sexta-feira, 18 de junho de 2010

Guarda Municipal ausente na Ilha

A completa ausência de agentes da Guarda Municipal nas calçadas da Ilha do Governador, nos últimos dias, é preocupante. Há poucas semanas, quando o prefeito Eduardo Paes instalou na Ilha, por quatro dias, a “Prefeitura Itinerante”, ocasião em que se comprometeu em realizar diversas obras na região, os guardas municipais estavam presentes em grande número em todos os locais do bairro, o que prova que eles ainda existem.

Acredito que os crescentes índices de assaltos, sobretudo a pedestres, pode-se creditar, em parte, a Guarda Municipal, cuja ausência nas ruas deixa de inibir os pequenos furtos, principalmente contra a população de mulheres e idosos. A Polícia Militar pouco pode fazer contra a nova onda de assaltos que agora se estende a lojas e salas comerciais. O 17º BPM precisa urgente de pelo menos mais cem policiais para tentar controlar a segurança no bairro. O recuo da GM prejudica muito a população e coloca em risco todos nós.

O Cacuia e a Portuguesa são os locais mais visados. Essas regiões eram onde os agentes da guarda municipal se faziam mais presentes. É verdade que as críticas sempre foram muitas contra a GM, mesmo quando eles ainda estavam pela Ilha. Muita gente dizia que alguns guardas eram distraídos, ou ligados apenas em multar motoristas de carros particulares que circulavam desatentos sem o cinto de segurança, mas deixavam rolar o transporte alternativo ilegal. Se a população reclamava de alguns guardas, com razão, agora, com o aumento da criminalidade nas ruas, acha que tudo está pior porque a Guarda Municipal sumiu.
Uma boa notícia! Um grupo de moradores do Quebra Coco anuncia que obteve licença de órgãos públicos para colocar cancelas nas ruas de acesso e controlar a circulação de veículos no bairro. O Quebra Coco é um dos mais visados pelos bandidos da Maré, em razão da facilidade de fuga para fora da Ilha.
joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Protesto contra o abandono da empresa Barcas S/A


Quatro embarcações estão apodrecendo no caís do Cocotá


Tem coisas que eu não consigo entender. Uma delas é o serviço ruim que a empresa Barcas S/A está oferecendo à população da Ilha. Lembro que a empresa lutou para mudar o terminal da Ribeira para o Cocotá, sob a alegação de que a Ribeira era um local distante para a massa de trabalhadores que se dirigiam diariamente ao centro da cidade.
Com a estação no Cocotá, contando com um amplo estacionamento, geograficamente no centro da Ilha e acesso a mais linhas de ônibus, a empresa pretendia multiplicar a quantidade de passageiros que transportava e assim poderia garantir um serviço melhor e criar mais horários.
A lógica das Barcas S/A fazia sentido, e fui um dos que defendeu a mudança, na expectativa que, além da melhoria dos serviços e atendimento a maior número de pessoas, o bairro do Cocotá também sofreria uma transformação positiva nas suas atividades comerciais estimuladas pelo maior fluxo de pessoas circulando em função das barcas. Todavia, desde a inauguração do novo terminal, a Barcas S/A só fez promessas. Não colocou os catamarãs regularmente, como tinha combinado, para diminuir o tempo das viagens, que hoje beiram os cinquenta minutos e que cairia para menos da metade. A qualidade dos serviços piorou e, nos constantes atrasos das viagens, não costumam dar a mínima atenção e justificativa para os passageiros. Enfim, a expectativa de dar à população uma excelente alternativa de transporte, sobretudo nos dias de congestionamentos, se transformou numa triste frustração.
Com o número de passageiros diminuindo, diante da falta de confiança dos usuários, a empresa Barcas S/A resolveu transformar o píer de atração da Ilha num verdadeiro cemitério das suas embarcações velhas e canibalizadas. A medida é insólita. Já são quatro imensas barcas que apodrecem atracadas. São os símbolos do pouco caso que a empresa faz da Ilha e dos seus passageiros. O sonho das velozes embarcações transportando milhares de trabalhadores diariamente entre a Ilha e o Centro da cidade virou um pesadelo. Resta lutar para a coisa não piorar. A Associação Comercial da Ilha, cuja presidência tenho a responsabilidade de exercer, está enviando nesta semana à direção da empresa o seu protesto, exigindo que o Cocotá não se transforme definitivamente num imenso depósito de carcaças enferrujadas.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mais escolas na Ilha, já!



Um problema grave de interesse público persiste na Ilha há muitos anos sem solução. É incrível, mas faltam escolas públicas de segundo grau para atender a demanda de milhares de jovens que completam o ensino fundamental na região. Muitos estudantes da Ilha são obrigados a frequentar escolas fora do bairro exatamente porque as duas que existem na região não têm vagas suficientes. É impressionante, mas nenhum governo até agora conseguiu cumprir o direito constitucional do cidadão e obrigação do poder público de oferecer escolas suficientes para abrigar alunos, pobres ou ricos, em todos os níveis de ensino.

Na Ilha também é necessária a construção de uma escola técnica, para preparar especialistas em profissões de nível intermediário. O mercado de emprego anda em busca de gente preparada para atender o crescimento industrial do estado e encontra muitas dificuldades para contratar técnicos com boa formação. A transferência do tradicional Colégio Óperon para escola da rede pública estadual, planejada há dois anos, se arrasta pelos corredores da burocracia estadual. A ideia era reabrir o Óperon em janeiro deste ano com cerca de duas mil vagas, para equilibrar a quantidade de alunos e a oferta de vagas. Uma excelente iniciativa toda travada. Por quê?

Com poucas escolas, os cursos supletivos à noite, não presenciais, têm sido a opção daqueles que não encontram vagas e mais tarde decidem estudar. É uma alternativa que na maioria das vezes não oferece a formação e conhecimentos adequados pelo simples fato de que, em grupo, o aprendizado se estende até nas perguntas dos colegas. E a interação permanente com um professor é fundamental.

Nesse sistema de ensino, os estudantes ficam sem o indispensável convívio social, que é quando eles têm a oportunidade de criar amizades e aprendem a se relacionar com os outros. Por tudo isso, e para que tenhamos mais brasileiros preparados, é necessário mais escolas. Urgente!
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Samba e Futebol na Ilha, em aniversário

JR com os presidentes, Antônio Augusto, da Portuguesa ,e Ney Filardi, da União.  

Na próxima terça feira, dia 1º de junho, a Associação Atlética Portuguesa e o Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha vão render homenagens aos seus presidentes. É que, por coincidência, ambos fazem aniversário na mesma data. Eles são parecidos tanto no caráter quanto na bondade, e dirigem duas instituições que projetam a Ilha positivamente, além das fronteiras do estado.

Samba e futebol são as atividades mais populares do brasileiro e, talvez por isso, Antônio Augusto e Ney Filardi se pareçam tanto. O carisma, entusiasmo, dedicação e lealdade deles motivam centenas diretores e auxiliares que consagram o trabalho de ambos e o sucesso das suas entidades. Ambiciosos cogitam ser campeões no futebol e no samba. Quando eventualmente não atingem o objetivo, eles não fogem da luta e são reverenciados pela maioria, que os respeitam, admiram e se submetem à autoridade natural. Se há alguma coisa impossível para fazer por suas agremiações, eles é que vão fazer (com a ajuda de Deus). Destemperados, não aceitam traições, mas reconhecem o mérito dos amigos e companheiros sinceros, aos quais sempre estão prontos para ajudar.

Tenho acompanhado ambos. Vejo os desafios solitários que muitas vezes eles precisam enfrentar. Entristecem-se com a falsidade de parceiros, que convivem lado a lado, e que tem inveja das suas vitórias e torcem por insucessos nas suas gestões. Centralizadores, Antônio e Ney sabem ouvir e entender os contraditórios. Conhecem os inimigos. Mas, sagazes e pacientes, disfarçam e esperam a hora certa. Líderes vitoriosos não se abalam.

Nos próximos meses tem eleições nas duas agremiações e eles serão reeleitos. Feliz Aniversário para os dois!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Terminal Pesqueiro na Ribeira


Finalmente o bom senso prevaleceu e muita gente tomou coragem para se manifestar a favor da construção do Terminal Pesqueiro que será instalado na Ribeira. Confesso que me sentia sozinho defendendo a ideia, e até recebi algumas mensagens pela internet contendo críticas severas.
Agora já tem até um documento favorável ao TPP (sigla do terminal) com dezenas de assinaturas, incluindo a maioria dos presidentes das associações de moradores de comunidades da Ilha. Todos querem o terminal, não apenas pelos benefícios e desenvolvimento para a região, como também pela geração de centenas de novas oportunidades de empregos.
Nunca fui contra aquilo que não conheço. Principalmente se o plano do Ministério da Pesca é construir, dar empregos e movimentar a economia. Muitos novos negócios vão surgir por toda a Ilha, sobretudo na Ribeira e Zumbi, a partir do momento que as obras do terminal começarem. Só vejo vantagens e benefícios para a Ilha.
Os técnicos encarregados de planejar e construir o terminal garantem que os modernos procedimentos e manipulação dos pescados não vão trazer nenhum transtorno ao bairro e ao meio ambiente. E neste aspecto é importante todos estarem atentos para eventuais irregularidades que possam surgir, e denunciar imediatamente ao Ministério da Pesca. Mas, entre os benefícios que o terminal pode trazer é sonhada duplicação da perigosa Estrada do Rio Jequiá.
 
joserichard.ilha@gmail.com