sexta-feira, 20 de maio de 2011

Comércio de carros: uma nova vocação da Ilha

 O desenvolvimento é fruto de fatores entre eles o empreendedorismo, ousadia e oportunidades. Negócios não nascem como capim. Mesmo em terra fértil. Sem empresários dispostos a apostar no sucesso através do investimento e trabalho não nascem atividades produtivas que gerem renda e empregos. As oportunidades surgem pelo movimento do mercado, cuja demanda, na maioria das vezes, só é percebida por raros empreendedores que as farejam no ar. Na metade das vezes eles acertam. Muitas vezes cabe aos governos criarem as oportunidades, flexibilizando normas e criando incentivos para motivar a instalação de novos negócios. Foi o que aconteceu há poucos anos quando a prefeitura criou regras especiais para estimular a atividade de venda de automóveis na Estrada do Galeão.
 Alguém notou que empresas com esse tipo de atividade ocupavam diversos espaços na via e sofriam com todo tipo de dificuldades para se desenvolver. Era preciso fazer alguma coisa para dar musculatura a esse tipo de atividade. O prefeito foi sensível aos argumentos e flexibilizou o funcionamento das agências de automóveis em um trecho da Estrada do Galeão. O fato é que aos poucos essas atividades prosperaram e recentemente uma concessionária de veículos de origem chinesa se instalou na região e as vendas vão de vento em popa. Uma outra, de veículos coreanos, acelera as obras para inaugurar as instalações de uma loja. Esses são sinais de que a atividade de veículos agora precisa que sejam mantidas e ampliadas as condições para o crescimento. Novas oportunidades de emprego e a circulação de capital fortalecem a região que pode se transformar num pólo definitivo dessa atividade. Estes são os nossos argumentos para a Ilha se consolidar como uma das regiões onde o comércio de carros seja a nova vocação.
 

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ilha: abandonada pelo poder público

 Na minha opinião a Ilha está bastante abandonada pelo poder público. Exemplos? Vai faltar espaço nesta coluna, mas vamos lá. Na orla existem há meses verdadeiras crateras nas calçadas da Praia da Bica, Corredor Esportivo e Pitangueiras. Crianças e pessoas que praticam caminhadas e deficientes precisam ter muito cuidado para não cair num desses buracos e sofrer ferimentos. É um caos a desorganização do transporte alternativo. Os motoristas de vans e kombis fazem o que querem nas ruas, colocando em risco a vida dos passageiros e de motoristas dos outros veículos. Estacionados nos pontos de ônibus à espera de passageiros ou em velocidade excessiva pelas ruas são o símbolo da impunidade. A lei que multa com rigor eventuais erros dos outros motoristas parece não existir para eles. Falta fiscalização séria. 
Os trabalhos do projeto campanha do Asfalto Liso pararam na Ilha. Alguns trechos da Estrada do Galeão e, em dezenas de outras ruas, buracos e ondulações quebram a suspensão dos veículos, causando sérios prejuízos aos motoristas. Na área da saúde, os serviços públicos que têm a obrigação de atender a população doente não têm médicos na quantidade suficiente. O novo hospital que está sendo construído e deverá ficar pronto no próximo ano só poderá resolver a indignação coletiva de quem busca atendimento, se a quantidade de profissionais da saúde surpreender e estiver a altura da grandiosidade e importância da obra. A prioridade das prioridades é a questão da saúde. Ninguém vai a uma escola ou consegue trabalhar sem saúde. Portanto: saúde em 1º lugar!
 Falta espaço para apontar a maioria dos problemas que a população enfrenta no dia a dia. Felizmente em muitos deles a solução surge após as denúncias do jornal que conta com a participação dos leitores e o interesse de algumas autoridades. Vamos em frente! Queremos uma Ilha do Governador cada vez melhor para viver.



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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães

 Quero registrar meu abraço a todas as mães. O Dia das Mães que comemoramos neste domingo (8) é e será sempre um dos dias mais importantes do ano. Imagino o quanto elas devem ser orgulhosas e felizes pelo simples fato de gerar vida. A nossa reverência e agradecimento às mães deve ser eterno. Deus tem muita confiança nelas para lhes proporcionar o direito de gerar pessoas semelhantes a Ele. Cabe aos filhos e filhas demonstrar, de modo muito intenso e carinhoso, o afeto e a gratidão por quem os gerou e criou, às vezes, com muitas dificuldades.

 Desejo saúde e muito amor à todas às mamães. Que Deus continue a dar força aquelas que sofrem eventuais indiferenças. Certamente o amor que dedicam aos filhos será amplamente recompensado pelo Senhor. Amar e proteger as mães é uma obrigação de cada filho. Diria mais, proteger as mães do planeta é um dever de toda humanidade. 
 O Dia das Mães costuma lotar restaurantes com famílias que confraternizam longe das cozinhas para dar um merecido alívio na rotina da mamãe que sempre prepara a comida da turma. Não há outra data que leve tanto movimento nos restaurantes. Algumas famílias preferem comemorar em casa, mas sempre preservam a mãe de qualquer trabalho na cozinha. Afinal é o dia delas. Portanto, não se esqueça de preparar uma bela surpresa para a sua mãe. E caso ela esteja longe, cumprimente outras pelo telefone ou aquelas que encontrar pela rua. Ou compre umas rosas e distribua entre as mães da vizinhança. Isso vai fazer muito bem para elas e para você.
Estarei neste domingo em Porto Alegre para abraçar a dona Estácia. Vou agradecer, mais uma vez, o carinho e paciência, além de ouvir as deliciosas histórias das nossas vidas. 
 À você leitora que é mãe quero desejar um “Feliz Dias das Mães!”


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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Comércio na Portuguesa: farmácias x bancos




 Em breve mais uma farmácia deve abrir as suas portas na Portuguesa. Acho ótimo que novos negócios sejam abertos e todos empreendimentos tenham sucesso. São novos empregos e a economia cresce. Ainda bem que atualmente as drogarias e farmácias oferecem aos consumidores além de remédios, um grande mix de produtos. Se assim não fosse, a região teria que ter muita gente doente para garantir o faturamento da atividade. Nas promoções das drogarias alguns produtos de beleza e higiene chegam a estar mais baratos do que nos supermercados, local onde normalmente a população encontra os menores preços. E isso é ótimo!
 Todavia, a quantidade de drogarias na Portuguesa – no trecho entre a Rua Colina e o Casa Show – só não superam o número de bancos. São no mínimo dez agências bancárias e todas elas sempre cheias de caixas eletrônicos e clientes. Infelizmente, cada vez encontramos menos funcionários nas agências. Os caixas eletrônicos ocuparam o espaço dos trabalhadores que foram – e estão sendo – afastados progressivamente.
 Detesto os bancos por causa disso, e porque nos “assaltam” sem dó quando a nossa conta fica no vermelho e, fragilizados precisamos de ajuda que só vem com juros exorbitantes. Mas nesses momentos os insensíveis computadores dos bancos só nos ajudam a afundar em depressões e aumentar o tamanho das dívidas. Entre as drogarias e bancos que estão por toda parte na Portuguesa, torço pelo sucesso das farmácias que possuem mercadorias que nos ajudam a solucionar os problemas diários – nem que seja apenas para diminuir a dor de cabeça depois que saímos do banco. Imagino que os donos de drogarias e bancos estão antenados na Portuguesa por causa da inauguração, em breve, do novo hospital de emergência da Ilha e do movimento de pessoas que deve aumentar consideravelmente na região. Fique de olho, pois a Portuguesa vai voltar aos bons tempos com um comércio cada vez mais forte.


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Ilha do Governador e suas características de município


Gosto da ideia de transformar a Ilha do Governador num município. 
Defendo isso há alguns anos. Acredito que a gestão pública será sempre mais eficiente nos territórios com grande densidade populacional se forem divididos. Além disso, a nossa região tem características diferentes justamente por ser uma Ilha. Aqui, costuma-se dizer, com certa dose de exagero, que todos se conhecem.
As prioridades das ruas e o que falta para uma melhor qualidade de vida, todos sabem, mas não chegam aos ouvidos do poder público. A atenção das autoridades está voltada para outro cenário desta Cidade Maravilhosa, cujos acontecimentos repercutem mundialmente. A autonomia dos territórios é indispensável para o desenvolvimento de cada região das mega cidades. A Ilha do Governador, como pedaço do Rio de Janeiro, que todos nos orgulhamos de pertencer, tem cultura diferente e bairrista.
Estudos realizados na Assembléia Legislativa demonstram que a Ilha tem arrecadação de impostos, que comparados aos 91 municípios do interior Estado, a colocam em 9º lugar no ranking. Com território pequeno (33 km²) e bons recursos, sempre imaginei um município rico. 
Rico e com independência para resolver rapidamente questões pontuais para melhorar a qualidade de vida da sua população. Os governos de grandes cidades têm dificuldades para identificar as necessidades específicas de cada região e, sobretudo, implementar a solução mais correta. Apenas como exemplo, cito um grave problema que é o atendimento público de saúde na Ilha. O septuagenário Hospital Paulino Werneck precisa de mais médicos. Todos nós sabemos disso. Pessoas morrem porque o setor de emergência não tem uma equipe completa 24h. Outros exemplos estão nitidamente visíveis para a população nas demais responsabilidades públicas. 


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