sexta-feira, 6 de setembro de 2019

COLÉGIO NEWTON BRAGA SOFRE MUDANÇAS GRAVES

 Fundado em 1960, o Colégio Newton Braga é referência
 em qualidade de ensino e disciplina

          O Comando da Aeronaútica, durante reunião essa semana em Brasília, decidiu abandonar a gestão do conceituado Colégio Newton Braga e traçou uma agenda de transferência do ensino para o Estado. O plano é passar o ensino médio para a Seduc já em 2020, e acabar gradual e definitivamente com o ensino fundamental até 2024. Ou seja, no próximo ano não haverá matrículas para o primeiro ano.
          A ideia é estabelecer um sistema de gestão cívico-militar, com inevitável perda na qualidade de ensino, principalmente pela necessária adaptação à uma nova estrutura e conceito de ensino. A diferença nas propostas educacionais será golpe fatal naquilo que sempre fez a diferença do colégio, que é a qualidade de ensino e a disciplina. A maioria dos professores não poderá continuar ensinando diante da incompatibilidade de regras entre a carreira no magistério federal e provavelmente deverão ser transferidos para outras unidades federais.
          Atualmente com 1.080 alunos, o Colégio Newton Braga é referência na área da educação e orgulho dos alunos, pais, professores e sobretudo dos ex-alunos, cuja maioria hoje é constituída de cidadãos de princípios e caráter, que tiveram a base da sua  educação forjada na instituição.
         É muito importante uma reação imediata contra essas mudanças que podem causar graves prejuízos à educação, principalmente aos alunos do ensino fundamental, cuja transição acaba na inexplicável extinção de uma série por ano. A reação contra essa medida inoportuna precisa contar com a influência e manifestação de todos nós, brasileiros de bom senso e responsáveis.
          Não é uma boa ideia e não há justificativa para produzir mudanças dessa magnitude num colégio de alto conceito como o Newton Braga, onde tudo está dando certo desde a sua fundação em 1960, e cujo ensino é admirado e respeitado por todos.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

MORADORES DA ILHA ESTÃO APREENSIVOS. MUNDO DO CRIME ESTÁ DE ÔLHO NO DENDÊ

Fernandinho Guarabu foi o chefe do tráfico do 
Morro do Dendê por mais de 15 anos
     Com a morte do Fernandinho Guarabu, que liderou o tráfico na Ilha do Governador por cerca de 15 anos, a Ilha corre o risco de se transformar, por alguns dias, em um barril de pólvora com a provável disputa do controle das ações criminosas na maioria das comunidades da Ilha. É que os quatro bandidos mais graduados no organograma do Dendê, abaixo de Guarabu, também foram mortos pela polícia na mesma operação de quinta-feira.
     O perigo, que justifica a preocupação da população insulana, é o que está em jogo. Fernandinho montou um esquema criminoso que controlava a distribuição de gás, gatonet, transporte de vans, além de outras atividades, cujas receitas geravam lucros fantásticos como o tráfico de drogas e de armas. Com a cúpula morta e sem um substituto no radar, os negócios criminosos do Dendê podem atrair a cobiça de bandidos de outras facções ou de grupos de milicianos.
     A transição é os que moradores temem. O pior cenário é outra facção criminosa mais violenta assumir os espaços e a gestão dos negócios do crime transformando a Ilha do Governador em uma região perigosa. As atividades criminosas controladas pelo Dendê são atraentes e altamente lucrativas.
     Por outro lado, esse vácuo de poder criminoso no Morro do Dendê é a grande oportunidade das forças policiais ocuparem rapidamente os espaços e transformar a Ilha em uma região ainda mais tranquila, onde os direitos e liberdades dos cidadãos possam ser garantidos. É essa a principal expectativa dos cidadãos insulanos diante dessa situação complicada a qual todos estamos reféns.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

AS CALÇADAS COM PEDRAS PORTUGUESAS PRECISAM DE ATENÇÃO ESPECIAL

A colocação das pedras é uma atividade artesanal e demorado

          As pedras portuguesas colocadas em diversas calçadas ao longo da Estrada do Galeão, no perímetro do Projeto Rio Cidade, cujas obras aconteceram em 1998, durante o governo do prefeito Cesar Maia, se transformaram em um problema para a manutenção das calçadas.
          Com o tempo, as pedras se soltam, seja pela ação das chuvas ou principalmente devido ao peso dos carros que, ilegalmente, motoristas insensatos insistem em colocar sobre as calçadas, e se transformam em um problema. Os buracos e as pedras soltas já provocaram diversos tropeços e quedas, sobretudo do pessoal mais idoso, ou de jovens descuidados que ficam ligados no celular e, sem culpa, caminham intuitivamente apenas com o radar ligado.
          Nessa semana, dois antigos trabalhadores de uma empreiteira contratada pela prefeitura estiveram em ação para recolocar as pedras em trechos dos calçadões da Portuguesa. Eles ainda não conseguiram terminar o serviço pela quantidade de buracos e pelo serviço ser artesanal e lento. É pedra por pedra. Coisa demorada e que deve sair bem mais cara pelo tempo que precisa para ser feito, além da infinita quantidade de buracos.
          Para manter a beleza das calçadas, que justificariam o trabalho e investimento, é importante que as pedras tenham a mesma coloração, o que é difícil, de modo a valorizar os desenhos proporcionados pelo contraste das pedras brancas com as pretas. Entretanto, diante das enormes calçadas e a cultura carioca de estacionar em cima delas, sem nenhum preconceito, as coisas tendem a piorar com o tempo e esses esmerados trabalhadores de hoje vão se aposentar ficando cada vez mais difícil a recomposição dessas calçadas.
         A realidade, infelizmente, é que enquanto os carros continuarem a usar as calçadas como estacionamento ou existirem acesso para garagens sobre as pedras portuguesas o problema vai continuar. Ou mudam o piso das calçadas ou a cultura dos nossos motoristas.

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BAÍA DE GUANABARA: CALDO DE BACTÉRIAS E CEMITÉRIO CLADESTINO

       A linda paisagem da Baía de Guanabara, cenário que faz parte dos cartões postais da Cidade Maravilhosa e orgulho dos cariocas, precisa de mais cuidados. Ainda que para consumo interno, a notícia não é boa para a os insulanos que costumam banhar-se em suas águas poluídas. As coisas estão piorando e as águas ficam mais poluídas a cada dia, por diversas razões.
       Além de um verdadeiro caldo de bactérias, como os pesquisadores da UFRJ classificaram recentemente parte das águas da Baía de Guanabara, agora se pode acrescentar outra péssima referência e não é exagero apelidar nossa baía como um cemitério clandestino para desova de corpos das vítimas de traficantes e suas facções.
       Desde a semana passada partes humanas como braços e pernas tem sido depositados na orla da Ilha do Governador, trazidos pelas correntezas e o movimento das marés. Na quarta-feira, moradores avistaram um tonel nas areias da Praia da Bica e descobriram dentro deles partes de quatro corpos esquartejados. Na quinta, outra perna humana apareceu perto do mesmo lugar. Restou à polícia, bombeiros e ao IML transferir as partes dos corpos para tentar a identificação macabra. Nenhuma pista aparente de onde teriam sido jogados ao mar ou as razões dos crimes. Mistério absoluto.
       O espanto e perplexidade dos moradores com a sopa de bactérias e a classificação de cemitério de clandestino, a Baía de Guanabara, segundo denúncias, também está sendo utilizada para a ação de uma quadrilha de bandidos que utilizam lanchas velozes para assaltar embarcações de pescadores e de passeio que navegam pela Baía de Guanabara. Impossível essa situação piorar.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

A ILHA DO GOVERNADOR PRECISA DA NOSSA ATUAÇÃO

       


          A Ilha do Governador é uma região especial da cidade do Rio de Janeiro e considerada pelos seus moradores como um lugar seguro para morar, se comparada ao restante da cidade. Não é que a região não tenha seus problemas com a segurança, como por exemplo, a recente onda de assaltos à lojas praticados por uma quadrilha de bandidos que age durante as madrugadas. No último mês mais de dez empreendimentos foram arrombados e contabilizaram importantes prejuízos.
         Outro problema que incomoda os insulanos, e que precisa ser mais organizado, é o sistema de serviços públicos de transporte. É absurdo o descontrole das vans e kombis, cuja maioria dos motoristas não cumprem rotas, andam de portas abertas e em alta velocidade, disputam passageiros no grito e estacionam nos pontos até completar a lotação, prejudicando o trânsito nas vias.
         O péssimo serviço das barcas, ônibus muito velhos que enguiçam a toda hora e frescões que são assaltados quase todas as semanas estão na conta dos problemas pendentes de solução. Todavia, os insulanos se jubilam por morar num lugar onde a maioria se conhece, tem clubes de lazer muito bons e suspiram quando, no final do dia de trabalho, atravessam a ponte. Cheguei!
Conviver com os problemas e fazer vista grossa para eles não é a melhor atitude. Tentar resolvê-los deve ser uma obrigação de todos nós, como por exemplo não jogar lixo fora das lixeiras para tornar a Ilha mais limpa e evitar alagamentos. Precisamos fazer a diferença como uma região modelo. O sistema de saúde público é um exemplo com boas clínicas de saúde, Upas e o Hospital Municipal Evandro Freire, cujo trabalho da equipe médica é dedicado e reconhecido como exemplar pelos pacientes e familiares.
        Nossos esforços e atitudes vão fazer a diferença para tornar a Ilha do Governador uma região ainda melhor para se viver, mesmo com todos os problemas de hoje. Que só serão superados com a nossa efetiva participação.


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