sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ilha do Governador precisa de mais policiais



          Há cerca de 40 anos, quando foi instalado o 17º Batalhão de Polícia Militar sediado na Ilha do Governador, o quartel ganhou um contingente de 1.100 policiais. A região era tranquila e segura, sobretudo porque a PM também contava com a parceria da Polícia da Aeronáutica que agia em conjunto com a polícia militar no combate à desordem.  
          Hoje, a Ilha tem uma população quase quatro vezes maior do que em 1970, mas o nosso batalhão conta com apenas 370 homens. Ou seja, agora são três vezes menos policiais nas ruas. Se, para ter mais segurança, faz diferença a quantidade de agentes, ninguém precisa pesquisar para encontrar a razão da insegurança que mete medo nos moradores da região. Além disso, a aeronáutica agora só cuida dos seus territórios e os criminosos estão mais bem armados e se multiplicaram como ratos.
          A PM não consegue mais vigiar toda a Ilha e vive tapando o sol com a peneira atendendo a população nos lugares onde o índice de criminalidade fica fora de controle. Dezenas de motos irregulares circulam em alta velocidade, sem placas e dirigidas por pilotos sem capacete que não obedecem aos sinais de trânsito e praticam delitos de toda espécie.   No Quebra Coco um homem numa moto de cor preta aterrorizou a comunidade até pouco tempo. Dezenas de viciados em crack abordam e constrangem pedestres além de serem responsabilizados pelo aumento de furtos e assaltos, principalmente na Portuguesa.
          Não faltam esforços da PM e da Polícia Civil. Os policiais trabalham duro e arriscam suas vidas na defesa da população, como nunca. O que faz falta nas ruas da Ilha é um número maior deles, mais viaturas e, sobretudo um grupo maior de policiais de motocicletas para combater a bandidagem com agilidade e equipamentos modernos, de modo a superar a desigualdade que entre o bem e o mal.