sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Os moradores do Cocotá precisam de uma Clínica da Família.



A vista ao mar fazia parte do projeto urbanístico inicial do Parque Poeta Manoel Bandeira

             A ideia de construir uma unidade da Clínica da Família no espaço destinado ao estacionamento da estação das Barcas do Cocotá é absolutamente incoerente. Se sobram vagas no estacionamento é porque o sistema de barcas não funciona como deveria. São poucas e velhas as embarcações e raros os horários, fato que espanta os passageiros. Aliás, um novo ingrediente de insegurança preocupa os passageiros: recentemente duas embarcações perderam o controle e bateram nos cais provocando pânico entre os passageiros. Uma vergonha!
             É incrível que alguma autoridade possa sugerir colocar tapumes em torno do estacionamento para reservar a área. Se o espaço, hoje não é todo ocupado por veículos, não é por falta de demanda e interesse da população em viajar de barcas, mas, principalmente pelo mau funcionamento e péssima operação do sistema marítimo. No dia em que funcionar bem, operando com barcas velozes e seguras o estacionamento não dará conta de tantos veículos. Até lá, é importante preservar os equipamentos e espaços, na esperança do sistema funcionar bem no futuro. Fechar a área de estacionamento condenará o serviço de transporte marítimo à extinção.
              O Parque Poeta Manuel Bandeira, mais conhecido como Aterro do Cocotá, foi criado para ser uma grande área de lazer para a população da Ilha. As instalações públicas no entorno – Fórum, Detran, UPA - são importantes e a instalação de uma Clínica da Família é essencial para atender, principalmente, as comunidades do Querosene e Dendê. Todavia o critério para escolha do Cocotá deve ser definido no entorno do parque e, nunca, na ocupação de parte do espaço de lazer.