quinta-feira, 25 de outubro de 2018

NÓS QUEREMOS UM NOVO BRASIL



               A falta de credibilidade nas principais instituições públicas brasileiras, como o judiciário, legislativo e executivo me levam a crer que vamos ver um novo rosto do Brasil diante das mudanças que já aconteceram com o resultado das eleições no primeiro turno, e que vai mudar mais a partir de segunda-feira. O novo cenário político dificilmente vai ser tão ruim quanto ao atual.
              É incrível, mas até há alguns anos, poucos brasileiros sabiam o nome de alguns dos ministros da alta corte que atualmente são mais conhecidos por atitudes incoerentes e comprometedoras, principalmente com aqueles que os nomearam. Gilmar Mendes, por exemplo, teve uma atitude de absoluto incoerência quando mandou soltar da prisão diversos amigos, aparentemente por simples amizade ou por outras razões, como num dos casos, aparentemente pelo fato de ter sido padrinho de casamento da filha do preso. No lugar de proclamar-se impedido, usou do poder para beneficiar um amigo.
               O Brasil está mudando, e os mais poderosos juízes do país poderiam aproveitar o novo tempo para serem mais reservados no seu trabalho e não agissem como atores que lutam pelo protagonismo, sobretudo em assuntos polêmicos, aparentemente para ganhar mais visibilidade.
                No executivo e no legislativo muitos figurões importantes estão atrás das grades pela serenidade e competência de outros escalões da justiça, sobretudo do juiz Sérgio Moro que é um exemplo de conhecimento da lei e de coragem nas suas decisões. Por isso é respeitado e admirado pela grande maioria dos brasileiros. O novo Brasil, que sai agora dessas eleições, exige que todas autoridades tenham atitudes e comportamentos à altura das responsabilidades dos seus cargos. Esta é a realidade.
                O Brasil e a sua população não suportam continuar sendo explorados, extorquidos e roubados por homens públicos criminosos que usam cargos para enriquecer e máscaras para enganar mostrando em público uma face mentirosa, enquanto agem criminosamente no escondido.
Então, viva o novo Brasil que vem aí!!!


terça-feira, 23 de outubro de 2018

AS ILHAS DO GOVERNADOR E FUNDÃO MERECEM MAIS ATENÇÃO DAS AUTORIDADES

A Ilha do Governador e Fundão são regiões estratégicas na cidade

                Tenho repetido algumas vezes que as regiões das ilha do Governador e Fundão são de extrema importância para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Seja pelo aeroporto internacional e toda planta de serviços aeroviários, seja pelas grandes empresas instaladas na região, como estaleiros e grandes empresas de derivados de petróleo.
              Além disso, a população está em torno de 300 mil habitantes, quantidade semelhante, ou maior, do que cidades importantes como Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis, entre outras.
               Todavia, os habitantes não observam, há anos, nenhum movimento transformador que possa ser aproveitada para melhorar a qualidade de vida dos insulanos. Também não existem ações concretas que tratam o desenvolvimento econômico tendo como base um novo modelo de mobilidade urbana com um desenho especial para a região, por extrema necessidade, em razão de serem ilhas e diferentes. Só possuem vias de acesso saturadas. Por essas e outras razões, a região deveria ter um tratamento absolutamente diferente das outras localidades do município e do estado para que possam se desenvolver.
                Por exemplo, não é possível continuar ser contemplativo com a situação revoltante do sistema de barcas, cujo serviço é essencial, no mínimo como alternativa para o transporte de passageiros para o centro da cidade. No aspecto do lazer, por que não funcionam aos fins de semana para proporcionar passeios de lazer no mesmo trajeto e Paquetá?  Pura maldade contra a população, sobretudo aos mais pobres.
               Vamos torcer para o sucesso da nova conjuntura política, a partir de janeiro, esperando que as forças do bem possam estar mais fortes e as soluções se tornem realidade. A população merece!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

NAVIOS ESTÃO HÁ 3 ANOS ABANDONADOS NO ESTALEIRO DA ILHA

Os três navios não foram pagos pelos 
compradores e deverão ir à leilão

              É triste a imagem das três grandes embarcações juntas e abandonadas no cais do Estaleiro Eisa, como retrata reportagem na página 7 desta edição. O prejuízo causado pelos cancelamentos das encomendas causou graves prejuízos à empresa e à Ilha do Governador, onde viviam, na época, a maioria dos 3,5 mil funcionários demitidos do estaleiro.
              As consequências foram devastadoras. Pequenas empresas, prestadores de serviço, pensões e restaurantes que funcionavam no entorno da empresa fecharam as portas e os imóveis desvalorizaram. Muita gente sofreu e sofre. Alguns mudaram de profissão e outros buscaram sobreviver de bicos. O dinheiro que não entrou no caixa da empresa, até hoje faz falta na economia da Ilha. Muitas famílias ficaram na miséria e desesperadas com o desemprego.
               Suponho que o insucesso da operação de encomenda dos navios que resultou na paralisação da montagem das embarcações, na sua etapa final, seja uma incógnita. Conjecturo, entretanto, que possa ser atribuído a má gestão da companhia durante a avaliação dos riscos, apostando em compradores instáveis, ou em imprevisíveis mudanças da conjuntura do mercado naval internacional. 
              É muita coincidência que os diferentes donos dos três navios, cujos custos de construção são milionários, tenham desistido das encomendas no meio do caminho. É preciso que as causas do fracasso das operações sejam esclarecidas para evitar novos desastres como esses, e que a União não seja chamada a pagar a conta de irresponsabilidades privadas. Enquanto o Eisa está na UTI, a maioria das famílias dos trabalhadores demitidos sofre com a falta de salários que ainda não foram totalmente pagos.

POPULAÇÃO COMEÇA A REAGIR CONTRA VIZINHOS PORCALHÕES

               Tenho observado, na redação do Ilha Notícias, o crescimento das reclamações de leitores contra o aumento da sujeira nas praias e do lixo abandonado nas calçadas. São muitas as mensagens enviadas por pessoas indignadas, que chegam através das redes sociais, como Instagram, site, WhatsApp e Facebook. O curioso, é que esse significativo aumento de denúncias contra a imundície, mira nos sujismundos, aquelas pessoas que não estão nem um pouco preocupadas em jogar nas ruas, latas de refrigerante, restos de lanches, papéis e outras porcarias.
               No caso da sujeira nas praias, muitos leitores mandam mensagens defendendo o trabalho da Comlurb, garantido que a empresa faz bem o seu papel limpando as praias diariamente. Para essas pessoas, a culpa é de alguns frequentadores das areias que se encarregam de sujar, depois que a turma da limpeza vira as costas. 
              O mesmo acontece nas ruas. Vizinhos porcalhões jogam lixo fora das lixeiras e contéiners da Comlurb, abandonando os sacos de lixo nas calçadas ou na frente da casa dos outros. Em outras palavras, tem gente porca que larga o lixo da sua casa em qualquer lugar, provocando sujeira e mau cheiro por toda vizinhança. 
               A novidade é que essa turma de porcalhões está sendo denunciados por gente sensata, que não concordam com esses maus hábitos que prejudicam a todos. O entupimento de galerias pluviais durante as chuvas é, entre outras, uma dessas consequências ruins que prejudicam a coletividade. 
              Lixo é no lixo!

ILHA DO GOVERNADOR E FUNDÃO TEM VIRTUDES E VOCAÇÕES PARA SEREM UMA CIDADE

       Trrês  pontes ligam a Ilha do Governador ao Fundão

              É uma pena que a Ilha do Governador e Fundão não sejam um município. Tem todas as condições para isso, sobretudo um conjunto de fatores que geram receitas importantes para garantir o funcionamento e gestão do que seria uma cidade próspera, e com melhor qualidade de vida.
              No cenário da cidade do Rio de Janeiro, a região é importante estrategicamente, não apenas pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, porta de entrada da cidade, e por onde chegam milhares de turistas para o Brasil, mas também pelas centenas de grandes empreendimentos tanto na área aeroportuária como naval. Seria importante que a região tivesse mais independência para resolver questões locais para gerar mais desenvolvimento e progresso. Nossa rotina é diferente das outras regiões da cidade e precisaria ter mais apoio de todos os níveis de governo: federal, estadual e municipal.
              Exemplo: nas ruas são poucos os policiais militares, guardas municipais e agentes de trânsito para conter o avanço de vans e outros transportes piratas perigosos que tomam conta do trânsito transformando as ruas num verdadeiro inferno e fazem a região ter o pior serviço de mobilidade urbana do Estado. As vans produzem as mais insensatas loucuras nas ruas para transportar passageiros que esperam ônibus velhos que não chegam, e barcas velhas e lentas que fazem apenas três viagens por dia e não funcionam nos finais de semana. Para o restante da cidade isso não tem a mínima importância, mas para os insulanos são questões relevantes que incomodam e prejudicam toda população de quase 300 mil pessoas.
              A região tem vocação e virtudes para o desenvolvimento que são próprias e específicas de território semelhantes cercado pelas águas, como a indústria pesqueira e a naval de pequeno e médio porte. Precisamos de um olhar e ações urgentes das autoridades que buscam o progresso do país.