sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Copa e Olimpíadas são oportunidades para a Ilha




 Acho que Deus reserva grandes emoções e oportunidades em 2012, para o nosso país que se consolida como uma das principais potencias do planeta. A crise econômica que hoje afeta a Europa e começou na Grécia, é diferente, mas também perigosa, como foi a bolha imobiliária que afetou seriamente os Estado Unidos e rende consequências negativas até hoje. Praticamente ileso, nosso Brasil atravessa bem essas tempestades financeiras e, independente do governo no poder, parece não sentir maiores consequências e foca suas ações olhando para o futuro, obrigatoriamente nos dois maiores eventos esportivos mundiais: a Copa e Olimpíada. No centro das ações está a cidade do Rio de Janeiro que vai sediar a final da Copa e todas as atividades olímpicas. Não há portanto chances de o mundo, nos próximos anos, desviar a atenção da Cidade Maravilhosa, por maiores que sejam os lobbies contrários. O Rio de Janeiro é a cidade da década, com fantásticas oportunidades para os brasileiros, especialmente para os cariocas .


 Oportunidade também para a nossa Ilha do Governador, onde está localizado o aeroporto Tom Jobim e tem papel importante na recepção dos atletas, dirigentes, organizadores e a imprensa mundial, para cobrir os dois eventos esportivos. É urgente portanto, que medidas sejam tomadas para melhorar não apenas o aeroporto, mas todo entorno de modo a proporcionar acomodações para os passageiros em hotéis junto ao aeroporto. Também é inadiável que imediatamente sejam planejadas e executadas obras para resolver o problema dos constantes congestionamentos na Estrada do Galeão que afetam seriamente os vôos, problema inaceitável durante a realização dos dois mega eventos. Em 2012 temos que exigir estudos e obras para resolver definitivamente essa questão que inferniza a rotina dos insulanos.


joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mão única é solução


  É inadmissível que as autoridades de trânsito que se dedicam a planejar o tráfego de veículos ainda não perceberam que a Rua General Estilac Leal precisa ser mão única. A Estilac é aquela que começa na Estrada do Galeão, na esquina onde funciona a loja da imobiliária Júlio Bogoricin e que tem, do outro lado, o Shopping 1035. Nessa rua, a confusão é muito grande durante todo o dia. Por absoluta falta de opção para parar, os motoristas estacionam seus carros sobre as calçadas e nos dois lados da Estilac, que é muito estreita. Isso acaba impedindo a circulação normal de veículos na via que não deve ter mais de cem metros de extensão.

  Um dos acessos para o Jardim Guanabara, a rua está próxima a um comércio bastante movimentado com lojas e salas de atividades bem diversificadas, fato que gera uma grande quantidade de pessoas circulando nas calçadas que ficam em parte ocupadas por uma avalanche de carros. Não sou especialista para sugerir qual o melhor sentido, mas garanto que qualquer um vai melhorar o trânsito, evitar batidas e discussões. Embora curto, o logradouro que termina na Rua Abélia, conta também com uma unidade do Colégio Iglesias, para onde dezenas de pais se deslocam diariamente transportando os alunos.

  O tumulto naquele trecho da Ilha é gerado pela absoluta falta de planejamento. Quem está preocupado com isso? Fui informado que periodicamente surge a guarda municipal para aplicar multas. Sei também de centenas de reclamações vindas de comerciantes e principalmente moradores que já chegaram no limite da paciência diante do volume de problemas provocados por obstruções e que eles têm que resolver, simplesmente, para ter garantido o acesso às suas residências. Um caos que pode ser resolvido em boa parte se as autoridades adotarem mão única nesta rua que homenageia Estilac Leal, um general que chegou a ser Ministro da Guerra do presidente Getúlio Vargas no inicio da década de 50.


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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Maior autonomia para a região





 A Ilha do Governador cujo território de pouco mais de 32km2 abriga uma população de cerca de 300 mil habitantes tem uma rotina mais agitada do que a maioria das cidades do estado do Rio de Janeiro. Além do aeroporto onde viajam por ano 10 milhões de passageiros possui um dos maiores estaleiros do país. Por essas e outras centenas de razões, acho que a região deveria ter maior autonomia para decidir suas prioridades em busca da qualidade de vida dos seus habitantes e a funcionalidade das atividades que movimentam a economia local.


 Afinal, estamos numa ilha e por essa razão tem características diferentes das outras regiões. Um exemplo é ter uma única via de acesso por terra que é feita pela Estrada do Galeão. Os engarrafamentos rotineiros não prejudicam apenas os milhares de trabalhadores cujos empregos ficam fora da Ilha, mas também as pessoas que moram nos diversos bairros da cidade e que trabalham aqui. O pior acontece com os passageiros e as tripulações que perdem vôos, e nada mais constrangedor para o país, que os visitantes, depois de cansativas horas de vôo sejam eventualmente obrigados a enfrentar as blitz na saída da Ilha. O Brasil fica mal na foto.



 Acredito que tratar a Ilha de modo diferente é um dever das autoridades. O problema do acesso único pode ser uma oportunidade para transformar o transporte marítimo numa solução de excelência tanto para os moradores como para o aeroporto. Os investimentos para colocar linhas com modernos e rápidos equipamentos de transporte de passageiros pode interessar à empresas internacionais sérias e eficientes. O trajeto entre a Ilha e o Centro é relativamente curto e o mar é calmo. Tenho absoluta certeza que no momento que cair a ficha dos governantes a Ilha poderá ter o melhor serviço de transporte de passageiros.


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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os desafios do trânsito



 Todo mundo sabe que moro e trabalho na Ilha. Acredito que é um baita privilégio ficar por aqui enquanto a maioria tem que enfrentar as agruras diárias do trânsito. Na quinta (17), não tive alternativa. Para estar num compromisso no Centro às 8h30 saí da Ilha às 7h, mas só cheguei ao destino poucos segundos do horário, por pura sorte. O taxista fez verdadeiras travessuras para chegar ao Castelo, depois de alguns congestionamentos na Estrada do Galeão, Linha Vermelha, Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Nada demais, só trânsito pesado. Mas foram longos 90 minutos e me dei por feliz em a tempo. Percebi que a quantidade de veículos nas ruas aumentou muito e para cumprir horários eu preciso planejar melhor e, no mínimo, antecipar minhas saídas em trinta minutos.

 Fiquei impressionado com a quantidade de motociclistas nas ruas nesse horário. Eu e o motorista, que também não está acostumado a sair da Ilha, levamos alguns sustos por conta das buzinas intermitentes das motos, que surgem de todos os lados. Na Linha Vermelha, as buzinas parecem dizer para os motoristas saírem da frente, tal a insistência. Vi a cena de um motoqueiro chutar um carro que não abriu o espaço certo para a moto. Tomei sustos quando uma buzina alertava que um piloto ia passar pela esquerda e o taxista abriu espaço para a direita quando quase derruba um motociclista que ultrapassava pelo outro lado. Vi centenas de motos nervosas impondo seus espaços na marra com suas irritantes buzinas. Percebi o risco que a maioria dos jovens motoqueiros correm, sobretudo quando uma chuva fina deixou escorregadias as pistas.

 Nessa ida ao Centro percebi que as coisas mudam muito e são necessárias medidas urgentes para proteger motoristas e motociclistas. E seria bom que as autoridades, por exemplo, marcassem no asfalto faixas como aquela de cor laranja pintada nas pistas para os jogos Pan-Americanos em 2007. Nesse traçado os usuários de motos usariam como corredor e teriam a preferência absoluta. Assim os motoristas de carros teriam mais noção onde estão as motos, além de muitos sustos e acidentes seriam evitados.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As ações de grupos e as Redes Sociais





 Na luta pela cidadania o debate de ideias e o contraponto, fruto de opiniões diferentes, são exercícios importantes. Até alguns anos passados, as associações de moradores e outras instituições reuniam pessoas interessadas na qualidade de vida da região e promoviam fóruns onde incluíam na pauta a discussão de temas cujo objetivo era exatamente o de trazer benefícios para a região.

 Hoje, são poucas as associações de moradores atuantes. A maioria deixou de existir e as poucas que ainda resistem, é pelo esforço individual de algum abnegado que não abandonou o barco e faz acontecer por conta própria. Até instituições mais poderosas que reúnem líderes minguaram em quantidade e representatividade. Talvez desanimaram de tanto gritar sem serem ouvidas pelas autoridades.

 O aparente enfraquecimento desses movimentos de representatividade pode ser o início do fim de um modelo que já está sendo substituído. Um exemplo dessa mudança é a força política das redes sociais como twitter e facebook. O fenômeno é mundial e mobiliza em minutos milhares de pessoas para manifestos e atos públicos importantes. A contundência e força desse novo vetor social, criado pela internet, recebe atenção especial das autoridades que está mais atenta às denúncias e sugestões da população. Os próprios governos e seus gestores estão usando a ferramenta virtual para a comunicação com os internautas. A luta pela cidadania ganha um novo cenário e novos protagonistas. Antes, eles não tinham um teclado à disposição.


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