sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fogo não abala União da Ilha

Ensaio técnico na Sapucaí no sábado (12)
  O incêndio que destruiu o barracão da União da Ilha na Cidade do Samba, no início da manhã da última segunda-feira (7), levou tristeza à escola e à comunidade da Ilha. A União já estava com quase tudo pronto para o desfile. Só faltavam pequenos ajustes.
 Depois das lágrimas, a diretoria comandada pelo presidente Ney Filardi reagiu e contagiou a comunidade da Ilha. O resultado foi uma grandiosa presença de público e componentes ao ensaio de quarta-feira (9), realizado no ginásio de esportes da Associação Atlética Portuguesa. Foi emocionante assistir a empolgação das alas e a reação entusiasmada dos membros.
 O presidente Ney, ao meu lado durante o ensaio, mostrava-se empolgado com a garra de todos e dizia estar feliz em comandar uma escola cujos departamentos estão unidos pelo sucesso da União. A presença do prefeito Eduardo Paes que alterou sua agenda e compareceu ao ensaio para declarar publicamente seu apoio à escola é a demonstração da força popular e reconhecimento das autoridades pelo trabalho sério e profissional que a União da Ilha vem imprimindo sob a presidência de Ney.
 A verdade é que a União estava pronta para apresentar um carnaval de campeã. Todos os planos e cronogramas estavam rigorosamente sendo cumpridos para apresentar um desfile de primeira, empolgar o público e cumprir o regulamento exigido pela Liesa e jurados. O imprevisto aconteceu e destruiu quase tudo. Salvaram-se parte dos carros alegóricos e os sonhos. Mesmo sem ser julgada, a União da Ilha vai para a passarela do samba mostrar uma infinita vontade de vencer. O espetáculo do carnaval deste ano será diferente. Para Ney, a União será como fênix que ressurge vigorosa das cinzas.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Constatações de desenvolvimento na Ilha

  Destaco duas constatações que estão contribuindo para animar os moradores da Ilha do Governador. A principal é a sensível melhoria dos índices de segurança da região. O trabalho da equipe comandada pelo Ten. Cel. Marcos Netto, merece ser reconhecido. A bandidagem parou de agir com a intensidade de 2010 quando deixou a população de alguns bairros apavorada, como era o caso do Quebra-Coco, onde sequestros, roubos de carros e a residências eram diários. Há ações pontuais dentro do bairro: como a retirada de circulação de diversas motos sem placas ou com motoqueiros sem capacete e inabilitados. As blitzes na Estrada Canárias-Tubiacanga é outra medida cujo impacto positivo tem dado mais segurança aos motoristas que utilizam a via como alternativa para entrar e sair da Ilha.
 Pena que a Guarda Municipal não tenha mais o espírito participativo de tempos atrás para ajudar a combater o transporte ilegal realizado por vans e kombis, cuja concessão é municipal. Se agisse, certamente ajudaria a PM a reduzir ainda mais as estatísticas procadas por problemas de desrespeito no trânsito causados, principalmente, por mais de 500 veículos do transporte alternativo que circulam ilegalmente na região.
  A outra constatação positiva, e que tem atraído gente de outros bairros da cidade, talvez em parte fruto também da diminuição da violência na Ilha, é o crescente número de novos restaurantes, sobretudo casas com apresentações artísticas ao vivo. Durante todos os dias da semana a Ilha oferece muitas opções, sobretudo na Praia da Bica, pizzarias, petisqueiras e quiosques com cardápios atrativos e de excelente qualidade.
 No recém inaugurado Restaurante Brazuca, Arlindo Cruz estreou esta semana, temporada de apresentações que o cantor, diante do sucesso, pretende estender por todas as terças até depois do carnaval. O exemplo de Arlindo revela que as constatações de desenvolvimento são verdadeiras e muito animadoras.
 

joserichard.ilha@gmail.com
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Heterofobia: uma preocupação tão importante quanto a homofobia


  O cantor Ricky Martin (39), pôs fim às especulações. Assumiu publicamente que é gay. Disse que não aguentava mais fingir. Recomendou aos filhos que falem aos amigos na escola: “Meu pai é gay e ele é muito legal. Seu pai não é gay. Triste o seu caso”.
 O trecho acima foi pinçado das páginas amarelas da revista Veja desta semana. Mostra de forma surpreendente um novo conceito. Os sessenta milhões de discos vendidos no mundo não bastaram para Ricky Martin, que só se realizou de forma plena ao revelar publicamente que é gay. Na mesma matéria, ele diz que quer seus filhos orgulhosos em fazer parte de uma família moderna. E destaca: “Reconheço quando uma mulher é linda. Mas, no fim do dia, a minha vontade é estar com um homem”.
 Estou perplexo! Atualmente, alguém assumir que é gay não tem nada de mais. Entre os meus amigos devem existir alguns ou, quem sabe, muitos. Não importa. Não tenho interesse em saber a sexualidade de ninguém.
 Constato, já sem surpreender-me, que milhões de pessoas participam das paradas gays no mundo todo, e que é uma turma alegre. Todavia, vai ser difícil prever o que pode acontecer se outros gays decidirem imitar a recomendação que Ricky fez aos filhos. “Hoje sinto que os outros é que são diferentes, não eu”, disse Martin na entrevista à Veja, revelando que tornou-ser preconceituoso com quem não é gay como ele.
  Espero que nunca cheguem ao Brasil essas atitudes que tentam impor as crianças e jovens regras que conduzem à heterofobia. Que cada um trate de resolver-se como ser humano e não aproveitar a fama que Deus lhe permitiu ter, para contaminar uma geração de milhões de fãs e utilizando os próprios filhos para justificar seu preconceito.
  A entrevista da Veja com o ídolo Ricky Martin é séria e revela um fato novo que precisa ser levado em consideração, sobretudo nas escolas – local onde os jovens conversam mais entre si. O perigo é a TV Globo – especialista em antecipar comportamentos questionáveis do ponto de vista moral – incluir numa próxima novela enredo onde crianças conversam abertamente na escola sobre a vergonha do pai ser hétero.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ilha Notícias participa nas doações

Bombeiros do 19ºGBM carregam uma pickup com doações de insulanos


  É emocionante a participação dos voluntários na Região Serrana afetada pela tragédia das chuvas da semana passada. Mesmo gente que também foi vítima tem ajudado espontaneamente para diminuir o sofrimento das famílias que perderam tudo. A imprensa de um modo geral tem mostrado a devastação das encostas que soterrou moradias e a consequência da força das águas que arrastou centenas de casas, destruindo famílias e prédios. Mas ao lado disso também está sendo revelada a solidariedade do povo vizinho a catástrofe que tem ajudado nos trabalhos de salvamento de dezenas de pessoas e a busca dos corpos ainda desaparecidos. Um pouco distante da tragédia, os insulanos têm demonstrado grande mobilização com doações de roupas, agasalhos, alimentos e produtos de higiene. Diversas instituições da região e órgãos públicos – polícia militar e bombeiros principalmente – estabeleceram postos para receber essas doações que logo são encaminhadas para a Cruz Vermelha, instituição que está encarregada de fazer a triagem e toda logística para entregar às vítimas.
  Segundo os especialistas, que avaliam a tragédia como o maior desastre do século acontecido no Brasil, a mobilização de ajuda não pode parar tão cedo. As necessidades dos desabrigados com alimentação, água e produtos de higiene pode perdurar por vários meses. Em razão disso e de modo a tornar mais acessível à entrega das doações dos moradores da Portuguesa, o jornal Ilha Notícias vai instalar, a partir da próxima segunda feira, um posto na calçada da Estrada do Galeão, em frente ao Casa Show. É uma parceria entre o jornal, a Associação Atlética Portuguesa e a escola de samba União da Ilha. Os três vão disponibilizar voluntários para trabalhar no local das 10h às 17h, diariamente. No final de cada dia uma viatura do 19º Grupamento dos Bombeiros, comandado pelo Coronel Amaury Méier, recolherá as doações para enviar às vítimas na região da serra.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Solidariedade à disposição - Tragédia na região Serrana

  A tragédia que nesta semana atingiu as cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e arredores é o pior desastre natural que já vi em nosso estado. Repentinamente milhares de pessoas ficaram sem casa e os prejuízos afetaram toda população. A morte de cerca de 300 pessoas é a dor maior.
A força da natureza que destruiu casas e prédios tanto em áreas de risco como outras fora delas foi incontrolável e repentina. Tudo é resultado principalmente das transformações climáticas, fruto da agressão humana ao planeta. Culpar as famílias que construíram em lugares hoje devastados e os governos pela falta de fiscalização é imaginar que todos sabiam que a tragédia um dia poderia acontecer. É supor que seus moradores seriam suicidas em potencial. Na verdade, o que sabemos é que os desmatamentos e queimadas, realizadas em qualquer parte do planeta, pode afetar qualquer parte da terra. Furacões, terremotos, tsunamis, chuvas torrenciais e as outras manifestações da natureza anormais, cada vez mais constantes, são, principalmente, anomalias, resultado da poluição despejada pelas fábricas no ar e rios - iniciadas a partir da era industrial; também – em minha opinião principalmente - é culpa dos milhares de testes de bombas nucleares feitas no subsolo por potências como os Estados Unidos há cerca de duas décadas. O planeta agora dá sinais ameaçadores.
  Temos que reagir de modo mais contundente contra quem continua a agredir o planeta. O homem é capaz de transformar o mundo sem precisar destruí-lo. Basta seguir modelos, como por exemplo, a fantástica obra de Itaipu em Foz do Iguaçu que além de produzir mais de 25% da energia que o país precisa, transformou a região num santuário ecológico.
Enquanto isso não acontece, sugiro arregaçarmos as mangas para ajudar as famílias desamparadas. Vamos colocar nossa solidariedade à disposição para reconstruir projetos de vida perdidos nas águas e soterrados pelos desabamentos de encostas e prédios.

  

joserichard.ilha@gmail.com