segunda-feira, 15 de outubro de 2018

NAVIOS ESTÃO HÁ 3 ANOS ABANDONADOS NO ESTALEIRO DA ILHA

Os três navios não foram pagos pelos 
compradores e deverão ir à leilão

              É triste a imagem das três grandes embarcações juntas e abandonadas no cais do Estaleiro Eisa, como retrata reportagem na página 7 desta edição. O prejuízo causado pelos cancelamentos das encomendas causou graves prejuízos à empresa e à Ilha do Governador, onde viviam, na época, a maioria dos 3,5 mil funcionários demitidos do estaleiro.
              As consequências foram devastadoras. Pequenas empresas, prestadores de serviço, pensões e restaurantes que funcionavam no entorno da empresa fecharam as portas e os imóveis desvalorizaram. Muita gente sofreu e sofre. Alguns mudaram de profissão e outros buscaram sobreviver de bicos. O dinheiro que não entrou no caixa da empresa, até hoje faz falta na economia da Ilha. Muitas famílias ficaram na miséria e desesperadas com o desemprego.
               Suponho que o insucesso da operação de encomenda dos navios que resultou na paralisação da montagem das embarcações, na sua etapa final, seja uma incógnita. Conjecturo, entretanto, que possa ser atribuído a má gestão da companhia durante a avaliação dos riscos, apostando em compradores instáveis, ou em imprevisíveis mudanças da conjuntura do mercado naval internacional. 
              É muita coincidência que os diferentes donos dos três navios, cujos custos de construção são milionários, tenham desistido das encomendas no meio do caminho. É preciso que as causas do fracasso das operações sejam esclarecidas para evitar novos desastres como esses, e que a União não seja chamada a pagar a conta de irresponsabilidades privadas. Enquanto o Eisa está na UTI, a maioria das famílias dos trabalhadores demitidos sofre com a falta de salários que ainda não foram totalmente pagos.

POPULAÇÃO COMEÇA A REAGIR CONTRA VIZINHOS PORCALHÕES

               Tenho observado, na redação do Ilha Notícias, o crescimento das reclamações de leitores contra o aumento da sujeira nas praias e do lixo abandonado nas calçadas. São muitas as mensagens enviadas por pessoas indignadas, que chegam através das redes sociais, como Instagram, site, WhatsApp e Facebook. O curioso, é que esse significativo aumento de denúncias contra a imundície, mira nos sujismundos, aquelas pessoas que não estão nem um pouco preocupadas em jogar nas ruas, latas de refrigerante, restos de lanches, papéis e outras porcarias.
               No caso da sujeira nas praias, muitos leitores mandam mensagens defendendo o trabalho da Comlurb, garantido que a empresa faz bem o seu papel limpando as praias diariamente. Para essas pessoas, a culpa é de alguns frequentadores das areias que se encarregam de sujar, depois que a turma da limpeza vira as costas. 
              O mesmo acontece nas ruas. Vizinhos porcalhões jogam lixo fora das lixeiras e contéiners da Comlurb, abandonando os sacos de lixo nas calçadas ou na frente da casa dos outros. Em outras palavras, tem gente porca que larga o lixo da sua casa em qualquer lugar, provocando sujeira e mau cheiro por toda vizinhança. 
               A novidade é que essa turma de porcalhões está sendo denunciados por gente sensata, que não concordam com esses maus hábitos que prejudicam a todos. O entupimento de galerias pluviais durante as chuvas é, entre outras, uma dessas consequências ruins que prejudicam a coletividade. 
              Lixo é no lixo!

ILHA DO GOVERNADOR E FUNDÃO TEM VIRTUDES E VOCAÇÕES PARA SEREM UMA CIDADE

       Trrês  pontes ligam a Ilha do Governador ao Fundão

              É uma pena que a Ilha do Governador e Fundão não sejam um município. Tem todas as condições para isso, sobretudo um conjunto de fatores que geram receitas importantes para garantir o funcionamento e gestão do que seria uma cidade próspera, e com melhor qualidade de vida.
              No cenário da cidade do Rio de Janeiro, a região é importante estrategicamente, não apenas pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, porta de entrada da cidade, e por onde chegam milhares de turistas para o Brasil, mas também pelas centenas de grandes empreendimentos tanto na área aeroportuária como naval. Seria importante que a região tivesse mais independência para resolver questões locais para gerar mais desenvolvimento e progresso. Nossa rotina é diferente das outras regiões da cidade e precisaria ter mais apoio de todos os níveis de governo: federal, estadual e municipal.
              Exemplo: nas ruas são poucos os policiais militares, guardas municipais e agentes de trânsito para conter o avanço de vans e outros transportes piratas perigosos que tomam conta do trânsito transformando as ruas num verdadeiro inferno e fazem a região ter o pior serviço de mobilidade urbana do Estado. As vans produzem as mais insensatas loucuras nas ruas para transportar passageiros que esperam ônibus velhos que não chegam, e barcas velhas e lentas que fazem apenas três viagens por dia e não funcionam nos finais de semana. Para o restante da cidade isso não tem a mínima importância, mas para os insulanos são questões relevantes que incomodam e prejudicam toda população de quase 300 mil pessoas.
              A região tem vocação e virtudes para o desenvolvimento que são próprias e específicas de território semelhantes cercado pelas águas, como a indústria pesqueira e a naval de pequeno e médio porte. Precisamos de um olhar e ações urgentes das autoridades que buscam o progresso do país.

DIFICULDADES DA TRANSPORTES PARANAPUAN AFETAM SERIAMENTE A VIDA DA POPULAÇÃO

              A Transportes Paranapuan que já foi uma das melhores empresas de ônibus da cidade, sofre a pior crise financeira da sua história gerando graves consequências para a população da Ilha do Governador e Fundão.  Com os problemas da Paranapuan centenas de trabalhadores, principalmente motoristas e cobradores,  foram demitidos, provocando mais desemprego na nossa região, já afetada pelas 3,5 mil demissões no estaleiro Eisa, há cerca de dois anos e sem prazo para retomar suas atividades.
               A antiga frota da Paranapuan que rodava em outras épocas, com de mais de 220 ônibus, sempre novos, cujo limite de uso era de cinco anos, foi reduzida atualmente cerca de 100 veículos, a maioria com o tempo de uso além dos limites e, tornou-se comum, vistos sendo arrastados pelos reboques, por absoluta falta de manutenção ou, possivelmente, porque já esgotaram o tempo de vida útil.
              Devido aos problemas no funcionamento adequado do transporte marítimo, que também agoniza, milhares de passageiros da Ilha, que trabalham ou estudam fora da região, estão reféns de um desorganizado sistema de mobilidade urbana, onde centenas de vans ocupam cada vez mais espaço por absoluta ausência das outras opções de transporte público. Muitas dessas vans são ilegais e tomam, literalmente no grito, os passageiros dos ônibus e barcas, sem que possa haver alguma reação.  Pena que muitas dessas vans desobedeçam as leis de trânsito e trafeguem em alta velocidade, colocando em risco os passageiros e tratem mal os idosos.
              A crise na Paranapuan afeta a vida de todos nós e a população não suporta mais tanto desconforto e sofrimento. É preciso definir urgente a atitude que deve ser tomada. 

SOLTAR BALÕES É CRIME E PROBABILIDADE DE ACIDENTE

              Esta semana assisti, como muitos outros moradores da Ilha do Governador, um balão de grandes proporções flutuando em nível descendente pelos céus da região, na direção ao aeroporto do Galeão. Ao mesmo tempo, um grupo de homens se deslocava por terra em carros, motos e bicicletas acompanhando a geringonça. E mais dois barcos seguiam pela costa em direção ao Fundão, acredito para tentar recuperar o balão caso os ventos o fizessem pousar na Baía de Guanabara, e seria um alívio para todos nós que se desmanchasse nas águas.
              Felizmente o balão não chegou até a pista do aeroporto, mas enquanto estava no ar, a torre de controle do aeroporto lançou um alerta a todos pilotos de aviões em procedimentos de decolagem e aproximação da pista. Foram minutos de muita tensão, porque os balões navegam sem direção e na velocidade do vento que pode mudar a qualquer momento, e um choque com uma aeronave resultaria em uma grande tragédia.
            Soltar balões é crime, e a pena varia de um a quatro anos de prisão. Todavia, pelo grande risco que representa para aviação, residências e galpões, entre outros patrimônios públicos e particulares, é um castigo muito leve. Exemplo: No caso do incêndio no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, pelo menos uma mulher, moradora das vizinhanças do museu, disse a jornalistas que momentos antes do incêndio viu um balão caindo próximo ao museu. Como ainda não foram esclarecidas as causas, a queda de um balão está sendo considerada pelas autoridades.
              A região da Ilha, além do intenso trafego aéreo do Galeão e da proximidade com o Aeroporto Santos Dumont, tem instalações com fábricas de derivados de petróleo, na Ribeira, cujo perigo vindo dos céus, pelo uso de balões pode causar alguma catástrofe. Não é uma coisa sensata soltar balões. É crime!

LIGHT FAZ DE REFÉM A POPULAÇÃO INSULANA

             
Depois que entregou, há três anos, a loja que funcionava diariamente, no 
Ilha Plaza Shopping, a Light envia uma vez por mês unidade móvel
 que tenta resolver os inúmeros problemas dos insulanos com a companhia 

              Quem acha que é impossível a Light piorar os seus serviços na Ilha do Governador se enganou. Além dos picos de luz generalizados cuja consequência é a queima de aparelhos domésticos e dos equipamentos de precisão nas empresas, saibam os leitores desavisados que há cerca de dois anos a empresa desativou a sua agência que funcionava no Ilha Plaza Shopping. Bons tempos. Lá eram resolvidos todos os problemas dos consumidores. A mudança, inexplicável, para fora da Ilha é uma brincadeira de mau gosto, diante da importância da Ilha no cenário do estado e cuja população é de quase 300 mil pessoas que são obrigadas a sair da Ilha para resolver assuntos com a Light.
             Se a Light agisse dentro dos conceitos da sua visão e missão, e sobretudo com  bom senso e comprometida com o desenvolvimento, devia, na verdade, abrir outro posto na região da Ilha do Governador e Fundão. Mas não é assim que age. Para economizar nas despesas de aluguel, a empresa quer que os insulanos se lixem, gastem nas passagens dos deslocamentos até a Penha e corram riscos desnecessários. Na tentativa de atenuar a maldade, criou uma unidade móvel, que mensalmente fica estacionada em cima de uma calçada qualquer da Ilha. Funciona com dois atendentes que trabalham espremidos dentro de uma van e prestam serviços parciais para clientes que esperam longo tempo na fila. Faça chuva ou faça sol. 
              O cidadão que é obrigado a pagar pontualmente a sua conta, sob pena de ter a luz cortada, não tem reciprocidade da Light que abusa da sua posição de única fornecedora de energia na cidade. A Light é uma empresa privada e fica claro, diante das suas ações, que o seu único objetivo é o lucro. Em primeiro lugar e a qualquer custo. Depois pensam nas necessidades da população, que sofre com o péssimo serviço que recebe. 
             A Light é provavelmente, uma das maiores culpadas pelo sentimento de humilhação e sofrimento da população carioca. A empresa faz o que quer, e como quer. As ligações irregulares em terrenos invadidos é uma delas. A população que se dane e pague a conta. 

EXERCÍCIO DA DEMOCRACIA DEVE SER RESPEITOSO

             Não consigo entender as razões que levam algumas pessoas serem tão irracionais quando as posições e pensamentos de outros são diferentes dos seus. É um mal generalizado que prejudica o crescimento da humanidade e afeta seriamente todas as nações. As questões religiosas e políticas são as mais visíveis e perigosas. Amigos rompem amizade simplesmente por opiniões antagônicas e familiares se ofendem profundamente quando, por exemplo, divergem sobre o apoio a algum candidato.
            E nesse período de eleições os ânimos estão mais à flor da pele e muita gente reclama do baixo nível de muitos candidatos e redigem comentários ofensivos, principalmente nas plataformas digitais, contrários e furiosos dirigidos contra alguns postulantes a cargos eletivos. A crítica é importante. E, alertar os amigos e conhecidos sobre maus candidatos é um modo de evitar elegermos quem não presta e nem é digno para nos representar.
              Postar ofensas é um gesto pequeno. Mas argumentos inteligentes enriquecem a informação e aumentam a credibilidade dos bons e do correto. Acredito que quem tem posições seguras sobre atores políticos bons, deve compartilhar as qualidades para contagiar eleitores indecisos, e cujo critério é votar em gente honesta e competente. Seja pelas redes sociais, telefonemas ou no papo na rua, o exercício da cidadania de modo democrático e respeitoso é fundamental para termos o direito de exigir dos eleitos comportamento igual e a altura das nossas atitudes.
               É através do respeito aos que pensam diferente que fortalecemos nossas convicções e, diante de bons argumentos nos convencemos em mudar. Democracia se exerce com liberdade de convicções e o direito de discordar. Mas com respeito a opinião contrária.

SONHO: OBRAS REVITALIZAM ACESSO À TUBIACANGA

               As obras que a RioGaleão está realizando na estrada de acesso à Tubiacanga tem um significado muito grande para a Ilha do Governador, e, em especial, para os moradores daquele bairro de pescadores. 
             As denúncias do avanço acelerado de construções irregulares ocupadas por atividades comerciais e residências, e que a partir do Parque Royal, e já cercam o posto do Detran, preocupavam os moradores de Tubiacanga. Se não acontecesse a intervenção da RioGaleão, certamente toda faixa de terra entre a estrada e a orla marítima em direção à Tubiacanga, seria ocupada de forma ilegal e perigosa.
             A colocação de telas de proteção e postes com iluminação em toda extensão da estrada para Tubiacanga, além de trazer mais segurança aos moradores daquela simpática região de pescadores, significa uma excelente notícia para quem mora em Tubiacanga e está preocupado com o futuro. Relatos de moradores já detectavam o aumento da criminalidade na região das ocupações irregulares, tendência que poderia se estender a toda à região.
             O projeto de ações da RioGaleão, prevê também a instalação de um posto de vigilância no início da via, para evitar o abandono de carros roubados e acabar de vez com o tradicional despejo de entulhos ao longo da estrada. A outra boa notícia é a ciclovia que está sendo construída, simultaneamente às outras obras, ao longo da pista. 
               Os aspectos positivos dessa medida são inúmeros e, além de facilitar a movimentação dos moradores que sofrem com a escassez de transporte público, vai proporcionar aos demais moradores e ciclistas da Ilha do Governador, pedalar com segurança em direção à Tubiacanga e conhecer uma região ainda desconhecida pela maioria da população insulana. Parabens à RioGaleão pela decisão importante em realizar as obras e aos órgãos públicos que estão dando apoio a todas ações para realizar esse, verdadeiro sonho de todos os moradores de Tubiacanga.