quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Moradores da Ilha sofrem constrangimento do Galeão




            O morador da Ilha do Governador que chega de viagem no Aeroporto Internacional Tom Jobim, sofre severa restrição dos taxistas que fazem ponto no local. Chega a ser humilhante a recusa do transporte no trecho entre o aeroporto e os bairros da Ilha. Os motoristas consideram a corrida curta e se negam a atender os passageiros. Não se sensibilizam com idosos ou senhoras acompanhadas de crianças. Embora exista lei que estabelece a obrigatoriedade da corrida, os maus profissionais — que infelizmente parece ser a maioria — demonstram a insatisfação com gestos e palavras grosseiras, que constrangem quem chega ao Rio de Janeiro e tem por destino a Ilha.
             A TV Globo, no programa Fantástico, denunciou há poucos meses que no aeroporto atua uma máfia de taxistas. Na reportagem foi mostrado um grupo de maus motoristas agredindo covardemente um colega taxista que não era do ponto, mas estava apanhando um passageiro, depois de ter deixado outra pessoa no aeroporto. A atitude é normal em qualquer lugar do mundo e uma obrigação do profissional. Mas, embora a denúncia, o problema não foi resolvido e o constrangimento continua, principalmente, na área do desembarque sem que alguma providência tenha sido tomada. A Infraero, a GM e a PM, não tomam conhecimento dessa falta de respeito que agride os visitantes e cariocas. Todos passageiros deveriam ser acolhidos com sorrisos e tratados como manda a lei. No mínimo, a lei da boa educação!
            Com o caos instalado em quase todos os setores do aeroporto, a máfia dos táxis parece encaixar bem nesse cenário de desrespeito e horror, que contamina quase todo sistema aeroportuário do Galeão. É inacreditável que essas aberrações continuem e nenhuma ação para proteger os passageiros seja programada pelos agentes públicos que tem o dever de agir pontualmente para acabar com esse absurdo. Não acredito em conivência das autoridades, mas com certeza, falta coragem para agir.

joserichard.ilha@gmail.com
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Na Ilha ainda falta luz, água e infraestrutura nas comunidades

            
           
A Ilha do Governador tem 33 km2 e pouca atenção nas comunidades 

            Eu gosto muito da Ilha do Governador e participo sempre, como jornalista, de quase todas as ações que possam melhorar a região. Concentro minhas atividades, há 37 anos, no Ilha Notícias e acompanho com interesse tudo que acontece na região. E, em razão das características da minha profissão, acho que conheço todas as ruas e lugares. Afinal, são mais de três décadas andando por aí para produzir matérias fazer fotos e publicar nessas 1658 edições do jornal.
            Mas confesso que estou bastante inconformado com o abandono da região. Sinto como se as coisas não tivessem mais comando e tenham se tornado quase que impossíveis de serem implementadas ou corrigidas. Tenho razões para estar cético. Leio diariamente as mensagens de centenas de leitores que reclamam da insegurança, sujeira, buracos e da falta constante de luz e água para viver e garantir o mínimo de conforto às suas famílias. Quando a prefeitura traz ao debate a mudança do PEU – Projeto de Estruturação Urbana – não acredito que a prioridade não tenha sido a urbanização das nossas comunidades. Comunidades onde hoje habitam mais da metade dos moradores da Ilha. Gente que sofre há bastante tempo de problemas recorrentes que nasceram da ausência de infraestrutura.
             No Quebra Coco gastaram dinheiro público fazendo enormes e ridículas rotatórias em esquinas onde só deve passar um carro a cada minuto. Enquanto em Tubiacanga, os moradores sofrem com cavalos soltos pelas ruas, carros queimados na estrada de acesso somados aos demais problemas que os outros bairros da Ilha penam. Sem contar o péssimo serviço prestado pela empresa de ônibus.  
             Enquanto a cidade muda para a Copa e Olimpíada, a Ilha está estagnada. Até o nosso aeroporto, que vai receber todas as delegações, não decola e está uma vergonha. Cada dia pior. A solução é agir e exigir mais atenção.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ilha do Governador ainda não é prioridade para a prefeitura


Com localização estratégica, na Baia de Guanabara, a região 
ainda não é prioridade para os governantes, embora 
tenha o 2º maior aeroporto do país e industrias importantes

            A melhoria na qualidade de vida na Ilha do Governador não acompanha os avanços da Zona Sul, Barra e Recreio por absoluto critério da prefeitura que dá atenção prioritária aos assuntos dessas outras regiões da cidade. A Ilha do Governador, embora a sua importância logística e de cartão de visitas do Rio de Janeiro, está relegada a um segundo plano e falta de atenção. O evento de Réveillon na Praia da Bica é um exemplo. Foi modesto demais.
            Outro exemplo se arrasta há anos, sem solução. É a bagunça provocada pela operação permitida de um sistema ilegal de kombis e vans, cujas irregularidades colocam os próprios passageiros e os outros motoristas em situação de extremo perigo, pela alta velocidade que trafegam e, sobretudo, pelo desrespeito absoluto aos sinais de trânsito.  Não há fiscalização nem se conhece um projeto para aproveitar esse sistema complementar com eficiência e disciplina de modo a atender de fato os usuários com segurança e conforto. 
            A Ilha do Governador é uma parte importante do município, coisa estratégica, desde a fundação da cidade há quase 450 anos. Seus habitantes e comerciantes sempre foram diferentes porque se orgulham de viver numa região que amam e querem prosperar com excelente qualidade de vida.
            Acho que as autoridades não dão a importância que a região merece. Não ouvem os moradores nem as instituições que tocam a rotina da região. Não escutam as pessoas que vivem e sofrem com problemas pontuais que se eternizam. Não concordo e não acho justo que a Ilha do Governador e a sua população continuem abandonadas em algumas responsabilidades públicas. Mais um exemplo: temos vizinhos, moradores dos Bancários e adjacências que só têm água em casa uma vez por semana. É injusto, principalmente com esse calor! 

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ilha Notícias atinge número expressivo de leitores



            O jornal Ilha Notícias completa 1656 edições neste final de 2013, com o sentimento do dever cumprido e agradecendo a Deus pela proteção e capacitação à equipe de profissionais, que se dedica a produzir um jornal a altura das exigências do grande público leitor que aumenta a cada dia.
            E, ao terminar o ano, mais um motivo alegre para compartilhar com nossos leitores, anunciantes e amigos. A boa notícia, que merece registro e que nos orgulha bastante, é que ultrapassamos a casa dos 50 mil leitores que acompanham o jornal virtualmente, através do Facebook. Superamos a casa dos cinquenta mil, exatamente às 20h30 desta quinta-feira, dia 26. A quantidade de pessoas interessadas em acompanhar as notícias da Ilha do Governador cresce muito a cada dia e faz aumentar a nossa responsabilidade para produzir um jornal cada vez melhor.
            Indicadores do Facebook apontam que cerca de 80% desses nossos leitores virtuais são moradores da Ilha do Governador. Os outros, em sua maioria, são de ex-moradores, pessoas que nasceram na Ilha ou viveram algum tempo na região e guardam lembranças que se renovam através das mensagens e imagens postadas no Facebook do jornal.
            Encerramos 2013 com um alcance médio de cerca de 150 mil pessoas que tomam conhecimento das informações via Facebook, e outros 60 mil (ao mês), que acessam o site e podem folhear as edições impressas. Nossa expectativa para o próximo ano é renovar o entusiasmo e manter o jornal atualizado para continuar oferecendo notícias com conteúdo, contando cada vez mais com a importante participação dos leitores que nos abastecem com informações e imagens de fatos da rotina insulana. Feliz 2014 a todos!


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Na Ilha do Governador é muito ruim o transporte de passageiros feito por vans, ônibus e barcas


            A fragilidade dos serviços públicos na região da Ilha do Governador espanta por diversas razões, especialmente pela proximidade do centro do Rio de Janeiro, a segunda mais importante cidade brasileira e umas das mais modernas do mundo.
             A maior parte do transporte público é feito por muitos ônibus velhos sem que existam gestos de respeito e valor como merecem os passageiros. É insuficiente a quantidade de ônibus operando nas linhas e os horários são estabelecidos conforme os interesses de faturamento das empresas. É crítico e desumano o abandono de Tubiacanga com quase nenhum ônibus circulando por lá. Os ônibus já atendem mal há bastante tempo e, neste vácuo, nasceram as linhas de vans para atender à população naqueles horários que os ônibus são recolhidos às garagens. Provavelmente para evitar o pagamento de horas extras. Hoje, as vans atropelaram a ideia inicial de apenas cobrir os horários considerados ruins e disputam passageiros com as empresas de ônibus. 
             É precário o transporte de passageiros na Ilha. Os ônibus atendem mal e as vans pior ainda. Conduzem passageiros sem cintos de segurança, circulam em alta velocidade, não respeitam a sinalização de trânsito e os itinerários e embarcam passageiros em qualquer lugar, colocando em perigo os pedestres e outros veículos. 
             Já, a fragilidade do serviço de barcas é histórica. Nenhuma ação é executada ou planejada para corrigir as falhas, fato que afronta os passageiros. Os horários não são obedecidos e as viagens entre o Cocotá e a Praça XV, às vezes se transformam em verdadeiras aventuras. Em todos os aspectos, a área de transportes de passageiros da Ilha do Governador está abandonada e sem rumo. Falta fiscalização, pulso, regras claras e disciplina à altura da importância da cidade do Rio de Janeiro. 


joserichard.ilha@gmail.com
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