sábado, 17 de dezembro de 2016

POR QUE O SISTEMA DE VANS E BARCAS É TÃO DESORGANIZADO NA ILHA

É comum vans não aceitarem o passe livre dos idosos

            Continua sendo difícil entender porque as autoridades complicam tanto o sistema de transporte de passageiros da Ilha que é um caso diferente do restante da cidade. Pela virtude de ser uma Ilha, nossa região oferece alternativas diferentes e melhores. Qual morador da cidade não gostaria de ter à sua disposição o transporte marítimo como uma possibilidade para se deslocar.
             Viajar de barco não tem problemas de trânsito, sinais e congestionamentos. Além disso, é prazeroso e relaxante. Até na questão dos assaltos fica complicado para o ladrão que não tem para onde fugir. 
           O sistema de transporte público coletivo, que além da opção marítima, tem ônibus, BRT, vans e cabritinhos precisa evoluir e ter logísticas corretas para atender de modo eficiente os passageiros e ser levado a sério pela população. É preciso um plano articulado entre todos os modais de maneira que a população tenha verdadeiramente a possibilidade de usar um bilhete único em cabritinhos, vans, ônibus e barcas. A tecnologia oferece essa possibilidade cuja implantação deveria ser prioridade para verdadeiramente acreditarmos que os governos existem para servir, de fato, à população.
            Em outros países, o bilhete funciona e é respeitado. Mas por aqui não é assim e nada acontece com os infratores.  Penso que o correto deveria ser punir com rigor essas vans que, por exemplo, costumam não aceitar o cartão de um cidadão idoso. O sistema deveria imediatamente apreendê-la por absoluto desrespeito à lei, e os seus operadores indiciados por discriminação. Qualquer aplicativo simples de posse dos passageiros poderiam gerar a denúncia e acionar as autoridades. 
            Mas, o poder, os instrumentos, a lei, a ordem e a fiscalização estão à disposição de personagens públicas absolutamente omissas e contemplativas. Nada fazem para colocar as coisas em funcionamento.  Enquanto isso, a população, sobretudo os mais frágeis, continuam reféns dos incompetentes e cúmplices da desordem.

domingo, 11 de dezembro de 2016

AUMENTA A AÇÃO DOS PICHADORES, NA ILHA, E POPULAÇÃO FICA REFÉM DESSES VÂNDALOS

As fachadas de dois prédios que precisaram 
pintar as fachadas na Estrada do Galeão
           
             Esta semana mais uma fachada de um dos prédios, de escritórios, localizados na Estrada do Galeão, perto da passarela ao lado do Casa Show, precisou ser totalmente pintada, para esconder as dezenas de pichações que criminosamente desfiguravam o imóvel.
             Aliás, a ação dos pichadores tem aumentado na Ilha de modo assustador e, é difícil apontar um prédio sem pichações. Ao longo da Estrada do Galeão, nossa principal via, o estrago é tremendo e agora, esses bandidos que se escondem nas sombras da escuridão, estão colocando seus garranchos até nas paredes laterais mutilando os imóveis completamente.
            O prejuízo dos proprietários é enorme, porque além da constante limpeza ou pintura das fachadas, há uma desvalorização evidente na hora da venda ou aluguel do imóvel. Além disso, as pichações revelam uma certa vulnerabilidade na segurança dos andares superiores tal a agressividade desses criminosos que invadem as janelas, telhados e varandas, assustando os moradores e colocando em risco o patrimônio.
             É necessário que novos métodos de proteção devem ser criados e implantadas imediatamente para garantir a segurança da população e para punir esses vândalos covardes, que não podem continuar impunes. 
              Alguns prédios estão colocando cercas com arame de aço conhecidas como concertinas cortantes – até  então utilizadas apenas nas prisões -, diante da terrível insegurança das ruas que está se estendendo de modo rápido e absurdo aos imóveis.  Além de prisioneiros em nossas próprias casas, estamos sendo obrigados a usar trancas, grades, muros e cercas eletrificadas como medidas extremas de proteção, que nos deixam cada dia mais prisioneiros em nossas próprias casas.
              O pior é que não vejo nenhuma ação policial e de fiscalização para colocar um freio nisso.