sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Que Viaduto é esse?

Ilustração de Maurício Rocha
(Ironizando o falado PAC do Governo Lula)
Edição 1349 - 04.01.2008

Motoristas aprovam “viaduto” Paulo Autran
em direção à Baixada Fluminense

Desde o dia 19 de dezembro os motoristas que saem da Ilha em direção a Duque de Caxias, avenida Brasil ou rodovia Presidente Dutra estão utilizando o novo acesso viário que liga a Estrada do Galeão com a Linha Vermelha. A extensão teve investimentos de 1,8 milhão de reais e foi batizada, como está na placa da prefeitura, equivocadamente, como “viaduto”.
- Até agora não entendi porquê batizaram de viaduto o prolongamento deste acesso que homenageou o grande ator Paulo Autran. É tudo por terra, não tem nenhuma pontezinha até chegar à Linha Vermelha – diz o publicitário Francisco Dias que trabalha em Duque de Caxias.
O publicitário tem razão, as obras contemplaram melhorias no asfaltamento da Estrada do Galeão até o acesso à ponte velha, quando um desvio leva o motorista até a entrada do setor de cargas da Infraero, só a partir deste local é que foi realmente construída uma nova via para acesso à Linha Vermelha que foi aprovada pela unanimidade dos motoristas, como Eliane Menezes que agora quer mais obras:
- Facilitou bastante para quem sair da Ilha, mas o retorno no final do dia continua complicado, precisamos que as autoridades agora construam outro acesso direto à Ilha, para quem retorna da baixada.
Para os taxistas Luís Ribeiro e José Antônio, ambos da AMAP-Táxi, na Portuguesa, a construção da alça veio em bom momento:
- Acho que foi muito bom porque facilita a viagem das pessoas que querem ir a Duque de Caxias, Minas, Petrópolis, Belford Roxo ou até mesmo Teresópolis. Ajudou muito mesmo!
José Antônio, também taxista, concorda com seu colega de trabalho, mas reclama que o trecho poderia ter sido construído há mais tempo, pois considera uma obra relativamente barata: “Acho que a alça tem ajudado no fluxo para a Linha Vermelha, mas essa obra poderia ter sido feita há mais tempo. As autoridades da Ilha estão muito relapsas” – reclama José Antônio.

Opinião

Este 2008 chegou rápido e será um ano muito bom para todos nós que trabalhamos e lutamos pela qualidade de vida da população, cujas primícias devem incluir saúde, emprego e acesso ao conhecimento. Com isso garantido, o indivíduo está capacitado para acelerar a sua prosperidade, e a nação se fortalece com cidadãos que ajudam no desenvolvimento da pátria.
Cabe às autoridades criar as oportunidades para a população e aos próprios indivíduos o dever de exercerem na plenitude os direitos da cidadania. Ou seja, homens e mulheres de todas as classes sociais e idades precisam participar mais ativamente da rotina da sua cidade e do seu bairro, principalmente nós da Ilha do Governador, que pelas características geográficas é uma região diferente, inexistindo população flutuante, nem fluxo de veículos que transitem de um bairro para o outro.
Quem está na Ilha, de algum modo participa da sua economia, recolhe impostos e deve exigir das autoridades a solução de problemas públicos como hospitais, educação, segurança, iluminação, ordem no trânsito, limpeza das ruas e outros. Quero enfatizar que a população tem o dever de cobrar os seus direitos, assim como o governo tem o dever de cobrar os impostos, que, aliás, cobra com multas e juros – e é o que melhor eles sabem fazer.
Uma sociedade exigente com os seus direitos terá melhores representantes legislativos e serviços públicos funcionando. Afinal, quem não cobra não tem direito nenhum. Exerça, portanto, com toda força a sua cidadania.

Acabou 2007

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre temas de 2007 que não deixaram saudades)

Edição 1348 - 28.12.2007
Opinião

Todas as hipóteses de perspectivas para o novo ano são otimistas. 2008 vai ser um período de surpresas, como todo tempo futuro deve ser. Imaginar um ano só de vitórias é obrigação de quem é cristão e tem bom senso.
Penso, portanto, que devemos dar um solene adeus à 2007, conscientes de que o passado não volta mais, enterrando definitivamente eventuais más notícias, e partir para uma nova etapa como quem vira a página de um livro. O livro da vida, cujas lembranças que devem ficar na memória são apenas aquelas que nos trouxeram felicidade.
2008 será um ano de alegrias para quem pensar desse modo, e crer que podemos dirigir os acontecimentos diante dos nossos pensamentos, palavras e atitudes. Que estas, portanto, sejam de grandes realizações e conquistas. Que sejam de amor, principalmente ao próximo, como ensina Deus, para nosso próprio benefício e recompensa espiritual.
Desejo sinceramente que cada um dos nossos leitores – alguns nos acompanham há quase 30 anos – sejam muito felizes e tenham saúde para aproveitar as oportunidades que os novos tempos vão nos apresentar.
Quero com vocês, de um modo renovado e feliz, ajudar a reconstruir esta Ilha maravilhosa, tão abandonada pelas autoridades. Esse é o meu propósito para 2008, vontade - tenho a certeza – igual ao da maioria do povo insulano, que está indignado com tanta omissão, e quer, sinceramente melhor qualidade de vida.
Feliz Ano Novo!!!