domingo, 15 de outubro de 2017

JORNAL ILHA NOTÍCIAS COMEMORA 41 ANOS DE FUNDAÇÃO

              Criado para ser o porta voz da Ilha do Governador, o jornal Ilha Notícias completa neste mês de setembro 41 anos de existência mantendo os mesmos princípios e valores de quando foi fundado em 1976. Pode-se dizer que a história da Ilha do Governador das últimas quatro décadas está contada nas páginas das 1849 edições do jornal que já circularam até hoje. Cada uma dessas edições representa um capítulo dessa história que relata os acontecimentos mais importantes da semana na região. No futuro, certamente será importante fonte de consulta para pesquisadores.
            O Ilha Notícias conquistou a confiança dos insulanos. E, enquanto os jornais de circulação nacional dedicam atenção principalmente ao noticiário nacional e internacional, o Ilha Notícias trata exclusivamente de temas locais. As colunas Voz do Leitor e Boca no Trombone são exclusivas para as denúncias e reclamações dos moradores, enquanto Gente & Fatos é mais leve e destaca os acontecimentos e bastidores da sociedade local. Esses três espaços expressam o cotidiano. Já a página Gente da Ilha reconhece e destaca personalidades da região, que se superam no seu trabalho ou estudos, tenha talento artístico, ou seja, exemplo por sua conduta, ou ainda que a vida seja uma história de sucesso ou exemplo de superação. 
             Ilha Notícias considera a Ilha do Governador o lugar mais importante do planeta e usa de toda a sua capacidade jornalística para lutar por mais qualidade de vida para a região e estímulos para ajudar o desenvolvimento das empresas e negócios locais. Com 17 bairros e quase 300 mil habitantes, a Ilha precisa ter um peso diferente em todas as questões de infraestrutura e políticas públicas do estado. Poucas cidades do Rio de Janeiro tem a população da Ilha do Governador. É portanto inadiável que sejam feitos investimentos públicos em infraestrutura para colocar a região à altura da sua importância na vida da cidade.
               A população quer, e o jornal considera que devem fazer parte da agenda para transformar a Ilha, a urbanização das favelas e um sistema melhor de mobilidade urbana que contemple o resgate da qualidade do transporte marítimo integrado com vans e ônibus com linhas circulares e para a zona sul, . Temos orgulho da responsabilidade que exercemos na região e, com independência, vamos continuar lutando ao lado da população insulana que há 41 anos confia no Ilha Notícias. 

sábado, 14 de outubro de 2017

PERIGO! GRUPOS ORGANIZADOS PODEM INVADIR TERRENO DA UNIÃO QUE DÁ ACESSO À TUBIACANGA, JUNTO AO DETRAN

            A vasta área desabitada que separa a comunidade do Parque Royal até o bairro de Tubiacanga é um desafio para as autoridades, sobretudo agora, após o reconhecimento de parte da região como bairro. A estrada que faz a ligação entre os dois pontos é de quase um quilômetro e não tem nenhuma iluminação. Transitar à noite de carro é para corajosos, como são os moradores de Tubiacanga. À pé, só os abençoados que frequentam o monte de orações, ao lado da via.
             Com a inauguração do posto do Detran, há cerca de dois anos, a expectativa era de que as pessoas folgadas que vem de fora e jogam entulho e lixo nas margens da estrada, sofressem constrangimento diante do órgão cuja importância deveria merecer mais respeito dos desordeiros. Entretanto, a área continua sendo um depósito para carros roubados, alguns incendiados propositalmente, sob suspeita criminosa de aplicação do golpe do seguro. É tamanho o descontrole, que prospera inimaginável invasão de área ao lado Detran, com moradias, oficinas e outras atividades.
               O aproveitamento da grande faixa de terra entre às margens do mar e a pista do aeroporto merece, de modo urgente, ter um projeto urbanístico moderno que inclua, por exemplo, espaços generosos para a prática de diversas modalidades esportivas, passeios de bicicleta, caminhadas e outras atividades como hortas. São apenas sugestões que podem ser consideradas para uma ocupação que valorizasse essas terras e o bairro de Tubiacanga. Quem sabe a gente pede projetos para os universitários. Sai de graça.
              O importante é agir logo, antes que grupos organizados tomem conta de modo desordenado e irreversível.

EXPOSIÇÃO ABSURDA TEM QUADROS COM CENAS CHOCANTES DA DECADÊNCIA HUMANA

  
Um dos quadros expostos no museu em Porto Alegre

              Duas notícias revelam o quadro de degradação moral que uma minoria de um lado e os criminosos de outro, querem obrigar os brasileiros a acharem normal, embora as consequências sejam nefastas.
            Em Porto Alegre o Santander patrocinou, com apoio da Lei Rouanet, instrumento legal para incentivar a cultura, uma exposição escabrosa de quadros com cenas de pedofilia e zoofilia. Os quadros retratam cenas de sexo explícito generalizado de homens e mulheres em situações degradantes e de humanos transando com animais.
               A exposição gerou repulsa generalizada e o banco sofreu com encerramento de muitas contas de clientes perplexos de sentirem cúmplices de imoralidades e de uma grosseira agressão aos princípios de todas as religiões. Os cristãos foram os mais atingidos diante de um quadro que representa Jesus Cristo tendo em uma das mãos um vibrador.
              Sem noção, os organizadores da exposição acharam normal a exibição de imagens que retratam a monstruosidade humana e ainda se sentiram vítimas de preconceito. 
              Já no Rio de Janeiro os advogados de um mega traficante que cumpre pena em uma prisão federal, localizada em outro estado, propuseram ao Ministério Público a transferência do criminoso para uma prisão no Rio de Janeiro que em troca pelos ares cariocas garantiria a diminuição da violência nas ruas do Rio. 
             Estou desconfiado que coisas inaceitáveis como essas passem a ser mais comuns daqui para frente e venham desmoralizar os conceitos do cidadão que tem princípios e valores. Estamos perdidos. É inacreditável que o crime organizado tenha proposto negociar com o estado a segurança na cidade.

BOM SENSO EXIGE QUE O TERMINAL 2 DO AEROPORTO TENHA PONTO DE ÔNIBUS. INSULANOS SOFREM COM A DISTÂNCIA PARA CHEGAR AO TRABALHO

           A existência do aeroporto do Galeão no território da Ilha do Governador dá à região o status de ser o cartão de visitas da cidade do Rio de Janeiro e referência para passageiros de todos os países do mundo. Afinal, o estrangeiro que chega de avião à Ilha chega ao Brasil.
            Para a economia da região o aeroporto tem uma importância relevante pela quantidade de empregos que oferece aos moradores da Ilha. Outro fato que deve ser considerado é o movimento que milhares de funcionários do aeroporto e das companhias aéreas geram no comércio, shopping e restaurantes locais. Sem contar, naturalmente os serviços de transporte que apesar de ter trajetos do aeroporto para diversos pontos da cidade, é na Ilha que está concentração desses serviços, seja por ônibus ou vans que transportam a maioria dos trabalhadores do aeroporto.
           Todavia, a comunidade insulana que tem orgulho de estar ao lado desse complexo aeroportuário sente falta da integração. O isolamento que vive o Tom Jobim, dificulta os trabalhadores que moram na Ilha e que são submetidos a grandes deslocamentos para chegar nas suas empresas em virtude de poucas linhas de ônibus e, principalmente, pela distância do ponto que permanece no terminal 1, praticamente desativado. 
             Autorizar um ponto de ônibus no terminal 2 é uma decisão urgente que o bom senso exige, independente do poder ou interesses que se acham ameaçados. O respeito aos mais humildes e aos trabalhadores é a métrica da grandeza dos gestores do aeroporto.

É CURIOSA A COINCIDÊNCIA DE EXPOSIÇÕES "CULTURAIS" COM CENAS PORNOGRÁFICAS SEM LIMITE, INCLUSIVE COM QUADROS EXIBINDO SEXO ENTRE ANIMAIS E HUMANOS

           Quem não tem talento para criar belas obras de arte, exibe o melhor de si através de figuras grotescas e desrespeitosas para chocar o público, como o conjunto de podridão cultural com cenas de zoofilia, pedofilia e blasfêmia expostas há poucos dias no Queermuseu, do Santander, em Porto Alegre. 
               Agora os produtores culturais tentam trazer a mesma exposição para o Rio de Janeiro num ato de desafio ao pudor das famílias cariocas, que são as mais avançadas nas novidades da moda e comportamento no país, mas sabem reconhecer os limites da liberdade de expressão e a ofensa. Essa exposição feriu o povo brasileiro e significa um retrocesso aos tempos de Sodoma e Gomorra. Nunca arte!
             Na semana passada, em São Paulo, organizadores da performance “La bête” permitiram que o público, em que parte era infantojuvenil, assistisse aos movimentos de um homem nu durante a abertura do 35º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna. Alguns críticos acham normal que uma menina, embora acompanhada da sua mãe, tocasse o homem nu que se fazia de obra de arte. 
              Já na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul a polícia apreendeu, na semana passada, no Museu de Arte Contemporânea, uma pintura cujo título “Pedofilia” retrata uma criança diante de um homem nu. Grosseria! 
              A inacreditável repentina coincidência de pretensas atividades culturais com agressões simultâneas à moralidade, e as absurdas exibições de telas pornográficas, devem ter como objetivo destruir os princípios que restam à humanidade contaminando, sem limites, as mentes jovens. É inadmissível que essas ações continuem sem uma forte reação da sociedade contra esses absurdos que argumentam sob o escudo da cultura.

GRUPO DE MOTO-PATRULHAMENTO DA GM PASSA A ATUAR EM PARCERIA COM A PM NAS RUAS DA ILHA

            O deslocamento de agentes do Grupo de Moto-patrulhamento da Guarda Municipal, a partir desta quinta (14), para realizar patrulhamento diário nas ruas da Ilha do Governador, como destaca matéria nesta edição do Ilha Notícias, traz um alento de esperança para a população que vive assustada diante do inacreditável aumento da insegurança nas ruas da região.
             A simples presença da GM em motocicletas nas vias transfere uma imediata sensação de segurança na população que atravessa esse momento de medo e perplexidade, gerando a expectativa que a medida também signifique o início de uma reação das forças de segurança pública para resgatar o clima de tranquilidade na Ilha que sempre foi referência na cidade. 
             Segundo o comando da GM, o grupo de agentes motociclistas, vai atuar nas vias da Ilha, principalmente combatendo a circulação de motos irregulares ou conduzidas por pilotos inabilitados, cuja medida visa acabar com os covardes assaltos praticados por motoqueiros. Pontualmente a estratégia da GM também é agir contra a desordem que as vans promovem em alguns pontos de ônibus como no Mundial do Cacuia, Bradesco no Cocotá, Shopping, esquina da Rua Colina e na Estrada do Galeão em frente ao Banco do Brasil.
             Cabe reconhecer a ação da vereadora Tânia Bastos, que mora na Portuguesa e também sofre com a sua família os problemas de violência que atingem a população. Partiu dela a iniciativa de obter do prefeito Crivella o imediato deslocamento do grupo de moto-patrulhamento, cuja mobilidade dará mais agilidade no patrulhamento da Ilha,  que será executado em sintonia e como força auxiliar da PM.

ILHA DO GOVERNADOR COMPLETA 450 ANOS EM SETEMBRO

              A Ilha do Governador comemora em setembro, especialmente no dia 5, seus 450 anos. O marco dessa contagem começou em 1567 quando Mem de Sá doou ao sobrinho, o governador Moraes de Sá, as terras da Ilha. Daí em diante, diz a história, por cerca de quatro séculos o progresso na região antes ocupada por índios, foi lento e passou por etapas interessantes quando, por exemplo, se destacava como um próspero canavial e pela visita ocasional de D. Pedro I, que vinha banhar-se na biquinha da Praia da Bica depois das caçadas pela região. 
             Até a metade do século passado, isolada do continente, a vida na Ilha, era bucólica com bondes circulando entre o Cocotá e a Ribeira e o transporte de passageiros para o Centro da cidade era por barcas, funcionavam melhor que hoje. O progresso acelerado só começou, de fato, com a inauguração da ponte velha, em 1950, E nesses últimos 67 anos o povoamento ocupou quase todos os espaços. A população explodiu para quase 300 mil habitantes, e não fosse a existência das pistas do aeroporto e todo complexo aeroviário, além das unidades militares da marinha e aeronáutica, seria inimaginável a quantidade de gente que poderia estar morando na nossa Ilha do Governador.
           Depois da construção de mais duas pontes que proporcionaram acessos terrestres mais rápidos, multiplicou-se a população cujo perfil é de pessoas em busca da tranquilidade que não existe nas outras regiões da cidade. A qualidade de vida oferecida por uma orla repleta de opções para o lazer e a pesca causa admiração nos moradores de regiões sem os encantos da Ilha.
            Apesar da poluição da Baía de Guanabara que prejudica nossas praias e, do nó urbano que nos faz sofrer para entrar e sair da Ilha diariamente, a região tem bairros com excelente índice de qualidade de vida e oportunidades para desenvolver novos e importantes setores de negócios como a indústria naval de pequeno e médio porte.

CRIMINALIDADE PODE SE TORNAR MAIS BRUTAL SE NADA FOR FEITO

              Estou bastante assustado com a quantidade de assaltos que estão ocorrendo na Ilha do Governador desde o início do ano. Desde janeiro os crimes não param de crescer de modo assustador.  Diariamente o Ilha Notícias recebe denúncias de moradores que foram assaltadas nas ruas ou em suas casas, enquanto a redação do jornal ouve relatos cada vez mais constantes de lojas comerciais vítimas da ação dos bandidos.  
               Se por um lado, os criminosos estão cada dia mais audaciosos e cometem roubos em pleno horário comercial, como foi o caso do assalto praticado as 17h da tarde, da terça-feira (22), contra a unidade das Lojas Americanas, localizada na Estrada do Galeão. Por outro lado, a população não percebe nenhuma ação nova da polícia para combater esse verdadeiro tsunami de crimes de todos os tipos e a qualquer horário.
              O momento é grave e os cariocas de toda a cidade estão vivendo aterrorizados e evitam circular em algumas regiões mais perigosas, onde a criminalidade já superou as estatísticas de todos os tempos. 
              Na Ilha, o insulano que já evita atravessar a ponte à noite, em direção a outras regiões da cidade, e sente calafrios em transitar pela Linha Vermelha, agora também caminha assustado pelas ruas da Ilha. Mesmo durante o dia.
              Cabe ao Conselho de Segurança da Ilha, que é o fórum adequado para discutir sobre a onda de crimes na região, em nome da população, cobrar das autoridades policiais medidas urgentes que evitem o contínuo aumento da criminalidade na Ilha que pode se tornar ainda mais brutal, se nada for feito.
             Nunca, as ruas da Ilha estiveram tão perigosas.

Foi acertada a decisão do presidente da União da Ilha em limitar até às 24h, a programação de disputa do samba enredo para o Carnaval de 2018. E a medida já começa a valer neste sábado (19), quando os portões da escola abrem às 17h, e a partir das 18h já começam os shows de samba, numa programação que deverá se encerrar à meia noite, após a apresentação de todos os sambas que estão concorrendo neste ano.

Ney Filardi, que preside a escola há 9 anos, teve a sensibilidade para introduzir a mudança radical, já que até o ano passado o evento só começava perto da meia noite e se estendia quase que até o amanhecer. Era uma maratona cansativa para muitos.

O presidente tomou a decisão certa de mudar porque percebeu que a onda de violência na cidade, poderia inibir a presença de muitos sambistas de fora da Ilha. Por outro lado, a medida de limitar até a meia noite evita que o público seja obrigado a circular pelas madrugadas, horário quando o clima de insegurança cresce de modo assustador.

O importante para o sucesso permanente do evento, e que deve garantir um bom público nas noites de sábado, é sempre ter uma programação com boas atrações, como vai acontecer neste sábado. Também é importante finalizar os shows no horário combinado. 

Tenho certeza que muitos insulanos que gostam da União e do samba vão se programar para comparecer à quadra e aplaudir os novos sambas, na certeza que no dia seguinte estarão inteiros para aproveitar o domingo.

A quadra da União da ilha é uma das melhores do Rio e uma boa campanha de marketing também poderá atrair turistas da zona sul e os torcedores  que comparecem aos jogos do Flamengo na Ilha. O novo horário abre muitas possibilidades. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ESTAMOS EM PERIGO E PRECISAMOS DE PROTEÇÃO

              Nada, absolutamente nada, está sendo feito para diminuir o grave momento de insegurança que os insulanos vivem. Pelos relatos das centenas de vítimas de ações criminosas, que se multiplicam a cada semana, é o pior momento da história da Ilha. A região que já foi considerada o local mais tranquilo da cidade vive quase o mesmo clima do restante do município, com relatos de assaltos em todos os bairros a qualquer hora do dia.
            Se, há alguns meses, os insulanos já evitavam sair da Ilha à noite, agora o clima também é de receio de circular durante o dia, onde bandidos em carros e motos assaltam a mão armada pedestres, que antes circulavam despreocupadamente nas ruas da Ilha, em qualquer horário.
Não podemos deixar que acabe aquela sensação gostosa de tranquilidade, que todos temos, ao atravessar a ponte e entrar em território insulano. Isso não tem preço e precisa de todos os esforços da população, das organizações sociais e autoridades, no sentido que sejam encontradas soluções para resgatar a segurança dos moradores da Ilha.
            Não tenho experiência para sugerir planos de policiamento, mas creio que é preciso aumentar a presença da polícia nas ruas e o deslocamento permanente de viaturas como um eficiente meio de deixar os criminosos nervosos e preocupados. Acredito que isso seja melhor do que manter viaturas paradas no mesmo ponto, mesmo que esses sejam estratégicos. 
            A verdade é que o problema gerado pelo aumento da criminalidade atinge a todos nós insulanos. Estamos em perigo e precisamos de proteção. Não importa onde moramos na Ilha.

sábado, 12 de agosto de 2017

A ORLA DA ILHA DO GOVERNADOR OFERECE MÚLTIPLAS E LINDAS PAISAGENS

A Praia da Engenhoca e, ao fundo, a Igreja do Morro do Ouro

            Percorrer parte da orla da Ilha, parar, admirar as paisagens e fazer fotos é uma boa ideia de programa para fazer, principalmente nos fins de semana ou dias claros. O céu azul e nuvens que mudam de formato e lugar a cada minuto, valorizam as imagens e emolduram a beleza de nossas praias.
            Constantemente faço o trajeto por parte da orla leste e costumo produzir muitas fotos das praias da Ribeira, Engenhoca, Bandeira, Cocotá e Freguesia sempre me surpreendo com as paisagens. Se não é um hobby, é uma atividade de prazer e admiração pela quantidade de belezas naturais que sempre descubro em cada um desses lugares à beira mar.
             A quantidade de pequenos barcos usados por pescadores é surpreendente. Eles são centenas, ancorados a poucos metros da orla e acrescentam elementos de cores que contrastem com o branco das nuvens e o azul do céu que reflete nas águas da Baia de Guanabara e tinge o mar com um forte e agradável azul marinho.
            Na Freguesia, além da imponência da Pedra da Onça, dezenas de garças costumam esperar a volta dos pequenos pescadores para dividir os peixes numa aparente parceria de convivência natural. Nenhuma das partes se incomoda e parecem fazer pose para fantásticas imagens, ao mesmo tempo que reduzidas ondas chegam ao encontro de surpreendentes areias limpas, certamente coisa do final das obras de reurbanização da Freguesia. 
           Também quero ter tempo para colher fotos e colecionar imagens do Manguezal do Jequiá e dos efeitos da pequena lâmina d´água após na calmaria da foz que muda a paisagem conforme a maré. 
Quando puder, dê uma volta pela orla e por alguns pontos mais altos da região.             Você vai se surpreender com a beleza das nossas praias.

A ILHA DO GOVERNADOR É UMA REGIÃO COM 14 BAIRROS E CERCA DE 300 MIL HABITANTES



            Para quem não sabe, a Ilha do Governador é uma região, e não apenas um bairro. Na verdade, no território insulano existem 14 bairros e diversas comunidades com grande densidade demográfica. 
             A região, entretanto, ainda é tratada pelas autoridades apenas como um bairro. Talvez, elas ainda não sabem que moram na Ilha cerca de 300 mil habitantes, população superior à maioria das cidades fluminenses, e que estão obrigadas a suportar alguns problemas graves, como por exemplo, a grave falta de planejamento na mobilidade urbana. 
           A importância da Ilha do Governador no cenário da cidade do Rio de Janeiro deveria ser considerada com mais atenção pelos governos. O abandono de alguns setores, como o precário transporte de passageiros pelas barcas e o perigoso serviço das vans que desrespeitam os sinais de trânsito e não aceitam cartão de idosos, são exemplos do pouco caso dos governos que não exigem dos seus concessionários serviços de qualidade. 
           Isso é inexplicável e um verdadeiro desrespeito aos moradores da Ilha, que são obrigados a enfrentar, quase que diariamente, congestionamentos para entrar e sair da região.
           Lembro também que na região estão instaladas dezenas de grandes empresas e no seu território funciona o segundo maior aeroporto do país, onde desembarcam centenas de milhares de turistas e autoridades mundiais. A Ilha do Governador é uma região e não um bairro!

MORADORES DA ILHA ESTÃO ASSUSTADOS COM A ONDA DE ASSALTOS


           A ocorrência de uma onda de assaltos na região da Ilha do Governador está apavorando a população e a situação chega quase ao descontrole. Diariamente somos assombrados por notícias de todos os bairros do Rio de Janeiro de todos os tipos de crimes, e na Ilha Governador, que sempre foi uma região mais tranquila do que as outras, a violência também cresce e apavora os moradores.
            Os crimes são praticados a qualquer hora do dia e em todos os bairros da Ilha.  Alguns vídeos que estão circulando pela internet mostram a ação dos bandidos contra vítimas inocentes, como se não existisse mais nenhum lugar seguro. O alerta das autoridades, que reconhecem a falta de policiais e de melhor estrutura, é para que as pessoas estejam atentas e vigiem com bastante atenção movimentos estranhos nas ruas e chamem imediatamente a polícia, no caso de observarem ações suspeitas. 
            O registro de ocorrências é outro apelo das autoridades para que a polícia possa ter elementos para mobilizar atenções nos locais dos crimes e tentar diminuir a ação dos bandidos.
           Sem exagero, vivemos um momento de medo e tensão nunca antes percebido pelos moradores da Ilha. Sair e chegar em casa, se transformou em uma preocupação que alarma as famílias insulanas. A Ilha não pode perder o charme de região mais tranquila da cidade. 
           Todos nós moradores precisamos nos mobilizar em apoio a polícia e ao mesmo tempo exigir medidas urgentes de segurança. Assaltos a pedestres se multiplicam por toda Ilha e é necessário que a polícia tome uma posição rápida para proteção da população. Estamos com medo! 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

PRECISAMOS DENUNCIAR TODO TIPO DE CORRUPÇÃO

      

            É inacreditável! Embora as dezenas de prisões de gente graúda do mundo político e empresarial, realizadas pela operação da Lava Jato, ainda persiste nos porões da república, e causa repugnância, a propina que alguns órgãos públicos insistem cobrar, principalmente dos pequenos empresários. 
            Nesses órgãos, onde funcionam verdadeiras organizações criminosas, alguns agentes públicos insistem em criar procedimentos ilícitos para gerar propinas e acharcar pequenos empreendedores, que não possuem condições para contratar advogados para defendê-los. A tática é criar dificuldades de todo tipo e gerar oportunidades para acertos inescrupulosos.
           Não podemos perder a sensibilidade para reagir a essas situações, deixando passar o momento oportuno para denunciar essa turma que também merece estar na cadeia. Enquanto o Brasil se arrasta pela falta de dinheiro para investir em educação e saúde, o dinheiro público some pelo ralo da corrupção.
            Precisamos agir com a mesma coragem do juiz Sérgio Moro, cuja atuação e seriedade nos servem de exemplo, conscientes de que a omissão, poderá ser interpretada pela história, como ato de conivência com esses ladrões da pátria. 
            Se na política os bandidos de todos os quilates estão sendo desmascarados, é hora de também denunciar os pequenos esquemas de corrupção pública que existem por baixo dos panos e corroem o desenvolvimento brasileiro. O disque denúncia (2253-1177) é um importante instrumento para comunicar ações ilícitas que envergonham os brasileiros honestos e íntegros. Vamos agir?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

ESTÁ FORA DE CONTROLE AMBIENTAL A POLUIÇÃO NA BAÍA DE GUANABARA

Resultado de imagem para POLUIÇÃO NAS PRAIAS DA ILHA DO GOVERNADOR

Algumas praias da Ilha ainda sofrem com a poluição severa

              O lixo que flutua sobre as águas da Baía de Guanabara é tão grave para o meio ambiente, quanto os milhões de litros de poluentes líquidos e invisíveis que são despejados nas águas e provocam graves doenças. Esses metais pesados e outros produtos químicos de uso suspeito e de incalculável poder contaminador, se misturam nas águas e contaminam mortalmente todos os seres vivos que bebem essa água ou vivem nela. Esses líquidos são despejados principalmente por indústrias que não investem em sistemas de proteção ao meio ambiente e estão pouco se lixando para as consequências.
             Já o lixo flutuante, na maioria das vezes, é jogado pelos próprios moradores de regiões próximas da Baía de Guanabara que cometem um crime ambiental grave, semelhante aos crimes cometidos por baloeiros e pichadores de prédios públicos e particulares. Coisa de gente sem noção e desprovida da mínima responsabilidade com o meio ambiente. Causam danos as demais pessoas, mesmo que elas sejam seus filhos e mães. Nunca sabem e não se interessam em saber a quem o mal que fazem vai atingir.
             Assim como um balão pode atingir um avião lotado de passageiros e provocar instantaneamente centenas de vítimas fatais, a ingestão de água poluída pode matar, mesmo que lentamente, outras centenas sem que as vítimas suspeitem a origem do mal. Não passamos de inocentes passivos que tomamos banho na baía sem querer suspeitar que muitas das águas vem de fossas e de suspeitos despejos químicos.
               Inocentes são os animais. O ser humano sem noção, não passa de um covarde contra o ambiente. (30/JUN)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

COLCHÃO APARECE BOIANDO NA PRAIA DA BICA

              Essa semana um leitor enviou ao Ilha Notícias imagens de um colchão velho boiando nas águas da Praia da Bica, jogado por um desconhecido. A redação postou, nas plataformas digitais do jornal, o texto da mensagem e as duas fotos. A indignação do leitor, que colaborou com o jornal, faz sentido pelo absurdo do descarte do objeto nas águas da Baía de Guanabara e provocou centenas e iradas reações na rede social de outros insulanos revoltados com o fato.
              Esse episódio do colchão, poluindo a baía, é uma rotina da absoluta falta de educação de algumas pessoas insensatas. Normalmente são aquelas sem noção e que reclamam de tudo e da vida. Sabem criticar, mas não fazem a sua parte e, pior, acham que sempre têm razão em tudo. A atitude de achar que a Baía de Guanabara é uma lata de lixo ou privada tem a ver com a falta de cultura de pessoas espaçosas que sabem cobrar direitos, mas costumam não fazer minimamente a sua parte.
             Por isso, acho que quem não tem pudor e faz o que passa pela cabeça, não tem o direito de reclamar de nada. Colocar um colchão na baía é uma agressão a toda sociedade que luta, trabalha e estuda feito louca, enquanto uns poucos ignorantes prejudicam a qualidade de vida dos seus semelhantes. São tão insanos que eles próprios devem cobrar dos órgãos públicos a eventual demora em limpar a porcaria que fazem.
              Minha indignação é grande com pessoas que fazem esse mundo pior. E sou pessimista com eles, porque acredito que devem gostar do mau cheiro e curtir a sujeira que provocam. São iguais aos pichadores que invadem nossas casas e prédios e deixam seus garranchos, como prova da própria ignorância. O episódio do colchão é como um ato de pichação, igualmente praticado por imbecis. (23/JUN)

É HORA DE CHAMAR A ATENÇÃO DA A ILHA

              A partir desta semana a Ilha do Governador entra definitivamente para o noticiário do mundo do futebol. A inauguração do Estádio Luso-Brasileiro, na quarta (14), com a realização do primeiro jogo do Flamengo na Ilha do Urubu, nome como ficou conhecido o estádio pela torcida rubro-negra, altera a geografia dos jogos do Campeonato Brasileiro.
             O estádio, o gramado e toda estrutura ficaram a altura da realização de grandes jogos e a expectativa é de que o estádio projete a região e revele para as autoridades públicas a necessidade de muitos investimentos, sobretudo na questão da mobilidade urbana, que sacrifica diariamente a população que trabalha fora da região.
             Problemas, como o vergonhoso serviço de vans e kombis que atrapalham o trânsito, causando congestionamentos em locais como o Mundial, Shopping, República Árabe da Síria e Bradesco no Cocotá, precisam ser resolvidos para colocar as questões dos sistemas de transportes resolvidas e dar mais mobilidade à população insulana que já ultrapassa 250 mil habitantes e tem problemas do tamanho de uma verdadeira cidade.
              É inadmissível que o serviço de transporte marítimo continue sem embarcações e horários para atender as demandas da população de modo eficiente. Escravo das decisões políticas equivocadas, a população é obrigada a suportar ônibus caros e superlotados que não tem linhas para diversas regiões da cidade. Pior é que inexistem estudos, planos ou projetos para mudar esse cenário. 
              O BRT que em um primeiro momento teria uma estação na Estrada do Galeão, em frente à entrada da Base Aérea, não passou de miragem e os passageiros são obrigados a ir até o Fundão, gastando tempo em deslocamentos que poderiam ser evitados com a estação na Ilha.   
              Os sistemas de barcas, ônibus, vans e BRT precisam funcionar em condições excelentes para garantir bons serviços à população. Essa é uma pauta que precisa estar permanentemente em debate pela população e por suas instituições de representatividade, ou nunca as coisas vão mudar. Acredito que com a visibilidade dos jogos do Flamengo a região poderá aproveitar os holofotes para exigir soluções em diversas áreas públicas. Torço por isso. (16/JUN)

FLAMENGO NA ILHA

             A próxima semana marca o início dos jogos do Flamengo na Ilha, depois de cinco meses de obras e um investimento rubro-negro superior a 15 milhões de reais. A expectativa da torcida flamenguista e da população da região é grande, considerando que as instalações e o gramado do novo estádio ficaram excelentes e oferecerem conforto e segurança aos torcedores.
             A materialização da parceria entre a Lusa e o Flamengo, no início do ano, foi um gol de placa dos dirigentes dos dois clubes. Enquanto a Portuguesa ganhou um estádio novinho sem gastar um centavo e valorizou o seu patrimônio, o Flamengo não precisará gastar tempo e dinheiro deslocando a equipe e comissão técnica para jogos em outros estados e cidades. O sentimento dos dois clubes é de plena satisfação.
              Acho que até o trânsito da Ilha pode ganhar se as autoridades conseguirem que as vans e kombis não estacionem em lugares proibidos e deixem de fazer dos pontos de ônibus estacionamento para lotadas, paralisando o trânsito e, como de costume, complicando a vida dos motoristas insulanos.
             Creio que a Ilha vai ganhar muito com a presença assídua do Flamengo e dos adversários na região. Não há dúvidas que restaurantes, lojas e hotéis serão beneficiados com o movimento dos torcedores e dirigentes. Até as torcidas dos times adversários de outros estados vão gerar receitas para as atividades econômicas locais, pela simples permanência, mesmo por apenas algumas horas, no território insulano. É uma questão de marketing.
             O clima de alegria de todas as torcidas invadindo a Ilha e a exposição da região no noticiário esportivo é um fato a ser explorado de modo positivo para a economia local e principalmente para chamar a atenção das autoridades para a solução de problemas regionais como os que existem no setor de transportes. (19/JUN)

LOJAS ABREM ESPAÇOS GRATUITOS PARA LIVROS

              É interessante e merece aplausos a iniciativa da empresária Layla Gazelle que vai distribuir gratuitamente livros do acervo pessoal, na sua loja, a partir da próxima semana. O exemplo é saudável e pode estimular outras iniciativas semelhantes, provocando maior oportunidades de leitura para as pessoas que não possuem livros, mas gostam de ler. 
Outro exemplo vem de um dono de um estabelecimento de alimentos na Portuguesa, que instalou uma pequena biblioteca onde os clientes podem trocar livros. Ou seja, quem leva um é obrigado a deixar outro livro, proporcionando oportunidade e revezamento entre um maior número de leitores.
            Livros custam caro e muitas vezes são inacessíveis para as famílias de baixa renda e qualquer movimento para incentivar à leitura deve ser imitado. A biblioteca da Ilha tem um bom acervo literário, mas possui horários limitados de funcionamento, fato que impede o acesso a qualquer dia e horário, principalmente à noite e fins de semana.
              Mesmo cambaleando, o Brasil vai em frente, empurrado principalmente por ações cuja origem é o próprio cidadão que, mesmo através de gestos simples, ajuda a melhorar a cultura e o conhecimento das pessoas. É assim que as coisas acontecem e prosperam em muitas áreas.
              Mas para os cerca de 13 milhões de brasileiros analfabetos, a maioria adultos, espalhados em todas as cidades desse imenso país, inclusive na Ilha, a situação é perversa e a solução só depende de uma forte ação dos governos, que infelizmente fazem vista grossa. (02/JUN)

TRÂNSITO LENTO, DURANTE TODA SEMANA, PREJUDICA MOBILIDADE DOS INSULANOS

Unica rota de saída, a Estrada do Galeão 
sofre com os engarrafamentos

             O trânsito na Ilha está muito lento na Estrada do Galeão quase todos os dias, por razões diversas e em horários totalmente inexplicáveis, como por exemplo no início da tarde, quando o fluxo de entrada e saída é normal.
            É claro que a quantidade de veículos, entre automóveis, ônibus e caminhões que utilizam a via é muito grande, semelhante ao de uma cidade de porte médio, e isso deve ser um dos maiores motivos do trânsito lento. As ruas vivem abarrotadas de carros circulando, e por absoluta falta de mais estacionamentos, perdem tempo circulando até encontrar espaço para estacionar. 
            Outro fator importante, que atravanca as vias públicas é a circulação de centenas de vans e kombis que não respeitam as leis de trânsito e cometem todos os tipos de infrações, como avanço de sinais, alta velocidade e as vezes resolvem se arrastar em busca de passageiros, segurando abusivamente o fluxo do trânsito.
           A Estrada do Galeão também é rota de centenas de caminhões enormes e pesados que transportam insumos e produtos para as principais indústrias da Ilha como Shell e Cosan. Essas empresas estão localizadas na Ribeira, distante da entrada da Ilha e os veículos são obrigados a percorrer trajeto por toda extensão da Estrada do Galeão e outras ruas, contribuindo para as dualidades no trânsito.
          Alguns sinais, cujo tempo não está corretamente regulado com o fluxo de veículos é um problema que também complica a circulação dos carros. Talvez esse seja o mais fácil de resolver e pode ajudar a diminuir o sofrimento dos motoristas insulanos. Esses são alguns dos ingredientes da lentidão no trânsito da Ilha. Com a palavra a Cet Rio.

domingo, 28 de maio de 2017

FALTAM ESTADISTAS NO BRASIL. ESCÂNDALOS EM SÉRIE LEVAM CONCEITO DOS POLÍTICOS PARA O ESGOTO.


             Acordos entre políticos sem escrúpulos e empresários bandidos produzem a pior crise institucional de todos os tempos no Brasil. A devastadora série de escândalos envolvendo personalidades cujo conceito foi para o esgoto é amarga e quase paralisa a nação, prejudicando milhões de brasileiros que assistem os acontecimentos estarrecidos.
            A falta de princípios dos líderes políticos e de empresários, criminosamente bem sucedidos, é um péssimo exemplo para as novas gerações que, na busca de bons exemplos de ética se decepcionam com as notícias de negociatas envolvendo propinas milionárias que roubam o dinheiro público sem pudor. O desespero dos quase 15 milhões de trabalhadores desempregados e de outros milhões de brasileiros doentes que acabam morrendo à espera de medicamentos e consultas é insuportável.
              Vivemos uma época sem estadistas. Os grandes homens públicos não existem mais e o espaço está ocupado por uma maioria de oportunista cuja prioridade é o seu próprio enriquecimento. Inexistem grandes tribunos e se multiplicam os fanfarrões que mudam de lado conforme as conveniências pessoais, deixando atrás de si terra arrasada para a população.
            É compreensível que muitas pessoas competentes e íntegras não tenham mais ânimo em participar de responsabilidades públicas para não conviver em ambientes onde a corrupção prospera e as verdadeiras aspirações dos brasileiros e da nação são vistas como simples argumentos eleitorais. Mas não há motivo para desanimar, o bem sempre vence. As transformações que o Brasil está vivendo, com dezenas de maus políticos nas prisões, se deve a ação corajosa de homens íntegros. Eles podem ainda ser poucos, mas as suas ações contra os corruptos nos encorajam a acreditar que o Brasil ficará mais forte após esse tsunami na política.

MOTOS NÃO RESPEITAM SINAIS NEM A POLÍCIA NA ILHA

             
              A insegurança nas ruas provocadas por centenas de motos que circulam sem placas ou com a placa encoberta, certamente para não ser identificada, é um absurdo. Nesta semana, estava parado em um sinal vermelho da Estrada do Galeão, no meio de outros veículos e alguns ônibus, quando duas motos, ultrapassaram o sinal fechado sem nenhum constrangimento. Mais adiante ultrapassaram uma viatura da PM sem serem abordados. 
               Diante de fato tão corriqueiro, alguns leitores podem me pedir para comentar, nesse espaço, sobre alguma novidade, porque isso todo mundo já sabe. O abuso e desrespeito das motocicletas contra as leis do trânsito nas ruas da Ilha, já não causa espanto para alguns, mas ainda afeta a maioria da população. A desfaçatez dos motoqueiros que cometem ilegalidades no trânsito, agride quem tem princípios e zela pela obediência às leis. É a parte do iceberg submerso das irregularidades no trânsito, também cometidas pelas vans e que precisam, urgente, ter mais fiscalização das autoridades.
             Também é inacreditável a velocidade que as motos circulam entre os carros, fato que além de assustar os motoristas, coloca em risco os pedestres que atravessam as vias nas faixas de segurança. Enquanto esses motoqueiros abusam dos limites e trazem problemas na fluidez do trânsito, os motoristas são obrigados a tomar cuidados extremos para não causar batidas em algumas delas e ferir gravemente os motociclistas que se arriscam em manobras perigosas e talvez não percebam a fragilidade a que se expõe entre os carros.
             Enquanto a polícia não agir de modo rigoroso e permanentemente contra a circulação de motos sem placas e motociclistas sem capacetes, eles vão entender que a polícia é conivente e continuarão a gerar ilegalidades no trânsito. Afinal, onde não existe fiscalização os irresponsáveis agem livremente.

terça-feira, 9 de maio de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA EXIGE ATENÇÃO MÁXIMA NAS RUAS

           

             Sobre o terrorismo disseminado nas redes sociais com informações falsas e alarmantes de ações de bandidos na Ilha do Governador, tem fundamento o alerta das autoridades que participaram da reunião do Conselho de Segurança da Ilha, realizado nesta semana. Sobre essas autoridades pesam as responsabilidades de garantir a segurança dos moradores além do patrimônio público e privado. Nas suas ações de combate ao crime nossos policiais colocam a própria vida em perigo e por isso são admirados pela população.
           Já basta a verdadeira e real onda de crimes que acontecem e se multiplicam por toda a cidade, agora surgem mensagens apócrifas no WhatsApp para preocupar a população que não consegue perceber o que é mentira explorada por bandidos. O objetivo dessas mensagens falsas é propositalmente apavorar as pessoas e aumentar o clima de medo.
             Claro que a situação de insegurança na Ilha é crítica. E todos nós precisamos estar alertas porque a bandidagem está agindo a qualquer hora e em todos os lugares. O cuidado em entrar e sair de casa deve ser redobrado e observado rigorosamente, como também é sensato ficar atento nas ruas seja caminhando ou dirigindo. Em algumas comunidades, onde os moradores são obrigados a conviver com bandidos, o clima também piorou e a população local reclama que, nunca aconteceu antes pessoas serem assaltada em plena luz do dia por marginais que covardemente subtraem os pertences e valores das vítimas.
           
Uma prova de que as coisas estão caminhando para o caos, é a imagem dos veículos incendiados e abandonados por criminosos, na estrada para Tubiacanga, como mostra a capa desta edição. É uma imagem absurda e vergonhosa da cruel e triste realidade da qual todos nós somos reféns. 

sábado, 29 de abril de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA APAVORA INSULANOS

          
Assaltos e roubos ocorrem contra motoristas, pedestres e residências
            
            É terrível constatar que a Ilha do Governador vive uma onda de violência como nunca aconteceu antes. Além de diversos crimes simples como assaltos a moradores e roubos de celulares, uma série de outros delitos estão sendo praticados, o que parece demonstrar que diversos grupos de bandidos estão agindo na Ilha.
            Não justifica nem ameniza saber que no resto da cidade a situação é pior e os crimes são mais graves, com balas perdidas por todo lado enquanto a polícia parece sem condições humanas e operacionais de dar segurança à população, diante da quantidade de crimes. Com isso a rotina do insulano está mudando e sair da Ilha à noite passou a ser uma aventura. 
            O perigo está rondando em todas as horas e lugares da região. Na segunda (24), um segurança privado da empresa Souza Cruz que fazia a escolta de um veículo foi morto no Tauá, por bandidos que tentaram roubar a carga. No final de semana, houve cinco roubos de veículos e três desses foram encontrados durante essa semana queimados próximo a unidade do Detran em Tubiacanga.  No Quebra Coco, os moradores de uma casa na Rua Primeiros Sonhos ficaram horas à mercê de armas e bandidos que invadiram a residência, na tarde do sábado, para roubar objetos de valores e dinheiro. Antes de sair ameaçaram voltar caso fossem denunciados.
              Na segunda à noite a filha de 16 anos, de uma conhecida empresária insulana, sofreu um assalto quando caminhava pela Rua Gustavo Augusto de Rezende , na Portuguesa e teve seu celular furtado por ocupantes de um carro prata que segundo o vigia de um condomínio próximo, costuma assaltar pela Portuguesa.
              O clima de insegurança mete medo.  

A ILHA QUER PAZ

             É preocupante, mas existem indícios de que criminosos de outras regiões da cidade como Maré e Duque de Caxias estariam praticando crimes na Ilha. O sinal veio de comerciantes alertando ao jornal que grupos de jovens estranhos e com atitudes suspeitas estão sendo vistos principalmente nas ruas da Ribeira e Zumbi. Por coincidência, recentemente alguns assaltos foram denunciados por vítimas daquelas regiões, situação que é preocupante para dois bairros que sempre foram tranquilos. 
            No Jardim Guanabara, esta semana um carro foi fechado por um veículo com bandidos e um motociclista, nas imediações da Rua Cambaúba e Marino da Costa. A motorista foi sequestrada, agredida e obrigada a sacar altos valores da conta bancária. Depois de ser ameaçada de morte e foi abandonada distante da Ilha. Fatos semelhantes a esse, de motoristas sendo seguidos por ruas da Ilha, estão se tornando mais frequentes e deixam os insulanos de cabelos em pé.
             Um morador, que tem absoluta razão, reclama da existência de grande quantidade de quebra-molas nas ruas da Ilha, alguns inúteis - porque não existe escola, hospital ou clínica de saúde perto - e favorecem a criminalidade no momento que o motorista se vê obrigado a diminuir a velocidade e fica vulnerável a ação, sempre rápida, dos criminosos, que contam com a distração dos motoristas.
             Por outro lado, continuam por todos os bairros da Ilha os assaltos praticados por motoqueiros pilotando motocicletas sem placas e roubando todos os pertences principalmente de mulheres que se sentem impotentes e desprotegidas. 
            A Ilha não é território de bandidos e espera ações contundentes da PM para acabar esses crimes. A Ilha quer paz.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

SEM A OPÇÃO DAS BARCAS, OS INSULANOS VÃO CONTINUAR SOFRENDO NOS CONGESTIONAMENTOS PARA SAIR DA ILHA

       Os congestionamentos na Estrada do Galeão
complicam a vida dos insulanos

              Nesta semana, dois acidentes, na pista de saída da Ilha, envolvendo motocicletas e carros, além de uma blitz, por causa de um assalto, causaram sérios transtornos na vida dos insulanos. O problema não é novo, e é improvável que deixe de acontecer outras vezes, pela lei das probabilidades, em uma via de intenso trânsito principalmente no fluxo de saída na parte da manhã, como é a Estrada do Galeão.
              Manter unidades de socorro, reboques e agentes de trânsito de plantão diariamente poderia diminuir o tempo que a população fica presa nos engarrafamentos por acidentes, mas não resolveria quando, por questões de segurança, a polícia realiza blitz. 
              A redução de veículos na Estrada do Galeão, nos horários de maior movimento, poderia ser viabilizada com a alternativa do uso das barcas se esse transporte fosse confiável e tivesse horários para verdadeiramente atender a demanda de milhares de pessoas encurraladas dentro da Ilha todas as manhãs e a multidão de trabalhadores que retorna à noite.
            Todavia, com o governo estadual quebrado e a concessionária responsável pelo transporte marítimo na Baía de Guanabara desinteressada em promover melhorias no sistema, inclusive, já tendo manifestado reiteradas vezes que quer abandonar o negócio, as chances da alternativa do uso de barcas para desafogar o trânsito na Ilha praticamente inexiste, o que é um grande absurdo.
             Enquanto políticas públicas sérias não desenvolverem nosso sistema de mobilidade urbana com o uso de embarcações, o insulano estará refém da fluidez do trânsito na Estrada do Galeão.

MATERNIDADE NO PAULINO WERNECK É UM JUSTO CLAMOR DOS INSULANOS


O Hospital Paulino Werneck pode voltar a ter maternidade

              O abraço programado ao Hospital Paulino Werneck é uma boa iniciativa da população que não perde a esperança e a vontade de lutar por uma maternidade na região. Insulanos de todas as gerações são a favor e é inexplicável terem fechado, há alguns anos, esse setor essencial que funcionou durante muitos anos, justamente no Werneck.
             Agora com uma nova gestão na prefeitura, cujo prefeito Marcelo Crivella colocou como meta cuidar das pessoas, é a oportunidade para a reivindicação dos moradores obterem êxito. A vereadora da Ilha, Tânia Bastos (PRB), também já demonstrou publicamente preocupação com o tema e trata o assunto como prioridade do seu mandato. 
            É inconcebível que mulheres grávidas tenham que sair da Ilha para o acompanhamento de rotina durante a gravidez, como também não é aceitável realizar o parto fora da Ilha, com todos os riscos que os habituais congestionamentos na Estrada do Galeão e a distância podem provocar em casos de partos urgentes.
             Manter a pressão popular é essencial para chamar a atenção das autoridades de saúde para solucionar essa questão tão relevante para todas as famílias
insulanas.
             Recentemente, o Hospital Loreto chegou a ser cogitado para ganhar uma maternidade municipal, mas a necessidade de obras importantes inviabilizou o projeto, para não prejudicar o atendimento de excelência que às crianças portadoras de labioleporino recebem naquela instituição.
             A ideia do abraço ao Paulino Werneck é um ato cívico que merece a participação da coletividade.

ANIMAIS, COMO CAVALOS E PORCOS, SOFREM COM MAUS TRATOS E, SOLTOS PELAS RUAS, CORREM RISCO DE ATROPELAMENTO

Cena comum nas ruas do Tauá

             Na semana passada, o Ilha Notícias publicou na coluna Boca no Trombone a foto de uma vara de porcos circulando livremente por uma das ruas mais importantes do Tauá, causando espanto aos pedestres e preocupação nos motoristas. Imagina o problema que seria gerado, caso alguém atropelasse um dos membros daquela família de suínos. O dono dos porcos até então escondido por conveniência, certamente apareceria imediatamente para apurar a baixa e exigir uma indenização, calculada em quilos multiplicados pelo preço da tabela do mercado.
              Esse problema de animais como porcos e cavalos soltos em algumas ruas da Ilha do Governador está se tornando fato comum em alguns bairros e revolta os moradores pelo perigo que oferecem às crianças e idosos. Além do maltrato de que são vítimas, os animais ficam largados nas ruas para se alimentarem com os restos do lixo e correm sérios riscos de provocarem graves acidentes no trânsito.
              A medida mais correta a ser adotada pelas autoridades é ter um serviço permanente de proteção a esses animais que acabam sendo sacrificados, seja pelos maus tratos, principalmente os equinos que são surrados para servirem de montaria no asfalto e lavados na água salgada do mar. É desumano tratá-los dessa maneira estúpida e covarde.
              A população está revoltada com o que está acontecendo com esses animais cujas vidas são de permanente sofrimento apenas para proporcionar ganhos financeiros para alguns, e o prazer de cavalgar para outros. É injusto!  

sexta-feira, 24 de março de 2017

POPULAÇÃO DA ILHA É REFÉM DAS VANS ILEGAIS POR ABSOLUTA FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Durante uma rara operação de fiscalização de vans no Cacuia, 
onde elas ocupam todo o espaço do ponto, uma mulher é 
obrigada a fazer sinal para ônibus no meio da rua

             Um dos assuntos mais recorrentes nesta coluna é o problema das vans que transportam passageiros na Ilha do Governador. Não sei como funcionam em outras regiões da cidade, mas na Ilha esse serviço é péssimo. Além de não obedecerem nenhuma sinalização de trânsito, essas vans embarcam passageiros em qualquer lugar, mudam trajetos para não perder passageiros, além de causarem uma tremenda confusão ocupando a totalidade dos espaços nos pontos de ônibus. É uma vergonha!
            A circulação de vans e kombis, principalmente as irregulares e em péssimo estado de conservação, ameaça a segurança dos passageiros e cria situações ameaçadoras no trânsito, como na quinta-feira (16), quando uma dessas vans piratas desrespeitou uma blitz e foi perseguida pela polícia, por cerca de três quilômetros, da entrada da Ilha até a Rua Antônio Nascimento, no Jardim Guanabara, onde parou depois de provocar um acidente.
            A tentativa de organizar o sistema de vans fracassou porque quase inexiste fiscalização. O esforço da Guarda Municipal, que na Ilha nunca contou com um contingente com mais de 15 agentes, é insuficientes para controlar mais de 500 vans que circulam a toda velocidade pela região. E uma fiscalização séria, deveria verificar apenas as condições dos veículos ou da habilitação dos motoristas, mas incluiria o funcionamento do cartão Riocard, equipamento que vergonhosamente não é aceito em muitas vans. 
           Estamos reféns das vans e de todo tipo de desordem urbana que os motoristas desses veículos provocam. Sem fiscalização permanente e a aplicação de medidas duras para controlar a circulação o perigo nas ruas vai piorar e a população continuará sendo a única vítima das vans. 
             Desprotegido, resta ao cidadão pedir a ajuda a Deus.

sábado, 11 de março de 2017

A RIBEIRA FOI O PRINCIPAL PALCO DOS BLOCOS DE RUA NO CARNAVAL

            Tenho que tirar o chapéu para o pessoal da Ribeira e do Zumbi em matéria de animação para o Carnaval. Foram treze blocos que se apresentaram durante os dias de carnaval nas ruas desses dois bairros. A Praça Iaiá Garcia foi o palco principal, cenário de início, passagem ou fim dos desfiles. Em alguns dias mais de um bloco desfilou pela regiã o e o ritmo da alegria não foi prejudicado, pelo contrário, muitos foliões se esgotaram pulando nos dois. Teve gente que começou de manhã e só parou à noite.
              Felizmente o clima de paz predominou durante todos os dias. A característica e diferença de cada bloco tornou cada desfile uma novidade. Enquanto Os 20 de Ouro do Mestre Odilon exibiu uma bateria formada por grandes nomes das principais escolas de samba da cidade, o Batuke de Batom, que se caracteriza pela união das diferenças, lembrou figuras infantis como o Sacy Pererê. Já o Vermelho e Branco foi a marca da imponência e tomou conta de muitas ruas com o recorde de público e a fama de ser o maior de todos.
            Até o som do rock teve espaço com a apresentação do bloco Block’Roll. A turma do ritmo pesado marcou presença exibindo um potente som que contagiou centenas de foliões roqueiros que curtiram durante a tarde e noite da terça de carnaval na praça. O reinado de Momo é democrático e mesmo quem normalmente prefere ritmos diferentes se divertiu com o som alucinante do rock.
            Os moradores do itinerário dos desfiles sofreram um pouco, mas muitos entraram no clima e se animaram nas sacadas aplaudindo os blocos. Já os comerciantes festejaram a fantástica massa de público que durante todo o carnaval movimentou os negócios. Finalmente, parabéns aos dirigentes dos blocos e aos foliões que realizaram um dos carnavais mais divertidos dos últimos tempos.