sábado, 6 de fevereiro de 2010

Barcas velhas e condenadas ocupam Estação do Cocotá e moradores reagem
Quatro embarcações com mais de 40 anos de uso e que devem ser transformadas em ferro-velho, brevemente, estão ancoradas junto a Estação das Barcas do Cocotá. Segundo a reportagem do Ilha Notícias apurou, essas barcas foram proibidas de ficar no cais da cidade de Niterói porque atrapalhavam o movimento das outras embarcações. A empresa Barcas S.A diz que as trouxe para a Ilha do Governador, mas ainda não sabe o destino que será dado a elas. Enquanto isso, elas prejudicam a atracação das barcas que fazem o trajeto Ilha x Praça 15, pois um dos lado do píer fica ocupada. Moradores do bairro rejeitam a idéia do local se transformar num depósito de sucatas onde podem proliferar mosquitos além de trazer outros problemas.
Comunidade reage contra barcas velhas
Quem passa nas proximidades do Terminal das Barcas, no Cocotá, pode observar já ao longe quatro embarcações bem antigas, de propriedade da concessionária Barcas S/A, que estão ancoradas na estação. A empresa afirma que está em andamento, na agência reguladora (Agetransp), um procedimento administrativo de baixa das embarcações Lagoa, Itapetininga, Urca e Santa Rosa. A concessionária ainda não sabe o destino das embarcações. Informações, no entanto, dão conta que a empresa teria sido obrigada a retirar as embarcações velhas do cais de Niterói e obteve autorização para deixá-las ancoradas no Cocotá. O fato, entretanto, já revolta a população que reage a idéia do Cocotá se transformar em um cemitério de embarcações inservíveis, o que prejudica a beleza dos contornos do litoral.
Na opinião do insulano Carlos Júnior, as barcas enfeiam o cenário e dão um ar antiestético à região. “As embarcações velhas prejudicam a paisagem o bairro. Não sabemos aonde isso vai parar.”
A preocupação de Janaína Rovari com as barcas paradas no cais é pelo medo do local se tornar propício para o desenvolvimento de focos do mosquito da dengue. “A Barcas S/A está fazendo o Terminal do Cocotá, de depósito de barcas velhas. Com as chuvas intensas, a água se acumula formando criadouros do mosquito da Dengue.”
Denise Figueira concorda e vai além. “As carcaças dos pneus sem uso, servirão, progressivamente, de abrigo para mosquitos, bichos e quem sabe demais perigos.”A concessionária informou que uma equipe de inspeção naval da Capitania esteve no local e constatou que as embarcações estão fora de tráfego, em total segurança. Ainda de acordo com a empresa, as barcas não representam risco de poluição, pois todo o combustível e óleo foram retirados de seu interior. Sobre o perigo das barcas se transformarem em focos da dengue, a concessionária assegurou que foi realizado o procedimento de dedetização e combate às larvas do mosquito Aedes Aegypti, nas embarcações e na estação, em janeiro deste ano. (fonte IN-1455)
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cuidado com a motos!

Nesta semana, em uma ação que durou poucos minutos, a polícia apreendeu, na Ilha, cerca de oito motos em situação irregular, com condutores inabilitados, ou sem capacete. Estatisticamente, se os agentes dedicassem mais algumas horas na ação fiscalizadora iriam lotar o depósito do Detran, para onde foram transportadas as motos. É incalculável a quantidade de motocicletas que circulam pela Ilha, ilegalmente. Veículo rápido e que possui excelentes recursos para fugir de engarrafamentos é muito utilizado também para atividades fora da lei, em toda cidade. Na Ilha nem tanto. Mas, se a polícia relaxar na fiscalização daquelas que circulam inocentemente na frente dos agentes, sem placas e com os condutores sem capacete, a situação pode mudar rapidamente, como foi o caso da proliferação instantânea das kombis irregulares, há poucos anos, e que transformaram num caos o transporte de passageiros. É urgente e indispensável que o 17º BPM tenha uma boa equipe de motociclistas para combater quem hoje trafega ilegalmente na cara de todos nós sem ser perturbado. O combate dos pequenos delitos é a solução para evitar grandes problemas no futuro. Torço que a nossa PM não ouça o ministro Tarso Genro que desdenhou das ações do Choque de Ordem e institua, imediatamente, ações para frear a circulação desse batalhão de motoqueiros suspeitos. Aproveito para registrar o bom trabalho que o Coronel Gilberto Chagas vem realizando no comando da PM da Ilha, nas férias do Cel. Cid Souza. Parabéns!
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sábado, 23 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Último discurso de Zilda Arns
“Todos nós estamos aqui, neste encontro, porque sentimos dentro de nós um forte chamado para difundir ao mundo a boa notícia de Jesus. A boa notícia, transformada em ações concretas, é luz e esperança na conquista da PAZ nas famílias e nas nações. A construção da Paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social.
A Paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância” (Jo 10.10).
...sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” significa trabalhar pela inclusão social; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam.
O objetivo da Pastoral da Criança é reduzir as causas da desnutrição e a mortalidade infantil, promover o desenvolvimento integral das crianças, desde sua concepção até o seis anos de idade. A primeira infância é uma etapa decisiva para a saúde, a educação, a consolidação dos valores culturais, o cultivo da fé e da cidadania com profundas repercussões por toda a vida.
Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, deveríamos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los."
(O texto acima reproduz parte do último discurso de Zilda Arns momentos antes da sua morte, durante o terremoto do dia 12 no Haiti. Nele, ela destaca a importância de aplicar nossos melhores esforços em favor das pessoas que mais necessitam)
joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti

É terrível a tragédia que assolou o Haiti a partir desta terça-feira. Além de ser um dos países mais pobres do mundo a população é desagregada e à mercê de saqueadores cuja origem está no próprio povo.
No dia seguinte à tragédia, quando a dor se multiplicou pela constatação dos milhares de mortos, a falta de água, comida e remédio, saqueadores já agiam nas casas que se mantém em pé e davam tiros mortais naqueles que por qualquer motivo resistiam a suas investidas.
Não sei de tamanho sofrimento e devastação nos últimos 50 anos em nenhuma outra parte do planeta. As imagens e relatos mostram que ninguém do povo tinha condições de ajudar ao outro, e que no Haiti não existe estrutura para ajudar os feridos, não apenas porque alguns hospitais desabaram, morreram médicos e enfermeiros, mas porque o sistema de saúde praticamente não existe.
De longe, sem poder ajudar, resta-nos a força da oração apelando à misericórdia de Deus por todos que sofrem e inevitavelmente vão sofrer nos próximos dias. Ao mesmo tempo é emocionante saber que todas as nações do mundo estão envolvidas para ajudar. A esperança é de que a exemplo de outros países devastados por guerras ou terremotos, o Haiti ressurja das cinzas e seja construído com num novo regime que possa dar paz e futuro para todo o seu sofrido povo.
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