sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Guarda Municipal decepciona a população

                  Tento entender o papel da Guarda Municipal na Ilha do Governador e chego a conclusão que é uma organização sem rumo. Criada principalmente para ajudar na organização do trânsito e proteger o patrimônio público, procede de modo confuso. O agentes agem como simples observadores, omissos ao cotidiano, e por outro lado atuam como vorazes produtores de multas cujas legalidade é contestada e nunca aceita por mais óbvios e convincentes que sejam os argumentos. Não há nenhum empenho no sentido de orientar os motoristas em suas eventuais dúvidas e faltas.
             Na Portuguesa onde há uma concentração de cracudos nas calçadas e sob as marquises das agências dos bancos, a guarda municipal faz que não vê e se exime da responsabilidade de conduzir os viciados ou mendigos para acolhimento no Centro Municipal Stela Maris, mesmo que essas pessoas estejam abordando de modo agressivo os cidadãos e cometendo pequenos furtos. A população demonstra decepção com o desempenho da guarda municipal e vê a instituição omissa e desconcentrada das suas importantes responsabilidades. Uma pena!
             Por outro lado, quando gente mal educada joga lixo na calçada, na frente do guarda, o sugismundo não é orientado nem advertido. Nos sinais e faixas de pedestres, idosos e deficientes não contam com a gentiliza dos agentes para orientá-los. Do mesmo modo, os guardas municipais ficam passivos e alheios as confusões geradas pelas vans que disputam passageiros aos gritos e causam confusões nos pontos de ônibus e no trânsito. É estranho esse comportamento alienado da GM.
             A maioria da população pergunta indignada, qual o papel da guarda municipal na Ilha? Esperamos que um choque de ordem revigore a corporação e que ela encontre rapidamente um caminho para atender, de fato, a população e esteja à serviço da cidade. 

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Avançar o sinal vermelho é quase ameaça de morte

         

           A colocação de radares e câmeras perto dos sinais é uma medida cuja necessidade se impõe na Ilha por absoluta falta de disciplina de muitos motoristas. Carros e motos insistem em avançar sobre a faixa de pedestres com o sinal fechado, colocando em risco a população.
Em cidades brasileiras cuja cultura e respeito aos cidadãos está à altura da dignidade humana, os pedestres têm a preferência mesmo sem que aja sinal de trânsito. O curioso é que nessas cidades até os motoristas visitantes adquirem o comportamento correto de dar a preferência aos indivíduos quando estão atravessando as ruas na faixa. Os bons costumes também contagiam. Pena que ao retornarem às suas cidades eles voltam cometer imprudências. 
           Aqui na Ilha o descontrole é preocupante e o perigo ronda os sinais mais movimentados. As kombis, vans e motocicletas são os veículos que mais cometem infrações e colocam a vida das pessoas em perigo. Os novos radares, como os que foram colocados nos dois sentidos da Estrada do Galeão perto do Assaí e do Hortifruti são equipamentos úteis para punir alguns desequilibrados que costumam usar seus carros como verdadeiras armas. Em diversos bairros da Ilha, onde a desordem no trânsito reina absoluta, precisam ser instaladas essas câmeras, de modo a inibir os infratores e, sobretudo, dar mais tranquilidade às pessoas que se sentem reféns da imprudência de maus motoristas e motoqueiros.  
           A questão é tão grave que mesmo com o sinal fechado para os veículos e utilizando a faixa de pedestres para atravessar a rua, as pessoas estão com medo de serem atropeladas e mortas. É inacreditável e uma vergonha para todos nós insulanos

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ilha do Governador discute o urbanismo


            Com a presença de um público heterogêneo formado por profissionais de engenharia, arquitetos, gente do mercado imobiliário, líderes comunitários, moradores, empresários locais, entre outros, a reunião intitulada de Audiência Pública, convocada pela subprefeitura para discutir um novo PEU – Projeto de Estruturação Urbana – para a Ilha do Governador, na quinta da semana passada (19), foi curiosa.
             O corpo técnico da prefeitura, liderado pela subsecretária Márcia Queiroz, ouviu atento quem se manifestou e garantiu que as propostas e sugestões seriam consideradas para alterar um documento base, que já teria sido elaborado por profissionais ligados à construção civil. Alias, é natural que parta dos especialistas no mercado de construção o interesse em atualizar normas e modernizar as questões urbanísticas da Ilha. Meu sentimento é que aqueles que participaram dessa reunião querem que a região se modernize sem perder o ar bucólico e, principalmente, que a qualidade de vida melhore para todos. Uma questão de bom senso. 
             Minha opinião é que a prioridade de qualquer ação na área urbanística deva ser dada às comunidades da Ilha onde vivem dezenas de milhares de pessoas, muitas em condições desconfortáveis, em casas construídas sem planejamento e por onde os serviços públicos não chegam ou funcionam de modo precário. É óbvio que a Ilha, com cerca de 300 mil habitantes, está no limite de ocupação para uma região cercada pela Baía de Guanabara, comprimida pelo aeroporto e unidades militares. Aqui o PEU tem que ser muito diferente do restante da cidade.
             Concordo que se planeje a Ilha do futuro, mas os governos têm a obrigação de recuperar o tempo perdido e dirigir seus investimentos para as comunidades, levando “ontem” todos os serviços públicos como: rede de água e esgotos, creches, escolas, segurança, serviços de limpeza pública e iluminação. É duro viver sem esses serviços essenciais.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ilha precisa de plano para evitar colapso no trânsito



            Três manifestações aconteceram na Ilha do Governador nos últimos dez dias e todas por razões justas. A população aprendeu a protestar e usa os movimentos para demonstrar,  sua insatisfação.
            Os protestos aconteceram em regiões diferentes e por motivos graves, como a falta de luz durante quatro dias em Tubiacanga; a prisão de dois homens que a comunidade de Vila Joaniza (Galeão) garante serem inocentes e a demissão de 19 funcionários do Colégio Newton Braga por motivos de corte de verbas do Comar.
             A mudança de comportamento da população chama a atenção. Antes, as pessoas não se atreviam a reivindicar publicamente e de certa forma se tornavam coniventes por inércia ou omissão. O protesto como ato de pressão contra injustiças é legítimo e precisa ser melhor compreendido pelas autoridades. Entretanto, mesmo tranquilas, as manifestações trazem sérios prejuízos pelas consequências que geram. Na Ilha, qualquer protesto provoca imensos transtornos para toda comunidade. Além de parar o fluxo de entrada e saída, as manifestações na Estrada do Galeão provocam reflexos no trânsito por toda Ilha.
             Por suas características geográficas, e, em razão de ter apenas uma via de acesso além das instalações do aeroporto internacional no seu território, a Ilha é um lugar muito vulnerável para as confusões de trânsito. Essa fragilidade gera graves problema para a cidade, cancelamento de voos e sobretudo irritação nos moradores. Precisamos de um plano logístico e ações práticas como desvios, inversão de pistas e outras soluções para colocar em execução nos casos de congestionamentos. Nos três acidentes do último fim de semana ficou provado que não existe nada planejado. Dane-se quem está de carro nas ruas.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Light atende mal a Ilha do Governador


            Mais uma vez a Light não age e grande parte dos moradores da Ilha ficaram sem luz por quase cinco dias. Desta vez foi em Tubiacanga e só após um protesto que bloqueou a Estrada das Canárias no domingo (8), é que a empresa resolveu solucionar o problema que aparentemente era simples. 
           No Cacuia, a qualquer momento, sem aviso prévio, moradores e comerciantes têm sido vítimas da falta de energia. Falta energia na rede e talvez de respeito do setor de operação da Light. Ninguém da empresa consegue explicar o problema que se prolonga no Cacuia há mais de dois meses. Alguns leitores relatam a queima de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e outros eletrodomésticos. Do lado dos comerciantes o problema é ainda pior: os prejuízos com a perda de equipamentos, clientes e mercadorias, sobretudo as estocadas em freezers. 
             A questão principal é que a falta de luz acontece a qualquer momento do dia ou da noite. Não há nenhuma comunicação e a Light age como se estivesse num sistema autoritário e a empresa fosse uma célula de organismo que não precisa dar satisfação à sociedade. Se a democracia é plena e o sistema jurídico funciona no Brasil, não há como não agir de modo republicano em defesa dos interesses dos prejudicados. 
             Contra a Light existem outras denúncias da população, como é o caso dos quatro postes, também localizados no Cacuia, e que obstruem algumas vagas de estacionamento de veículos. O Ilha Notícias publicou na edição da semana passada fotografias de postes que estão bloqueando vagas de estacionamento. Há mais de dez anos nada é feito para colocar a rede subterrânea com era previsto no Projeto rio Cidade do Cacuia para resolver o problema.
             Medidas judiciais precisam ser tomadas. É preciso garantir o fornecimento de energia sem as interrupções que trazem tanto desconforto e prejuízos a todos nós da Ilha. 

joserichard.ilha@gmail.com