segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Livro de Eli

Mila Kunis e Danzel Washington

Nunca recomendei um filme nesta coluna. Procuro usar o espaço como uma cidadela em defesa da Ilha, contra qualquer tipo de espírito de porco ou acontecimento que venha prejudicar comunidade ou a qualidade de vida de quem mora na região. Quando fundei o Ilha Notícias, com o amigo Geraldo Rocha e o saudoso Humberto Neves, em 1976, a ideia era a mesma. Nesta edição, entretanto, em virtude da Páscoa e de tudo o que ela representa, me permito desviar um pouco das questões paroquiais, sem deixar, no entanto, de me preocupar com os problemas que nos afligem.


Quero indicar para os leitores o filme “O Livro de Eli”, cujo conteúdo revela o que pode acontecer conosco nos próximos anos.

Tenho certeza de que o leitor ou leitora vão gostar também do espetacular roteiro de ação além de muitos motivos para reflexões.

O protagonista é o excelente ator Denzel Washington, que realiza um dos seus melhores trabalhos. O filme é uma sequência de cenas cuja realidade tem a ver com o futuro próximo e a possível destruição de todos valores. Resta o livro. E o filme faz compreender a esperteza de milhares hoje que usam, ou tentam usar, o Livro de Eli para obterem a subserviência dos mais humildes e desesperados.


Já que falo sobre cinema, me atrevo a recomendar um filme que não vi, mas sei que é bom. Trata-se de “Chico Xavier, o filme”. Se Daniel Filho que produziu e dirigiu a obra, conseguiu reproduzir uma pequena parte dos ensinamentos do médium, o filme será um sucesso.


Conheci o Chico Xavier em Uberaba e fiquei impressionado com as lições de bondade, tolerância e misericórdia que devemos ter com o próximo.


Não deixe de assistir! Agora estão em exibição nos cinemas do Ilha Plaza, e em breve, na locadora Wall Street em DVD e Blue Ray.





joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 29 de março de 2010

Segurança no Quebra Coco

Na noite desta quarta, dia 24, acompanhei a equipe de reportagem do Ilha Notícias durante matéria cujo tema seria sobre os assaltos no Quebra Coco. À nossa espera, encontramos, na Praça Oswaldo Bouças, um grupo de moradores que conheço há bastante tempo, não apenas como vizinhos, mas, principalmente, como companheiros das tradicionais caminhadas pelas ruas do bairro, em busca de amizades e mais saúde.
Embora continue morador do bairro, mudei para o final da Rua Juraci Camargo e não tenho mais caminhado diariamente (voltarei). Sem o tititi do dia a dia, fiquei perplexo quando a turma do Quebra Coco disse à reportagem que os assaltos à residências viraram fato comum no bairro. Foram tantos os casos relatados que confesso, estou assustado. Soube que uma família inteira já foi vítima de sequestro e aos poucos abandonadas em ruas longe da Ilha. Segundo os moradores, esses crimes estão sendo executados por bandidos bem vestidos tanto, que num primeiro momento não levantam suspeitas e circulam tranquilamente pelas ruas. E pior: anunciam que vão assaltar todas as casas do bairro. A associação de moradores AMORQ, parece já ter jogada a toalha. Teria diminuído de três para só uma viatura, o sistema de vigilância que mantém com os recursos que recolhe dos moradores.
Durante a conversa com a reportagem, o grupo sugeriu duas soluções, para dificultar a ação dos marginais: a construção de uma cabine na esquina da Rua Grão de Areia com a Estrada do Galeão (veja imagem na página 20) e alterar para mão única em direção ao Quebra Coco. Sou a favor de ambas medidas. Urgente!!!


A foto-montagem mostra como ficaria o acesso a Rua Grão de Areia com a instalação da cabine da PM

joserichard.ilha@gmail.com

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sábado, 20 de março de 2010

Prefeitura Itinerante na Ilha

No final de abril ou início de maio deste ano, o prefeito Eduardo Paes programou instalar a Prefeitura Itinerante na Ilha do Governador. Trata-se de uma iniciativa inédita. Nenhum outro prefeito teve sensibilidade para instalar seu gabinete e trazer seus secretários por alguns dias à região. Essa medida é oportuna, diante da enorme quantidade de problemas que se acumulam em nossas ruas e praças, ao longo dos últimos meses. São, sobretudo, problemas de responsabilidade da prefeitura o novo hospital (que ainda não saiu do papel), buracos, iluminação, limpeza urbana e a bagunça no transporte de passageiros feito por vans e Kombis ilegais. A questão da segurança pública é sempre prioridade, mas como sabemos, é responsabilidade do Governo Estadual.

Sugiro que desde já, os líderes comunitários, síndicos, dirigentes de instituições, empresários, presidentes de associações de moradores e cidadãos comuns discutam em suas comunidades e anotem os itens para cobrar do prefeito. A oportunidade para melhorar a Ilha deve ser aproveitada por todos. E a solicitação através de documento formal, dirigido ao prefeito e protocolado no primeiro dia da Prefeitura Itinerante constituirá compromisso cujas providências terão reais chances de serem resolvidas rapidamente. O prefeito e seus staff virão a Ilha para isso: ouvir a população.

Que a Ilha está abandonada todos sabem, inclusive o governo municipal. Mas, o que Paes não sabia era o tamanho da omissão da prefeitura. Tanto que ficou chocado com a depredação de um dos obeliscos da Estrada do Galeão (mostrado em reportagem do Ilha Notícias na semana passada), e determinou a um dos seus principais secretários, Carlos Osório (Conservação e Serviços Públicos) tomar as medidas urgentes para resolver a vergonhosa sujeira e mau estado daquele equipamento público.

Insisto. Relacione os problemas e cobre durante os dias da Prefeitura Itinerante. O bom político, como é o caso do prefeito Eduardo Paes, precisa da participação dos eleitores, principalmente, com críticas e sugestões. Só assim seu governo vai trabalhar para as verdadeiras necessidades da população e ficar mais fortalecido.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 12 de março de 2010

Terminal Pesqueiro

Neste sábado (13), um grupo de moradores da Ilha vai realizar um movimento de protesto contra a construção do Terminal de Pesca, cujo terreno da União já está liberado para a obra na Ribeira.
 
Localizando melhor os leitores, trata-se de um espaço com aproximadamente 30 mil metros quadrados, que fica ao lado da Casa do Índio.
 
Afirmam os opositores ao projeto do Terminal que os caminhões que serão utilizados para transportar os peixes vão prejudicar as ruas e o trânsito da Ilha do Governador, trazendo consequências ruins para os moradores. Outro argumento é que a área (a cem metros da fábrica da Shell) é de proteção ambiental (Aparu) e a indústria de limpeza e congelamento dos peixes vai agredir o meio ambiente. Afirmam também, que os pássaros atraídos pela “poluição” podem interferir na segurança dos aviões que pousam e decolam nos Aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont.

Não acredito em nada disso. Sou favorável à construção do Terminal Pesqueiro porque estou certo que os benefícios serão excelentes para a nossa comunidade (novos empregos e atividades comerciais). Os peixes vão chegar por mar e a logística de distribuição certamente também vai incluir o mar, além das nossas ruas, que já suportam diariamente centenas de pesados caminhões carregados de substâncias químicas perigosas, e cujos destinos são os dois complexos de derivados de petróleo também localizados na Ribeira.

E como contraponto, acho, por exemplo, que os criminosos que soltam balões juninos equipados com cangalhas incendiárias que vagueiam sem destino pelos céus da Ilha, deveriam merecer prioridade nas manifestações contrárias e mais, muito mais indignação de quem quer proteger o meio ambiente. Embora reconheça o direito democrático do protesto, sou a favor da possibilidade saudável e bela presença de pássaros nas imediações do futuro Terminal Pesqueiro.


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sexta-feira, 5 de março de 2010

Mistério no abastecimento de GNV

Se vivemos um momento de constatação da revolta da natureza contra a devastação no meio ambiente provocada pelo ser humano, é inadmissível que interesses financeiros dificultem a instalação de mais postos para abastecimento de GNV na Ilha. Contraria a lógica que o governo do Rio de Janeiro diminua em 75% o valor do IPVA (nenhum outro estado dá esse incentivo) dos carros cujos proprietários instalem equipamentos para o motor funcionar com o GNV, e tantos obstáculos sejam criados para o abastecimento desses veículos. Seja pressão dos donos dos dois postos com GNV existentes na Ilha que não querem perder fatia do mercado ou a burocracia da Companhia Estadual de Gás (CEG), a verdade é que além da agressão ao meio ambiente (pela dificuldade de manter os veículos abastecidos com gás), o preço cobrado pela exclusividade no abastecimento do GNV é extorsivo. Chega a quase 30% a diferença do preço entre a Ilha e de bairros próximos. Uma vergonha descarada!
A Associação Comercial da Ilha, cuja presidência exerço, vai entrar nesta luta e examinar junto a CEG, a quem interessa queimar combustíveis mais poluentes e caros. O sentimento dos motoristas da Ilha é de revolta e impotência pela falta de alternativas. Se existe algum investidor que pretenda colocar bombas para abastecimento de GNV, peço que se comunique através do nosso e-mail. Com certeza terá o apoio de todos os proprietários de veículos com o kit gás. A conscientização que a alternativa do uso do gás contribui efetivamente para diminuir a poluição do ar é uma pequena resposta que precisamos dar ao planeta. Tenho medo das tragédias que estão acontecendo pelo mundo. São sinais que o planeta não suporta mais.