sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Instituições passivas





 É impossível melhorar a cultura e esperar a confiança do povo, se as instituições de segurança não tomam atitude diante de algumas ilegalidades que afrontam a população ordeira. Falo dos delitos que são cometidos à luz do dia, na frente das autoridades policiais, que algumas vezes reagem de modo contemplativo. Um exemplo é a grande circulação de motos sem placas, pilotadas por gente sem capacete e que passa na frente de policiais militares sem serem abordadas. A liberalidade do trânsito dessas motos, por toda a Ilha, provoca a desconfiança de que a ação policial é, em muitas ocasiões, meramente representativa. Nessa visão, a estratégia, por exemplo, da presença permanente de uma viatura e policiais junto ao chafariz em frente ao Mc Donald´s seria meramente figurativa. E a presença figurativa não transmite sensação de segurança à população, que pelo contrário, credita ineficiência à ação da PM.

 Luto para que os mocinhos e a lei sejam sempre respeitados e vencedores. Por isso fico indignado com a passividade da autoridade que não age diante de irregularidades que acontecem à sua frente. Imagino que cada policial tenha foco em missões específicas, conforme as ações da bandidagem. É um trabalho difícil e perigoso. Todavia, espera-se que não fiquem impassíveis diante de outras transgressões ou fatos que acabam desrespeitando a instituição policial. Imagino que a presença fixa da polícia em alguns pontos da Ilha faça parte de um plano estratégico, que entre outras prioridades, existe para inibir assaltos e dar maior segurança à população. Por essa razão, acredito que, onde estiver um policial a lei precisa ser rigorosamente cumprida a qualquer preço. Onde estiver circulando uma patrulha e cruzar com irregularidades é preciso uma ação de ordem. Só começando a agir assim, a polícia vai conseguir desmontar a suspeita de acomodação e pior, estimulando a impunidade.

 Todas as fichas da população estão sendo colocadas ao lado do novo comando da PM, cujo apoio ele pode contar nas suas investidas contra o crime. O momento é importante para reafirmar o voto de absoluta confiança no trabalho da PM.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo comando da PM na Ilha




 É ótima a decisão da Secretaria de Segurança de manter por pelo menos um ano os novos comandantes de batalhões da Polícia Militar. Ao garantir que o tempo no comando pode ser prorrogado, caso o comandante tenha bom desempenho, o governo quer estimular e reconhecer os bons comandantes. A medida também vai mostrar transparência na avaliação dos batalhões.

 Imagino que a partir de agora, fica claro para a população que quando um comandante for substituído antes de um ano é porque perdeu a confiança dos seus superiores, seja por irregularidades ou incompetência. Atualmente, ninguém sabe o que se passa nos bastidores dos quartéis, e pior, os bons policiais no lugar de serem homenageados, são confundidos com alguns bandidos fardados como no caso daqueles que assassinaram a juíza Patrícia Acioli, no mês passado em São Gonçalo.

 Torço que o Ten. Coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça que assumiu nesta semana o comando da Polícia Militar na Ilha fique muitos anos na região, e só seja substituído por mérito.

 Sei que o trabalho de Ezequiel é difícil e perigoso. Cuidar da segurança de quase 300 mil habitantes é uma responsabilidade cujo êxito todos nós depositamos as esperanças. Problemas rotineiros como motociclistas sem capacete, motos sem placas e transporte alternativo ilegal, além do recente retorno dos sequestros relâmpago são desafios imediatos. Mas a atual postura de tolerância da PM diante dessas irregularidades é incompreensível.

 O que também se espera do novo comando é que seja duro com o desrespeito à lei, sobretudo com o que acontece sob às vistas da polícia. A tolerância com os pequenos delitos pode ser o estimulante dos futuros crimes. Para ficar indignado como a maioria da população, basta que o novo comandante dê uma volta pela Ilha. Ele vai perceber, pontualmente, quais as prioridades de segurança para fazer da Ilha o bairro modelo de segurança. Boa sorte!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Operação Lei Seca nota dez




 Dou nota dez para a Operação Lei Seca. Essa iniciativa do Governo do Estado merece aplausos e o reconhecimento público. A medida teria poupado cerca de sete mil vidas desde que foi implantada em 2009 e precisa do reconhecimento da população para que continue. Além de punir o motorista alcoolizado, a ação protege a vida do próprio infrator de se tornar um criminoso, considerando as chances de ser protagonista de um grave acidente. A Operação Lei Seca protege também a vida dos acompanhantes do alcoolizado, como de todos os pedestres e motoristas no eventual trajeto do bebum. A fiscalização é essencial e o sucesso é por conta da ação permanente e séria dos agentes do Detran que não perdoam nem autoridades, artistas e jogadores de futebol. Todos iguais perante a lei.

 Por outro lado, é decepcionante constatar que o problema das ilegalidades cometidas por grande parte dos motoristas do transporte alternativo contaminou toda cidade. Nesta semana, assisti na Linha Amarela, no trecho entre a Ilha do Fundão e a Avenida Brasil, uma cena que lamentavelmente se repete muitas vezes no dia a dia: um passageiro fez sinal e uma kombi – branca, daquelas ilegais – já lotada parou para o acesso desse passageiro. Com isso o cobrador se deslocou para o compartimento de bagagens em cima do motor e ficou ali sentado durante a continuação da viagem e, pior, com o compartimento aberto – talvez pelo calor. Esse absurdo é tão grave quanto dirigir embriagado. Entretanto, as medidas dos órgãos responsáveis para fiscalizar e punir ainda não funcionam. A cidade que nesta década vai sediar a Copa e as Olimpíadas não pode permitir que tais irregularidades, assim como se o Rio de Janeiro fosse uma cidade onde vale tudo.

 As medidas sérias da Operação Lei Seca contrastam com o descaso das autoridades e com as ilegalidades que colocam os passageiros das kombis e vans em eminente perigo. O que está por trás dessa omissão? Interesse político ou é um incompreensível desprezo com a parte da população que costuma agir dentro da lei.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Preço alto de estacionamento afasta consumidores




 Quem conhece a Ilha há mais tempo lembra que a Estrada do Galeão, no sentido de quem entra na Ilha, não desviava na altura do Mc Donald´s, para se chamar Rua República Árabe da Síria. É que para a implantação do Projeto Rio Cidade, uma ilustre mente urbanística resolveu criar numa das faixas duplas da via, dois estacionamentos. Um deles fica em frente ao supermercado Extra e o outro ao lado da lanchonete – que todo mundo está reclamando – Mc Donald´ss. Acho que imaginaram com essas obras resolver o problema de estacionamento de veículos no local. Talvez os dois estacionamentos juntos tenham pouco mais de cem vagas, espaço que é insuficiente só para atender o movimento de clientes das 11 agências bancárias do perímetro.

 No início eram gratuitos. Mas logo começou a exploração por empresas que sempre cobraram preços abusivos, considerando que as vagas são descobertas, nunca ninguém viu algum segurança e foram construídos em via pública, pagos com dinheiro do povo. Povo este que agora é extorquido ao ser obrigado a pagar um preço absurdo para estacionar o veículo. Imagino que o consumidor que vai numa daquelas farmácias localizadas no trecho, para comprar um comprimido para a dor de cabeça e que não for atendido rapidamente, vai ter que pagar os R$ 4,50 do estacionamento. Resultado: a dor de cabeça vai piorar pela indignação.

 Até pouco tempo funcionavam só até às 22h, mas agora a cabine de cobrança fica aberta 24h. Aí do motorista que deixar um dia inteiro. Vai ter que pagar R$ 37,50 pelas 24h. Saudades da antiga Estrada do Galeão, naquele trecho, cujo fluxo de veículos era melhor e o barulho não incomodava os moradores da Rua Árabe da Síria.


joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Falta de estímulo


 É estranho que pouca gente entre os jovens de comunidades tenham interesse verdadeiro em se capacitar profissionalmente. Eu desconfio que falta um elo na comunicação para motivar essa gente e mostrar que sem estar qualificado, ninguém sai do lugar e vira um parasita sem perspectivas no futuro. É principalmente nas comunidades que estão localizados os maiores índices de desemprego e a baixa qualificação dos jovens. Com a instalação do Sine no Cocotá as pessoas já tiveram a vida facilitada, e desde a semana passada, já podem tirar a carteira profissional e, até ter encaminhamento para um emprego. Aliás, esta foi a tônica da primeira semana de funcionamento do órgão na Ilha.

 Entretanto, o Cefet e outras organizações estão disponibilizando centenas de cursos profissionalizantes, até gratuitos, mas não encontram candidatos para preencher todas as vagas. Claro que existem muitas exceções e alguns desses jovens, após os cursos, decolam rapidamente nas carreiras que abraçam. São exceções que conseguem trajetória meteórica nas empresas e servem de exemplo para animar quem ainda não decidiu aproveitar as chances que o mercado oferece. A falta de mão de obra com alguma qualificação é grande e diversas empresas estão em busca de talentos e de gente que queira trabalhar. O Assaí, por exemplo, publica nesta edição do Ilha Notícias, um anúncio abrindo vagas para quase todas as funções na loja da Ilha do Governador. E são oportunidades num grande grupo empresarial que podem se transformar no trampolim para uma carreira de sucesso. Com a proximidade da Copa e das Olimpíadas milhares de vagas estão sendo criadas na cidade e o tempo das oportunidades de crescer profissionalmente e prosperar já começou. É preciso que principalmente pais e professores conscientizem nossos jovens a serem protagonistas desta maravilhosa arrancada para o futuro que esta década proporciona a todos os cariocas.


joserichard.ilha@gmail.com