pelo apoio incontido que dei ao prefeito eleito, Eduardo Paes. Acredito que fiz bem, e democraticamente recebo as críticas, sem concordar com elas. Todas foram de pessoas que adoram o Gabeira e ficaram convencidas pelas suas excelentes apresentações na TV.
Nessa semana Paes junto com o governador Sérgio Cabral, já se mexeu bastante, e um dos compromissos foi com o presidente Lula em Brasília, onde ele arrancou a promessas de investimentos na cidade, principalmente para revitalizar a zona portuária. Acredito que como bons cariocas, a população que não votou em Eduardo Paes também torce pelo sucesso da gestão dele à frente da prefeitura. A cidade partida acabou, isso é coisa de eleição, agora é colocar o barco pra frente e exigir trabalho do novo prefeito, como faz um leitor na seção de Cartas deste jornal.
Não caíram bem nessa semana as declarações recorrentes do nosso governador Sérgio Cabral, que insiste em falar para a imprensa, de modo contundente, contra o nosso aeroporto. Na opinião de Cabral, o Tom Jobim é de quinta categoria e nada nele funciona. Imagino o quanto ficam tristes os milhares de trabalhadores que se esforçam para recuperar a imagem que o próprio governador prejudica e divulga para os turistas brasileiros e estrangeiros.
Que o aeroporto precisa de obras urgentes é verdade, e Cabral deveria arregaçar as mangas no lugar de fazer críticas públicas. Acho até, pela importância que o aeroporto tem para a cidade, que ele deveria mudar seu gabinete por alguns dias para as instalações do Galeão. Assim chamaria a atenção e valorizaria esse grande patrimônio nacional. Logo essas obras de recuperação iriam acontecer.
Afinal o Tom Jobim é a principal porta de entrada do Brasil.Aliás, segunda, às 15h a Infraero já assina uma ordem de serviço para novas obras no Terminal 2. Se o governar fizer pressão e oferecer parcerias certamente a recuperação do Tom Jobim pode ficar ainda mais rápida.
joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 25 de outubro de 2008

Eduardo Paes

Edição 1391 - 24.10.2008 Novos Tempos
A partir da segunda-feira, dia 27, já viveremos tempos de transição na prefeitura do Rio. É bom para a Ilha do Governador que o candidato Eduardo Paes vença essas eleições. Ele realmente conhece melhor o bairro e poderá fazer um melhor governo, pois já exerceu diversos cargos executivos ao longo da sua carreira política de sucesso. Paes sabe como funciona a máquina pública e conhece a grande responsabilidade que é administrar uma cidade que tem cerca de 200 mil funcionários e mais de seis milhões de habitantes. Não é um aventureiro!
Problemas é que não faltam para o novo prefeito resolver. Eduardo Paes garantiu que vai construir o novo hospital e priorizar o tema saúde, que também entendo ser o tema mais complicado para ele, e urgente para toda população que não agüenta mais sofrer nos corredores do Paulino Werneck.
A política não pára, e logo após a posse do novo prefeito, em janeiro, começam as articulações para 2010, quando acontecem novas eleições para presidente da república, governador, deputados estaduais e federais, além de dois senadores. Dizem os especialistas, que em política não existe vácuo, os espaços são imediatamente ocupados, razão pela qual é importante planejar também o futuro da nossa região que está muito abandonada.
Já anunciei aqui nesta coluna, e repito, pretendo ser candidato a deputado estadual daqui a dois anos, para voltar a representar a Ilha do Governador na Assembléia Legislativa e ocupar um novo espaço político, desta vez com mais experiência e muitas propostas que vão ajudar no desenvolvimento da região. Conheço os antigos e novos problemas da Ilha. Há 33 anos fundei o jornal Ilha Notícias, portanto, por força da profissão conheço todos os cantos da região e, mais do que ninguém, quero ajudar a construir uma nova Ilha.
joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tartaruga, Cágado ou Jabutí?

Sábado, dia 18, por volta do meio dia esse Jabutí passeva na calçada do lado par da Rua Hilarião da Rocha. Paulo Melo de 70 anos, morador da mesma rua, resolveu adotar o animal até que o Ibama apareça.
joserichard.ilha@gmail.com

domingo, 19 de outubro de 2008

Terminal de Pesca na Ilha do Governador

Edição 1390 - 17.10.2008

Terminal de Pesca na Ilha

Sou a favor da instalação na Ilha do Governador do Terminal de Pesca que o governo federal pretende construir ao lado da fábrica de óleos lubrificantes e aditivos da Shell e da oficina reparadora de veículos Peça Oil, na Ribeira. A maioria que não gosta da idéia, - acredito sejam poucos -, ainda desconhecem detalhes do projeto, cuja finalidade é fazer da nossa região um centro de beneficiamento e de distribuição de parte do produto pescado nos mares da costa da cidade. Mesmo sabendo pouco, acredito que a novidade vai trazer mais oportunidades de emprego e crescimento dos negócios já instalados, além da criação de novas empresas paralelas às atividades de pesca.

Segundo informações de fontes ligadas ao mercado da pesca o movimento de distribuição das mercadorias é feito pela madrugada, fato que não prejudicaria o fluxo de veículos. Quanto aos dejetos orgânicos, se eventualmente despejados nas águas da baía, o prejuízo à fauna e flora seriam nulos.

Todavia, com a eminente construção do Terminal, acho que deveríamos enfrentar o fato com estratégias que beneficiem à comunidade, exigindo do governo a duplicação da estrada Rio Jequiá, cuja saturação com o trânsito de caminhões durante o dia é um problema para quem reside nas Pitangueiras, Ribeira e Zumbi. Outra idéia é transformar em um píer aberto ao público, a velha estação das barcas da Ribeira. O terreno, também da União, que antes era estacionamento para os veículos dos passageiros das barcas, e que hoje serve de canteiro de obras da Carioca Engenharia, poderia se transformar numa praia, como, aliás, é de direito dos moradores da Ribeira.

Imaginem a beleza da praça Iaiá Garcia com vista livre para o mar.Portanto, sou a favor do Terminal Pesqueiro, e vejo nisso uma oportunidade para barganhas junto ao governo federal, com muitas melhorias para o bairro.

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gabeira ultrapassa Paes no início do 2o Turno

Edição 1389 - 10.10.2008
O eleitor é muito complicado. Como é que milhares de pessoas votam e elegem um candidato que está preso. Tá certo que eleição não é vestibular para entrar para o céu, mas convenhamos, permitir que a casa que produz as leis da cidade tenha entre os seus membros gente que está atrás das grades, não dá para entender.
Logo, muitas dessas pessoas que ajudaram a eleger personagens das páginas policias, certamente estarão indignadas, porque o hospital não funciona e a escola municipal aprova todo mundo, basta estar matriculado. Por isso defendo e vou continuar defendendo, mesmo que sozinho, a necessidade de serem exigidos pré-requisitos sérios para uma pessoa ser candidato a qualquer cargo público. Além de ficha limpa na polícia o candidato deveria apresentar um certificado de curso especial de umas 200 horas, onde ele conheceria melhor as funções e aprenderia sobre as responsabilidades do cargo que pretende disputar.
Conheço muitos candidatos que fazem da eleição uma brincadeira, apenas para distrair-se ou tornar o nome mais conhecido, para depois encher a paciência do prefeito eleito, em busca de um carguinho na administração pública. É uma tática que muitos adoram, e assim eles se perpetuam como candidatos que acaba atrapalhando o processo eleitoral e o projeto de gente correta, que muitas vezes coloca a vida para tentar contribuir seriamente com o desenvolvimento da cidade e a melhor qualidade de vida para a população.
Entretanto, diante dos resultados dessas eleições, desconfio que muitos eleitores querem apenas uma boquinha e votam em candidatos, cuja reputação ou falta de liderança revelam que o pleito serve apenas para compor negócios, ou pior: criar ou manter esquemas de arrecadação financeira.
joserichard.ilha@gmail.com