sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

NATUREZA X SERES HUMANOS | EDIÇÃO 2132 | 10-02-2023


  Cada vez mais constantes, as reações da natureza parecem ser ainda mais poderosas e com consequências cada vez intensas à vida humana. Na Turquia e Síria, nesta semana, um terremoto devastou cidades, afetando e destruindo milhares de prédios e provocando a morte de muitos milhares de habitantes. Diante da magnitude da destruição, ainda é impossível às autoridades contabilizar a tragédia com alguma precisão.  

  No nosso Estado as chuvas torrenciais já provocaram grandes alagamentos neste verão, mas graças a Deus, não se repetiram as tragédias de anos anteriores, quando algumas cidades serranas sofreram com perdas de vida e grandes prejuízos patrimoniais. 

  As tragédias provocadas pela natureza como terremotos, tsunamis ou a erupções vulcânicas, por exemplo, são normalmente imprevisíveis e provocadas, na maioria das vezes, pelo próprio esfriamento do planeta na sua existência cósmica de transformações e mudanças naturais. Pouco pode-se fazer. 

  Entretanto, muitos desastres na natureza poderiam ser evitados através da mudança de comportamento dos seres humanos com relação à poluição que provocam nos rios e mares. Mares que viraram latas de lixo e verdadeiras fossas para o despejo de líquidos, muitas vezes, altamente poluidores. Já existem verdadeiras ilhas de lixo flutuando nos oceanos e que vagam sem destino. Do lixo orgânico nem se fala da quantidade diante dos 8 bilhões de habitantes no mundo e a escassez de tratamento adequado, mas os líquidos químicos despejados pelas indústrias e sobretudo o lixo atômico que vaza das usinas nucleares são poderosas geradoras de reações naturais contra todos os seres vivos e com danos para a crosta do planeta, que também vai reagir de modo devastador com certeza. 

   Vai sobrar, é claro, principalmente para o ser humano, cuja existência vai estar ameaçada e que, em sua maioria, atualmente, não dá bola para colaborar em ações contra a poluição. Continua jogando papel na rua, lixo na baía, entre outras ações de falta de educação, e parece não estar nem aí pra nada. Muitos dos alagamentos dessa semana na Ilha do Governador foram causados pela intensidade da chuva é verdade, mas com certeza a vazão para o mar foi prejudicada pelo lixo das ruas que acabam entupindo as galerias pluviais.  

  Que os desastres distantes e os que acontecem por aqui, sirvam de alerta para todos nós. Precisamos mudar e ter hábitos de cidadãos responsáveis com o meio ambiente, ajudando a preservar a natureza para evitar as reações naturais do planeta. Bastam as tragédias geológicas que não podemos evitar. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

ÁGUAS DO RIO AGE FORA DA REALIDADE | EDIÇÃO 2131 | 03-02-2023


  É difícil entender o trabalho de algum modo opressivo da empresa Águas do Rio que assumiu o lugar da Cedae na distribuição de água na Ilha do Governador. São diversas as reclamações contra a empresa na colocação de novos hidrômetros em substituição aos antigos equipamentos, obra que é realizada muitas vezes de modo inesperado, sem consentimento e aviso ao morador.  

  Imagine a cena, alguém que sai de manhã para o trabalho, chega à noite e vê que a sua calçada está arrebentada – algumas vezes na saída da garagem –, devido às obras para colocação do novo hidrômetro. Outra cena é o morador – responsável pela conservação da sua calçada –, em casa e percebe o início da escavação, mas não permite. Ele, segundo os relatos de alguns casos que chegaram à redação, poderá arcar com multas e o constrangimento de até ter a sua água cortada. 

  É assim que uma empresa que presta um dos mais importantes serviços públicos para a população deve tratar a população? Não bastam os problemas existentes e os que ficaram marcados na população pela recente pandemia, que trouxe desemprego, falências e acabou muitas milhares de famílias dizimadas pela Covid-19? 

  Atualmente muitas empresas da Ilha também relatam a cobrança estratosférica das contas de água. Situação que forçou o fechamento de algumas atividades como estratégia de gestão para estancar prejuízos e estudar meios que possibilitem harmonizar custos, avaliando receitas e despesas, onde a conta d’água passou a desequilibrar, coincidentemente logo após a empresa Águas do Rio ter assumido os serviços no setor. 

  Acho que diante de tempos tão difíceis, quando todos nós, trabalhadores e empresas deveríamos ter uma maior capacidade de adequação à nova realidade preços e serviços – considerando realidade complicada do momento –, é preciso sensibilidade de gestão, sobretudo quando a empresa “vende” água, produto essencial à vida humana e ao funcionamento de todas as atividades. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

DESORDEM NA LINHA 492 | EDIÇÃO 2130 | 27-01-2023



  A implementação da linha de ônibus 492, hoje operada pela empresa Ideal, foi durante muito tempo um sonho dos insulanos que enfrentavam muitas dificuldades para ir à Copacabana. O itinerário também se tornou útil para muitos trabalhadores cujos empregos ficam pelo trajeto no Centro, Flamengo e Botafogo.  

  Na inauguração da linha, autoridades e passageiros comemoraram na Praça dos Bancários, ponto final da linha. E era para se festejar mesmo, afinal a população insulana, a partir daquele dia passou a ter uma opção utilíssima para se deslocar para a Zona Sul. 

  Entretanto, a linha que começou com duas empresas operando ficou só com a Ideal que atualmente registra preocupação devido a comportamentos intoleráveis para gente civilizada, gerados por jovens que fazem das viagens no final de semana e feriados um verdadeiro pesadelo para os demais passageiros e ao próprio motorista que se vê acuado diante de tanta agressividade e danos ao veículo. 

  No ponto final em Copacabana muitos desses desordeiros saltam pelas janelas para não pagar a passagem num clima de arruaça descontrolada, conforme registram imagens de vídeos, onde cadeiras de praia e guarda-sóis são jogados pelas janelas. Uma desordem absoluta. 

  Para resolver os distúrbios, a polícia planeja atuar nos pontos onde esses grupos se reúnem para embarcar, enquanto a empresa de ônibus estuda até devolver a concessão diante dos prejuízos aos veículos e a segurança dos seus funcionários. 

  É inacreditável que situações como essa ainda aconteçam em nossa cidade. Isso envergonha a todos nós insulanos, sobretudo porque revelam em parte da nossa juventude a marca de  instintos de revolta, cujas mentes precisam ser regeneradas urgente, através de programas sociais e a atuação das autoridades de educação e policial para acalmar os ânimos e oferecer oportunidades para conhecerem valores e direitos, obrigações  e exemplos de cidadania.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

CALOR NOS ÔNIBUS | EDIÇÃO 2129 | 20-01-2023



  É inaceitável que muitas empresas de ônibus tenham problemas para cumprir parte importante da legislação específica do transporte público, como é o caso da obrigatoriedade de os ônibus circularem na cidade com o ar-condicionado. São razões intoleráveis diante do sofrimento que submetem diariamente seus clientes, chamados de passageiros e, em outras palavras, a própria população do Rio de Janeiro. 

  Sobretudo agora, com o verão se mostrando pra valer e a temperatura fritando os miolos dos carecas, andar de ônibus sem ar-condicionado é submeter os insulanos a uma sauna indesejada com consequências imprevisíveis para o humor, higiene e mal estar nos ônibus quase sempre lotados. Isso sem falar que, com o calor absurdo, os insetos, habitantes naturais dos veículos sujos e mal conservados, saiam dos seus esconderijos e circulem entre os bancos levando terror entre as senhoras e asco a todos. 

 O prefeito Eduardo Paes, em nota pelo Twitter esta semana, lembrou às empresas de ônibus que os ônibus que circularem com o ar-condicionado desligado não receberão o subsídio reajustado a ser pago pela prefeitura. É o caso então da população denunciar a irregularidade às autoridades municipais para que a penalidade seja aplicada e, mais importante que isso, o ar-condicionado volte a funcionar em todos os veículos. 

 Os órgãos públicos também poderiam conspirar para que a exigência seja cumprida, colocando fiscais em pontos intermediários de percursos para constatar o funcionamento do ar-condicionado. Procedimento rápido de fazer, pois é só consultar os próprios passageiros. Logo não haveria ônibus circulando sem o ar-condicionado funcionando e todos passageiros viajariam de modo mais humano e confortável.

 E a previsão do tempo é mais calor!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

CUIDADO NAS PRAIAS DA ILHA | EDIÇÃO 2128 | 13-01-2023

  


  Há poucos dias, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgou nota garantindo que as praias da Freguesia e da Bica estavam com águas próprias para o banho. De fato, as águas dessas duas praias, segundo frequentadores, pareciam mais limpas. Entretanto, o tempo chuvoso dos últimos dias acabou com a alegria dos veranistas que costumam aproveitar nossas praias durante o verão e também arruinou com a constatação anterior do Inea que agora, diante das circunstâncias anunciou recentemente que todas as praias da Ilha do Governador estão impróprias para o banho e com níveis de poluição muito além dos limites toleráveis. 

  É natural que isso aconteça durante e após as chuvas, além de outras ocasiões como vazamentos de esgotos químicos ou orgânicos, neste caso pela liberação através de extravasores quando as redes entopem ou as elevatórias não funcionam. Entretanto, quando chove tanto como neste início atípico de janeiro, os quatro rios da Baixada que desembocam na Baia de Guanabara, trazem em suas águas todo tipo de lixo flutuante e líquidos poluentes que se misturam às águas do mar. Muitas vezes esse lixo é depositado pelas correntezas marítimas em nossas praias e a Comlurb tem o trabalho redobrado para fazer a limpeza das areias. 

 Entretanto, o mais perigoso é o lixo tóxico, e muitas vezes invisível, que contamina as praias e pode provocar graves doenças para os seres humanos. Quando chove, muita gente sem noção costuma jogar nos rios e canais, móveis velhos, além de lixo orgânico e químico contribuindo gravemente para a poluição do meio ambiente. O resultado é uma bomba para a saúde da Baía de Guanabara, que normalmente está em estágio intolerável de poluição. 

 De modo que, é bom tomar muito cuidado nas nossas praias logo que o sol voltar a brilhar. A natureza costuma recuperar o ambiente mas é bom ficar ligado, sobretudo com as crianças que podem mais facilmente, durante as brincadeiras à beira da praia, engolir, sem querer, água poluída e perigosa à saúde. O Inea fez a seu parte, avisou! Cuide-se!