sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ciclistas em perigo na Ilha



 Temo pela segurança dos ciclistas que se aventuram pelas chamadas “ciclovias” pintadas recentemente em diversas ruas da Ilha. Algumas em cima de calçadas e outras nas laterais de ruas movimentas, e de mão dupla.

 Em Porto Alegre, há alguns anos, perdi um dos meus melhores amigos, atropelado por um carro quando praticava ciclismo junto com um grupo de atletas experientes. Acho excelente a ideia de criar áreas reservadas para ciclistas, mas é preciso, em primeiro lugar, pensar na vida dos praticantes desse saudável lazer. Na Zona Sul existem dois lugares onde os ciclistas pedalam com bastante tranquilidade e cujos trajetos são seguros, como é o caso do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e o calçadão da orla que vai do Leme ao Leblon. Lá a encrenca é entre ciclistas e pedestres e os eventuais acidentes ficam restritos a pequenos ferimentos e arranhões. Todavia, na Ilha do Governador, em alguns trechos, a solução está longe de oferecer um mínimo de segurança aos nossos ciclistas. Segundo alguns deles, que escreveram ao Ilha Notícias, até a tinta vermelha usada para sinalizar a preferência para os ciclistas, é escorregadia nos dias de chuva, fato que multiplica os riscos, que somada aos buracos e ralos que existem junto ao meio fio, tornam as ciclovias da Ilha mais perigosas. Trafegar pelos cantos das ruas movimentadas, de mão dupla, espremido entre caminhões e ônibus não deve ser uma aventura muito tranquila até para o mais experiente dos ciclistas. 

Confesso que estou muito preocupado com todos os ciclistas, sobretudo as crianças e os idosos. É muita coragem das autoridades buscar espaços onde não há, como é o caso da Praia da Bica. É muita coragem e não faz sentido determinar espaços preferencias para ciclistas em ruas onde muitos motoristas de vans, ônibus, caminhões e carros de passeio dirigem agressivamente e não respeitam as leis de trânsito. Tenho medo dessa coragem.