sexta-feira, 18 de março de 2016

Crise moral afeta economia e o povo brasileiro é quem sofre

   Está insuportável essa avalanche de más notícias envolvendo autoridades e grandes empresas em ações criminosas e propinas. O despreparo na gestão do país nos leva ao caos econômico e a índices recordes de desempregos, colocando milhões de famílias em situação de absoluto desespero. O momento é tão grave de incompetência que simples ações burocráticas são confusas e desconexas, como o de ministros demitidos após poucos dias no exercício do cargo, pela ilegalidade do ato, como foi o caso do ministro da justiça, nesta semana que passou. É uma vergonha!  
  A confusão que reina em Brasília, reflete no Brasil, prejudicando todas as atividades produtivas e confundindo as expectativas de jovens que não conseguem projetar suas carreiras diante de denúncias e delações em cascata. Quem está no poder parece estar sem rumo e desconhece a responsabilidade que deveria ter com a vida de mais de 200 milhões de brasileiros, povo alegre e criativo que está atônito.
  A perplexidade dos brasileiros está registrada nos protestos de indignação e nos panelaços de revolta. São atos contra a burrice das autoridades cujos prejuízos atingem fortemente a população. O cidadão brasileiro defende a constituição mas sente falta de instrumentos legais que o protejam de toda confusão gerada pelos atos que afetam gravemente a vida de cada um.
  As prisões de Curitiba estão lotadas de políticos e empresários graúdos todos suspeitos ou condenados por crimes de corrupção, cujo mérito é do juiz Sérgio Moro e da sua equipe. A crise política e econômica é de fato uma crise moral sem precedentes. O Brasil e seu povo não mereciam.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 11 de março de 2016

Vans provocam caos no trânsito e autoridades se omitem

Na esquina das ruas República Árabe da Síria e Colina 
a fila de Vans impede o estacionamento dos ônibus
  
 Há algum tempo que estou preocupado com a falta de ação das autoridades para acabar com a bagunça existente em alguns pontos escolhidos pelas vans para estacionar a espera de passageiros.  A omissão policial para manter a ordem no trânsito prejudica a população e permite o abuso das vans que ganham espaço como donas desses locais, trazendo transtornos aos demais motoristas.
 Um exemplo da desordem acontece em frente ao Ilha Plaza Shopping nos horários de maior movimento quando pedestres e outros veículos sofrem com os abusos de quem manda no pedaço. O constrangimento provocado pela intimidação das vans humilha e amedronta pessoas e os demais motoristas que passam pelo local.
  A desordem é semelhante no ponto de ônibus localizado na esquina das ruas Colina com República Árabe da Síria. Sempre nos finais de tarde as vans disputam passageiros no grito, enquanto as pessoas que preferem os ônibus são, muitas vezes, obrigados a embarcar nos coletivos que param em fila dupla no ponto que está sempre ocupado por vans que, arbitrariamente, só se movimentam após completar a lotação. É uma afronta aos direitos dos cidadãos cuja escolha da condução deveria ter a proteção e segurança das autoridades policiais.
  Em frente ao supermercado Mundial no Cacuia e, em mais alguns locais da Ilha, os pontos de ônibus pertencem às vans nos horário de movimento e dane-se o passageiro que prefere o ônibus. Para os próprios passageiros das vans ficar aguardando a lotação do veículo é uma perda de tempo inconveniente e desrespeitosa.  
  Até quando a população vai ter que sofrer esse vexame é uma pergunta que fica às autoridades públicas que, das duas uma: ou são coniventes com as irregularidades, ou incompetentes mesmo. O problema está à vista de todos.


joserichard.ilha@gmail.com

sábado, 5 de março de 2016

Ilha corre o risco do aumento da criminalidade

              
Tropa no batalhão da Ilha é 3 vezes menor que há 45 anos
  
  A questão do aumento de crimes na Ilha do Governador é um problema grave que a sociedade não pode se esquivar. A sensação de segurança quando atravessamos a ponte não pode ser jogada no lixo. Certamente foi uma conquista difícil e lembro a época da década de 70 quando a PM contava com a ajuda da Polícia da Aeronáutica que se intrometia em ajudar a proteger a população.
  Lembro ainda que no início dessa mesma década, quando foi instalado o 17º Batalhão de Polícia Militar, o contingente de PMs era de 1.100, número estabelecido pelas autoridades de segurança da época, como necessário para garantir a população da época que era de aproximadamente 120 mil pessoas. Ou seja, para cada policial havia cerca de 110 pessoas. Não sei quem decidiu sobre essa proporção, mas devia ser correta, pois a Ilha era um bairro muito tranquilo.
  Com o tempo a população cresceu muito e já somos quase 300 mil pessoas. Todavia a quantidade de PMs não aumentou na mesma proporção mas deveria ser de 2750 policiais. Todavia a mudança foi inversamente proporcional e, hoje, a Ilha conta com pouco mais de 300 policiais que se dividem em 3 turnos para garantir a nossa segurança. Além disso, com o fim da ditadura, há muito tempo, a Ilha deixou de contar com a ajuda da PA, instituição que atualmente mal suporta proteger as suas próprias unidades. Hoje cada PM tem, proporcionalmente, sob sua responsabilidade cerca de mil pessoas. É impossível trabalhar assim.
  A equipe de policiais do 17º BPM é boa e trabalha com seriedade, mas é impossível ter a mesma eficiência no patrulhamento como era há 45 anos. Corre risco a nossa agradável sensação de segurança que ainda hoje desfrutamos. Um sintoma é a quantidade de motos irregulares circulando à vontade. 
  
                                                            joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 4 de março de 2016

Cada vez mais distante uma solução para o sistema de barcas na Ilha


Barca perdeu o controle em 2015 ao atracar no Cocotá

   A reunião promovida pelo então Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório, realizada no dia 01/02/16, no salão do ECC para discutir soluções para o transporte marítimo da Ilha parece que foi uma farsa.  É que o secretário pediu demissão do cargo 21 dias depois, para mudar de partido e anunciar que vai ser candidato a prefeito do Rio. É óbvio que essa decisão já estava tomada na ocasião da reunião na Ilha e nada que ali foi prometido pode ser considerado como possível de acontecer. 
   Quase duzentas pessoas participaram daquele encontro e trataram de modo sério os graves problemas do transporte de barcas entre a Ilha e o Centro da cidade, como falta de horários, integração com ônibus e barcas velhas e inseguras, etc, perderam seu tempo. Essas pessoas, moradoras da Ilha e passageiros das barcas, disseram algumas verdades ao secretário, principalmente que o serviço das barcas é muito ruim e precisavam de mudanças urgentes.
  Durante o encontro, o ex-secretário, que já sabia que não continuaria no cargo, não deixou nenhuma denúncia sem promessa de solução e garantiu avaliar a volta da estação das barcas na Ribeira além da criação de outra na Ilha do Fundão. E, sem considerar a péssima situação financeira do Estado - que está com os cofres vazios -, foi mais além anunciando que seriam compradas 4 novas embarcações chinesas para entrar em operação na Ilha até o final do ano.
   A expectativa de que o serviço das barcas poderia melhorar naufragou mais uma vez. Quem esteve na reunião com Osório lamenta o tempo que perdeu em uma reunião que não valeu.


                                                                 joserichard.ilha@gmail.com 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Uma crise sem fim

O Juiz Sérgio Moro que comanda as 
investigações da Operação Lava Jato

   Enquanto o governo federal exagera em planos para aumentar e criar mais impostos destinados a cobrir os gastos da sua própria má gestão, a população vê dilacerada as suas finanças e milhares de empresas já fecharam as suas portas nos últimos meses, causando desemprego em massa. O desenvolvimento estancou. 
   Este ano começou pior que 2015, e, a perspectiva é de mais sofrimento para os brasileiros sem prazo para terminar. É um cenário desanimador. A corrupção e a desonestidade na administração do dinheiro público parecem estar em quase todos os lugares. Há algum tempo que o noticiário nacional aponta números assustadores de desonestidade no exercício de cargos públicos sem que haja um fim das denúncias no horizonte. A cada dia novas descobertas de roubos são anunciadas. Pobre povo.
   Na Ilha, o estaleiro EISA foi obrigado a demitir, recentemente, cerca de 3 mil trabalhadores criando uma legião de desempregados, cujas famílias passaram a viver momentos de verdadeiro desespero, com forte reflexo na economia da região. 
   O pior é que nada está sendo feito para mudar o cenário. O brasileiro está condenado a pagar essa conta absurda, em consequência das atitudes erradas de muitos incompetentes e ladrões que usam cargos públicos de modo desonesto. É péssimo o exemplo que fica para os jovens e as gerações futuras, cujas referências de enriquecimento e valores morais estão mais próximas do submundo do crime.
  Milhares de jovens brasileiros se formam a cada semestre nas universidades e encontram o mercado bloqueado por absoluta falta de vagas em um país que a economia está parada na expectativa dos desfechos políticos e onde o único brasileiro de coragem parece ser o juiz Sérgio Moro.

                                                        joserichard.ilha@gmail.com