sábado, 20 de setembro de 2008

Molon na Ilha do Governador

Ediçao 1386 - 19.9.2008

Expectativa de Desenvolvimento

A Ilha do Governador vive um momento de expectativas diante da possibilidade de tornar-se um importante pólo de desenvolvimento e mercado para novos empregos. No mínimo são três frentes: aeroporto Tom Jobim, estaleiro Eisa e o Terminal de Pesca. Esse conjunto de ações, curiosamente, serão todos realizadas através de recursos do governo federal.

O aeroporto vai começar em poucos meses as obras de modernização e reforma da infra-estrutura, cuja falta de recursos para a manutenção deixaram precárias todas instalações e muita coisa não funciona do Tom Jobim. O governador Sérgio Cabral tem razão em afirmar que o cartão de visitas do Rio de Janeiro está muito feio. A solução que Cabral propõe de privatização é duvidosa, mas o principal é que já foi batido o martelo e as obras que vão consumir mais de 50 milhões, começam até março.

No estaleiro da Ilha, o contingente com cerca de 3 mil trabalhadores terá que ser ampliado diante das novas encomendas que se multiplicaram com a descoberta de jazidas de petróleo e gás em alto mar. Essa boa maré para o setor, segundo os especialista vai até 2015, tempo que pode gerar muita riqueza e mais habitantes para a região.

Quanto ao Terminal de Pesca que o governo federal pretende instalar no imenso terreno ao lado da Shell, na Ribeira, a expectativa não é de gigantescas obras de engenharia, mas de grande quantidade de novos empregos, tanto para pescadores, como para técnicos especializados na preparação dos pescados para refrigeração e outras dezenas de atividades paralelas na indústria pesqueira. As atividades de apoio como restaurantes, lanchonetes e tantos outros, entre os quais estaleiros de médio e pequeno porte que poderão ter uma novo mercado diante do fluxo de embarcações.

O futuro passa por essas três frentes de trabalho, e tudo isso vai trazer muito desenvolvimento para a Ilha do Governador.

São os bons ventos a nosso favor.

joserichard@uol.com.br