segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Miséria aumenta e atinge oito milhões de brasileiros


Casas em condições precárias abrigam famílias que vivem na completa miséria

              O Governo Federal divulgou nesta semana que a quantidade de pessoas miseráveis no Brasil aumentou em 2014. Agora são mais de oito milhões de brasileiros, que vivem e sofrem, na absoluta miséria, quase sem ter o que comer. Enquanto isso, as denúncias de corrupções milionárias, que beneficiam gente do próprio governo aumentam e estão sem controle. Além disso, centenas de escolas e hospitais continuam em estado precário em muitas cidades prevendo um futuro pior para mais brasileiros. Parece que nada muda nesse triste cenário de desonestidade e conivência com a desfaçatez. 
               Com essa notícia, curiosamente divulgada após o resultado das eleições, ficamos sabendo que a situação está muito ruim, e piorando, para grande parte de brasileiros. Não é justo. É desumano!
              Esse tempo pós eleições tem sido de notícias péssimas: aumento de energia, aumento da gasolina, dólar nas alturas e perspectivas sombrias na economia para os próximos meses. Esse clima de aumentos e incertezas nos permite entender, o que já sabíamos e a imprensa denunciava. A gravidade das contas públicas estavam contidas para não atrapalhar a estratégia do próprio governo, que acabou comemorando o sucesso desse plano com a reeleição da presidenta. Os meios utilizados fortaleceram a ilusão de que os brasileiros vivem num país sem crises. A verdade chega agora como um fardo que não acredito que todos possam carregar diante das incertezas que o futuro prepara, sobretudo, para esses oito milhões que vivem na extrema pobreza.
              Nossa luta deve ser pelo Brasil, mas começa pela Ilha do Governador onde precisamos garantir mais qualidade vida para todos os moradores sem exclusões, melhorando a mobilidade urbana e outras prioridades que conhecemos, coisas que só vão acontecer se exigirmos das autoridades a atenção que a região merece por sua importância estratégica na cidade. Não vamos desistir!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PM precisa agir para resgatar a confiança dos moradores da Ilha

               A aparente tranquilidade que a Ilha vivia antes da queda do comandante do 17º BPM, escondia uma trama criminosa que envolvia corrupção e atitudes de omissão da PM.  O preço pago pela conivência de setores da PM com tráfico de drogas enriquecia policiais que a sociedade confiava nas ações para defendê-la. Foi uma grande decepção. A sensação de segurança que muitos de nós atribuímos quando atravessamos a ponte tinha bases criminosas e não se sabe há quanto tempo. A PM retribuía os acertos com simbólicas e pontuais ações, provavelmente combinadas com os fora da lei. Nessas ocasiões só eram apreendidas armas velhas e pequenas quantidades de drogas. 
              Com a prisão do ex-comandante e tornado público o esquema de parceria com traficantes, a sociedade insulana ficou chocada e com medo das consequências de ações dos criminosos que, sem a facilidade de agir no comércio de drogas e acuados, mudariam suas ações para crimes no asfalto . A “paz” aparente teria chegado ao fim e ainda existe uma grande desconfiança de quem olha para o futuro de que o clima pode piorar. Todavia o alto comando da PM agiu rápido e colocou no comando do 17º BPM o Tenente Coronel Wagner Nunes, policial com 26 anos de experiência e cujas ações iniciais teriam desarticulado os esquemas de propinas. A continuidade dessas ações é uma das metas do comandante Wagner que tem atuado pessoalmente em diversas incursões nos pontos de tráfico e determinado à tropa vigilância permanente, de modo que a comunidade insulana resgate a confiança no comando da PM e tenha admiração por cada um dos seus policiais.
              Aproveito para registrar a marca de 1.700 edições que o Ilha Notícias completa com esta edição, nesses 38 nos de existência atuando como porta voz da população da Ilha do Governador.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Atitudes de cidadãos

              Os insulanos se preparam para voltar às urnas neste próximo domingo (26) no segundo turno das eleições de 2014. A decisão para governador e presidente é muito importante e vai definir os rumos do Rio de Janeiro e do país pelos próximos quatros anos.  Acredito que a população da Ilha precisa refletir não somente sobre qual será a melhor escolha de voto, mas também avaliar certas posturas enquanto cidadãos atuantes na sociedade. Assim como esperamos um país melhor com o resultado das eleições, qualquer que sejam os vencedores, precisamos também mudar muita coisa na Ilha.
             Não imagino que possamos transformar a região num paraíso, mas como cidadãos, temos a obrigação, não apenas de cobrar, mas, sobretudo, de dar exemplos. A má notícia é que além do descaso das autoridades públicas, uma parte da população também contribui para a desordem nas ruas.
             Faz parte da rotina de muita gente: jogar papel no chão, estacionar sobre as calçadas, atravessar a rua perto de uma passarela ou da travessia de pedestres, fazer fila tripla em frente aos colégios na hora de saída, atrapalhando o trânsito, e dezenas de outras atitudes, cujo transtorno para a cidade provoca imagem negativa e péssimo exemplo para as gerações do futuro. 
              Os bons exemplos de cidadania devem ser praticados todo tempo. Muitas vezes são atitudes que precisam um pouco de esforço e nos afastam da zona de conforto com que nos acostumamos. Mas quem quer governantes sérios deve fazer a sua parte para ter direito de exigir. A mudança está em cada um de nós e as eleições podem ser um bom momento para essas reflexões. Como esperar que alguém possa governar com competência um povo cuja cartilha de cidadania só tem os seus direitos. A vida nas ruas, no trabalho e na comunidade também requer atitudes do cidadão.
 
joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Qual o papel e a força da Ilha do Governador no cenário político do Rio de Janeiro

Aeroporto, estaleiros, unidades militares. comércio forte e cerca de 300 mil habitantes são credenciais 
da Ilha do Governador para ter mais força política

              Depois que passar essas eleições, as lideranças e instituições locais devem repensar o papel da Ilha do Governador no cenário político da cidade e tomar atitudes para mudar essa posição de coadjuvante. A Ilha não deve ser considerada um simples bairro, mas uma região com 19 bairros densamente habitados e uma população perto de 280 mil pessoas. Esse número de habitantes pode ser comparado aos municípios mais populosos do estado os quais com área maior perdem longe da Ilha, que conta com cerca de 15 mil habitantes por quilometro quadrado.
Entretanto, na última década a representatividade e a força política da região encolheu.
             É inadmissível que o indicado para a subprefeitura não seja um morador da Ilha, num atestado desmoralizador que nenhum insulano tem a confiança do prefeito nem capacidade e liderança para assumir o cargo e as suas responsabilidades. Em razão dessa realidade, é bom que ninguém reclame da dificuldade do tempo e adaptação necessária que o representante do prefeito precisa para entender a região.
             Sem força política, a Ilha fica sujeita a situações constrangedoras como engolir e calar diante de uma ciclovia ridícula, pintada em cor vermelha nas laterais das pistas da Praia da Bica colocando em risco os ciclistas, que ficam absolutamente sujeitos a atropelamentos. Também é vergonhosa a forma contemplativa que se assiste a existência de dezenas de cavalos nas nossas principais vias e praças sendo açoitados de modo perverso por menores e obrigados a pastar nos canteiros que dividem as pistas da Estrada do Galeão. Outra contradição é a absoluta confusão gerada nas ruas pelas kombis ilegais que transportam milhares de insulanos sem a mínima segurança e provocam o caos no trânsito, além de confusão e algazarra nos pontos que antes eram dos ônibus. Sobra subserviência. É esse o papel da Ilha?

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pezão quer revolucionar a educação no Estado do Rio de Janeiro

            Tenho certeza que muitas coisas podem melhorar no nosso Estado depois que ouvi o governador Pezão, durante encontro na Ilha do Governador, nesta semana. Ele anunciou que se vencer a eleição vai adotar dois turnos em todas as escolas de ensino médio. Disse estar convencido de que o estado do Rio de Janeiro, que acaba de conquistar o 3º lugar — antes era o 15º — no ranking de qualidade de ensino no Brasil, precisa melhorar ainda mais para se desenvolver e vencer os desafios do futuro. Investimento pesado na educação é a receita do governador. Pezão citou o exemplo de sua cidade natal, Piraí, onde ele revolucionou a qualidade de ensino quando foi prefeito e onde hoje os mais de dois mil alunos da rede pública possuem tablets fornecidos pela prefeitura e usam o equipamento para pesquisas e consultas na internet, que é gratuita em qualquer lugar daquela cidade. Sobre o assunto, Pezão garantiu que vai colocar internet em todas as cidades do Estado se for eleito governador.
              Conheço a carreira e seriedade do governador Pezão, homem de bem, cujo perfil político é de um trabalhador incansável que já ocupou cargos como prefeito, secretário de obras do estado e vice-governador, entre outros. Sempre foi bem sucedido e reconhecido como um realizador de sonhos e vencedor de desafios. Esse histórico o credencia como um excelente executivo e político preparado para comandar o nosso estado nos próximos e difíceis anos, quando a experiência e seriedade do governador do Estado serão colocadas à prova. O eleitor não pode errar nessa escolha porque a possibilidade de retrocesso em setores como a segurança pública, que hoje estão sendo comandadas com seriedade pelo secretário José Mariano Beltrame, da equipe de Pezão. É importante lembrar que Pezão mantem bom relacionamento pessoal com os principais candidatos à presidência da república, característica do líder conciliador e confiável, respeitado pelos adversários e com qualidades que vão facilitar a governabilidade e o desenvolvimento do estado sob o seu comando no caso de ser eleito. A harmonia no relacionamento de
             Pezão com o governo federal e com a prefeitura do Rio de Janeiro são essenciais e devem fazer a diferença no critério de análise do eleitor indeciso. Quero o Rio de Janeiro comandado por alguém do bem que lute por este estado e por sua população. Com responsabilidade e serenidade torno pública a minha posição. Sou Pezão!

joserichard.ilha@gmail.com