terça-feira, 11 de março de 2014

A crise do lixo na Cidade Maravilhosa deixou ensinamentos


Lixo abandonado nas ruas prejudicou imagem da cidade

           Essa greve da Comlurb que acabou deixando uma péssima imagem da cidade maravilhosa para os turistas só pode ter tido origem em algum movimento político oportunista. É resultado de coisa planejada para prejudicar a população, atividades produtivas e principalmente quem governa. Ou seja, incomodar todo mundo. A sorte é que não desabou nenhum temporal forte cuja consequência poderia inundar parte da cidade e causar algumas tragédias. Aí o plano teria tido êxito e os algozes satisfeitos com a desgraça alheia.
             Na verdade, os salários dos garis estavam baixos. É uma profissão cuja insalubridade deveria ser compensada com recompensas maiores e deixar sempre satisfeito quem é obrigado a colocar sua saúde em risco para botar as mãos em todo perigo escondido em sacos ou latas de lixo. Acredito, que a greve é um instrumento democrático e republicano dos cidadãos demonstrarem suas insatisfações e reivindicarem bases salariais justas. Mas detesto a estratégia de colocar na mesa de negociação o caos e prejuízos como argumento para obter vantagens, mesmo que justas.
         Aos garis foram atribuídas todas as eventuais falhas da Comlurb. Sem eles a cidade ficou nojenta de tão suja. Mas é disso mesmo que se aproveitam os oportunistas que apostam na confusão e geram clima de insatisfação apenas para proveito próprio. Existem argumentos suficientes ao lado dos garis para reivindicar aumentos que sejam justos pelo esforço que fazem. Mas precisam escolher melhor seus líderes e avaliar a força e responsabilidade que têm, fundamentados na importância do trabalho que realizam. A cidade não merece, nunca, ser refém do lixo. 
           Portanto fica a lição aos governos para serem justos com seus servidores, todos eles, mas principalmente garis, médicos e professores. Cada cidadão e a coletividade depende dos seus esforços e bons serviços. É essencial que recebam salários justos. Ou mais!!!

joserichard.ilha@gmail.com
www.twitter.com/joserichard

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O carnaval mexe com toda população


          Quem parte para a diversão e quer curtir numa boa, tudo que o carnaval proporciona, a programação é lotada de opções. Basta consultar a agenda que o Ilha Notícias publica na página 7 e sambar até a tarde da quarta feira de cinzas. Para os componentes da União da Ilha a disciplina é rigorosa para a apresentação do Sambódromo. A organização é observada desde os horários, posicionamento das alas, empolgação e o samba na ponta da língua. Essas condições são exigidas para realizar um bom desfile no maior palco do carnaval do planeta. São quase 4 mil foliões que defendem a União da Ilha com garra e muita alegria. É espetacular viver a sensação de desfilar na Avenida Marquês de Sapucaí sendo ovacionado pelas arquibancadas e representando a Ilha do Governador. A preparação na quadra demora quase um ano entre a escolha do enredo, seleção do samba, ensaios na rua e na quadra. No espaço da União na Cidade do Samba rola ao mesmo tempo a confecção das fantasias e dos sete carros alegóricos que sacodem a avenida por sua criatividade e grandeza.
              Quando desfila, a União da Ilha estremece o coração de todos componentes, diretores e dos moradores da Ilha do Governador. Mesmo quem assiste pela televisão vibra e torce para ver de novo a União no desfile das campeãs.
                O carnaval provoca diversas mudanças de comportamento até naqueles que não gostam da folia. Ninguem consegue ficar alheio à empolgação dos participantes dos 26 blocos que desfilam pelas ruas da Ilha e arrastam grandes grupos de pessoas que se divertem animados atrás do som das marchinhas carnavalescas. Quem não curte o reinado de Momo assiste e aplaude os desfiles dos blocos e só se incomoda com os mijões e a sujeira que fica depois que os blocos passam. Um dia, essas coisas serão corrigidas, talvez quando melhorar a educação dos porcalhões. Desrespeito não faz parte de nenhum enredo.

joserichard.ilha@gmail.com
www.twitter.com/joserichard

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A Ilha do Governador que nós construímos e amamos merece destaque das coisas boas que acontecem











 Aulas de dança e apresentações atraíram centenas de 
populares ao estacionamento ao lado do McDonald´s

                Duas boas notícias nesta semana ajudam a melhorar o humor de todos nós e animam os pessimistas que não acreditam em mais nada. A primeira é a confirmação da estreia no final da tarde do domingo (23), do Projeto Dançarinos da Ilha, com aulas ao ar livre de dança e apresentações de diversos ritmos musicais, no estacionamento ao lado do McDonald´s . Criado através da parceria do professor de dança Leandro Azevedo – bicampeão da Dança dos Famosos – com o jornal Ilha Notícias, o objetivo é proporcionar, mensalmente, uma opção de lazer gratuita à população, no final das tardes de domingo.
            A outra boa é a conclusão das obras de reforma e construção de mais salas de aula no Colégio Estadual Mendes de Moraes. Vibro quando as autoridades se mexem e priorizam, sobretudo, as áreas da saúde e educação. No caso dessas obras no Mendes de Moraes é importante destacar porque o colégio sempre foi referência de ensino e as suas instalações, desgastadas pelo tempo, precisavam de melhorias para continuarem sendo motivos de orgulho para milhares de insulanos que passaram pelos bancos escolares dessa tradicional instituição pública de ensino. Até uma excelente piscina para aulas de educação física faz parte da nova estrutura do colégio, que, só neste, ano já abriu quase mais mil vagas. Os créditos vão para a equipe da direção da escola que não deu trégua ao governo e é importante também reconhecer a sensibilidade do atual secretário estadual de educação, Wilson Risolia, que viabilizou todos os investimentos.
             Boas notícias fazem bem. E espero, no geral, que a mesma energia dispendida para a organização e participação no carnaval contagie os gestores públicos e a população para juntos transformar a Ilha num lugar ainda melhor.

Dia 23 de março (domingo) às 17h30, já está marcada a 2ª etapa do Projeto Dançarinos da Ilha, que a partir de então será quinzenal. O local é o mesmo e é grátis. É só aparecer.

joserichard.ilha@gmail.com
www.twitter.com/joserichard


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

População da Ilha do Governador exige transporte marítimo melhor



Transporte marítimo seria uma excelente alternativa para os insulanos que precisam ir ao Centro


            O transporte marítimo sempre foi fundamental na vida dos insulanos, mas agora com as alterações no trânsito do centro da cidade, que restringe cada vez mais o uso de automóveis, esse tipo de transporte de massa se tornou absolutamente indispensável. O sistema operado pela CCR Barcas, por concessão do estado, mais do que nunca deveria funcionar melhor e com mais embarcações. Os passageiros reivindicam viagens a cada 30 minutos nos horários de rush, na ida das 6h à 10h e na volta das 16h às 21h, e isso é o mínimo que a concessionária precisa adotar de modo urgente.
            Não é mais possível que a CCR Barcas continue operando com embarcações velhas e lentas que levam cerca de uma hora no trajeto que deveria ser feito em menos de 40 minutos. Os passageiros se sentem legitimamente desrespeitados em viajar nessas verdadeiras latas velhas, inseguras e cujos banheiros são imundos. O pior é que não existe fiscalização nem punição pelo mau serviço. O sentimento dos usuários é de absoluto desprezo.
            Os passageiros também sofrem durante o desembarque à noite, na Estação das Barcas do Cocotá, onde são obrigados a caminhar por dentro do Parque Manuel Bandeira, cuja ocupação noturna é de viciados em drogas, prostitutas e vagabundos. O jornal Ilha Notícias já recebeu diversas denúncias de assaltos e de passageiros que foram molestadas embora alguns — sobretudo as mulheres — tenham adotado a tentativa de andar em grupos de modo a inibir a ação dos criminosos. Nesse caso, a solução é simples, basta a presença, à noite, de viaturas da PM até a chegada da última embarcação.
            Agora o transporte marítimo é prioridade para os insulanos, principalmente para os milhares que trabalham no centro e alguma coisa certa precisa ser feita logo.


joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Moradores sonham um dia tomar banho nas praias da Ilha sem riscos à saúde

           
  Na orla da Freguesia parece que as obras, agora, começaram 
para valer. Moradores reclamam da derrubada de árvores 
centenárias e do excesso de poeira e barro
           
           Quando declarei nesta coluna que o morador da Ilha é um sujeito feliz, comparei com os moradores de outras regiões da cidade. Nenhum outro local do Rio de Janeiro tem o sentimento de bairrismo e participação nas coisas que acontecem nas ruas e no seu bairro como o insulano. É verdade que as autoridades parecem se lixar para o nosso eventual desconforto e sofrimento, mas somos mais unidos que os outros. Até no sofrimento, o que não é nenhuma vantagem, pelo contrário.
             O que ainda não aprendemos é a forma de protestar para ter a reação positiva e rápida das autoridades nas questões que diminuem a qualidade de vida das nossas famílias. Qualquer reunião agendada pelas autoridades para ouvir as reclamações da população tem, é claro, o poder de acalmar os ânimos dos queixosos, quase sempre acaba prosperando uma incrível veneração às autoridades. A babação é tão gritante que o servidor público de alto escalão se sente prestigiadíssimo pelos abraços e se dá o direito de esquecer obras e promessas. Na reunião seguinte, meses após, para a população cobrar novamente os acordos não cumpridos, o enredo é o mesmo. Um exemplo são as obras da Freguesia que acumulam reclamações e fazem explodir o mau humor dos moradores. Quantas reuniões, projetos e promessas já foram feitas nos últimos dez anos? Na verdade, alguma coisa está sendo feita hoje, porém aos trancos e barrancos. Mas a ação é lenta e gera indignação dos moradores que se dizem abandonados, com razão.
             O fato que faz o insulano fazer a diferença é o amor à região. Quem é da Ilha tem orgulho de dizer que é insulano e normalmente conhece bem a região, não apenas a sua rua. O insulano costuma participar dos clubes, desfila na União da Ilha, conhece os vizinhos e sonha, um dia, tomar banho nas praias da Ilha sem riscos para a saúde.
 

joserichard.ilha@gmail.com
www.twitter.com/joserichard