segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Em quem votar?

INDEFINIÇÃO
Talvez essa campanha eleitoral seja um excelente laboratório para revelar aos moradores da Ilha do Governador o quanto eles atualmente estão abandonados por seus políticos locais. E também, o quanto as coisas precisam mudar para vivermos momentos como do início da década de 90, quando a Ilha tinha três políticos com mandato atuando pelas comunidades – José Moraes, Jorge Pereira e José Richard, que podiam até brigar entre si pela liderança na Ilha, mas trabalhavam.
Hoje não reconheço nenhuma manifestação forte, principalmente das comunidades, em torno de um candidato a vereador. Não há consenso, as lideranças estão apáticas e sem empolgação para realizar encontros com candidatos e se engajar na campanha de algum deles.
O bom amigo e vereador Jorge Pereira, que tenta a reeleição, já mora na Barra da Tijuca há alguns anos e na campanha passada, em 2004, já confessava falta de entusiasmo. Sua mulher, a deputada Graça Pereira, diz que não vai mais concorrer e que o marido concorre agora pela última vez. Com isso o poder regional fica esvaziado e vulnerável ao descaso de qualquer prefeito que for eleito.
Sem voz atuante no legislativo, o bairro fica ainda mais abandonado. É verdade que alguns novos nomes surgiram e outros insistem em simplesmente colocar o nome a cada eleição, com poucas chances. Acredito que o esforço dos candidatos será muito grande para conquistar um eleitorado descrente com os políticos, mas quem sabe ainda esteja aberto a ser contagiado pelo trabalho e a liderança de algum deles, fato que infelizmente no decorrer desses últimos anos não aconteceu.
Pra quem não tiver candidato, ofereço um bom nome: Sancler Mello. Quem votar nele vai ver que como vereador, ele vai fazer a diferença. E melhor, tem compromissos com a Ilha.
joserichard@uol.com.br

Sancler Mello, o Vereador

Edição 1387 -26.09.2008


Ainda não sei se a UPA 24h inaugurada pelo governador Sérgio Cabral vai resolver o problema da saúde na Ilha do Governador. Mas, com absoluta certeza é um passo à frente no atendimento público para a população da região que hoje chega quase aos 300 mil habitantes. Os aparelhos e equipamentos instalados na unidade são modernos e a equipe dos profissionais da saúde tem a gestão da Defesa Civil, instituição cuja equipe de militares reúne gente dos melhores quadros do Corpo de Bombeiros.
A expectativa da população é que tudo dê certo, e que a UPA possa melhorar significativamente o atendimento a toda população, principalmente aos mais humildes, que têm sofrido muito com as dificuldades do Hospital Paulino Werneck. Lá as perdas de vidas - por falta de equipamentos e equipe médica - são centenas a cada ano, e a falta de escrúpulos das autoridades municipais se pôde constatar com a falsa promessa de construir um novo hospital há cinco atrás, no terreno da estrada do Galeão.
Instalada em um prédio construído há apenas três semanas, a UPA não tem a sofisticação de uma unidade hospitalar, mas do jeito que está a saúde, o que importa para nós é que muitas vidas sejam salvas e as dores amenizadas.
Viva, portanto quem faz. Mesmo que eventuais críticas sejam verdadeiras, nada é tão importante do que tentar, e que nessa tentativa, pelo menos uma vida venha a ser salva. Gostei tanto do projeto que já pedi ao governador mais duas UPAs para a Ilha. Uma para cada cem mil habitantes.
joserichard@uol.com.br