quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Qual o papel e a força da Ilha do Governador no cenário político do Rio de Janeiro

Aeroporto, estaleiros, unidades militares. comércio forte e cerca de 300 mil habitantes são credenciais 
da Ilha do Governador para ter mais força política

              Depois que passar essas eleições, as lideranças e instituições locais devem repensar o papel da Ilha do Governador no cenário político da cidade e tomar atitudes para mudar essa posição de coadjuvante. A Ilha não deve ser considerada um simples bairro, mas uma região com 19 bairros densamente habitados e uma população perto de 280 mil pessoas. Esse número de habitantes pode ser comparado aos municípios mais populosos do estado os quais com área maior perdem longe da Ilha, que conta com cerca de 15 mil habitantes por quilometro quadrado.
Entretanto, na última década a representatividade e a força política da região encolheu.
             É inadmissível que o indicado para a subprefeitura não seja um morador da Ilha, num atestado desmoralizador que nenhum insulano tem a confiança do prefeito nem capacidade e liderança para assumir o cargo e as suas responsabilidades. Em razão dessa realidade, é bom que ninguém reclame da dificuldade do tempo e adaptação necessária que o representante do prefeito precisa para entender a região.
             Sem força política, a Ilha fica sujeita a situações constrangedoras como engolir e calar diante de uma ciclovia ridícula, pintada em cor vermelha nas laterais das pistas da Praia da Bica colocando em risco os ciclistas, que ficam absolutamente sujeitos a atropelamentos. Também é vergonhosa a forma contemplativa que se assiste a existência de dezenas de cavalos nas nossas principais vias e praças sendo açoitados de modo perverso por menores e obrigados a pastar nos canteiros que dividem as pistas da Estrada do Galeão. Outra contradição é a absoluta confusão gerada nas ruas pelas kombis ilegais que transportam milhares de insulanos sem a mínima segurança e provocam o caos no trânsito, além de confusão e algazarra nos pontos que antes eram dos ônibus. Sobra subserviência. É esse o papel da Ilha?

joserichard@uol.com.br