sexta-feira, 9 de março de 2012

É intolerável o péssimo serviço das barcas
que transportam passageiros no Rio de Janeiro

No Terminal do Cocotá, na Ilha do Governador, restos corroídos
de uma grande embarcação velha, com capacidade para 2 mil passageiros,
que naufragou em 2011, coloca em risco a navegação perto do pier.

É grave o problema que envolve o transporte marítimo de passageiros entre o Cocotá e o Centro da cidade. Sempre atrasadas as embarcações também não oferecem segurança e cada viagem é, sem exagero, uma verdadeira aventura. Coletes salva-vidas com prazo de validade vencido, embarcações velhas e tripulação sem treinamento é o roteiro de viagens conduzidas por uma empresa que já deu diversas demonstrações de falta de responsabilidade com o serviço que deveria prestar com extrema competência. Afinal transporta centenas de vidas a cada viagem e cobra caro.
Com a Estrada do Galeão muitas vezes engarrafada, pelas rotineiras e ineficazes blitzens da PM, alguns insulanos desavisados optam pela viagem marítima na tentativa de chegar em tempo aos compromissos. Arrependidas, essas pessoas só percebem depois, que a alternativa é uma armadilha cujos riscos e prejuízos desanimam uma nova tentativa.

Com um serviço de péssima qualidade não existe argumento que convença a população que o aumento na passagem das barcas de R$ 2,80 para 4,50 reais, imposto pela empresa Barcas S/A, nesta semana, seja justo. Pelo contrário! É um absurdo o acréscimo de 61% que premia inadequadamente esse péssimo serviço. Embora os passageiros tenham protestado contra a arbitrariedade descabida e inaceitável, a população, mais uma vez ficou refém de um sistema inoperante que navega no rumo que apenas os seus donos desejam, desrespeitando a toda população. Isso é intolerável.