sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PM precisa agir para resgatar a confiança dos moradores da Ilha

               A aparente tranquilidade que a Ilha vivia antes da queda do comandante do 17º BPM, escondia uma trama criminosa que envolvia corrupção e atitudes de omissão da PM.  O preço pago pela conivência de setores da PM com tráfico de drogas enriquecia policiais que a sociedade confiava nas ações para defendê-la. Foi uma grande decepção. A sensação de segurança que muitos de nós atribuímos quando atravessamos a ponte tinha bases criminosas e não se sabe há quanto tempo. A PM retribuía os acertos com simbólicas e pontuais ações, provavelmente combinadas com os fora da lei. Nessas ocasiões só eram apreendidas armas velhas e pequenas quantidades de drogas. 
              Com a prisão do ex-comandante e tornado público o esquema de parceria com traficantes, a sociedade insulana ficou chocada e com medo das consequências de ações dos criminosos que, sem a facilidade de agir no comércio de drogas e acuados, mudariam suas ações para crimes no asfalto . A “paz” aparente teria chegado ao fim e ainda existe uma grande desconfiança de quem olha para o futuro de que o clima pode piorar. Todavia o alto comando da PM agiu rápido e colocou no comando do 17º BPM o Tenente Coronel Wagner Nunes, policial com 26 anos de experiência e cujas ações iniciais teriam desarticulado os esquemas de propinas. A continuidade dessas ações é uma das metas do comandante Wagner que tem atuado pessoalmente em diversas incursões nos pontos de tráfico e determinado à tropa vigilância permanente, de modo que a comunidade insulana resgate a confiança no comando da PM e tenha admiração por cada um dos seus policiais.
              Aproveito para registrar a marca de 1.700 edições que o Ilha Notícias completa com esta edição, nesses 38 nos de existência atuando como porta voz da população da Ilha do Governador.
joserichard@uol.com.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Atitudes de cidadãos

              Os insulanos se preparam para voltar às urnas neste próximo domingo (26) no segundo turno das eleições de 2014. A decisão para governador e presidente é muito importante e vai definir os rumos do Rio de Janeiro e do país pelos próximos quatros anos.  Acredito que a população da Ilha precisa refletir não somente sobre qual será a melhor escolha de voto, mas também avaliar certas posturas enquanto cidadãos atuantes na sociedade. Assim como esperamos um país melhor com o resultado das eleições, qualquer que sejam os vencedores, precisamos também mudar muita coisa na Ilha.
             Não imagino que possamos transformar a região num paraíso, mas como cidadãos, temos a obrigação, não apenas de cobrar, mas, sobretudo, de dar exemplos. A má notícia é que além do descaso das autoridades públicas, uma parte da população também contribui para a desordem nas ruas.
             Faz parte da rotina de muita gente: jogar papel no chão, estacionar sobre as calçadas, atravessar a rua perto de uma passarela ou da travessia de pedestres, fazer fila tripla em frente aos colégios na hora de saída, atrapalhando o trânsito, e dezenas de outras atitudes, cujo transtorno para a cidade provoca imagem negativa e péssimo exemplo para as gerações do futuro. 
              Os bons exemplos de cidadania devem ser praticados todo tempo. Muitas vezes são atitudes que precisam um pouco de esforço e nos afastam da zona de conforto com que nos acostumamos. Mas quem quer governantes sérios deve fazer a sua parte para ter direito de exigir. A mudança está em cada um de nós e as eleições podem ser um bom momento para essas reflexões. Como esperar que alguém possa governar com competência um povo cuja cartilha de cidadania só tem os seus direitos. A vida nas ruas, no trabalho e na comunidade também requer atitudes do cidadão.
 
joserichard@uol.com.br