sexta-feira, 24 de junho de 2016

FRIO FAZ POPULAÇÃO DE RUA SOFRER MAIS DIANTE DA OMISSÃO DESUMANA DAS AUTORIDADES. INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS SE UNEM PARA AGASALHAR QUEM TEM FRIO

Moradores de rua são os que mais sofrem 

             Com o frio de rachar desse começo de inverno a população que vive nas ruas e embaixo de viadutos na Ilha, são as pessoas que mais sofrem e precisam de ajuda. Fiquei feliz em saber da notícia que um conjunto de instituições religiosas, agindo de modo ecumênico, decidiram recolher agasalhos e cobertores para distribuir para aqueles que sofrem com as baixas temperaturas.
              Geid, Grupo da Solidariedade e a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida se uniram na Campanha do Agasalho, com o apoio do Ilha Plaza Shopping, e estão mobilizando as suas estruturas e a comunidade para garantir amparo a essas pessoas que não tem onde viver ou habitam moradias de condições precárias.
            Com uma população perto de 300 mil habitantes, a Ilha do Governador precisa de mais exemplos de unidade como este. As instituições sérias, sejam religiosas ou não, precisam ganhar mais apoio dos moradores e dos governos para que tenham forças e assim proporcionar melhores condições de vidas aos mais necessitados.
              A Casa do Índio, localizada na Ribeira, é uma dessas instituições que estão sempre precisando de ajuda para dar condições de sobrevivência a um punhado de índios doentes. Alguns com problemas mentais, absolutamente abandonados por suas tribos. Outras instituições sérias conseguem, com o esforço e dedicação de seus membros, fazer o que as autoridades não fazem. Aliás, por culpa de uma ação equivocada e desumana dos órgãos de assistência social, centenas de desabrigados são deixados no abrigo Stella Maris, no Galeão, e de lá saem, depois de poucas horas, para vagar, sem destino, pelas ruas da Ilha.  

segunda-feira, 20 de junho de 2016

PERIGO NOS CÉUS DA ILHA

   
              Tenho muito medo, principalmente neste período de festas juninas, da ação dos grupos de baloeiros que costumam intensificar as suas atividades construindo e soltando balões gigantes, em diversos locais da cidade, e colocando em risco a vida e o patrimônio da população.
             Felizmente, tenho visto muito menos balões nos céus, mas me assusta a possibilidade de que mesmo se soltarem um só, existe a enorme chance de acontecer uma grande tragédia, como incêndio nas matas, residências, indústrias e, principalmente do choque com um avião.
             Além das campanhas institucionais de conscientização que informam sobre o perigo e os graves acidentes que um balão pode provocar, existe uma lei que considera como praticante de crime quem transporta, fabrica, comercializa ou solta balões. A pena de prisão vai de um a três anos, além de multa de mais de R$ 5 mil, por balão apreendido.
             O céu da Ilha do Governador é especialmente lindo para nós insulanos, mas também é onde existe o mais intenso trafego de aeronaves da cidade, tanto de aviões que pousam e decolam no aeroporto Tom Jobim como do Santos Dumont, cuja rota passa pela Ilha. É, portanto, um espaço aéreo muito sensível cuja restrição para soltar balões deve ser rigorosa e com uma permanente fiscalização das autoridades contra qualquer iniciativa de baloeiros.
             Não existe lugar no mundo seguro para essa brincadeira. Em alto mar, nos polos ou no deserto sempre haverá a possibilidade de que, essa geringonça sem rumo, possa provocar uma grande tragédia. Se souber de algum movimento de baloeiro denuncie: 2253-1177. Sua ação poderá salvar vidas.