quarta-feira, 23 de novembro de 2022

POLUIÇÃO NA BAÍA | EDIÇÃO 1957 | 04-10-2019


  Uma pesquisa divulgada recentemente, realizado em parceria por especialistas de três universidades: Unesp, UFF e UFRJ, revelou que é já é uma tragédia a poluição da Baia de Guanabara. A alta concentração de metais pesados em sedimentos, microcrustáceos e moluscos coletados em cinco locais diferentes confirmam que a situação é alarmante.

  De acordo com a pesquisa, o tratamento inadequado dos resíduos produzidos pelas indústrias localizadas no entorno da Baía, junto com a atividade portuária e o esgoto urbano são as principais fontes de contaminação e impactam severamente o ambiente marinho.

  O resultado da pesquisa, publicado em setembro, pelo jornal O Globo constatou grande presença de chumbo, zinco, cobre e cromo nas águas da Baía e representam forte ameaça aos organismos aquáticos. Segundo os especialistas, o perigo vai além do ambiente marinho e pode ter consequências perigosas para a saúde humana.

  No lado norte e oeste da Ilha do Governador, na foz do Rio Meriti, cujas águas estão próximas à nossa orla, a concentração de cromo ultrapassou os níveis de segurança e se tornou potencialmente cancerígeno. Ali a quantidade de zinco também é grande e supera em oito vezes o padrão. Já perto da foz do Rio Iguaçu, que deságua pelos lados de Caxias, lado oposto a Tubiacanga, a quantidade de chumbo e zinco também apresentaram toxicidade elevadíssimas. Estamos cercados.

  Esses metais, segundo os técnicos, podem prejudicar os organismos marinhos. Apesar disso, diversas espécies de peixes sobrevivem, inclusive tainha e sardinha. O mais preocupante, segundo os especialistas que realizaram a pesquisa, é que essa poluição marinha também pode afetar os seres humanos que involuntariamente consomem pescado contaminado. Os prejuízos à saúde humana são graves e podem ser neurológicos e até alterar o sistema hormonal.






 

LINHA PARA ZONA SUL | EDIÇÃO 1956 | 27-09-2019

     O insulano precisa pegar duas ou três conduções para chegar ao destino // Foto: Arquivo Ilha Notícias

   Uma das reclamações mais constantes de moradores da Ilha do Governador é a inexistência de linhas de ônibus para a Zona Sul. Esse vácuo provoca viagens longas, troca de ônibus e se tornam muito cansativas para pessoas que precisam estudar ou trabalhar naquela região e bairros como Botofago, Copacabana e Ipanema. Os passageiros ficam reféns de duas ou três conduções para chegar ao destino. Na ida e na volta.

  É muito sacrifício, diariamente enfrentar ônibus lotados, por desculpas que não convencem. No aeroporto há uma linha que funciona em direção à Copacabana, e atende tanto viajantes como para trabalhadores do aeroporto que moram na Zona Sul. Ou seja, existe uma facilidade para moradores da Zona Sul trabalharem no aeroporto e o contrário nunca existiu. Já é hora!

  Se forem criadas linhas para a Zona Sul, como postulo junto com muitos insulanos, um novo e grande mercado de empregos se abre para os trabalhadores da Ilha do Governador. Hoje dificilmente algum empresário da Zona Sul emprega morador da Ilha. Não apenas pela distância de casa e a demora para chegar ao trabalho, provavelmente cansado e estressado pela longa viagem e a troca de ônibus, mas principalmente porque gera despesas maiores com o vale transporte.

  Portanto, não tenho dúvidas de que é importante tratar desse assunto com a seriedade que merece, e dar prioridade para novas concessões de transporte urbano da Ilha para bairros da Zona Sul. É urgente. O insulano está sufocado e sem a opção de ter um emprego em uma região tão importante da cidade, apenas porque não existe uma única linha de ônibus. Essa oportunidade de empregos não pode continuar sendo negada a nossa população.

TRANSPORTE MARÍTIMO | EDIÇÃO 1955 | 20-09-2019

 

Passageiros precisam se programar nos três horários de ida pela manhã e outros três no final da tarde e noite
 Foto: Arquivo Ilha Notícias

  Volto à questão do transporte marítimo entre a Ilha do Governador e o Centro do Rio, por indignação e absoluta perplexidade diante do fato que nada é feito para melhorar o serviço, pelo contrário, cada notícia que chega é para retirar algum horário. Só informação ruim para a população.

  Lembro que quando acabaram com o Terminal da Ribeira e transferiram para o Aterro do Cocotá, há 13 anos, a justificativa era a implantação de linhas de ônibus circulares com trajeto para todos os bairros da Ilha para levar e trazer os passageiros. A ideia era facilitar a vida dos insulanos, através de uma passagem única a ser utilizada no ônibus circular e barcas. Nada disso aconteceu e a centralização geográfica da estação que, na teoria, era a lógica acertada para oferecer aos insulanos a oportunidade de perder menos tempo no trajeto entre a casa e o trabalho caiu no esquecimento. Nada foi implantado.

  Milhares de passageiros dos bairros da Ribeira, Zumbi, Pitangueiras e da Colônia Z-10 que antigamente tinham a facilidade das barcas perto de suas casas, hoje sofrem, como todos os insulanos, nos ônibus lotados para o Centro, correndo o risco de ficar pelo caminho em alguns coletivos velhos e mal conservados da Paranapuan, ou pior, serem assaltados no meio do caminho por criminosos que habitualmente embarcam perto da Base Aérea do Galeão.

  Sem remédio, os moradores da Ilha, que ainda usam as barcas sexagenárias estão obrigados ao risco de algum acidente por conta dos equipamentos que não garantem uma viagem segura. Também precisam se programar nos três horários de ida pela manhã e outros três no final da tarde e noite. No restante do dia a Estação das Barcas do Cocotá fica às moscas. À noite os passageiros que chegam ainda correm o risco de assaltos no Parque Poeta Manoel Bandeira. É um deboche!

terça-feira, 6 de setembro de 2022


 Neste mês de setembro o jornal Ilha Notícias completa 46 anos de existência. Fundado no Cacuia, o jornal teve como seus primeiros colaboradores Leila Taufie (Kazinha) e José Givigi (Zezinho do Só Momentos). Ao longo do tempo, contou com a dedicação e trabalho de centenas de insulanos para produzir um jornal atuante cujas notícias importantes são aquelas exclusivas da Ilha do Governador. Assim, o ILHA NOTÍCIAS se transformou na voz forte em defesa da população da Ilha do Governador. Atualmente guarda em suas páginas a própria história das últimas décadas da nossa região. (Foto José Richard, fundador do Ilha Notícias)

sexta-feira, 2 de setembro de 2022