domingo, 29 de janeiro de 2012

Carros abandonados colocam pedestres em perigo




 Costumo, pelo menos uma vez por semana, dar um volta por todos os bairros da Ilha. Entendo que como jornalista que participa da equipe de um jornal atuante como o Ilha Notícias, é necessário conhecer a região e entender o que acontece em cada localidade. Percorro, sem pressa, a orla e os bairros internos. Acompanho de perto e com interesse o desenvolvimento de algumas regiões e fico triste com alguns problemas que são recorrentes e ninguém toma atitude séria para resolver.

 Tenho pena das famílias que moram no final dos Bancários e, que nestes dias mais quentes, sofrem muito com a escassez de água. É uma vida dura e que palavras não resolvem. Uma obra está sendo feita para tentar resolver o problema, e é a esperança dos moradores para os próximos anos. Sempre que passo pela região as reclamações e desânimo das pessoas me fere a alma.

 No giro pela Ilha, percebo que nesta época cresce a quantidade de cavalos nas praças. Eles substituem as crianças como vi na Praça Patrocina Pereira de Carvalho no alto das Pitangueiras. Na manhã de quinta-feira (26), nenhuma criança estava nos brinquedos, mas dois cavalos pastavam na grama alta e cheia de estrume.

 O propósito do passeio pela Ilha é também registrar e admirar as belezas naturais e sublinhar as coisas boas. Mas acredite, caro leitor, está difícil elogiar. As condições das ruas esburacadas e das calçadas ocupadas por carros abandonados, somado aos graves problemas provocados pelo transporte alternativo de vans e kombis assusta. É uma vergonha! As imprudências que esses veículos fazem pelas ruas da Ilha são inacreditáveis.

 Embora decepcionado com muita coisa feia e ilegal, forço o olhar para dar brilho ao belo e não vejo problema sem solução. Mas, falta mais atitude dos que são responsáveis e pagos pela população. Uma pena!!!


joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Clima de carnaval | EDIÇÃO 1555 | 19-01-2012




  Até o dia 18 de fevereiro quando inicia a semana de Carnaval ainda temos quatro semanas para curtir toda alegria que os festejos de Momo proporcionam. Segundo a prefeitura, neste ano, a Ilha do Governador é uma das regiões onde mais cresceu o número de blocos de rua. Faço o registro com alegria, afinal é um fato que se sobrepõem as constantes más notícias. Tomara que no próximo ano, sejamos os campeões da cidade.

  Como se trata de um movimento popular espontâneo é de se imaginar que os insulanos estão entre os cariocas mais alegres da cidade. É possível também que a quantidade recorde tenha sido estimulada devido a permanência da União da Ilha no Grupo Especial, há dois anos. Isso pode ter influenciado os foliões locais a se organizarem nos seus bairros da Ilha de modo a estarem mais preparados na hora do desfile representando a União na Sapucaí. De um modo ou de outro, ou pelas duas razões e outras que desconheço, a verdade é que a população da Ilha é de gente feliz. Nos finais de semana, a partir de sexta, em cada canto da Ilha, encontramos um grupo animado que faz do carnaval um motivo a mais para confraternizar. A turma faz fantasias coloridas e desfila animadamente pelas ruas dos seus bairros, arrastando famílias com crianças e gente de todas as idades. No Zumbi e Ribeira são tantos grupos que até parece que toda população dos dois bairros estão participando da diversão.

 Boi da Ilha e Acadêmicos do Dendê são entidades carnavalescas da Ilha que já se consagraram, ensaiam em quadras e tentam se destacar cada vez mais no Carnaval oficial. A Tribo Cacuia com 11 anos, cresce e já conta com cerca de 700 componentes. Os ensaios são às sextas na calçada da Estrada da Cacuia esquina com Sargento João Lopes. Na próxima semana a Tribo escolhe o samba de 2012 e vai para o desfile na Rio Branco. Enfim, daqui para frente é quase tudo Carnaval!!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Praia da Engenhoca abandonada | EDIÇÃO 1554 | 13-01-2012




 
 Os moradores da Ribeira e do Zumbi estão com a razão em rejeitar a instalação de mais empreendimentos industriais cuja movimentação de caminhões possa aumentar o desconforto e o perigo nas ruas do bairro. Não precisa ser um bom observador para perceber o já intenso tráfego de carretas em vias internas e que não foram construídas para suportar as modernas e pesadíssimas carretas.

 O que os moradores não conseguem é mais atenção para outros problemas que prejudicam a rotina e a qualidade de vida. Exemplo disso é o abandono da bela Praia da Engenhoca onde diversas pequenas embarcações foram abandonadas por seus donos e se desintegram pela ação do tempo com material enferrujados e podres. A suspeita de focos de mosquitos da dengue é uma certeza em razão dos inúmeros casos no bairro. A reportagem do Ilha Notícias constatou água parada no fundo dos barcos e de acordo com os moradores, os agentes do combate ao mosquito nunca apareceram por lá. A água podre que surgiu nas areias é outro problema grave e as autoridades precisam agir imediatamente para garantir a saúde dos moradores. É importante pressionar nossos dirigentes públicos de modo intenso para não parecer que estamos satisfeitos com situações de abandono. Reclamar e denunciar é indispensável para garantir a atenção que nossa região merece. Vamos agir, é o desafio.


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Blitz injustificável | EDIÇÃO 1552 | 06-01-2012



 É um absurdo! Não encontro nenhuma justificativa para a blitz realizada pela Polícia Militar no início da tarde da última quarta - feira (4). Nunca concordei com essa estratégia, porque acredito que os bandidos vão aguardar o trânsito voltar a fluir para saírem da Ilha. Nada justifica o mega congestionamento que provocou um engarrafamento com cerca de quatro quilômetros na pista de saída da Ilha. A fila de carros se estendeu desde a Base Aérea do Galeão até o Supermercado Prezunic e deixou os motoristas muito revoltados.

 Durante o tempo da blitz, os veículos levaram mais de duas horas para sair da Ilha. Não lembro de ter visto em minha vida essas ações da PM em outros bairros. Até nas justificáveis operações da Lei Seca nunca assisti congestionamento igual. O trânsito nessas ocasiões é lento e os agentes examinam atentamente a passagem de cada carro. Nas blitz da Ilha tudo é muito estranho, os policiais as vezes estão ao celular ou quase sempre desatentos e os resultados como prisões de bandidos ou apreensões de drogas ou produtos de roubos, se aconteceram, nunca foram divulgados. Imagine o humor dos visitantes que chegam ao Rio de Janeiro pelo aeroporto e dão de cara com uma dessas blitz, depois do tempo de viagem e de terem passado pela revista da Polícia Federal e Alfândega. Uma vergonha!

 Desta vez a reação da comunidade foi imediata, e o Ilha Notícias recebeu centenas de manifestações de pessoas indignadas com as horas que perderam no congestionamento. É inimaginável supor que a polícia ainda acredite que vai prender algum assaltante bobão que tenha a má ideia de encarar o engarrafamento, mesmo com uma polícia desatenta.


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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Prioridades em 2011


 
 Entre as minhas expectativas para 2012 está a esperança de que as famílias que moram em comunidades sejam contempladas com melhores serviços públicos. Falo de muitos amigos que moram nessas comunidades e não podem pagar um plano de saúde, sendo obrigados a dolorosas peregrinações por centros de saúde e hospitais públicos que não possuem médicos. Fui testemunha em 2011, de diversos casos de famílias que perderam entes queridos por falta de médicos ou equipamentos nos hospitais de emergência. O pior é que essas mortes apenas se transformaram em números frios de estatísticas, não refletindo a dor que acabou com sonhos e planos das famílias atingidas.

 Na questão da segurança, as comunidades também é o segmento da população que mais sofre. Além da insegurança que atinge todas as pessoas e até algumas autoridades, quem mora em comunidade é a maior vítima desse sistema que obrigada pessoas a viverem em verdadeiras prisões domiciliares. Ali, são obrigadas a prestar contas a traficantes ou milicianos que dominam territórios onde o bom Beltrame ainda não conseguiu fazer a limpeza, e oferecer liberdade às populações. Além do gás e gatonet, algumas populações de comunidades são obrigadas a consumir e comprar determinadas mercadorias exclusivamente dos negócios indicados pelos comandos bandidos.

 Destaco apenas essas duas responsabilidades dos governos – saúde e segurança – que ainda não funcionam como merece toda população, principalmente as pessoas que vivem em comunidades, para alertar que devemos dar mais atenção as comunidades, oferecendo cada vez mais opções de saúde e segurança, para que possam estudar e ter verdadeiras oportunidades de sucesso. Sem saúde e liberdade não vamos transformar nossos vizinhos e amigos em cidadãos aptos a participar e usufruir dos benefícios e oportunidades da verdadeira cidadania. Saúde e Segurança são duas palavras que em 2012 precisam estar nas prioridades dos governos e das exigências e manifestações de todos nós.


joserichard.ilha@gmail.com