domingo, 18 de maio de 2014

Mobilidade ficou no Fundão

              
              Qual o legado para a Ilha do Governador com a realização da Copa?  Essa pergunta seria desnecessária se não tivéssemos criado muitas expectativas principalmente com relação à mobilidade da população. Porta de entrada do Rio de Janeiro, a Ilha deveria ter recebido investimentos para proporcionar melhores acessos e facilidades para deslocamentos em direção ao Centro e as outras regiões da cidade. O aproveitamento dos trajetos marítimos para transporte de passageiros com embarcações modernas, já deveria ter saído do papel e ter pelo menos um projeto pronto. Mas, a única obra visível é a Transcarioca cuja estação para atender os moradores da Ilha está sendo construída lá no Fundão. Ainda desconheço as razões que levaram a Prefeitura a modificar o projeto inicial, riscando do mapa a Estação da Ilha que seria construída na Estrada do Galeão, nas imediações do antigo posto de GNV.
               Imagino que aos moradores da Ilha vai sobrar o desconforto diante do fechamento da Estrada do Galeão a cada deslocamento de comitivas com equipes de futebol ou autoridades internacionais que chegarem ao Brasil. E como vai chegar muita gente, haja paciência no trânsito.
Espero que a Copa seja um sucesso. Que o Brasil seja campeão e os investimentos tragam o retorno que os mais otimistas projetam. O sofrimento da população com obras e congestionamentos por todo lado da cidade se justificam pela expectativa de melhor mobilidade no futuro, que se reflete diretamente na qualidade de vida perdida no tempo gasto nos engarrafamentos. Depois da Copa, começamos a pensar nas Olimpíadas cujos jogos serão todos realizados no Rio de Janeiro. O Brasil que lutou para ter essa Copa agora precisa mostrar ao mundo um grande espetáculo.  Do contrário terá sido um tiro no próprio pé.

joserichard@uol.com.br