sexta-feira, 4 de março de 2016

Cada vez mais distante uma solução para o sistema de barcas na Ilha


Barca perdeu o controle em 2015 ao atracar no Cocotá

   A reunião promovida pelo então Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório, realizada no dia 01/02/16, no salão do ECC para discutir soluções para o transporte marítimo da Ilha parece que foi uma farsa.  É que o secretário pediu demissão do cargo 21 dias depois, para mudar de partido e anunciar que vai ser candidato a prefeito do Rio. É óbvio que essa decisão já estava tomada na ocasião da reunião na Ilha e nada que ali foi prometido pode ser considerado como possível de acontecer. 
   Quase duzentas pessoas participaram daquele encontro e trataram de modo sério os graves problemas do transporte de barcas entre a Ilha e o Centro da cidade, como falta de horários, integração com ônibus e barcas velhas e inseguras, etc, perderam seu tempo. Essas pessoas, moradoras da Ilha e passageiros das barcas, disseram algumas verdades ao secretário, principalmente que o serviço das barcas é muito ruim e precisavam de mudanças urgentes.
  Durante o encontro, o ex-secretário, que já sabia que não continuaria no cargo, não deixou nenhuma denúncia sem promessa de solução e garantiu avaliar a volta da estação das barcas na Ribeira além da criação de outra na Ilha do Fundão. E, sem considerar a péssima situação financeira do Estado - que está com os cofres vazios -, foi mais além anunciando que seriam compradas 4 novas embarcações chinesas para entrar em operação na Ilha até o final do ano.
   A expectativa de que o serviço das barcas poderia melhorar naufragou mais uma vez. Quem esteve na reunião com Osório lamenta o tempo que perdeu em uma reunião que não valeu.


                                                                 joserichard.ilha@gmail.com 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Uma crise sem fim

O Juiz Sérgio Moro que comanda as 
investigações da Operação Lava Jato

   Enquanto o governo federal exagera em planos para aumentar e criar mais impostos destinados a cobrir os gastos da sua própria má gestão, a população vê dilacerada as suas finanças e milhares de empresas já fecharam as suas portas nos últimos meses, causando desemprego em massa. O desenvolvimento estancou. 
   Este ano começou pior que 2015, e, a perspectiva é de mais sofrimento para os brasileiros sem prazo para terminar. É um cenário desanimador. A corrupção e a desonestidade na administração do dinheiro público parecem estar em quase todos os lugares. Há algum tempo que o noticiário nacional aponta números assustadores de desonestidade no exercício de cargos públicos sem que haja um fim das denúncias no horizonte. A cada dia novas descobertas de roubos são anunciadas. Pobre povo.
   Na Ilha, o estaleiro EISA foi obrigado a demitir, recentemente, cerca de 3 mil trabalhadores criando uma legião de desempregados, cujas famílias passaram a viver momentos de verdadeiro desespero, com forte reflexo na economia da região. 
   O pior é que nada está sendo feito para mudar o cenário. O brasileiro está condenado a pagar essa conta absurda, em consequência das atitudes erradas de muitos incompetentes e ladrões que usam cargos públicos de modo desonesto. É péssimo o exemplo que fica para os jovens e as gerações futuras, cujas referências de enriquecimento e valores morais estão mais próximas do submundo do crime.
  Milhares de jovens brasileiros se formam a cada semestre nas universidades e encontram o mercado bloqueado por absoluta falta de vagas em um país que a economia está parada na expectativa dos desfechos políticos e onde o único brasileiro de coragem parece ser o juiz Sérgio Moro.

                                                        joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

União da Ilha tem luta desigual contra escolas que representam cidades, e só poderá superar as diferenças com excelentes sambas

              


  Gostei muito do desfile da União e acho que a colocação final poderia ter sido melhor. Tudo foi quase perfeito e vibrei ao final do desfile. 
Estou surpreso com o penúltimo lugar, sobretudo porque ficamos na frente apenas da Estácio que veio do Grupo A. 
Então o que justifica ter permanecido no Grupo Especial por um triz?
    Faço duas reflexões para tentar entender. Penso que o desequilíbrio financeiro pesa ao competir contra representantes de cidades como, por exemplo, a Grande Rio (Duque de Caxias) e Beija Flor (Nilópolis), cujas escolas recebem, apoio financeiro das respectivas prefeituras além de possuírem patronos fortes.
   Acredito que para ser competitiva e fazer a diferença, a Ilha depende só dela e de uma virtude natural que possui, que é produzir excelentes sambas enredo. Além de fazer um desfile brilhante, como foi o deste ano, é preciso surpreender a Sapucaí com obras primas como “Domingo”, “O Amanhã”, “É Hoje!”, “Festa Profana”, “De Bar em Bar, Didi um Poeta” entre outros. Samba bom faz a diferença e pode equilibrar a competição.  
    A União tem um excelente grupo de compositores que já produziu sambas fantásticos e que podem fazer a diferença e levar a escola aos primeiros lugares. A União encanta por sua força, melodia, criatividade e beleza. Um bom samba puxa a escola pra cima. Imagina um samba bom com Ciça e Ito.

                                                           joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Péssimo serviço das barcas revolta usuários na Ilha do Governador

              
Moradores protestam durante reunião sobre as barcas

   O debate sobre as barcas realizado nesta semana com a presença do Secretário Estadual de Transporte Carlos Osório revelou que, neste ano, pouco deve mudar na operação do sistema de transporte por via marítima, sob responsabilidade da empresa CCR Barcas. Pressionado pelo representativo grupo de moradores, que não suporta mais o péssimo serviço, o secretário prometeu, politicamente, estudar todas as sugestões.
   Qualquer promessa feita durante o encontro deve ser entendida como uma mera boa intenção do governo em estudar a viabilidade das ideias, como é o caso de colocar novamente em funcionamento aEstação na Ribeira e construir outra no Fundão. O fato é que as autoridades não tem forças e coragem para exigir que a empresa ofereça um bom serviço à população apenas na Estação do Cocotá. O que dirá se a CCR vier a operar mais duas outras estações. Além disso, no momento não há barcas disponíveis e nem recursos para comprar novas. E isso é compreensível, diante das prioridades do governo estadual com a área da saúde e salários do funcionalismo. Pezão enfrenta a pior crise financeira de todos os tempos, principalmente em consequência da diminuição drástica dos royalties do petróleo somados a grave crise política e econômica. 
  Não tenho expectativas de mudanças, mas nutro esperanças de que as autoridades assumam um novo papel para melhorar o sistema de mobilidade urbana para acabar com o caos na Ilha e na cidade . Não entendo porque ainda não existe movimento para transformar as águas da Baía de Guanabara no grande polo de integração de transportes aquaviários, ligando cidades e bairros do entorno, onde vivem cerca de 5 milhões de pessoas que sofrem diariamente durante longas e cansativas viagens.  Um absurdo!

joserichard.ilha@gmail.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Vans continuam a desrespeitar todas as leis de trânsito na Ilha


Vans estacionam nos pontos para fazer lotação e 
passageiros dos ônibus são obrigados a descer no meio da rua

              O mau serviço de transporte de passageiros prestado pelas vans é recorrente e supera as barreiras do absurdo. O desrespeito às regras de trânsito e o descaso com a segurança dos passageiros coloca em risco os outros veículos e pedestres.
 É “normal” vans circularem com portas abertas, ultrapassando o sinal fechado e até cortando caminho pelas calçadas quase atropelando pedestres. Não há limites para essa desordem que envergonha a Ilha e conta com a omissão ou conivência das autoridades que deveriam estar agindo intensamente na fiscalização.
   O serviço das vans é essencial mas está uma bagunça. Idosos reclamam que a maioria não respeita a gratuidade ou simplesmente proíbem a turma da 3ª idade entrar. No jornal, são inúmeros os casos de leitores que relatam o quanto são reféns das regras fora da lei, impostas pelos motoristas e cobradores.
   Em alguns pontos de ônibus, com grande quantidade de passageiros, o espaço é disputado na força pelos motoristas de vans. É “normal” eles se imporem como donos do pedaço. Estacionam seus veículos até completarem a lotação não importando a demora e a confusão que criam. Aos passageiros que reclamam da demora mandam sair ou ameaçam com palavrões.
   Enquanto isso, os ônibus são obrigados a deixar seus passageiros no meio da rua gerando lentidão no trânsito e coloca pessoas em risco de atropelamento. Não é possível que esse fato seja considerado normal pelos agentes do trânsito cuja competência para gerar multas contra motoristas particulares parece ser a mais eficiente do mundo. 
   É revoltante o caos do nosso sistema de mobilidade urbana. A metade da frota de ônibus que serve a Ilha está em frangalhos, as barcas sexagenárias estão caindo aos pedaços, e a bagunça nas ruas, provocada pelas vans completa o cenário desanimador.

joserichard.ilha@gmail.com