sexta-feira, 10 de maio de 2013

A força da Ilha do Governador



 É preciso que os moradores da Ilha do Governador e, principalmente, as autoridades públicas tenham a consciência de que a Ilha conta com cerca de 300 mil habitantes, o que é um número extraordinário para uma região cujo território é pequeno para tanta gente.
A nós moradores, cabe o direito de cobrar das autoridades o funcionamento dos prédios e serviços públicos de modo digno e à altura dos impostos que são arrecadados na região. A Ilha é um território estratégico militarmente e tem importantes atividades instaladas, como as fábricas de derivados de petróleo, um dos maiores estaleiros do país e o aeroporto do Galeão, onde, além dos 10 milhões de passageiros que passam ali todos os anos, tem um setor de cargas que gera recursos fantásticos e contribui para o desenvolvimento da cidade.  Insisto que a Ilha merece mais atenção, afinal são milhares de cidadãos que vivem aqui e geram receitas muito mais significativas do que a maioria das cidades do nosso estado. Além disso, existem muitas indústrias, lojas, atividades exercidas por profissionais autônomos e de serviços que precisam de melhores condições para operar.
Essa enorme quantidade de gente, que mora e trabalha na Ilha, precisa ter voz mais ativa e respeitada nas suas reivindicações sobre os problemas da região. A demora na solução de problemas cria a sensação de abandono. Um exemplo disso é a total omissão quanto ao descontrole do transporte alternativo feito por kombis e vans, que deixa a população refém de um sistema inseguro, cuja desorganização prejudica até os próprios trabalhadores que exercem as funções de motoristas e cobradores na absoluta clandestinidade. Outro exemplo, é a falta de luz, que agora virou rotina na Ilha, e causa grandes prejuízos aos cidadãos e empresas. E ninguém, absolutamente ninguém, nos defende.