segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

2015 o ano dos desafios

              Continuo preocupado com a organização estabelecida pelo governo que venceu as eleições e renovou seu poder na posse dia 1º. Aparentemente nada mudou. Foram nomeados ministros que não são profissionais para os cargos, fato que deixa na mão de partidos políticos inconsequentes os destinos da nação. Problemas antigos devem persistir com tendência de piorar em 2015. A desigualdade de obrigações entre o governo e os cidadãos são incríveis: o cidadão e as empresas são cobradas e obrigadas a serem sérias, o que é uma obrigação. Nada demais. Entretanto quem cobra tanto não faz a sua parte na educação, saúde, segurança, etc, e quase terminou o ano devendo cerca de 200 milhões referente ao 13º salário aos seus empregados. O pagamento só foi feito dia 30. 
              O cidadão pode responder por sonegação se declarar informações erradas à Receita Federal. Enquanto isso, em dezembro de 2014, a presidente pediu ao Congresso Nacional para mudar a lei que a proibia ultrapassar o limite de gastos do governo. Com a lei anterior gastar demais abria a possibilidade de punir a presidente com crime de responsabilidade e provocar seu impeachment. 
              Quem fornece serviços ou mercadorias ao governo sabe que vai receber com atraso e pelo valor nominal, como se fosse uma obrigação ou favor vender para o governo. Esse mesmo governo pune com multas e juros escorchantes quem atrasa o recolhimento de qualquer imposto. É injusto!
              É vergonhoso o governo diminuir a cada ano o valor que paga aos aposentados utilizando sistematicamente percentuais menores do que o reajustes que faz aos trabalhadores da ativa, através dos salário mínimo. Quem se aposenta ganhando o teto de dez salários pode ganhar a metade em apenas seis anos. Mas o governo não se importa e garante o seu caixa aumentando os impostos e gastando cada vez mais. O déficit de 2014 chegou a mais de R$ 200 bilhões.
              Com os nomes dos ministros já conhecidos é difícil acreditar que as coisas possam melhorar. Para acertar as contas públicas será preciso sacrifícios cujas vítimas serão os trabalhadores e empresários brasileiros. Não tem jeito. Em 2015, deverão acontecer apertos por todos os lados. A conta de luz já subiu 19% em dezembro e nos próximos meses devem ser anunciadas mais medidas de aperto e aumentos para equilibrar as contas do governo e liquidar com o bolso de todos nós. Mas não vamos desanimar.     

joserichard@uol.com.br