sábado, 7 de janeiro de 2017

UM DOS LUGARES MAIS APRAZÍVEIS DA CIDADE, A ILHA PRECISA AVANÇAR NA QUESTÃO DA SEGURANÇA E DO DESENVOLVIMENTO

A Praia da Bica é um dos polos gastronômicos da Ilha, 
com restaurantes e quiosques com muitas opções de 
petiscos e´comidas típicas

             A mudança no comando da prefeitura renova a esperança e a expectativa de que a Ilha do Governador possa ocupar o destaque que sempre deveria ter no cenário da cidade.
              Com uma população de quase 300 mil habitantes, a Ilha requer mais atenção das autoridades em diversos aspectos para avançar na qualidade de vida dos seus moradores e desenvolvimento urbano. Infelizmente, os órgãos públicos têm agido, há bastante tempo, com certo desprezo diante da importância da Ilha no contexto da cidade.
             Por exemplo, nesta edição o Ilha Notícias denuncia que há mais de cinco meses um pontilhão que caiu no Bancários, permanece sem sua reconstrução trazendo graves transtornos e prejuízos à população. Fosse isso na Zona Sul ou Barra, em menos de uma semana o problema estaria resolvido. É desproporcional a pouca atenção que as autoridades têm com a Ilha, embora em seu território funcione o segundo maior aeroporto do país e estejam instaladas indústrias de porte, como Shell, Cosan, Fischer e Eisa, entre outras. 
              Faltam incentivos e oportunidades para novos empreendimentos, sobretudo aqueles naturais na região, como a indústria naval de pequeno porte, turismo com viagens marítimas na baia e polos gastronômicos, entre outros. A Ilha resiste porque seus empresários são de fato empreendedores e ainda prospera um forte clima de bairrismo. 
            Mesmo com a crise econômica absurda, dezenas de novos empreendimentos estão surgindo na região e, em pouco tempo, vamos superar as dificuldades econômicas e voltar a crescer, gerando mais empregos e oportunidades. Entretanto, para ajudar a começar um novo momento, os governos precisam sanar o problema de mobilidade urbana, melhorando o sistema de ônibus, vans e barcas, cujos transtornos são imensos para a população da Ilha.
            Nossas expectativas são positivas. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

DETRAN TEM DOIS POSTOS NA ILHA, MAS MOTORISTAS INSULANOS MUITAS VEZES NÃO CONSEGUEM AGENDAR SERVIÇOS


Mesmo com postos do Detran no Cocotá e Tubiacanga motoristas 
insulanos precisam sair da Ilha para vistorias

            É absurdo a Ilha do Governador ter dois postos do Detran em seu território e os motoristas que moram na região estarem sujeitos a realizar os serviços, anualmente obrigatórios, no órgão em postos localizados fora da Ilha.
            O site do Detran destinado a marcar os serviços não foi programado para agendar o posto mais perto da residência dos usuários e, muitas vezes, o motorista é obrigado a sair da Ilha para ser atendido em outras regiões distantes da cidade ou até em outra cidade, enquanto ao lado da sua casa tem um posto do Detran.  Na semana passada a reportagem do Ilha Notícias denunciou a dificuldade que moradores da Ilha sofrem, e uma motorista relatou que foi obrigada a marcar a simples atualização de um documento na cidade de Duque de Caxias, embora more há pouco mais de 500 metros do Posto do Cocotá.
              O posto do Detran em Tubiacanga é um dos maiores do estado e recebe gente de diversas regiões do município e de outras cidades, porque é eficiente e rápido, fato que merece destaque e elogios. Todavia, os motoristas da Ilha precisam ter preferência no atendimento, assim como os motoristas de outras regiões nos postos mais próximos das suas casas, de modo a evitar transtornos e gastos de combustível, além da perda de tempo nos deslocamentos.
            Não é possível que o site não possa ser programado para abrir a agenda para a data mais próxima possível aos motoristas de cada local. A ideia não é tornar proibido agendar em outros locais de preferência dos motoristas, mas garantir que sempre haja a possibilidade de agendamento aos moradores de cada região no posto mais próximo, mesmo que em prazo mais estendido.
            Essa mudança, que é de bom senso, e também é importante para diminuir o número de veículos nas ruas durante o deslocamento de uma região para outra. Ir para outra cidade tendo um posto Detran ao seu lado é um grande absurdo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ILHA: CRIMES AMEAÇAM STATUS DE REGIÃO MAIS SEGURA DA CIDADE

Região corre graves riscos 
com o aumento da criminalidade  

             O final de ano está bastante carregado para a maioria dos insulanos. Não apenas os atrasos de salário e desemprego preocupam a maioria, mas o aumento de assaltos está gerando muito medo na população.
             Ainda um paraíso, comparando com outras regiões da cidade, a Ilha do Governador sofreu, em 2016, um revés grave na segurança que foi a introdução dos assaltos praticados por duplas de motociclistas. Esse crime considero um dos mais covardes porque o bandido tem três fatores a seu favor que são a surpresa, impossibilidade de identificação pelo uso do capacete e a mobilidade instantânea para fuga. Quando a vítima, transtornada, pede ajuda, o criminoso já está bem longe, inviabilizando a sua prisão. Tanto é que, até agora, nenhum desses bandidos foi preso.
              A PM precisa adotar um intenso e permanente programa para combater as motos que circulam pelas ruas sem placas e que não respeitam os sinais. Uma ação dura e permanente da policia militar para retirar das ruas motos ilegais e motoqueiros sem capacete certamente ajudaria a diminuir a circulação de bandidos que agem até durante o dia, na cara da polícia, desmoralizando os agentes sem serem incomodados.
            A Ilha precisa conservar a fama de bairro seguro e não pode permitir que novas e perigosas vertentes do crime se tornem comuns na região. O momento desfavorável da economia, com milhões de trabalhadores desempregados, não pode justificar sermos compreensíveis com a crescente ação da bandidagem.
            A população não pode se tornar refém dos acontecimentos criminosos e, os assaltos com o uso de motos, precisam ser erradicados imediatamente, sob pena de a população pagar um preço caro demais se em pouco se tornarem banais. A PM sabe o que fazer para acabar esse tipo de crime.

sábado, 17 de dezembro de 2016

POR QUE O SISTEMA DE VANS E BARCAS É TÃO DESORGANIZADO NA ILHA

É comum vans não aceitarem o passe livre dos idosos

            Continua sendo difícil entender porque as autoridades complicam tanto o sistema de transporte de passageiros da Ilha que é um caso diferente do restante da cidade. Pela virtude de ser uma Ilha, nossa região oferece alternativas diferentes e melhores. Qual morador da cidade não gostaria de ter à sua disposição o transporte marítimo como uma possibilidade para se deslocar.
             Viajar de barco não tem problemas de trânsito, sinais e congestionamentos. Além disso, é prazeroso e relaxante. Até na questão dos assaltos fica complicado para o ladrão que não tem para onde fugir. 
           O sistema de transporte público coletivo, que além da opção marítima, tem ônibus, BRT, vans e cabritinhos precisa evoluir e ter logísticas corretas para atender de modo eficiente os passageiros e ser levado a sério pela população. É preciso um plano articulado entre todos os modais de maneira que a população tenha verdadeiramente a possibilidade de usar um bilhete único em cabritinhos, vans, ônibus e barcas. A tecnologia oferece essa possibilidade cuja implantação deveria ser prioridade para verdadeiramente acreditarmos que os governos existem para servir, de fato, à população.
            Em outros países, o bilhete funciona e é respeitado. Mas por aqui não é assim e nada acontece com os infratores.  Penso que o correto deveria ser punir com rigor essas vans que, por exemplo, costumam não aceitar o cartão de um cidadão idoso. O sistema deveria imediatamente apreendê-la por absoluto desrespeito à lei, e os seus operadores indiciados por discriminação. Qualquer aplicativo simples de posse dos passageiros poderiam gerar a denúncia e acionar as autoridades. 
            Mas, o poder, os instrumentos, a lei, a ordem e a fiscalização estão à disposição de personagens públicas absolutamente omissas e contemplativas. Nada fazem para colocar as coisas em funcionamento.  Enquanto isso, a população, sobretudo os mais frágeis, continuam reféns dos incompetentes e cúmplices da desordem.

domingo, 11 de dezembro de 2016

AUMENTA A AÇÃO DOS PICHADORES, NA ILHA, E POPULAÇÃO FICA REFÉM DESSES VÂNDALOS

As fachadas de dois prédios que precisaram 
pintar as fachadas na Estrada do Galeão
           
             Esta semana mais uma fachada de um dos prédios, de escritórios, localizados na Estrada do Galeão, perto da passarela ao lado do Casa Show, precisou ser totalmente pintada, para esconder as dezenas de pichações que criminosamente desfiguravam o imóvel.
             Aliás, a ação dos pichadores tem aumentado na Ilha de modo assustador e, é difícil apontar um prédio sem pichações. Ao longo da Estrada do Galeão, nossa principal via, o estrago é tremendo e agora, esses bandidos que se escondem nas sombras da escuridão, estão colocando seus garranchos até nas paredes laterais mutilando os imóveis completamente.
            O prejuízo dos proprietários é enorme, porque além da constante limpeza ou pintura das fachadas, há uma desvalorização evidente na hora da venda ou aluguel do imóvel. Além disso, as pichações revelam uma certa vulnerabilidade na segurança dos andares superiores tal a agressividade desses criminosos que invadem as janelas, telhados e varandas, assustando os moradores e colocando em risco o patrimônio.
             É necessário que novos métodos de proteção devem ser criados e implantadas imediatamente para garantir a segurança da população e para punir esses vândalos covardes, que não podem continuar impunes. 
              Alguns prédios estão colocando cercas com arame de aço conhecidas como concertinas cortantes – até  então utilizadas apenas nas prisões -, diante da terrível insegurança das ruas que está se estendendo de modo rápido e absurdo aos imóveis.  Além de prisioneiros em nossas próprias casas, estamos sendo obrigados a usar trancas, grades, muros e cercas eletrificadas como medidas extremas de proteção, que nos deixam cada dia mais prisioneiros em nossas próprias casas.
              O pior é que não vejo nenhuma ação policial e de fiscalização para colocar um freio nisso.