quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gabeira ultrapassa Paes no início do 2o Turno

Edição 1389 - 10.10.2008
O eleitor é muito complicado. Como é que milhares de pessoas votam e elegem um candidato que está preso. Tá certo que eleição não é vestibular para entrar para o céu, mas convenhamos, permitir que a casa que produz as leis da cidade tenha entre os seus membros gente que está atrás das grades, não dá para entender.
Logo, muitas dessas pessoas que ajudaram a eleger personagens das páginas policias, certamente estarão indignadas, porque o hospital não funciona e a escola municipal aprova todo mundo, basta estar matriculado. Por isso defendo e vou continuar defendendo, mesmo que sozinho, a necessidade de serem exigidos pré-requisitos sérios para uma pessoa ser candidato a qualquer cargo público. Além de ficha limpa na polícia o candidato deveria apresentar um certificado de curso especial de umas 200 horas, onde ele conheceria melhor as funções e aprenderia sobre as responsabilidades do cargo que pretende disputar.
Conheço muitos candidatos que fazem da eleição uma brincadeira, apenas para distrair-se ou tornar o nome mais conhecido, para depois encher a paciência do prefeito eleito, em busca de um carguinho na administração pública. É uma tática que muitos adoram, e assim eles se perpetuam como candidatos que acaba atrapalhando o processo eleitoral e o projeto de gente correta, que muitas vezes coloca a vida para tentar contribuir seriamente com o desenvolvimento da cidade e a melhor qualidade de vida para a população.
Entretanto, diante dos resultados dessas eleições, desconfio que muitos eleitores querem apenas uma boquinha e votam em candidatos, cuja reputação ou falta de liderança revelam que o pleito serve apenas para compor negócios, ou pior: criar ou manter esquemas de arrecadação financeira.
joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Em quem votar?

INDEFINIÇÃO
Talvez essa campanha eleitoral seja um excelente laboratório para revelar aos moradores da Ilha do Governador o quanto eles atualmente estão abandonados por seus políticos locais. E também, o quanto as coisas precisam mudar para vivermos momentos como do início da década de 90, quando a Ilha tinha três políticos com mandato atuando pelas comunidades – José Moraes, Jorge Pereira e José Richard, que podiam até brigar entre si pela liderança na Ilha, mas trabalhavam.
Hoje não reconheço nenhuma manifestação forte, principalmente das comunidades, em torno de um candidato a vereador. Não há consenso, as lideranças estão apáticas e sem empolgação para realizar encontros com candidatos e se engajar na campanha de algum deles.
O bom amigo e vereador Jorge Pereira, que tenta a reeleição, já mora na Barra da Tijuca há alguns anos e na campanha passada, em 2004, já confessava falta de entusiasmo. Sua mulher, a deputada Graça Pereira, diz que não vai mais concorrer e que o marido concorre agora pela última vez. Com isso o poder regional fica esvaziado e vulnerável ao descaso de qualquer prefeito que for eleito.
Sem voz atuante no legislativo, o bairro fica ainda mais abandonado. É verdade que alguns novos nomes surgiram e outros insistem em simplesmente colocar o nome a cada eleição, com poucas chances. Acredito que o esforço dos candidatos será muito grande para conquistar um eleitorado descrente com os políticos, mas quem sabe ainda esteja aberto a ser contagiado pelo trabalho e a liderança de algum deles, fato que infelizmente no decorrer desses últimos anos não aconteceu.
Pra quem não tiver candidato, ofereço um bom nome: Sancler Mello. Quem votar nele vai ver que como vereador, ele vai fazer a diferença. E melhor, tem compromissos com a Ilha.
joserichard.ilha@gmail.com

Sancler Mello, o Vereador

Edição 1387 -26.09.2008
Ainda não sei se a UPA 24h inaugurada pelo governador Sérgio Cabral vai resolver o problema da saúde na Ilha do Governador. Mas, com absoluta certeza é um passo à frente no atendimento público para a população da região que hoje chega quase aos 300 mil habitantes. Os aparelhos e equipamentos instalados na unidade são modernos e a equipe dos profissionais da saúde tem a gestão da Defesa Civil, instituição cuja equipe de militares reúne gente dos melhores quadros do Corpo de Bombeiros.
A expectativa da população é que tudo dê certo, e que a UPA possa melhorar significativamente o atendimento a toda população, principalmente aos mais humildes, que têm sofrido muito com as dificuldades do Hospital Paulino Werneck. Lá as perdas de vidas - por falta de equipamentos e equipe médica - são centenas a cada ano, e a falta de escrúpulos das autoridades municipais se pôde constatar com a falsa promessa de construir um novo hospital há cinco atrás, no terreno da estrada do Galeão.
Instalada em um prédio construído há apenas três semanas, a UPA não tem a sofisticação de uma unidade hospitalar, mas do jeito que está a saúde, o que importa para nós é que muitas vidas sejam salvas e as dores amenizadas.
Viva, portanto quem faz. Mesmo que eventuais críticas sejam verdadeiras, nada é tão importante do que tentar, e que nessa tentativa, pelo menos uma vida venha a ser salva. Gostei tanto do projeto que já pedi ao governador mais duas UPAs para a Ilha. Uma para cada cem mil habitantes.
joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 20 de setembro de 2008

Molon na Ilha do Governador

Ediçao 1386 - 19.9.2008

Expectativa de Desenvolvimento

A Ilha do Governador vive um momento de expectativas diante da possibilidade de tornar-se um importante pólo de desenvolvimento e mercado para novos empregos. No mínimo são três frentes: aeroporto Tom Jobim, estaleiro Eisa e o Terminal de Pesca. Esse conjunto de ações, curiosamente, serão todos realizadas através de recursos do governo federal.

O aeroporto vai começar em poucos meses as obras de modernização e reforma da infra-estrutura, cuja falta de recursos para a manutenção deixaram precárias todas instalações e muita coisa não funciona do Tom Jobim. O governador Sérgio Cabral tem razão em afirmar que o cartão de visitas do Rio de Janeiro está muito feio. A solução que Cabral propõe de privatização é duvidosa, mas o principal é que já foi batido o martelo e as obras que vão consumir mais de 50 milhões, começam até março.

No estaleiro da Ilha, o contingente com cerca de 3 mil trabalhadores terá que ser ampliado diante das novas encomendas que se multiplicaram com a descoberta de jazidas de petróleo e gás em alto mar. Essa boa maré para o setor, segundo os especialista vai até 2015, tempo que pode gerar muita riqueza e mais habitantes para a região.

Quanto ao Terminal de Pesca que o governo federal pretende instalar no imenso terreno ao lado da Shell, na Ribeira, a expectativa não é de gigantescas obras de engenharia, mas de grande quantidade de novos empregos, tanto para pescadores, como para técnicos especializados na preparação dos pescados para refrigeração e outras dezenas de atividades paralelas na indústria pesqueira. As atividades de apoio como restaurantes, lanchonetes e tantos outros, entre os quais estaleiros de médio e pequeno porte que poderão ter uma novo mercado diante do fluxo de embarcações.

O futuro passa por essas três frentes de trabalho, e tudo isso vai trazer muito desenvolvimento para a Ilha do Governador.

São os bons ventos a nosso favor.

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Hospital na Ilha do Governador

Hospital e outras prioridades
Nesta primeira etapa da campanha eleitoral, pelo menos dois candidatos à prefeitura do Rio, que vieram fazer campanha na região, dizem que a saúde da população é prioridade para eles, o que é muito bom. Ninguém suporta mais as dificuldades que doentes e pessoas acidentadas encontram no antigo Hospital Paulino Werneck.
Jandira Feghali diz que, se eleita, vai reformar as atuais instalações, cuja existência já ultrapassou os 70 anos de fundação. A idéia da médica candidata parece ineficaz porque o projeto do hospital é antigo e o terreno é pequeno para novas ampliações. Tantas já foram as reformas no velho hospital que ele está todo remendado, e seu desenho arquitetônico dificulta os atendimentos tanto para médicos, como para pacientes. Os modernos hospitais de emergência estão sendo construídos com acessos que dêem velocidade para o atendimento aos pacientes em estado grave, coisa que o Paulino não tem, e que nenhuma obra no local vai resolver esse problema que é estrutural.
Já Eduardo Paes disse que se eleito, vai construir urgente um novo hospital municipal de emergência num local diferente daquele terreno comprado por Cesar Maia, na Portuguesa. Ele entende que o local é nobre para o comércio e muito barulhento para um hospital. Quem sabe se eleito, Paes resolva construir no local um moderno centro comercial com pequenas lojas e postos de serviços de utilidade pública para os cidadãos. Com certeza, idéias não faltarão para aproveitar o terreno que há mais de cinco anos está abandonado e hoje serve para proliferação de ratos e baratas, para desespero dos moradores do condomínio ao lado.
O terreno da Estação Rádio da Marinha no final da Estrada do Galeão, em frente à comunidade de N.Sra. das Graças, onde hoje tem três campos de futebol é uma das opções para a prefeitura construir um grande hospital horizontal com heliponto, e tendo ao lado a tranqüilidade da mata atlântica e o Manguezal do Jequiá.
joserichard.ilha@gmail.com