segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tartaruga, Cágado ou Jabutí?

Sábado, dia 18, por volta do meio dia esse Jabutí passeva na calçada do lado par da Rua Hilarião da Rocha. Paulo Melo de 70 anos, morador da mesma rua, resolveu adotar o animal até que o Ibama apareça.
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domingo, 19 de outubro de 2008

Terminal de Pesca na Ilha do Governador

Edição 1390 - 17.10.2008

Terminal de Pesca na Ilha

Sou a favor da instalação na Ilha do Governador do Terminal de Pesca que o governo federal pretende construir ao lado da fábrica de óleos lubrificantes e aditivos da Shell e da oficina reparadora de veículos Peça Oil, na Ribeira. A maioria que não gosta da idéia, - acredito sejam poucos -, ainda desconhecem detalhes do projeto, cuja finalidade é fazer da nossa região um centro de beneficiamento e de distribuição de parte do produto pescado nos mares da costa da cidade. Mesmo sabendo pouco, acredito que a novidade vai trazer mais oportunidades de emprego e crescimento dos negócios já instalados, além da criação de novas empresas paralelas às atividades de pesca.

Segundo informações de fontes ligadas ao mercado da pesca o movimento de distribuição das mercadorias é feito pela madrugada, fato que não prejudicaria o fluxo de veículos. Quanto aos dejetos orgânicos, se eventualmente despejados nas águas da baía, o prejuízo à fauna e flora seriam nulos.

Todavia, com a eminente construção do Terminal, acho que deveríamos enfrentar o fato com estratégias que beneficiem à comunidade, exigindo do governo a duplicação da estrada Rio Jequiá, cuja saturação com o trânsito de caminhões durante o dia é um problema para quem reside nas Pitangueiras, Ribeira e Zumbi. Outra idéia é transformar em um píer aberto ao público, a velha estação das barcas da Ribeira. O terreno, também da União, que antes era estacionamento para os veículos dos passageiros das barcas, e que hoje serve de canteiro de obras da Carioca Engenharia, poderia se transformar numa praia, como, aliás, é de direito dos moradores da Ribeira.

Imaginem a beleza da praça Iaiá Garcia com vista livre para o mar.Portanto, sou a favor do Terminal Pesqueiro, e vejo nisso uma oportunidade para barganhas junto ao governo federal, com muitas melhorias para o bairro.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gabeira ultrapassa Paes no início do 2o Turno

Edição 1389 - 10.10.2008
O eleitor é muito complicado. Como é que milhares de pessoas votam e elegem um candidato que está preso. Tá certo que eleição não é vestibular para entrar para o céu, mas convenhamos, permitir que a casa que produz as leis da cidade tenha entre os seus membros gente que está atrás das grades, não dá para entender.
Logo, muitas dessas pessoas que ajudaram a eleger personagens das páginas policias, certamente estarão indignadas, porque o hospital não funciona e a escola municipal aprova todo mundo, basta estar matriculado. Por isso defendo e vou continuar defendendo, mesmo que sozinho, a necessidade de serem exigidos pré-requisitos sérios para uma pessoa ser candidato a qualquer cargo público. Além de ficha limpa na polícia o candidato deveria apresentar um certificado de curso especial de umas 200 horas, onde ele conheceria melhor as funções e aprenderia sobre as responsabilidades do cargo que pretende disputar.
Conheço muitos candidatos que fazem da eleição uma brincadeira, apenas para distrair-se ou tornar o nome mais conhecido, para depois encher a paciência do prefeito eleito, em busca de um carguinho na administração pública. É uma tática que muitos adoram, e assim eles se perpetuam como candidatos que acaba atrapalhando o processo eleitoral e o projeto de gente correta, que muitas vezes coloca a vida para tentar contribuir seriamente com o desenvolvimento da cidade e a melhor qualidade de vida para a população.
Entretanto, diante dos resultados dessas eleições, desconfio que muitos eleitores querem apenas uma boquinha e votam em candidatos, cuja reputação ou falta de liderança revelam que o pleito serve apenas para compor negócios, ou pior: criar ou manter esquemas de arrecadação financeira.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Em quem votar?

INDEFINIÇÃO
Talvez essa campanha eleitoral seja um excelente laboratório para revelar aos moradores da Ilha do Governador o quanto eles atualmente estão abandonados por seus políticos locais. E também, o quanto as coisas precisam mudar para vivermos momentos como do início da década de 90, quando a Ilha tinha três políticos com mandato atuando pelas comunidades – José Moraes, Jorge Pereira e José Richard, que podiam até brigar entre si pela liderança na Ilha, mas trabalhavam.
Hoje não reconheço nenhuma manifestação forte, principalmente das comunidades, em torno de um candidato a vereador. Não há consenso, as lideranças estão apáticas e sem empolgação para realizar encontros com candidatos e se engajar na campanha de algum deles.
O bom amigo e vereador Jorge Pereira, que tenta a reeleição, já mora na Barra da Tijuca há alguns anos e na campanha passada, em 2004, já confessava falta de entusiasmo. Sua mulher, a deputada Graça Pereira, diz que não vai mais concorrer e que o marido concorre agora pela última vez. Com isso o poder regional fica esvaziado e vulnerável ao descaso de qualquer prefeito que for eleito.
Sem voz atuante no legislativo, o bairro fica ainda mais abandonado. É verdade que alguns novos nomes surgiram e outros insistem em simplesmente colocar o nome a cada eleição, com poucas chances. Acredito que o esforço dos candidatos será muito grande para conquistar um eleitorado descrente com os políticos, mas quem sabe ainda esteja aberto a ser contagiado pelo trabalho e a liderança de algum deles, fato que infelizmente no decorrer desses últimos anos não aconteceu.
Pra quem não tiver candidato, ofereço um bom nome: Sancler Mello. Quem votar nele vai ver que como vereador, ele vai fazer a diferença. E melhor, tem compromissos com a Ilha.
joserichard.ilha@gmail.com

Sancler Mello, o Vereador

Edição 1387 -26.09.2008
Ainda não sei se a UPA 24h inaugurada pelo governador Sérgio Cabral vai resolver o problema da saúde na Ilha do Governador. Mas, com absoluta certeza é um passo à frente no atendimento público para a população da região que hoje chega quase aos 300 mil habitantes. Os aparelhos e equipamentos instalados na unidade são modernos e a equipe dos profissionais da saúde tem a gestão da Defesa Civil, instituição cuja equipe de militares reúne gente dos melhores quadros do Corpo de Bombeiros.
A expectativa da população é que tudo dê certo, e que a UPA possa melhorar significativamente o atendimento a toda população, principalmente aos mais humildes, que têm sofrido muito com as dificuldades do Hospital Paulino Werneck. Lá as perdas de vidas - por falta de equipamentos e equipe médica - são centenas a cada ano, e a falta de escrúpulos das autoridades municipais se pôde constatar com a falsa promessa de construir um novo hospital há cinco atrás, no terreno da estrada do Galeão.
Instalada em um prédio construído há apenas três semanas, a UPA não tem a sofisticação de uma unidade hospitalar, mas do jeito que está a saúde, o que importa para nós é que muitas vidas sejam salvas e as dores amenizadas.
Viva, portanto quem faz. Mesmo que eventuais críticas sejam verdadeiras, nada é tão importante do que tentar, e que nessa tentativa, pelo menos uma vida venha a ser salva. Gostei tanto do projeto que já pedi ao governador mais duas UPAs para a Ilha. Uma para cada cem mil habitantes.
joserichard.ilha@gmail.com