segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

População da Ilha do Governador exige transporte marítimo melhor


Transporte marítimo seria uma excelente alternativa para os insulanos que precisam ir ao Centro


            O transporte marítimo sempre foi fundamental na vida dos insulanos, mas agora com as alterações no trânsito do centro da cidade, que restringe cada vez mais o uso de automóveis, esse tipo de transporte de massa se tornou absolutamente indispensável. O sistema operado pela CCR Barcas, por concessão do estado, mais do que nunca deveria funcionar melhor e com mais embarcações. Os passageiros reivindicam viagens a cada 30 minutos nos horários de rush, na ida das 6h à 10h e na volta das 16h às 21h, e isso é o mínimo que a concessionária precisa adotar de modo urgente.
            Não é mais possível que a CCR Barcas continue operando com embarcações velhas e lentas que levam cerca de uma hora no trajeto que deveria ser feito em menos de 40 minutos. Os passageiros se sentem legitimamente desrespeitados em viajar nessas verdadeiras latas velhas, inseguras e cujos banheiros são imundos. O pior é que não existe fiscalização nem punição pelo mau serviço. O sentimento dos usuários é de absoluto desprezo.
            Os passageiros também sofrem durante o desembarque à noite, na Estação das Barcas do Cocotá, onde são obrigados a caminhar por dentro do Parque Manuel Bandeira, cuja ocupação noturna é de viciados em drogas, prostitutas e vagabundos. O jornal Ilha Notícias já recebeu diversas denúncias de assaltos e de passageiros que foram molestadas embora alguns — sobretudo as mulheres — tenham adotado a tentativa de andar em grupos de modo a inibir a ação dos criminosos. Nesse caso, a solução é simples, basta a presença, à noite, de viaturas da PM até a chegada da última embarcação.
            Agora o transporte marítimo é prioridade para os insulanos, principalmente para os milhares que trabalham no centro e alguma coisa certa precisa ser feita logo.


joserichard@uol.com.br