sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Ilha na rota do crime

  A Ilha do Governador não é mais exclusividade dos criminosos do Complexo da Maré. Policiais bandidos daquela região também resolveram realizar seus delitos na Ilha. A notícia é desesperadora porque a população fica confusa e não sabe mais em quem pode confiar, quando agentes fardados agem sorrateiramente abandonando suas responsabilidades no quartel (22º BPM) que trabalham para deslocar um veículo roubado na Ilha.
  Além de ser ladrão de carros, o PM bandido reagiu atirando contra seus companheiros de farda que perceberam o crime. O bandido acabou morto para sorte da corporação que um dia antes tinha perdido um jovem policial abatido com um tiro na cabeça por um bandido no Centro da cidade. Essa ocorrência do Centro mostra o quanto é perigosa a atividade policial e as surpresas que o mundo do crime revela a cada dia. Um exemplo é o acontecimento desta semana aqui na Ilha: PMs que honram a farda poderiam ter perdido a vida de modo absurdo, pelos tiros disparados por um colega de farda que nada mais era que um criminoso.
  Usar o posto de policial e a farda para roubar torna o crime maior. É muita covardia ter como escudo a autoridade e agir contra seus próprios companheiros da PM. Trata-se de delinquência monstruosa e sem limites. Imagine a vergonha da instituição e dos bons policiais que são a grande maioria da corporação. O próprio comandante geral da corporação coronel Mario Sérgio Duarte disse à imprensa, nesta quinta (18), que estava envergonhado e pediu desculpas à população pelo fato.
É preocupante constatar mais uma vez que a Ilha do Governador é a rota dos bandidos das redondezas. Existem vulnerabilidades que não sei identificar além da falta de policiais no batalhão da Ilha. Há 35 anos eram mais de mil homens no 17º BPM, e hoje a tropa não chega a quatrocentos. Embora a Ilha só tenha uma via para entrar e sair, parece que é isso que motiva a bandidagem. Será? Por que?


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pichadores voltam a atacar a Ilha


Parque Manoel Bandeira


  É terrível, e não dá mais pra ficar quieto. É insuportável a poluição e os prejuízos causados pelas pichações em praças públicas, prédios comerciais e residenciais da Ilha do Governador. A sujeira é tanta que muita gente tem deixado de alugar salas comerciais em lugares com pichações porque fica com vergonha e medo de prejudicar a imagem do seu negócio.
  Os desequilibrados que fazem essas pichações são jovens covardes que se escondem nas madrugadas e criminosamente destroem o patrimônio alheio com frases enigmáticas e imbecis. Além de colocar suas vidas em perigo, eles invadem a privacidade de apartamentos e residências, provocando o desespero de mulheres e crianças que eventualmente dão de cara com um desses desajustados.
Pichar é crime - artigo 163 do Código Penal - segundo informa o Dr. Luiz Varanda, presidente da OAB-Ilha, e dá cadeia com pena de um a seis meses. Portanto, ajude a desmascarar os pichadores para acabar com esse mau exemplo, aparentemente de bobalhões, que provoca enormes prejuízos. Na Estrada do Galeão são centenas de imóveis que ficaram desvalorizados e cujas fachadas vão perpetuar nas pastilhas ou mármores desenhos bestiais de pichadores que têm se reunido à noite em diversos bairros da região. Nessas reuniões, segundo um dos participantes, eles tramam aonde vão atacar, agindo como verdadeiras quadrilhas de bandidos.


Denuncie esses crimes, ligue pra polícia: 2334-6308 37ª DP e 2334-6331 17º BPM.



Texto publicado em maio de 2007 e republicado nesta edição com adaptações.
 

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os picaretas estão soltos


  Um dirigente do Detran denunciou nesta semana uma operação inacreditável realizada por um grupo de vigaristas que está agindo na cidade. Eles atuam nos cruzamentos das ruas, onde um deles com uma câmera digital, fotografa as placas dos carros que passam. Com as placas, as fotos e a ajuda de despachantes, descobrem os endereços e nomes dos proprietários dos veículos. Com um computador e uma impressora a laser fazem uma montagem e imprimem boletos perfeitamente idênticos a uma multa, só que os dados do favorecido não são os do Detran, mas da conta de um laranja. A vítima recebe a multa pelo correio, fica na dúvida sobre a infração, acaba pagando no banco ou via internet, sem verificar no site do Detran se a multa existe mesmo. Na realidade, a pessoa foi vítima de um golpe. Por isso, antes de pagar qualquer multa de trânsito entre no site do Detran e verifique se a multa existe mesmo. Os picaretas estão soltos.
  Golpes e vigaristas sempre existiram. A criatividade é uma das características desses tipos de criminosos, que se aproveitam da boa fé e do descuido da população. Na internet, mensagens transvertidas de oportunidades e depósitos de valores inundam os e-mails, roubando dados pessoais ou injetando vírus que desintegram informações nos computadores.
Também é bom tomar cuidado nas ruas da Ilha. Vigaristas e bandidos voltam a atuar com mais intensidade pela proximidade do natal, época quando as pessoas estão com 13º no bolso. Esses espertalhões procuram enganar principalmente as pessoas com mais idade, cuja aparente fragilidade, estimula o roubo. Embora a PM tenha câmeras instaladas nas áreas bancárias e aumentado o efetivo de policiais nas calçadas, é importante que todos, mesmos os mais jovens, estejam alertas antes e após utilizarem dos serviços em agências bancárias. Os vigaristas estão nas ruas, cuidado!


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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lei eleitoral beneficia estuprador que violentou 23 mulheres na Ilha

                                                  
  É inacreditável que o maior estuprador de todos os tempos que a Ilha do Governador já conheceu, tenha sido solto pela polícia nesta semana, depois de ser identificado por pelo menos quatro de suas vítimas. Nenhuma lei poderia garantir imunidade para um criminoso cuja ação, além de destruir a vida de dezenas de mulheres, incluindo meninas de 13 anos. Esse tipo de criminoso deveria ser tratado como tratou suas vítimas e a lei tinha que determinar a prisão imediata em jaulas, houvesse eleição ou não. Quem quer o voto de uma besta humana como essa? É um absurdo a existência de leis que protejam esses verdadeiros demônios.
  Além de estuprador, esse criminoso é um covarde ao agir sorrateiramente na escuridão das madrugadas contra pessoas indefesas, que moram em comunidade onde já vivem tensas diante das habituais condições de insegurança e pobreza. Pior ainda é utilizar-se do título de pastor para adquirir a confiança das suas vítimas e depois seduzi-las covardemente, sob ameaça de facas.
Há sete anos que esse estuprador agia na Ilha e Itaboraí sem que levantasse suspeitas. Ao certo ninguém sabe o número total das suas vítimas. A vergonha da denúncia e o trauma podem acompanhar essas pessoas pelo resto das suas vidas e trazer problemas insanáveis com as próprias famílias. A realidade é que o criminoso está solto pelas ruas. Imaginem o pânico que isso pode gerar nas comunidades. Até que este bárbaro esteja atrás das grades ninguém vai ter sossego e as madrugadas vão ser de medo. Se forem mantidos pela justiça os mesmos critérios da lei que não permitiu a prisão do criminoso quando ele estava na delegacia, esse bandido só poderá ser preso pela polícia, 48 horas após as eleições deste domingo. Até lá o estuprador já poderá ter cometido outros crimes e fugido para longe para começar uma nova vida de crimes, arruinando a vida de mais mulheres.


joserichard.ilha@gmail.com




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lula visita estaleiro Eisa



  O presidente Lula vai estar presente, na tarde desta segunda (25), nas solenidades de lançamento de mais um navio fabricado no Estaleiro Ilha. A embarcação, que será lançada nas águas vizinhas à Praia da Rosa, vai se chamar Log-In Jatobá e foi encomendada pela empresa Log-In Logística Internacional.
Com cerca de 4 mil trabalhadores o Eisa é um dos maiores estaleiros do país, gerando desenvolvimento para o Brasil e emprego bom para muitos moradores da Ilha do Governador. A presença do presidente tem um simbolismo especial porque, além de outros significados, revela como é importante a parceria do governo federal, prefeitura e governo do estado para o sucesso da indústria naval. São em média quatro navios fabricados por ano pelo estaleiro que trabalha a todo vapor, exibindo produtividade e qualidade naquilo que fabrica. A prova disso é que existem encomendas de navios com entregas previstas até 2020, de armadores nacionais e internacionais, fato que demonstra a confiança na indústria naval brasileira.
O sucesso do Eisa é resultado do trabalho sério e competente de executivos e profissionais de alto nível, cujos conhecimentos e determinação transformaram as instalações do falido estaleiro Emaq, no cenário de festa que o presidente Lula vai ver e vibrar. A história mostra que mesmo a grandeza do Emaq, na década de 70 e 80, não suportou uma má administração, que além de sucatear a empresa, levou tristeza e desespero para milhares de famílias. Por isso é importante reconhecer o mérito e a coragem de investidores de visão, cuja sensibilidade, além de trazer lucro e impostos que geram mais possibilidade de programas de educação e saúde para o Brasil, garante a felicidade de milhares de pessoas que, direta e indiretamente, trabalham na construção das embarcações.

Viva o Eisa!


joserichard.ilha@gmail.com