Nesta semana algumas revelações sobre o sufoco nas operações do Santos Dumont dão conta dos limites daquele aeroporto que já não suporta tantos voos e gera um crescimento de atrasos incomum. Enquanto isso o Galeão vive às moscas. Reflexo do desdobramento natural da falta de decisões urgentes e sintonizadas que estão tumultuando o setor da aviação da cidade. Cidade e Ilha do Governador que precisam do Galeão funcionando a todo vapor, dividindo de modo inteligente as operações com o Santos Dumont. A economia e desenvolvimento do Rio passam pelos nossos aeroportos.
A pior decisão é aquela que não foi tomada. Alguns dizem que não tomar uma decisão já seria uma decisão. Acho isso péssimo!
A indecisão e a demora para decidir atrapalha e atrasa planos e projetos. É assim tanto nas atividades pessoais como nas coletivas, sobretudo nas empresas ou atividades de risco cujo funcionamento dependem das decisões de cada minuto. E decisões corretas são importantes, principalmente durante situações de crises ou turbulências.
Imagine quantas decisões são exigidas dos pilotos de aviões durante pousos em noite de tempestade quando ventos fortes e raios provocam visibilidade zero e muita, muita turbulência. São necessárias decisões rápidas e corretas para encontrar a pista, fazer o pouso e salvar os passageiros e tripulação. Além da sua própria pele.
A falta de velocidade nas decisões sobre o resgate das plenas operações no Aeroporto Tom Jobim é um desses casos onde se arrastam prejuízos inaceitáveis. Parece um vácuo onde nada de concreto vai pra frente. A protelação, falta de clareza e sobretudo interesses divergentes entre todos os protagonistas, está gerando grandes prejuízos à aviação, passageiros e aos próprios governos indecisos.
O desenvolvimento da Ilha do Governador está sofrendo sérias consequências com essas indecisões inconcebíveis.