sábado, 17 de maio de 2008

Em alta: Grafiteiros & Pier do Galeão

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre o antigo cais de atracação dos Galeões Imperiais,
localizado na entrada da Ilha do Governador)
Edição 1368 - 16.05.2008

Finalmente uma atitude de coragem contra o crime da pichação cujos irresponsáveis são na maioria jovens que não tem nenhum respeito à propriedade alheia.
A novidade está sendo executada no edifício CEAN, localizado na Estrada do Galeão, 2.751. Na parte de cima, ao redor do edifício, foram colocados arame farpado eletrificado, para evitar as pichações, e em sua base e lateral há trabalho de grafiteiros.
Quem teve a idéia polêmica dessa revitalização foi a gestora do condomínio, a advogada Rose Padilha: ”Nós fizemos a reforma para trazer alegria ao lugar, que tem uma grande poluição visual, e dar uma boa impressão a quem passa pela rua. Optamos pela cerca elétrica no alto não só para dar segurança, como para tentar afastar os pichadores. Não sou muito favorável a essa medida, o melhor seria que todos respeitassem o patrimônio dos outros”.
Os grafiteiros contratados para fazer a lateral do prédio, que forma um beco com outro edifício e fundos para a Rua República Árabe da Síria, são os moradores do Tijolinhos, Allyson Gonçalo de 17 anos e Felipe Anselmo de 14, que trabalham com grafitagem há dois anos. E assinam os grafites como Mipe e Log respectivamente.
- Essa foi uma boa oportunidade para mostrar o nosso trabalho. A síndica contratou a gente para incentivar o grafitagem que é a melhor opção para quem quer mostrar sua arte nas ruas. Eu acho que a pichação é um desrespeito e um vandalismo - diz Allyson.Nas ruas as pessoas olham admiradas para o prédio, que chama atenção de longe.
- Ficou muito bonito o que eles fizeram com o edifício. O melhor foi a revitalização do beco que era feio e escuro e agora está bem diferente. Espero que isso dure e que os outros prédios façam o mesmo para deixar o lugar com cara de Zona Sul”, comenta Glória Macedo, moradora da Portuguesa.
Viva Mipe e Log!!!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ONG da Solidariedade & Pier do Galeão

A garça espera o peixe.
O Pier do Galeão, antigo atracadouro dos galeões que
transportavam visitantes e moradores para a
Ilha do Governador é hoje local aprazível para pescadores.

Senhoras da ONG grupo da Solidariedade que presta serviço
humanitário para centenas de pessoas pobres.



quinta-feira, 15 de maio de 2008

Passarelas abandonadas

Hipermercado Extra adota passarelas
mas não faz manutenção há anos


As duas passarelas na Estrada do Galeão, localizadas respectivamente, em frente ao Hipermercado Extra e próxima ao Casa Show, apresentam problemas causados pelo tempo e pela falta de manutenção.

A obrigação de manter as passarelas limpas, iluminadas e com segurança é do Hipermercado Extra que se beneficia com a exibição de quatro anúncios institucionais colocados nas próprias passarelas. Além da falta de iluminação e sujeira, as passarelas estão pichadas e enferrujadas em diversos lugares. Marluci Fernandes, moradora das Pitangueiras, acha que as estruturas ainda não estão comprometidas, mas lamenta que as passarelas estejam muito sujas: “Isso cria má impressão para a Ilha,” diz.

Para a moradora do Cacuia, Raimunda Alves, a insegurança nas travessias é que mais incomoda. Ninguém protege quem anda nelas, seja de dia ou de noite:

- A passarela é longa e atravessá-la quando escurece é um risco muito grande, pois as lâmpadas estão queimadas e as vezes tem gente mal encarada e suspeita observando quem passa – diz Raimundo que não esconde o medo.

Outros moradores e até mesmo clientes do Hipermercado Extra criticam o estado das passarelas e, chegam ao ponto de aprovarem o risco daquelas pessoas que atravessam a Estrada do Galeão por baixo dos equipamentos, correndo o risco de atropelamento.

Indagado sobre o abandono das passarelas que adotou, o Hipermercado Extra, através da sua Assessoria, enviou nota ao jornal informando que: “O Hipermercado Extra está tomando as devidas providências quanto a manutenção das passarelas”. É o que a população espera. Afinal, essa adoção até agora só ajudou a divulgar a empresa. Atualmente a comunidade é a grande prejudicada.