sexta-feira, 23 de março de 2012

Ilha do Governador é refém de um sistema caótico de transporte de passageiros


Passageiro de van desce no meio da rua,
correndo risco de vida e prejudicando o trânsito.
Na Ilha, ainda não conseguimos resolver questões simples, como por exemplo, ter ruas sem buracos, hospitais com médicos e um sistema eficiente de transporte de passageiros. Seja pelas barcas ou por vans e kombis, o descaso com a vida continua colocando pessoas em risco e causando transtornos.

Somos reféns de uma baderna permitida, onde trafegam centenas de kombis ilegais que transportam diariamente milhares de vidas. O que mais desanima é a forma contemplativa das autoridades responsáveis. Há alguns anos que essas irregularidades persistem e nada muda. São motoristas sem habilitação e cobradores que se acomodam em bancos de plástico ou sobre os motores das kombis. Nas viagens colocam em risco a vida de inocentes e cometem, a cada quilômetro, infrações, como avanço de sinais, velocidade além da permitida, lotação, além dos veículos trafegarem em condições precárias com pneus carecas e passageiros sem o cinto de segurança. A conivência das autoridades faz supor que o sistema está blindado. Nenhum órgão assume a responsabilidade para fiscalizar ou estabelecer normas, fato que assusta a população refém.

Naturalmente kombis e vans prestam um serviço indispensável para transportar as pessoas para as comunidades distantes das vias principais onde passam os ônibus. Entretanto, esse serviço já deveria ter sido regulamentado e ter fiscalização rigorosa não só para garantir a vida dos passageiros, mas dos pedestres e outros motoristas. A omissão das autoridades é grave porque coloca também em risco os trabalhadores que operam o sistema, como os motoristas e trocadores, que não possuem nem são obrigados e ter nenhum tipo de treinamento para operar no transporte de pessoas.

Para avançar na qualidade de vida é necessário ter atitude e gastar energia para resolver questões simples, mas de grande importância para o cidadão.