sexta-feira, 5 de abril de 2013

Redução do IPI beneficia os fortes


  Parece até que ninguém percebeu, mas o governo federal resolveu prorrogar a redução do IPI para os carros novos, fato que deveria ser inaceitável sob o ponto de vista de prioridades nacionais. Não é coerente que as autoridades continuem a manter descontos nos impostos para a indústria automobilística para estimular o consumo e incentivar a produção, enquanto produtos de maior necessidade para a população não tenham o mesmo tratamento. É o caso dos remédios que no primeiro dia de abril tiveram um aumento de 6%. É irracional manter a redução do IPI para proporcionar mais lucros a um setor da indústria que tem sido bastante beneficiado nos últimos anos, tanto é que, recordes de vendas são festejados a cada novo semestre. Sempre entendi que incentivos são concedidos, temporariamente, a quem está em dificuldades, para que reaja e passe a retribuir com esforços para a própria recuperação e a geração de novos empregos. A indústria automobilística não demonstrou nenhum sacrifício e até, descaradamente, tem sistematicamente aumentado o preço dos veículos. Nos últimos quatro meses o preço dos carros já aumentaram em cerca de 3,5%, mesmo sem o IPI. Benefícios e lucros para um lado: as empresas.
 
  Cidades como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro não têm mais espaço em suas vias e os congestionamentos são contados em quilômetros, estressando motoristas e obrigando os trabalhadores a perder cerca de quatro horas diariamente dentro dos ônibus. Está claro que além dos medicamentos, os incentivos fiscais deveriam ser dirigidos para investimentos no transporte de massa: metrô, trens e barcas. O Brasil ainda é um país injusto que beneficia com milhões os fortes e dá esmolas (bolsas) para os pobres. Bancos e a indústria automobilística enchem os cofres e conseguem vantagens sem justificativa. Do outro lado, pouco se investe para diminuir o analfabetismo e tirar de fato as milhões de famílias que ainda vivem na completa miséria. No momento quem precisa de ajuda urgente, são os nossos irmãos nordestinos que estão sobrevivendo em condições sub-humanas diante da pior seca das últimas décadas. Não entendo os critérios dessas decisões absurdas.

joserichard.ilha@gmail.com

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sistema de saúde da Ilha ainda é desconhecido pela população


 O jornal Ilha Notícias publicou na semana passada, uma matéria que serve de guia para todos nós que moramos na Ilha. Trata-se de  um conteúdo explicando os locais onde pode ser feito o atendimento à população e as especialidades disponíveis na área da saúde pública.
  
 A redação pesquisou em Postos de Saúde, Clínicas da Família e Hospitais, localizados na Ilha, as especialidades que cada unidade está capacitada para cuidar dos doentes, e publicou um conteúdo que esclarece, com detalhes, a orientação para os leitores, em casos de necessidade médica.
 
 Para os repórteres ficou claro que grande parte da população ainda desconhece a rotina e as especialidades que estão disponíveis. Outra constatação é de que a Ilha, embora com cerca de 300 mil habitantes, tem um complexo público instalado com suporte adequado para cuidar da saúde dos insulanos, estrutura que a maioria das regiões da cidade não possui. O problema surge, nas horas mais chatas, quando acontece um imprevisto, e por desconhecimento, os pacientes são levados pela família ou amigos, de modo equivocado, para unidades que não possuem equipamentos e médicos preparados para o socorro específico. Às vezes, isso custa uma peregrinação de unidade em unidade, cujas consequências levam à demora no atendimento e piora do estado de saúde do doente. Por essa razão, entendemos que é muito importante divulgar as informações corretas. Um detalhe que ainda é falho no sistema, é o despreparo dos setores de recepção na maioria dessas unidades, fato que prejudica todo o sistema. Atendem mal e não sabem orientar as pessoas que precisam ser atendidas.
 O objetivo da matéria - que deverá ser ampliada e republicada - é fornecer ao morador da Ilha do Governador informações corretas que ajudem no socorro de pessoas e evitem sofrimentos para que vidas sejam salvas.

Saúde Pública: onde ser atendido na Ilha



Hospitais

Hospital Evandro Freire (Portuguesa)

 Emergência 24h, que atende a casos de grande complexidade. O hospital não oferece serviço ambulatorial. Casos urgentes de menor gravidade são avaliados pela Coordenação de Emergência Regional, anexa ao hospital, que funciona como um centro de regulação de atendimento. O CER conta com equipe médica para atendimentos de pediatria e clínico geral. O Hospital Evandro Freire oferece também atendimentos para dependentes de drogas e serviço na área de saúde mental, cirurgia ortopédica e geral com 30 leitos de UTI. Estrada do Galeão, nº 2.920, Portuguesa. Telefone: 3393-7085.
 
 
 
Hospital Nossa Sra. do Loreto (Galeão)

 
 Hospital infantil especializado no tratamento de fissura labiopalatal. Oferece serviço de apoio à criança e aos adolescentes vítimas de maus tratos e ainda vacinação. Os atendimentos são ambulatoriais e realizados de segunda a sexta-feira, de 7h às 17h. Estrada do Caricó, 26. Telefone: 3393-2029.
 
 
 
 
 Hospital Paulino Werneck (Cacuia)

Atendimento ambulatorial especializado, odontologia e maternidade 24 horas. Estrada do Cacuia, nº. 745, Cacuia. Telefone: 3111-7769.
 
 
 
 
 
 UPA 24 Horas - Unidade de Pronto 
Atendimento - Cocotá
 
Urgência e emergência em clínica médica e odontologia. Rua Poeta Manoel Bandeira, s/nº, Cocotá. Telefone: 2334-6347.
 
 
 
 
Clínicas da Família

Atendimento ambulatorial, exames laboratoriais, vacinação, planejamento familiar, teste do pezinho, curativos, acompanhamento do pré-natal, doenças crônicas e distribuição de medicamentos. Funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h, às 12h. Cada clínica atende apenas moradores das áreas próximas.
 
 Clínica da Família Assis Valente 
Endereço: Estrada das Canárias com Avenida Brás Crispin (Praça). Telefone: 8498-3173.
 
 Clínica da Família 
Maria Sebastiana de Oliveira 
 
Endereço: Avenida do Magistério, s/n, Moneró (ao lado do Corredor Esportivo). Telefone: 2462-4720
 
 
 
 
Postos de Saúde

Atendimentos ambulatoriais com consultas marcadas. Os PAM’s não dispõem de atividades de emergência e internação.
 
 PAM Newton Alves Cardozo (Cacuia)

Serviços de clínica médica, cardiologia, cirurgia dermatológica, endocrinologia, terapia ocupacional, reumatologia, angiologia, psiquiatria, psicologia, otorrinolaringologia, dermatologia, oftalmologia, gastroenterologia, nutrição, fitoterapia, fisioterapia, ortopedia, odontologia, enfermagem, podologia e vacinação. A unidade é referência no tratamento de Hipertensão Arterial Severa, Diabetes Mellitus e Insulino dependente e Pólo do programa Pé Diabético. Rua Combú, 191. Telefone: 3363-5145.
 
 
 PAM Necker Pinto (Zumbi)

Clínica médica, dermatologia, odontologia, pediatria, ginecologia/obstetrícia, pneumologia, nutrição, enfermagem, serviço social, hipertensão arterial, diabetes, psicologia, farmácia, pré-natal e vacinação. Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira das 8h às 17h. Sábado das 8h às 12h. Estrada Rio Jequiá, nº 428. Telefone: 3367-5199.
 
 
 
 
 CMS Madre Teresa de Calcutá 
(Bancários)
 
Clínica médica, pediatria, ginecologia/obstetrícia, homeopatia, enfermagem, clínica médica, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. É referência nos testes da orelhinha e do olhinho e é uma Unidade Básica Amiga da Amamentação. Avenida Ilha das Enxadas 100. Telefone: 3396-9595.
 
 
Emergência - Remoções

Solicite uma ambulância do SAMU pelo telefone 192.

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Muitas tragédias acontecem por falta de fiscalização


  As 89 famílias sobreviventes da tragédia do Morro do Bumba, que aconteceu há cerca de três anos, estão desesperadas. Por absoluta falta de fiscalização dois prédios de um conjunto habitacional com 11 unidades, em fase final de construção, deverão ser demolidos urgente para não desmoronarem.  A TV Globo denunciou o fato essa semana, exibindo as estruturas condenadas por falta de segurança. Os outros 9 prédios ainda serão vistoriados para garantir a continuação ou não das obras.
 
 Cada prédio, cuja construção está sendo realizada no bairro Fonseca, em Niterói, foi orçado em R$ 2 milhões. O prejuízo, tudo indica, será da construtora que fez um péssimo trabalho. As famílias que esperavam ocupar os apartamentos em julho deste ano foram informadas que agora não há previsão para entrega das residências.
 
 Cito esse fato lembrando também o que acontece em Petrópolis onde a fiscalização dos governos não agiu. Obras não foram iniciadas e famílias continuam a morar em áreas de risco. Em todos os convênios e contratos com órgãos públicos existe uma cláusula que obriga o órgão que contratou a fiscalizar as obras. Não tiro a responsabilidade do empreiteiro ou dos que são contratados para executar qualquer serviço. Mas é certo que se não houver rigorosa fiscalização e acompanhamento dos serviços, as tragédias, infelizmente vão continuar.
 
 São 268 pessoas, sendo 144 crianças, que estão vivendo em condições precárias em uma unidade do exército – 3º Batalhão de Infantaria, em São Gonçalo – com as suas vidas praticamente paralisadas, recebendo apenas um auxílio de cerca R$ 400 do Governo do Estado. O nosso imposto paga uma fiscalização que não está acostumada a agir em quase nenhuma área dos serviços públicos. Muitas vezes essa inércia mata muita gente. 


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sexta-feira, 15 de março de 2013

Guerra dos royalties


  A lei aprovada pelo Congresso Nacional que modifica a distribuição dos royalties do petróleo, diminuindo drasticamente os recursos do estado do Rio de Janeiro é injusta e inconsequente. Os congressistas dos outros estados, com exceção do Espírito Santo e São Paulo, quebraram um pacto federativo de modo esmagador impondo um clima de desastre financeiro nas contas do Rio de Janeiro. Caso as ações do governo do Rio e seus representantes não consiga reverter de modo urgente o quadro atual, - através de recursos jurídicos que provem a inconstitucionalidade no STF - a população carioca e fluminense vai sofrer sérias consequências, principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança. Sem as receitas dos royalties, o orçamento do estado se torna impraticável para garantir o funcionamento dos serviços públicos indispensáveis à população. As consequências podem ir mais longe afetando milhares de empregos por causa da desaceleração dos investimentos nas empresas da área de petróleo. A população talvez ainda não tenha consciência dos problemas que serão gerados, mas é assustador para a nossa economia. 
 
 Mesmo sem ser coisa séria, tem gente que já pensa em um hipotético movimento de autonomia do Rio de Janeiro, fato que, em tese, poderia transformar o estado numa região de enorme desenvolvimento e rica. É uma ideia separatista, mas que surge diante do absurdo que os deputados e senadores dos outros estados colocaram à população do Rio de Janeiro.
 
 Creio que no STF a lei será considerada inconstitucional e, acredito ainda, que o assunto poderá ser resolvido antes de maneira política, ajustando a participação dos estados não produtores nos royalties em todos os futuros contratos de exploração de petróleo. As ações do governador Sérgio Cabral, em defesa dos interesses do Rio de Janeiro, estão sendo acertadas, fato que nos anima para aguardar boas notícias.

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Light é a culpada!



  Esse descaso da Light com a Ilha me intriga. Trato os assuntos da Ilha do Governador com o interesse e a seriedade que uma comunidade com mais de 300 mil pessoas merece. Afinal moro e trabalho nessa região há mais de três décadas e aqui tenho meus sucessos e lutas. Quando a criminalidade aperta, por exemplo, cobro maior ação da polícia através do Ilha Notícias da Associação Comercial. E assim por diante. Faço meu papel de cidadão e participo da sociedade com responsabilidade.  

 Nunca, desde que fundei o Ilha Notícias, convivi com tantos apagões. Os prejuízos para a coletividade são inaceitáveis e acontecem a toda hora há mais de três meses. Talvez porque essa semana a Light tenha se superado a coisa chegou num limite insuportável. No Jardim Guanabara, as ruas e residências ficaram cerca de 9 horas sem luz e os picos de energia estragaram eletrodomésticos. Os comerciantes dizem que os prejuízos são incalculáveis, não apenas porque perderam uma noite de faturamento, mas, sobretudo, porque tiveram que jogar no lixo os mantimentos e produtos que dependem de refrigeração permanente. Por isso me intrigam os planos e a ação da Light na Ilha.

  Não compreendo a demora no atendimento e no conserto da rede elétrica. É absurda a falta de explicações, principalmente, quando falta energia sem nenhuma anomalia no tempo. Acho que é coincidência, mas essas coisas começaram a acontecer depois que o governo anunciou uma redução significativa na conta de luz. Será que a empresa quer se vingar justamente na Ilha? Não acredito. Mas a Light precisa melhorar muito e executar um plano urgente para normalizar o fornecimento de energia de modo seguro. Só assim vai ter novamente a confiança da população da Ilha.

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