sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ilha precisa de plano para evitar colapso no trânsito



            Três manifestações aconteceram na Ilha do Governador nos últimos dez dias e todas por razões justas. A população aprendeu a protestar e usa os movimentos para demonstrar,  sua insatisfação.
            Os protestos aconteceram em regiões diferentes e por motivos graves, como a falta de luz durante quatro dias em Tubiacanga; a prisão de dois homens que a comunidade de Vila Joaniza (Galeão) garante serem inocentes e a demissão de 19 funcionários do Colégio Newton Braga por motivos de corte de verbas do Comar.
             A mudança de comportamento da população chama a atenção. Antes, as pessoas não se atreviam a reivindicar publicamente e de certa forma se tornavam coniventes por inércia ou omissão. O protesto como ato de pressão contra injustiças é legítimo e precisa ser melhor compreendido pelas autoridades. Entretanto, mesmo tranquilas, as manifestações trazem sérios prejuízos pelas consequências que geram. Na Ilha, qualquer protesto provoca imensos transtornos para toda comunidade. Além de parar o fluxo de entrada e saída, as manifestações na Estrada do Galeão provocam reflexos no trânsito por toda Ilha.
             Por suas características geográficas, e, em razão de ter apenas uma via de acesso além das instalações do aeroporto internacional no seu território, a Ilha é um lugar muito vulnerável para as confusões de trânsito. Essa fragilidade gera graves problema para a cidade, cancelamento de voos e sobretudo irritação nos moradores. Precisamos de um plano logístico e ações práticas como desvios, inversão de pistas e outras soluções para colocar em execução nos casos de congestionamentos. Nos três acidentes do último fim de semana ficou provado que não existe nada planejado. Dane-se quem está de carro nas ruas.