terça-feira, 9 de maio de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA EXIGE ATENÇÃO MÁXIMA NAS RUAS

           

             Sobre o terrorismo disseminado nas redes sociais com informações falsas e alarmantes de ações de bandidos na Ilha do Governador, tem fundamento o alerta das autoridades que participaram da reunião do Conselho de Segurança da Ilha, realizado nesta semana. Sobre essas autoridades pesam as responsabilidades de garantir a segurança dos moradores além do patrimônio público e privado. Nas suas ações de combate ao crime nossos policiais colocam a própria vida em perigo e por isso são admirados pela população.
           Já basta a verdadeira e real onda de crimes que acontecem e se multiplicam por toda a cidade, agora surgem mensagens apócrifas no WhatsApp para preocupar a população que não consegue perceber o que é mentira explorada por bandidos. O objetivo dessas mensagens falsas é propositalmente apavorar as pessoas e aumentar o clima de medo.
             Claro que a situação de insegurança na Ilha é crítica. E todos nós precisamos estar alertas porque a bandidagem está agindo a qualquer hora e em todos os lugares. O cuidado em entrar e sair de casa deve ser redobrado e observado rigorosamente, como também é sensato ficar atento nas ruas seja caminhando ou dirigindo. Em algumas comunidades, onde os moradores são obrigados a conviver com bandidos, o clima também piorou e a população local reclama que, nunca aconteceu antes pessoas serem assaltada em plena luz do dia por marginais que covardemente subtraem os pertences e valores das vítimas.
           
Uma prova de que as coisas estão caminhando para o caos, é a imagem dos veículos incendiados e abandonados por criminosos, na estrada para Tubiacanga, como mostra a capa desta edição. É uma imagem absurda e vergonhosa da cruel e triste realidade da qual todos nós somos reféns. 

sábado, 29 de abril de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA APAVORA INSULANOS

          
Assaltos e roubos ocorrem contra motoristas, pedestres e residências
            
            É terrível constatar que a Ilha do Governador vive uma onda de violência como nunca aconteceu antes. Além de diversos crimes simples como assaltos a moradores e roubos de celulares, uma série de outros delitos estão sendo praticados, o que parece demonstrar que diversos grupos de bandidos estão agindo na Ilha.
            Não justifica nem ameniza saber que no resto da cidade a situação é pior e os crimes são mais graves, com balas perdidas por todo lado enquanto a polícia parece sem condições humanas e operacionais de dar segurança à população, diante da quantidade de crimes. Com isso a rotina do insulano está mudando e sair da Ilha à noite passou a ser uma aventura. 
            O perigo está rondando em todas as horas e lugares da região. Na segunda (24), um segurança privado da empresa Souza Cruz que fazia a escolta de um veículo foi morto no Tauá, por bandidos que tentaram roubar a carga. No final de semana, houve cinco roubos de veículos e três desses foram encontrados durante essa semana queimados próximo a unidade do Detran em Tubiacanga.  No Quebra Coco, os moradores de uma casa na Rua Primeiros Sonhos ficaram horas à mercê de armas e bandidos que invadiram a residência, na tarde do sábado, para roubar objetos de valores e dinheiro. Antes de sair ameaçaram voltar caso fossem denunciados.
              Na segunda à noite a filha de 16 anos, de uma conhecida empresária insulana, sofreu um assalto quando caminhava pela Rua Gustavo Augusto de Rezende , na Portuguesa e teve seu celular furtado por ocupantes de um carro prata que segundo o vigia de um condomínio próximo, costuma assaltar pela Portuguesa.
              O clima de insegurança mete medo.  

A ILHA QUER PAZ

             É preocupante, mas existem indícios de que criminosos de outras regiões da cidade como Maré e Duque de Caxias estariam praticando crimes na Ilha. O sinal veio de comerciantes alertando ao jornal que grupos de jovens estranhos e com atitudes suspeitas estão sendo vistos principalmente nas ruas da Ribeira e Zumbi. Por coincidência, recentemente alguns assaltos foram denunciados por vítimas daquelas regiões, situação que é preocupante para dois bairros que sempre foram tranquilos. 
            No Jardim Guanabara, esta semana um carro foi fechado por um veículo com bandidos e um motociclista, nas imediações da Rua Cambaúba e Marino da Costa. A motorista foi sequestrada, agredida e obrigada a sacar altos valores da conta bancária. Depois de ser ameaçada de morte e foi abandonada distante da Ilha. Fatos semelhantes a esse, de motoristas sendo seguidos por ruas da Ilha, estão se tornando mais frequentes e deixam os insulanos de cabelos em pé.
             Um morador, que tem absoluta razão, reclama da existência de grande quantidade de quebra-molas nas ruas da Ilha, alguns inúteis - porque não existe escola, hospital ou clínica de saúde perto - e favorecem a criminalidade no momento que o motorista se vê obrigado a diminuir a velocidade e fica vulnerável a ação, sempre rápida, dos criminosos, que contam com a distração dos motoristas.
             Por outro lado, continuam por todos os bairros da Ilha os assaltos praticados por motoqueiros pilotando motocicletas sem placas e roubando todos os pertences principalmente de mulheres que se sentem impotentes e desprotegidas. 
            A Ilha não é território de bandidos e espera ações contundentes da PM para acabar esses crimes. A Ilha quer paz.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

SEM A OPÇÃO DAS BARCAS, OS INSULANOS VÃO CONTINUAR SOFRENDO NOS CONGESTIONAMENTOS PARA SAIR DA ILHA

       Os congestionamentos na Estrada do Galeão
complicam a vida dos insulanos

              Nesta semana, dois acidentes, na pista de saída da Ilha, envolvendo motocicletas e carros, além de uma blitz, por causa de um assalto, causaram sérios transtornos na vida dos insulanos. O problema não é novo, e é improvável que deixe de acontecer outras vezes, pela lei das probabilidades, em uma via de intenso trânsito principalmente no fluxo de saída na parte da manhã, como é a Estrada do Galeão.
              Manter unidades de socorro, reboques e agentes de trânsito de plantão diariamente poderia diminuir o tempo que a população fica presa nos engarrafamentos por acidentes, mas não resolveria quando, por questões de segurança, a polícia realiza blitz. 
              A redução de veículos na Estrada do Galeão, nos horários de maior movimento, poderia ser viabilizada com a alternativa do uso das barcas se esse transporte fosse confiável e tivesse horários para verdadeiramente atender a demanda de milhares de pessoas encurraladas dentro da Ilha todas as manhãs e a multidão de trabalhadores que retorna à noite.
            Todavia, com o governo estadual quebrado e a concessionária responsável pelo transporte marítimo na Baía de Guanabara desinteressada em promover melhorias no sistema, inclusive, já tendo manifestado reiteradas vezes que quer abandonar o negócio, as chances da alternativa do uso de barcas para desafogar o trânsito na Ilha praticamente inexiste, o que é um grande absurdo.
             Enquanto políticas públicas sérias não desenvolverem nosso sistema de mobilidade urbana com o uso de embarcações, o insulano estará refém da fluidez do trânsito na Estrada do Galeão.

MATERNIDADE NO PAULINO WERNECK É UM JUSTO CLAMOR DOS INSULANOS


O Hospital Paulino Werneck pode voltar a ter maternidade

              O abraço programado ao Hospital Paulino Werneck é uma boa iniciativa da população que não perde a esperança e a vontade de lutar por uma maternidade na região. Insulanos de todas as gerações são a favor e é inexplicável terem fechado, há alguns anos, esse setor essencial que funcionou durante muitos anos, justamente no Werneck.
             Agora com uma nova gestão na prefeitura, cujo prefeito Marcelo Crivella colocou como meta cuidar das pessoas, é a oportunidade para a reivindicação dos moradores obterem êxito. A vereadora da Ilha, Tânia Bastos (PRB), também já demonstrou publicamente preocupação com o tema e trata o assunto como prioridade do seu mandato. 
            É inconcebível que mulheres grávidas tenham que sair da Ilha para o acompanhamento de rotina durante a gravidez, como também não é aceitável realizar o parto fora da Ilha, com todos os riscos que os habituais congestionamentos na Estrada do Galeão e a distância podem provocar em casos de partos urgentes.
             Manter a pressão popular é essencial para chamar a atenção das autoridades de saúde para solucionar essa questão tão relevante para todas as famílias
insulanas.
             Recentemente, o Hospital Loreto chegou a ser cogitado para ganhar uma maternidade municipal, mas a necessidade de obras importantes inviabilizou o projeto, para não prejudicar o atendimento de excelência que às crianças portadoras de labioleporino recebem naquela instituição.
             A ideia do abraço ao Paulino Werneck é um ato cívico que merece a participação da coletividade.

ANIMAIS, COMO CAVALOS E PORCOS, SOFREM COM MAUS TRATOS E, SOLTOS PELAS RUAS, CORREM RISCO DE ATROPELAMENTO

Cena comum nas ruas do Tauá

             Na semana passada, o Ilha Notícias publicou na coluna Boca no Trombone a foto de uma vara de porcos circulando livremente por uma das ruas mais importantes do Tauá, causando espanto aos pedestres e preocupação nos motoristas. Imagina o problema que seria gerado, caso alguém atropelasse um dos membros daquela família de suínos. O dono dos porcos até então escondido por conveniência, certamente apareceria imediatamente para apurar a baixa e exigir uma indenização, calculada em quilos multiplicados pelo preço da tabela do mercado.
              Esse problema de animais como porcos e cavalos soltos em algumas ruas da Ilha do Governador está se tornando fato comum em alguns bairros e revolta os moradores pelo perigo que oferecem às crianças e idosos. Além do maltrato de que são vítimas, os animais ficam largados nas ruas para se alimentarem com os restos do lixo e correm sérios riscos de provocarem graves acidentes no trânsito.
              A medida mais correta a ser adotada pelas autoridades é ter um serviço permanente de proteção a esses animais que acabam sendo sacrificados, seja pelos maus tratos, principalmente os equinos que são surrados para servirem de montaria no asfalto e lavados na água salgada do mar. É desumano tratá-los dessa maneira estúpida e covarde.
              A população está revoltada com o que está acontecendo com esses animais cujas vidas são de permanente sofrimento apenas para proporcionar ganhos financeiros para alguns, e o prazer de cavalgar para outros. É injusto!  

sexta-feira, 24 de março de 2017

POPULAÇÃO DA ILHA É REFÉM DAS VANS ILEGAIS POR ABSOLUTA FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Durante uma rara operação de fiscalização de vans no Cacuia, 
onde elas ocupam todo o espaço do ponto, uma mulher é 
obrigada a fazer sinal para ônibus no meio da rua

             Um dos assuntos mais recorrentes nesta coluna é o problema das vans que transportam passageiros na Ilha do Governador. Não sei como funcionam em outras regiões da cidade, mas na Ilha esse serviço é péssimo. Além de não obedecerem nenhuma sinalização de trânsito, essas vans embarcam passageiros em qualquer lugar, mudam trajetos para não perder passageiros, além de causarem uma tremenda confusão ocupando a totalidade dos espaços nos pontos de ônibus. É uma vergonha!
            A circulação de vans e kombis, principalmente as irregulares e em péssimo estado de conservação, ameaça a segurança dos passageiros e cria situações ameaçadoras no trânsito, como na quinta-feira (16), quando uma dessas vans piratas desrespeitou uma blitz e foi perseguida pela polícia, por cerca de três quilômetros, da entrada da Ilha até a Rua Antônio Nascimento, no Jardim Guanabara, onde parou depois de provocar um acidente.
            A tentativa de organizar o sistema de vans fracassou porque quase inexiste fiscalização. O esforço da Guarda Municipal, que na Ilha nunca contou com um contingente com mais de 15 agentes, é insuficientes para controlar mais de 500 vans que circulam a toda velocidade pela região. E uma fiscalização séria, deveria verificar apenas as condições dos veículos ou da habilitação dos motoristas, mas incluiria o funcionamento do cartão Riocard, equipamento que vergonhosamente não é aceito em muitas vans. 
           Estamos reféns das vans e de todo tipo de desordem urbana que os motoristas desses veículos provocam. Sem fiscalização permanente e a aplicação de medidas duras para controlar a circulação o perigo nas ruas vai piorar e a população continuará sendo a única vítima das vans. 
             Desprotegido, resta ao cidadão pedir a ajuda a Deus.

sábado, 11 de março de 2017

A RIBEIRA FOI O PRINCIPAL PALCO DOS BLOCOS DE RUA NO CARNAVAL

            Tenho que tirar o chapéu para o pessoal da Ribeira e do Zumbi em matéria de animação para o Carnaval. Foram treze blocos que se apresentaram durante os dias de carnaval nas ruas desses dois bairros. A Praça Iaiá Garcia foi o palco principal, cenário de início, passagem ou fim dos desfiles. Em alguns dias mais de um bloco desfilou pela regiã o e o ritmo da alegria não foi prejudicado, pelo contrário, muitos foliões se esgotaram pulando nos dois. Teve gente que começou de manhã e só parou à noite.
              Felizmente o clima de paz predominou durante todos os dias. A característica e diferença de cada bloco tornou cada desfile uma novidade. Enquanto Os 20 de Ouro do Mestre Odilon exibiu uma bateria formada por grandes nomes das principais escolas de samba da cidade, o Batuke de Batom, que se caracteriza pela união das diferenças, lembrou figuras infantis como o Sacy Pererê. Já o Vermelho e Branco foi a marca da imponência e tomou conta de muitas ruas com o recorde de público e a fama de ser o maior de todos.
            Até o som do rock teve espaço com a apresentação do bloco Block’Roll. A turma do ritmo pesado marcou presença exibindo um potente som que contagiou centenas de foliões roqueiros que curtiram durante a tarde e noite da terça de carnaval na praça. O reinado de Momo é democrático e mesmo quem normalmente prefere ritmos diferentes se divertiu com o som alucinante do rock.
            Os moradores do itinerário dos desfiles sofreram um pouco, mas muitos entraram no clima e se animaram nas sacadas aplaudindo os blocos. Já os comerciantes festejaram a fantástica massa de público que durante todo o carnaval movimentou os negócios. Finalmente, parabéns aos dirigentes dos blocos e aos foliões que realizaram um dos carnavais mais divertidos dos últimos tempos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A UNIÃO DOS INSULANOS PODE FAZER A ILHA MELHOR

              Em qualquer lugar do mundo e, em qualquer tempo, sempre haverá desenvolvimento e paz se houver união entre as pessoas. Isso seja entre povos distantes de países diferentes ou simplesmente entre vizinhos da mesma rua. É assim que funciona nas relações humanas e é a fórmula que faz as pessoas ficarem mais fortes e prósperas
            No lugar de buscar defeitos e diferenças, devemos provocar situações que nos aproximem das outras pessoas mesmo que tenhamos que ultrapassar algumas vaidades. O resultado será a multiplicação de energia para solucionar problemas e a descoberta de virtudes, entre cidadãos do bem, para mudar situações pontuais e principalmente aquelas que atrapalham a convivência normal das famílias de uma região.
            A Ilha do Governador é um exemplo onde algumas situações comuns que geram problemas, desconforto e prejuízos à maioria, permanecem por anos sem serem resolvidos. A dificuldade atual de reunir pessoas sérias para discutir e lutar, até por pequenos objetivos comuns, se tornou inexplicável após a era da internet quando muitos preferem conversar usando os mais fantásticos aplicativos. A resenha como dizem agora, ficou esquecida.  
            Mas a falta de objetividade e a busca apenas de soluções de cunho pessoal é uma das características humanas que também afastam pessoas respeitadas dos debates. Elas, provavelmente, se cansaram de serem usadas por aquelas que só participam para atingir objetivos pessoais e causas próprias. Discutir e analisar, por exemplo, com equilíbrio quais as melhores soluções para limpar as águas da Baía de Guanabara ou o lixo espalhado nas calçadas é difícil, mas são temas que precisam de soluções e debates de qualidade. 
            Mais união entre os cidadãos e bons propósitos é um caminho.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

VIOLÊNCIA EM ALGUNS BLOCOS QUE DESFILAM NA PRAIA DA BICA PROVOCA PROTESTO DE MORADORES E COMERCIANTES


              Muitas pessoas estão reclamando, com razão, da violência praticada por alguns foliões durante os desfiles de blocos realizados na Praia da Bica. É lastimável a atitude desses exaltados que, provavelmente sob o efeito de bebidas alcoólicas, incomodam a todos e chegam a provocar brigas agredindo aqueles que vão apenas para se divertir.
            Os moradores da região e comerciantes localizados na Praia da Bica estão no limite da paciência diante da fúria de gente incontrolável que não vai para se divertir e acaba prejudicando a proposta dos organizadores dos blocos que é proporcionar algumas horas de diversão para as multidões que querem brincar o carnaval.
            A prova de que os desfiles dos blocos não são lugar de arruaceiros, mas exclusivamente para diversão, são os desfiles realizados em outros bairros da Ilha, como Ribeira, Zumbi, Village, Freguesia e outros locais, onde esses eventos ocorrem sem incidentes de violência e, a cada ano, multiplicam o número de componentes com um belo espetáculo de alegria e a participação cada vez maior de famílias.
            A Praia da Bica pode ser excluída no próximo carnaval do roteiro autorizado pela Riotur para a realização do desfile de blocos. Basta que o órgão tenha o bom senso de ouvir o clamor da população e da maioria dos comerciantes, que estão bastante revoltados com os estragos e constrangimentos.
            Agora, às vésperas do carnaval, resta torcer que os organizadores dos blocos que ainda vão desfilar este ano consigam conter os exaltados, e que os órgãos de segurança como a PM e GM atuem com mais agentes para garantir que os desfiles sejam realizados em clima de plena alegria para todos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A OCUPAÇÃO DE TERRENO DA UNIÃO, NA RIBEIRA, PREOCUPA MORADORES E COMERCIANTES DA ILHA

A imagem pode conter: planta, céu, árvore, atividades ao ar livre, natureza e água
Vista aérea atual de parte do terreno que está endo ocupado 

             A notícia de venda de lotes no gigantesco terreno da União onde antes seria construído um Terminal Pesqueiro, na Ribeira, é um crime que provavelmente somente será resolvido através de uma ação judicial de reintegração de posse que já deve ter sido encaminhada pelo governo federal. 
             Moradores da Ilha temem que, se nada for feito para impedir a ocupação ilegal do terreno, o local possa se transformar em um loteamento descontrolado, sem as mínimas condições de infraestrutura, como rede de água e esgotos. Um caos.
             O completo abandono do terreno por alguns anos e a lentidão do governo federal para agir, logo nos primeiros movimentos da ocupação, preocupa toda a população da Ilha que teme, há algum tempo, o surgimento de uma nova comunidade, com todos os problemas da falta de planejamento e ilegalidades. 
              A localização à beira do mar e com um cais para acesso de embarcações de médio porte é um fato que torna imprevisível o uso por eventuais futuros moradores que poderão criar rotas de acesso e despejo de esgotos sem tratamento, além do descarte de todo o tipo de lixo.
             A expectativa agora é que com a repercussão na imprensa e a constatação da ilegalidade da ocupação, as autoridades públicas ajam para desocupação do terreno e, imediatamente, o governo construa uma escola, hospital ou outro empreendimento que gere qualidade de vida e desenvolvimento à região.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

QUEM POLUI NÃO ESTÁ À ALTURA PARA COBRAR DOS GOVERNOS A OBRIGAÇÃO DE LIMPAR A BAÍA DE GUANABARA

             
Na Praia de São Bento, o lixo jogado nas águas da 
Baía de Guanabara deixa as areias imundas 

              É inadmissível que quase nada tenha sido feito para a despoluição da Baía de Guanabara nos últimos anos. A grande esperança era o legado dos jogos olímpicos que infelizmente não aconteceu e a poluição continua a avançar com a contaminação química e orgânica das águas e do fundo do mar.
             Não fosse a ação das marés que trazem águas limpas da costa fluminense, a situação da Baía de Guanabara seria muito pior. Os 34 rios que desaguam nela trazem, diariamente, toneladas de lixo flutuante, que são jogados irresponsavelmente pela população das cidades no entorno da baía, tripulantes e passageiros de embarcações que, sem cultura e noção dos danos que provocam ao meio ambiente e à vida, precisam mudar de atitude em favor do coletivo e das futuras gerações que poderão se surpreender com um caldo podre no lugar de água.  
             Milhares de sacos plásticos, animais mortos, garrafas pet, sofás, e outros objetos ameaçam as embarcações que navegam perigosamente entre objetos que podem 
danificar hélices, motores e o casco, provocando problemas que podem gerar graves acidentes. Além disso, banhistas desavisados dos perigos que correm nessas águas contaminadas podem ser vítimas de doenças graves. É impossível encontrar um lugar na baía, onde o esgoto e a sujeira não estejam presentes de forma ameaçadora à vida humana.
             No verão faltam campanhas públicas para alertar à população sobre os danos à saúde que um simples banho de mar pode provocar. É preciso também conscientizar o povo, crianças e adultos, para não jogar objetos e lixo nas águas. É claro que dos governos deve-se exigir mais ações para evitar o despejo de esgoto. Entretanto, falta também dizer, para aquela parte da população sem noção e mal educada que joga o lixo em qualquer lugar que, agindo assim, não estão à altura para cobrar dos governos a obrigação de limpar a poluição gerada por sua absoluta falta de educação.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

VAMOS ÀS RUAS BRINCAR E CONFRATERNIZAR COM OS NOSSOS VIZINHOS E AMIGOS COM OS ESPÍRITOS DESARMADOS E TRANSFORMAR ESSE PERÍODO CARNAVALESCO EM SAÚDAVEIS MOMENTOS DE MUITA ALEGRIA

Bloco Foliões do Rio desfilou na Praia da Bica

               Depois do ensaio técnico da União da Ilha no Sambódromo no dia 15, foi aberta a agenda dos eventos de carnaval na Ilha do Governador. Serão 38 blocos que vão desfilar pelas ruas da Ilha e certamente arrastar milhares de foliões em um clima de alegria e diversão, sempre acompanhados de potentes carros de som ou do ritmo forte das baterias nas cores de cada grupo.
            As mudanças que fortaleceram o carnaval de rua e o crescimento dos blocos, revitalizou a criatividade no reinado de Momo. Os nomes dos blocos são divertidos e alguns bizarros. Muitos participantes chegam a acompanhar diversos grupos e esgotam energias em uma rotina de suor e alegria interminável.
            Na União da Ilha, a expectativa é da realização de um grande desfile e uma boa classificação esse ano. A presença do consagrado coreógrafo Carlinhos de Jesus na Comissão de frente é a garantia de que a escola já entra bem na Sapucaí, fato que dá segurança para a evolução da escola e destaque na apresentação do samba enredo cuja letra está bem avaliada pela crítica.
            Por fim, para que tudo agrade a todos, mesmo aos que não curtem o carnaval, é preciso que a turma que as vezes exagera na bebida não cause constrangimentos aos moradores dos trajetos onde vão desfilar os blocos. Urinar nos muros e portas de residências é um desrespeito que não se justifica com o nosso povo, que sabe os limites e o respeito que devemos ter com todas as famílias da Ilha.
            O carnaval na Ilha esse ano promete. Então, vamos às ruas brincar e confraternizar com os nossos vizinhos e amigos com os espíritos desarmados e transformar esse período carnavalesco em saudáveis momentos de muita alegria.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A ILHA PRECISA SER EXEMPLO DE CIDADANIA NA CIDADE. O LIXO DEIXADO NAS RUAS MEDE A CULTURA DE SEU POVO.

              
 
O lixo jogado pela população nas ruas e ao 
lado dos contêineres sujam a cidade e provocam enchentes

            A questão do lixo jogado nas ruas e calçadas da Ilha é um grave problema cultural de parte da população cuja atitude é inexplicável em razão das consequências ruins que geram para os demais moradores e para si próprios.
            Além do aspecto de sujeira, o lixo entope ralos e galerias provocando enchentes que podem causar prejuízos materiais e acidentes aos indivíduos que tentam atravessar ruas alagadas expondo-se a sofrer ferimentos ou serem vítimas de doenças. 
            Na Estrada Rio Jequiá existe um péssimo exemplo disso. Sobre a calçada em frente à Vila Olímpica estão colocadas dez containers laranjões que absurdamente não são usados por grande parte dos moradores da Vila Panamericana. Os sacos de lixo são deixados ao lado dos equipamentos que ficam invariavelmente vazios, provocando sujeira e mau cheiro, além de servir de criadouro de ratos e baratas. Uma vergonha!  
            Outra insanidade é provocada por vândalos nas ruas que quebram as lixeiras presas aos postes apenas para mostrar que não são cidadãos comuns e usam a força bruta da irracionalidade para provocar desordem e sujeira. Deveriam ser presos. 
             Nas comunidades e nas praias muitos latões para recolhimento de lixo são roubados para servir de objeto de decoração ou produto de venda para ferro velho. 
            A limpeza de uma cidade revela o nível cultural do seu povo, objetivo que temos que alcançar, começando pelas escolas e contagiando as famílias por uma mudança de atitude daqueles que ainda resistem em sujar as ruas.

domingo, 22 de janeiro de 2017

A CONSTANTE FALTA DE LUZ NA ILHA DO GOVERNADOR GERA DESCONFORTO PARA A POPULAÇÃO E PREJUÍZOS AO COMÉRCIO. A LIGHT OPERA MUITO MAL.

As contas da Light chegam pontualmente mas 
os serviços da companhia revoltam a população 
e causam grandes prejuízos ao comércio.

                    A questão da constante falta de luz em diversos bairros da Ilha está tirando do sério os moradores da região que, além de sofrerem com o calor são vítimas das terríveis consequências. 
              Nas residências, os picos de luz, que antecedem os apagões queimam aparelhos elétricos como geladeiras e ar condicionado, gerando prejuízos e sérios desconfortos aos moradores, principalmente para as crianças, idosos e doentes.
              No comércio à questão dos prejuízos é ainda maior. Além dos equipamentos que não resistem as alterações de energia elétrica, os estoques de alimentos e outros produtos que precisam ser conservados em refrigeração é incalculável.
             Com a economia desfavorável, a falta de luz constante, torna as condições de desenvolvimento das atividades produtivas e empregabilidade ainda mais críticas.
             A Light que é responsável pela distribuição da energia faz pouco caso da Ilha, presta um serviço ruim, cobra caro e dificulta o atendimento dos consumidores. Prova disso é que a empresa fechou a loja que mantinha no Ilha Plaza Shopping, transferindo os serviços de novas ligações, transferências e outros para o bairro da Penha, trazendo desconforto para todos consumidores.
            Vez por outra, a Light manda uma unidade móvel para as ruas da Ilha para atendimento ao público, mas não avisa ninguém. Ou seja, tratam os moradores com desprezo e desconsideram a importância da Ilha cuja população já supera os 300 mil habitantes, quantidade maior que muitas cidades.
             Fica o meu protesto contra a Light que trata mal a todos nós e coloca o lucro como prioridade, não se importando com as pessoas que sofrem e os prejuízos que gera.

sábado, 7 de janeiro de 2017

UM DOS LUGARES MAIS APRAZÍVEIS DA CIDADE, A ILHA PRECISA AVANÇAR NA QUESTÃO DA SEGURANÇA E DO DESENVOLVIMENTO

A Praia da Bica é um dos polos gastronômicos da Ilha, 
com restaurantes e quiosques com muitas opções de 
petiscos e´comidas típicas

             A mudança no comando da prefeitura renova a esperança e a expectativa de que a Ilha do Governador possa ocupar o destaque que sempre deveria ter no cenário da cidade.
              Com uma população de quase 300 mil habitantes, a Ilha requer mais atenção das autoridades em diversos aspectos para avançar na qualidade de vida dos seus moradores e desenvolvimento urbano. Infelizmente, os órgãos públicos têm agido, há bastante tempo, com certo desprezo diante da importância da Ilha no contexto da cidade.
             Por exemplo, nesta edição o Ilha Notícias denuncia que há mais de cinco meses um pontilhão que caiu no Bancários, permanece sem sua reconstrução trazendo graves transtornos e prejuízos à população. Fosse isso na Zona Sul ou Barra, em menos de uma semana o problema estaria resolvido. É desproporcional a pouca atenção que as autoridades têm com a Ilha, embora em seu território funcione o segundo maior aeroporto do país e estejam instaladas indústrias de porte, como Shell, Cosan, Fischer e Eisa, entre outras. 
              Faltam incentivos e oportunidades para novos empreendimentos, sobretudo aqueles naturais na região, como a indústria naval de pequeno porte, turismo com viagens marítimas na baia e polos gastronômicos, entre outros. A Ilha resiste porque seus empresários são de fato empreendedores e ainda prospera um forte clima de bairrismo. 
            Mesmo com a crise econômica absurda, dezenas de novos empreendimentos estão surgindo na região e, em pouco tempo, vamos superar as dificuldades econômicas e voltar a crescer, gerando mais empregos e oportunidades. Entretanto, para ajudar a começar um novo momento, os governos precisam sanar o problema de mobilidade urbana, melhorando o sistema de ônibus, vans e barcas, cujos transtornos são imensos para a população da Ilha.
            Nossas expectativas são positivas.