quarta-feira, 8 de julho de 2015

Agora depende de Dilma reajuste igual para aposentados

            


             Nunca entendi porque o reajuste anual aos aposentados é menor que o percentual de aumento para o salário mínimo dos trabalhadores em geral. Agora entendo menos. Poucos estão aplaudindo a medida provisória que a Câmara e o Senado aprovaram para o reajuste do salário mínimo no mesmo percentual para os aposentados. Agora cabe a presidente Dilma sancionar nos próximos dias, gesto que segundo líderes da presidente, poderá não acontecer porque aumentaria as despesas do governo em cerca de 8 bilhões. Ora, melhorem a gestão e parem de roubar. Em 2011 o rombo devido a corrupção chegou aos 50 bilhões. Em 2014, o montante é ainda maior, e ninguém sabe qual o valor astronômico das propinas do ano passado. A justiça ainda investiga e a cada dia descobre mais milhões escondidos em contas no exterior.  
              Conheço muitas histórias de pessoas que se aposentaram com mais de um salário e com o passar dos anos amargam receber aposentadorias miseráveis, muito menores daquelas quando se aposentaram.
             Com a diminuição natural das condições físicas a cada ano, a maioria dos aposentados precisa de mais apoio do governo que não pode justificar sua ineficiência jogando nas costas dos idosos o peso das dificuldades econômicas do país. A alteração que os deputados e senadores aprovaram resgata uma condição mínima de retribuir aos velhos trabalhadores - que contribuíram à previdência por quase toda uma vida -, condições justas para continuar a comprar remédios cada vez mais caros e tentar sobreviver a um aumento do custo de vida absolutamente impossível de resistir. 
            A luta do governo não deve ser contra os aposentados. Eles não tem culpa da roubalheira e da péssima gestão que levou o país ao CTI da economia, gerando desemprego para milhares de brasileiros e o fechamento de diversas empresas. Torço para que a presidente ratifique o texto aprovado pelo Congresso Nacional de modo que os cidadãos aposentados possam manter as condições mínimas de sobrevivência sob responsabilidade do estado. E finalmente se faça justiça. Será que Dilma vai aproveitar a oportunidade de começar a se reconciliar com o povo e sancionar os benefícios para os aposentados?

Mobilidade urbana é um caos na Ilha

         

              Esta semana, no início da manhã da terça (30), um acidente entre uma caminhonete e um ônibus deixou como vítima fatal um homem de 44 anos que dirigia o veículo ao lado do pai,  que sofreu diversos ferimentos. Lamentamos a tragédia que aconteceu com essa família e nos solidarizamos com a dor da perda do Samuel da Costa, conhecido como Samuquinha e que se dirigia cedinho para fora da Ilha para um dia de batalha.
             Como consequência do acidente formou-se um congestionamento de mais de cinco quilômetros com carros em fila desde a sede da Prefeitura da Aeronáutica até o relógio do Cacuia e muito além do Ilha Plaza. Quem trabalha na Ilha chegou ao serviço com cerca de uma hora de atraso. Mas pior, muito pior, aconteceu com aqueles que trabalham fora da Ilha ou tinham compromissos marcados, como pacientes, médicos, professores e alunos. Ninguém escapou do tormento no engarrafamento cuja revolta não foi maior em consideração e respeito à vítima cuja vida se foi.
              O que constatamos é a fragilidade do nosso sistema viário. Não existe nenhum plano de contingência que informe aos motoristas e passageiros sobre a gravidade dos engarrafamentos. Não há informação, ou planejamento para informar o tempo previsto para sair da Ilha. Diversos leitores sugeriram esta semana que fosse colocado um placar luminoso na altura do estacionamento da McDonald´s informando sobre o trânsito. Faz sentido e apóio, pois naquele local existe um retorno e muita gente poderia alterar a agenda transferindo compromissos para a Ilha. Outra falha foi o absoluto silêncio das autoridades de transporte que não acionaram imediatamente barcas extras para atender a população travada e presa em dezenas de ônibus e milhares de veículos na Estrada do Galeão. A constatação é que a Ilha não recebe prioridade e atenção para o gravíssimo problema de mobilidade urbana, cujo sofrimento é da população.