sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Transporte alternativo é alvo de denúncias




 O sistema de transportes da Ilha precisa melhorar urgente. É disparado o assunto mais discutido pelos internautas que enviam mensagens ao Ilha Notícias, através dos nossos endereços eletrônicos como e-mail e o site, além das redes sociais como facebook e twitter. Embora a população das comunidades ainda tenha problemas com atendimento na área da saúde e poucas escolas públicas de segundo grau, as reclamações contra o serviço de transporte de passageiros é campeã. A falta de linhas com trajetos para a zona sul e Barra da Tijuca deixou de ser o principal foco dos desejos dos leitores e foi substituída pela expectativa da construção da Transcarioca que vai ligar a Ilha direto com bairros como a Penha, Madureira e Barra. Mas os problemas de deslocamentos internos por meio de vans e kombis, seja de bairro para bairro ou na distribuição dos trabalhadores que chegam no final do dia, é disparado o assunto preferido das denúncias.

 Antes, o transporte alternativo era feito de modo eficiente apenas pelos chamados cabritinhos, cujo trajeto era realizado de modo organizado por kombis para atender apenas as populações das partes mais altas da região. Hoje com trajetos desorganizados o sistema virou uma zona completa e são operados também por kombis e vans ilegais. Eles disputam os mesmos trajetos dos ônibus e concorrem também com os táxis, flexibilizando os trajetos conforme o desejo dos passageiros. Obrigados pela fiscalização a manter as regras de segurança, os táxis e ônibus perdem passageiros para o transporte alternativo. Esse transporte não obedece as regras mínimas de segurança para os seus passageiros e estaciona nos pontos de ônibus, enquanto seus cobradores caçam passageiros atrapalhando o trânsito. É um desrespeito a todos e uma agressão às leis. Entre tantas reclamações dos leitores é percebido o mau humor e agressividade dos motoristas desses veículos, gesto que assusta a população. Sem a presença da PM e da Guarda Municipal, a população se sente desprotegida e desconfia que a omissão das autoridades ajuda a transformar o sistema de transporte da Ilha num caos.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aeroporto Internacional Tom Jobim em condições precárias



 Nesta semana li num grande jornal, um colunista sublinhando no texto a exclusão do nome do nosso maior poeta, Tom Jobim, ao se referir ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro no Galeão. A exclusão seria por absoluta consciência de que o aeroporto, no estado lastimável que está, desmerece o nome de Tom Jobim. Concordo e acrescento que é uma vergonha para todos nós brasileiros a situação precária das instalações do prédio onde funciona o aeroporto. Acompanho há 34 anos essa histórica decadência, onde se multiplicaram grupos de aproveitadores na direção da empresa que administra o aeroporto, os quais eram cúmplices de projetos cujo único objetivo era tirar proveito para seus bolsos. Raras foram as exceções, convenientemente substituídas rapidamente, provavelmente por não concordarem com os absurdos esquemas de favorecimentos ilícitos.

 Quando foi inaugurado em 20 de janeiro de 1977, pelo presidente Ernesto Geisel, a expectativa era transportar seis milhões de passageiros ao ano e manter em andamento obras de crescimento. O projeto previa a construção de mais três terminais formando um trevo de quatro folhas, em cujo centro está a torre de controle. Os equipamentos de última geração davam conta de pousos seguros e alguns chegaram a chamar de Aeroporto Supersônico do Galeão. Entretanto, após pouco mais de três décadas, o aeroporto está feio e pouca coisa funciona. É triste constatar que a maioria dos gestores, designados a manter a grandeza e a acelerar os projetos de crescimento do Galeão, foram medíocres e nunca estiveram à altura dos desafios administrativos do maior portão de entrada de turistas internacionais do Brasil. A seriedade das atribuições da alfândega, da polícia federal e de outros órgãos com responsabilidades no controle e fiscalização do movimento de passageiros, bagagens e cargas do aeroporto sempre esbarrou na ineficiência da infraestrutura do aeroporto. Escadas rolantes, banheiros, esteiras, estacionamento abandonados e licitações com indícios de fraudes sucumbiram com o ainda jovem aeroporto. Por falta de capacidade, eles conseguiram envelhecer o Galeão. Como contraponto, cito a antiga e hoje bela rodoviária Novo Rio. É um exemplo de eficiência aos passageiros e a todos que trabalham por lá. O próprio governador Sérgio Cabral, amargurado, dá como exemplo a gestão da rodoviária contra o caos do aeroporto, e, com razão, luta para privatizar o Tom Jobim. Que seja logo essa reconstrução. Antes que desmorone nas mãos dos aproveitadores de plantão. Tom Jobim merece!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Instituições passivas





 É impossível melhorar a cultura e esperar a confiança do povo, se as instituições de segurança não tomam atitude diante de algumas ilegalidades que afrontam a população ordeira. Falo dos delitos que são cometidos à luz do dia, na frente das autoridades policiais, que algumas vezes reagem de modo contemplativo. Um exemplo é a grande circulação de motos sem placas, pilotadas por gente sem capacete e que passa na frente de policiais militares sem serem abordadas. A liberalidade do trânsito dessas motos, por toda a Ilha, provoca a desconfiança de que a ação policial é, em muitas ocasiões, meramente representativa. Nessa visão, a estratégia, por exemplo, da presença permanente de uma viatura e policiais junto ao chafariz em frente ao Mc Donald´s seria meramente figurativa. E a presença figurativa não transmite sensação de segurança à população, que pelo contrário, credita ineficiência à ação da PM.

 Luto para que os mocinhos e a lei sejam sempre respeitados e vencedores. Por isso fico indignado com a passividade da autoridade que não age diante de irregularidades que acontecem à sua frente. Imagino que cada policial tenha foco em missões específicas, conforme as ações da bandidagem. É um trabalho difícil e perigoso. Todavia, espera-se que não fiquem impassíveis diante de outras transgressões ou fatos que acabam desrespeitando a instituição policial. Imagino que a presença fixa da polícia em alguns pontos da Ilha faça parte de um plano estratégico, que entre outras prioridades, existe para inibir assaltos e dar maior segurança à população. Por essa razão, acredito que, onde estiver um policial a lei precisa ser rigorosamente cumprida a qualquer preço. Onde estiver circulando uma patrulha e cruzar com irregularidades é preciso uma ação de ordem. Só começando a agir assim, a polícia vai conseguir desmontar a suspeita de acomodação e pior, estimulando a impunidade.

 Todas as fichas da população estão sendo colocadas ao lado do novo comando da PM, cujo apoio ele pode contar nas suas investidas contra o crime. O momento é importante para reafirmar o voto de absoluta confiança no trabalho da PM.


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo comando da PM na Ilha




 É ótima a decisão da Secretaria de Segurança de manter por pelo menos um ano os novos comandantes de batalhões da Polícia Militar. Ao garantir que o tempo no comando pode ser prorrogado, caso o comandante tenha bom desempenho, o governo quer estimular e reconhecer os bons comandantes. A medida também vai mostrar transparência na avaliação dos batalhões.

 Imagino que a partir de agora, fica claro para a população que quando um comandante for substituído antes de um ano é porque perdeu a confiança dos seus superiores, seja por irregularidades ou incompetência. Atualmente, ninguém sabe o que se passa nos bastidores dos quartéis, e pior, os bons policiais no lugar de serem homenageados, são confundidos com alguns bandidos fardados como no caso daqueles que assassinaram a juíza Patrícia Acioli, no mês passado em São Gonçalo.

 Torço que o Ten. Coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça que assumiu nesta semana o comando da Polícia Militar na Ilha fique muitos anos na região, e só seja substituído por mérito.

 Sei que o trabalho de Ezequiel é difícil e perigoso. Cuidar da segurança de quase 300 mil habitantes é uma responsabilidade cujo êxito todos nós depositamos as esperanças. Problemas rotineiros como motociclistas sem capacete, motos sem placas e transporte alternativo ilegal, além do recente retorno dos sequestros relâmpago são desafios imediatos. Mas a atual postura de tolerância da PM diante dessas irregularidades é incompreensível.

 O que também se espera do novo comando é que seja duro com o desrespeito à lei, sobretudo com o que acontece sob às vistas da polícia. A tolerância com os pequenos delitos pode ser o estimulante dos futuros crimes. Para ficar indignado como a maioria da população, basta que o novo comandante dê uma volta pela Ilha. Ele vai perceber, pontualmente, quais as prioridades de segurança para fazer da Ilha o bairro modelo de segurança. Boa sorte!


joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Operação Lei Seca nota dez




 Dou nota dez para a Operação Lei Seca. Essa iniciativa do Governo do Estado merece aplausos e o reconhecimento público. A medida teria poupado cerca de sete mil vidas desde que foi implantada em 2009 e precisa do reconhecimento da população para que continue. Além de punir o motorista alcoolizado, a ação protege a vida do próprio infrator de se tornar um criminoso, considerando as chances de ser protagonista de um grave acidente. A Operação Lei Seca protege também a vida dos acompanhantes do alcoolizado, como de todos os pedestres e motoristas no eventual trajeto do bebum. A fiscalização é essencial e o sucesso é por conta da ação permanente e séria dos agentes do Detran que não perdoam nem autoridades, artistas e jogadores de futebol. Todos iguais perante a lei.

 Por outro lado, é decepcionante constatar que o problema das ilegalidades cometidas por grande parte dos motoristas do transporte alternativo contaminou toda cidade. Nesta semana, assisti na Linha Amarela, no trecho entre a Ilha do Fundão e a Avenida Brasil, uma cena que lamentavelmente se repete muitas vezes no dia a dia: um passageiro fez sinal e uma kombi – branca, daquelas ilegais – já lotada parou para o acesso desse passageiro. Com isso o cobrador se deslocou para o compartimento de bagagens em cima do motor e ficou ali sentado durante a continuação da viagem e, pior, com o compartimento aberto – talvez pelo calor. Esse absurdo é tão grave quanto dirigir embriagado. Entretanto, as medidas dos órgãos responsáveis para fiscalizar e punir ainda não funcionam. A cidade que nesta década vai sediar a Copa e as Olimpíadas não pode permitir que tais irregularidades, assim como se o Rio de Janeiro fosse uma cidade onde vale tudo.

 As medidas sérias da Operação Lei Seca contrastam com o descaso das autoridades e com as ilegalidades que colocam os passageiros das kombis e vans em eminente perigo. O que está por trás dessa omissão? Interesse político ou é um incompreensível desprezo com a parte da população que costuma agir dentro da lei.


joserichard.ilha@gmail.com