quinta-feira, 17 de maio de 2018

É PÉSSIMO O SERVIÇO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS REALIZADO PELAS BARCAS

             O problema do transporte marítimo de passageiros operado pela concessionária CCR já atingiu os limites da paciência dos habitantes da Ilha do Governador. As expectativas de que o sistema poderia melhorar com a colocação de novas embarcações com mais horários foi à deriva e ninguém fala sobre o assunto.
              Enquanto a concessionária tenta se livrar da linha, que ela considera um abacaxi, comparado com a rentável linha Rio x Niterói, os passageiros insulanos pagam o pato viajando em barcas velhas, desconfortáveis e perigosas. Além disso, os 3 horários para as viagens, tanto de ida como de volta, são subdimensionados para o potencial das necessidades de uma região com quase 300 mil habitantes.
            O pior é que, como algumas outras prioridades que dependem das ações públicas, não existe nenhuma perspectiva para revitalizar o uso de barcas, opção de transporte tão importante para uma região cujas características geográficas permitem o transporte pelo mar.
             O uso de embarcações de pequeno e médio porte poderia ser a solução para fazer a ligação entre diversas cidades do entorno da Baía de Guanabara como também entre alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro e os aeroportos Santos Dumont e Galeão. 
              Embora a concessão linhas para o transporte marítimo entre cidades seja de responsabilidade do Estado, os municípios poderiam modificar as regras e assumir esse tipo transporte para beneficiar seus habitantes. Prefeitos e vereadores certamente seriam aplaudidos pelos moradores.

A ILHA DO GOVERNADOR É A REGIÃO MAIS PREJUDICADA PELA TERRÍVEL POLUIÇÃO DA BAÍA DE GUANABARA

              
Substância poluidora desconhecida é despejada na baia através 
da rede de águas pluviais, na praia do Quebra Coco

             A poluição nas águas da Baía de Guanabara afetam diretamente todas as praias da Ilha do Governador e nenhuma outra região da cidade é tão prejudicada quanto a nossa, cercada de águas sujas e extremamente perigosas para a saúde.
              O problema não é de hoje, mas, há mais de 40 anos, vem piorando. As obras e medidas tomadas para despoluir foram simplórias pelo tamanho do problema e também não acompanharam a velocidade dos criminosos agentes poluidores, cujo protagonismo principal é de uma parte significativa da população que insiste em jogar esgoto, lixo e resíduos químicos, tanto nas águas da baía como nos rios e outros afluentes que desaguam nela.
            O pior de tudo é que não existe nenhum movimento ou projeto sério que signifique uma esperança para as próximas décadas. A eventual balneabilidade de algumas praias acontece em alguns momentos pelo movimento das marés que lançam água limpa do oceano para dentro da baía. Sem esse fato, provocado pela própria natureza a Baía de Guanabara já seria um caudaloso cemitério da vida marítima.
             No feriado do Dia do Trabalho na orla do Quebra Coco, bairro exclusivamente residencial, algum morador despejou na rede de águas pluviais um tipo de líquido de cor clara, que tingiu às aguas do mar por algumas horas e certamente prejudicou todos os seres viventes das redondezas. Trata-se de um verdadeiro crime ambiental, cujo autor não foi ainda identificado em razão do uso das tubulações subterrâneas usadas para levar as águas das chuvas e das instalações residenciais, excluindo os esgotos.
           Embora o governo não faça a sua parte, investimentos em obras grandiosas para diminuir a poluição, cabe à população ter a consciência sobre os brutais danos que esses despejos clandestinos e descartes de lixo individuais causam ao meio ambiente e à saúde de todos nós. Hoje não há nenhuma esperança para recuperação da Baía da Guanabara. Uma pena!

VIOLÊNCIA CHEGOU A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS NA CIDADE

             A Ilha do Governador se destaca no cenário da cidade como uma das melhores regiões para se morar. Disso ninguém tem dúvidas, seja pela qualidade de vida, áreas de lazer na orla, diversos clubes e a vida mais saudável, sobretudo para os privilegiados que moram e trabalham na Ilha. 
              Não que não tenhamos nossos problemas, como praias poluídas, sistema de mobilidade urbana ultrapassado com muitos ônibus velhos e confusão causada pelas vans que são o símbolo da desordem por onde andam. Sem esquecer o péssimo serviço das barcas que sempre será uma grande solução para o transporte dos insulanos para o Centro da cidade, mas que infelizmente funciona muito mal.
              Quando destaco a Ilha como um excelente lugar para morar, o principal fator que faz a diferença é a questão da segurança pública, onde ainda persistem problemas graves e pontuais, mas que comparada com outras regiões da cidade ainda é mais segura, e as ações criminosas estatisticamente muito menores. 
            Os esforços e estratégias das ações do nosso 17º Batalhão de Policia Militar conseguem manter a Ilha com um clima muito melhor que o restante do Rio de Janeiro. E quero registrar um elogio especial ao Coronel Marcelo Menezes, comandante do batalhão da Ilha, cujo trabalho desde quando assumiu em novembro do ano passado, merece ser reconhecido.
              Esta semana em diversos bairros, como Botafogo e Tijuca a violência chegou a limites insuportáveis e a população dessas localidades está evitando sair de casa, apavorada pelo que está acontecendo nas ruas. No Centro da cidade ninguém tem coragem de falar no celular nas ruas, diante da certeza que terá o aparelho roubado.
             Se não vivemos no paraíso, o ar que respiramos não possui o clima tenso das outras regiões. Graças a Deus! 

domingo, 22 de abril de 2018

NAS NOITES DOS FINAIS DE SEMANA, REINA A DESORDEM NA CALÇADA DA ORLA PRAIA DA BICA

              A bagunça que rola nas noites dos fins de semana na orla da Praia da Bica está deixando os moradores do local com o humor péssimo. O som alto de alguns poucos quiosques que não respeitam a lei do silêncio e mantém o barulho até quase as 3 horas da madrugada inferniza a vida de quem mora em frente deles. O fato está gerando revolta contra todos os quiosques. 
               As denúncias que chegam à redação do jornal se juntam as dos motoristas que reclamam de carros mal estacionados perto de quiosques, parados em lugar proibido, prejudicando fluxo do trânsito e a movimentação dos outros veículos de motoristas que usam o trajeto pela Praia da Bica. Além disso, obstruem a faixa exclusiva para os ciclistas. Um caos!
               Há muita desordem na orla, durante as noites das sextas, sábados e domingos. Frequentadores da Praia da Bica reclamam de muitas mesas e cadeiras colocadas nas calçadas e que impedem o passeio dos pedestres e os praticantes de caminhadas que precisam correr o risco de atropelamento ao serem obrigados a andar pela rua.
               A obstrução de uma via pública é uma prática ilegal e a quantidade exagerada desses equipamentos atrapalhando as pessoas, podem até gerar mais lucros para alguns quiosques, mas nunca deveriam prejudicar os cidadãos que andam pelas calçadas.
               O tamanho das ilegalidades é intolerável. Com isso, a orla da Praia da Bica está sendo contagiada por um clima ruim, que contamina as noites daquela bela região.
               Cabe, principalmente, aos donos de quiosques, interessados em manter na orla atividades dentro da legalidade, ações positivas para estabelecer uma nova ordem com responsabilidade e que respeite os moradores e pedestres com o qual dividem o espaço e continuem a gerar negócios, respeitando os direitos de todos os outros cidadãos.

SERVIÇOS DA LIGHT SÃO MUITO RUINS E NÃO ATENDEM OS MORADORES À ALTURA DOS PREÇOS QUE COBRA

              A comunidade da Ilha do Governador sofreu bastante com o forte temporal que atingiu a região na quinta, dia 15. As autoridades atualizaram para 255 a quantidade de árvores que foram derrubadas pela forção da ventania e o trabalho de normalização das vias e calçadas só deve chegar ao fim nos próximos dias.
               Pegos de surpresa, após a meia-noite da quarta-feira de cinzas, muitos insulanos só se deram conta dos estragos ao amanhecer da quinta feira (15). O horário da tempestade, que durou pouco mais de uma hora, evitou danos ainda maiores se o fenômeno tivesse acontecido durante um horário de movimento de carros e pessoas. Além das árvores e postes algumas casas e veículos foram atingidos causando sérios prejuízos a algumas famílias.
               O processo de desobstrução de vias e calçadas, retirada de árvores e substituição de postes exigiu das autoridades a mobilização de equipes preparadas para lidar com dezenas de árvores gigantes que precisaram ser retalhadas de modo a possibilitar a remoção. A experiência serve de alerta para que as autoridades, principalmente durante esse período de chuvas, tenham em mãos planos e equipamentos sempre de prontidão. Felizmente na Ilha, região que foi a mais atingida, não houve nenhuma morte em consequência do vendaval enquanto na cidade cinco pessoas morreram.
A Light, empresa privada que cobra caro pela energia que fornece, parece que só pensa nos lucros. Pisou feio na bola e pela demora em suas operações para religar a luz e o péssimo atendimento, causou grandes prejuízos aos moradores e comerciantes. A falta de energia, em alguns lugares se prolongou por quase uma semana, estragando alimentos e produtos que precisam de refrigeração. Tudo foi jogado fora.