sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cães e gatos para adoção, uma responsabilidade nova



           A feira de adoção de animais é uma excelente iniciativa dos alunos de Direito da Faculdade Cenecista. A ideia do grupo é colocar ao alcance das pessoas que pretendem criar um animalzinho, a certeza de que o bicho está livre para ganhar uma casa, com a vantagem de um atestado de saúde. O afeto da maioria dos seres humanos com os animais sempre existiu e vem crescendo a cada dia. Cachorros e gatos têm a preferência para adoção e ocupam importante atenção nas famílias cujas condições materiais e de tempo permitem assumir a responsabilidade de tratar da saúde e dar afeto ao animal. 
            Entretanto, ainda é grande o número de pessoas que resolvem adotar um animal recém-nascido por mero divertimento. Depois que eles crescem são abandonados nas ruas e centenas deles são vítimas de atropelamentos e maus tratos. Poucos resistem sem uma casa e proteção.  No interior ainda são criados cães e gatos cujas funções são proteger as casas e manter os roedores afastados. Esses vivem fora de casa e resistem às dificuldades, sobrevivendo às condições adversas impostas pela própria natureza. 
            Nas cidades, esses animais ganharam espaço dentro das casas, fazem companhia às pessoas solitárias, e sobretudo, dão alegria a toda família. A fuga de um desses animais transtorna a vida de seus donos que entram em desespero enquanto não os encontram, tal o amor que dedicam e ganham do animalzinho. A importância de adotar e manter um desses animais é saber que serão criados laços de amizade eternos e que podem transformar o ambiente de uma casa. A feira de adoção do Lemos pode ser o início de uma nova e fantástica maneira de conviver com animais para muitas famílias. Vale a pena pensar no assunto.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Ilha precisa de UPPs

            Comenta-se nos bastidores a existência de uma movimentação de criminosos do Comando Vermelho que estariam dispostos a reconquistar o controle da comunidade conhecida como Boogie Woogie, cujas operações estão hoje com um grupo de milicianos. O morro está em paz.
             Alguns assassinatos nas imediações do Boogie Woogie, nas últimas semanas, reforçam a suspeita da polícia, de que realmente bandidos ligados ao Comando Vermelho estão tentando reaver o território. O motivo está ligado ao provável deslocamento de criminosos do Complexo da Maré para a Ilha, cujo destino é o Morro do Barbante, onde, suspeita-se, está agrupado um grande número de traficantes bem armados. A Polícia Militar avisou que a Maré vai receber nos próximos meses uma ou mais UPPs e, seus agentes infiltrados, já estão cadastrando elementos suspeitos para facilitar a ocupação. A turma do mal, que conseguir escapar da Maré, tem a Ilha como o destino mais próximo e por aqui eles são acolhidos pela quadrilha escondida na comunidade de Vila Joaniza cuja população vive oprimida pela presença indesejada. Certamente essa bandidagem ocupa parte do tempo planejando conquistar novas áreas para compensar as perdas na Maré.
            Uma eventual ocupação da comunidade de N.Sra. das Graças pelo CV seria muito ruim para a Ilha, pois poderia gerar uma disputa com o Dendê, que está tranquilo, mas ainda está ligado a uma outra facção criminosa. Certamente a inteligência da Secretaria de Segurança está agindo para evitar o fortalecimento dos bandidos e a ocupação de territórios pelas UPPs tem sido importantes. Talvez seja a hora da polícia instalar uma UPP no Barbante para acabar de vez como o clima de tensão e medo que vive a comunidade da Ilha do Governador.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ilha do Governador precisa de mais policiais



          Há cerca de 40 anos, quando foi instalado o 17º Batalhão de Polícia Militar sediado na Ilha do Governador, o quartel ganhou um contingente de 1.100 policiais. A região era tranquila e segura, sobretudo porque a PM também contava com a parceria da Polícia da Aeronáutica que agia em conjunto com a polícia militar no combate à desordem.  
          Hoje, a Ilha tem uma população quase quatro vezes maior do que em 1970, mas o nosso batalhão conta com apenas 370 homens. Ou seja, agora são três vezes menos policiais nas ruas. Se, para ter mais segurança, faz diferença a quantidade de agentes, ninguém precisa pesquisar para encontrar a razão da insegurança que mete medo nos moradores da região. Além disso, a aeronáutica agora só cuida dos seus territórios e os criminosos estão mais bem armados e se multiplicaram como ratos.
          A PM não consegue mais vigiar toda a Ilha e vive tapando o sol com a peneira atendendo a população nos lugares onde o índice de criminalidade fica fora de controle. Dezenas de motos irregulares circulam em alta velocidade, sem placas e dirigidas por pilotos sem capacete que não obedecem aos sinais de trânsito e praticam delitos de toda espécie.   No Quebra Coco um homem numa moto de cor preta aterrorizou a comunidade até pouco tempo. Dezenas de viciados em crack abordam e constrangem pedestres além de serem responsabilizados pelo aumento de furtos e assaltos, principalmente na Portuguesa.
          Não faltam esforços da PM e da Polícia Civil. Os policiais trabalham duro e arriscam suas vidas na defesa da população, como nunca. O que faz falta nas ruas da Ilha é um número maior deles, mais viaturas e, sobretudo um grupo maior de policiais de motocicletas para combater a bandidagem com agilidade e equipamentos modernos, de modo a superar a desigualdade que entre o bem e o mal.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A nova força de opinião


            O Ilha Notícias dispõe de uma página no Facebook que nesta semana atinge a marca de 40 mil pessoas, cuja absoluta maioria é de gente que mora na Ilha. Cerca de 50% desses internautas estão com idade na faixa entre os 18 e 31 anos, período cujos projetos de vida começam a se materializar.  É interessante observar a participação desse grupo que é muito crítico, quer mudanças e fica irritado, sobretudo com a falta de ação das autoridades, postando comentários duros aos gestores públicos.
            Poucos baixam o nível e são desrespeitosos. Esses comentários não são acompanhados pelos demais cujas indignações repercutem mais forte e formam protestos densos que materializam quase que uma opinião única e que faz sentido. Os comentários dos internautas da página do Ilha Notícias no Facebook são avaliados diariamente pela equipe de reportagem do jornal e alimentam a pauta de matérias da edição impressa. É interessante o significativo aumento de postagens de fotos e comentários sobre assuntos da rotina da região. Essas postagens, depois de analisadas são repercutidas no próprio Face diante da sua factualidade. Exemplo disso é a postagem do desaparecimento de uma pessoa ou animal, fato cujo interesse humanitário não permite perda de tempo e é levado à rede social imediatamente como um serviço de utilidade pública.
            Chama a atenção o movimento muito rápido da opinião das pessoas que participam da internet. Em minutos milhares tomam conhecimento de conteúdos e compartilham para outros milhares formando uma camada expressiva de opinião. Tenho absoluta convicção de que em breve a cidadania exercida pela força da internet vai mudar os hábitos dos omissos que serão contagiados pelos benefícios da participação. O Ilha Notícias cumpre a sua parte nesse processo, com interesse e responsabilidade.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Ilha do Governador distante das oportunidades




           O desenvolvimento da Ilha do Governador depende muito do aproveitamento das oportunidades geradas pela Copa e Olimpíadas. Até agora o BRT ligando o aeroporto — com uma estação na Estrada do Galeão — ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca é o único benefício para a população insulana.
            O novo posto de vistoria do Detran, localizado no acesso à Tubiacanga é excelente para todos os motoristas da cidade, mas para a Ilha só é importante pela ocupação de uma área que estava sendo invadida ao lado do Parque Royal, cuja consequência poderia ser a criação de uma nova favela. Evitou-se o pior, mas não dá para comemorar porque o Detran não é algo que venha trazer desenvolvimento local.
            O tempo está passando e não fosse a inauguração do ótimo hotel Linx, localizado na via de acesso ao Galeão — que pode estimular outros investimentos na área de hotelaria — absolutamente nada teria mudado até hoje em razão dos grandes eventos. O aeroporto continua um caos e os desdobramentos da privatização, que começa antes do final do ano, ainda são uma incógnita, embora meu particular otimismo. 
            Não conheço novos projetos urbanísticos para a Ilha, apenas sei da possível materialização de antigos pleitos da comunidade, como a revitalização da Praia da Freguesia e as importantes obras de despoluição que começaram na Praia da Bica. Se a omissão permanecer, sem a apresentação de um novo plano diretor de desenvolvimento, que contemple com ênfase os estudos para modernização do sistema de transporte e o planejamento urbanístico, a qualidade de vida pode piorar. Nas principais vias já está complicado trafegar e estacionar. O que está ruim pode ficar pior. Com ou sem as obras da Copa precisamos de desenvolvimento e ações para modernizar a Ilha.

joserichard.ilha@gmail.com