sexta-feira, 30 de julho de 2010

Prédio do antigo Óperon cede espaço e história para o colégio Tia Lavôr

O prédio do antigo Óperon recebe mais de mil alunos a partir de 2° feira

A história do Colégio Óperon começou em 1977. O dono e diretor foi o professor de português Manoel Pereira Pinto que junto com a família administrou a escola durante esse período. Antes, no mesmo prédio, funcionou o Colégio Alfredo Filgueiras, fundado em 1958, cuja fama de bom ensino ia além das fronteiras da Ilha. O Óperon durante os 32 anos que formou milhares de alunos, passou por diversas reformas e ampliações. Tinha uma das melhores equipes de professores da Ilha que mantiveram a excelência no ensino. A modernização do colégio, a introdução de turmas do jardim e a construção de um moderno teatro revelaram o empreendedorismo do professor Manoel. Com quase 2 mil alunos matriculados por ano, o Óperon faz parte da vida dos moradores da Ilha que, de alguma forma, tiveram ligações com o colégio que agora passa para a história e deixa saudades. Vítima da inadimplência de muitos pais, o colégio fechou as portas no final de 2009.
Na próxima segunda-feira, às 10h, começa uma nova etapa do ensino no mesmo prédio. Será instalado nele o Colégio Estadual Tia Lavôr. Com isso, o ruído dos alunos vai acabar com a melancolia que em 2010 tomou conta dos corredores e das salas vazias. Mais de mil alunos da rede pública estadual estarão fazendo parte de um novo tempo do prédio que abrigou os colégios Filgueiras e Óperon. A sensibilidade do governador Sérgio Cabral em transferir para o prédio duas escolas que funcionaram por longos anos, precariamente, numa antiga fábrica de óculos, merece aplausos. Era um pesadelo para alunos, funcionários e professores as aulas nos colégios Terezinha de Melo Gonçalves e Rodrigo Otávio que não possuíam característica para funcionarem como colégios. Agora é vida nova para todo mundo no novo colégio. Que a boa qualidade de ensino continue como paradigma do novo prédio, cujo ambiente ainda continua sendo ideal para a formação de muitas gerações de brasileiros.