sexta-feira, 17 de maio de 2013

Aeroporto do Rio de Janeiro é um caos para automóveis




  É vergonhoso o tratamento que a Infraero dá aos passageiros que desembarcam no Terminal 1, aquele que é o mais antigo do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Antônio Carlos Jobim - Aliás, é absurdo esse nome imenso, bastaria Aeroporto Tom Jobim.  
 
  Nesse Terminal 1, acontece, há alguns meses, um fato muito estranho. O acesso de veículos à pista do 1º andar, onde desembarcam os passageiros, foi dividido, de modo feio e grosseiro, com gelo baiano e só os táxis e ônibus podem trafegar pela direita, lado onde  os passageiros desembarcam com as suas bagagens. Os carros de passeio são obrigados a seguir pela esquerda da pista – separados pelo gelo baiano – e, são proibidos de parar para apanhar passageiros – seja ele um familiar, parente ou amigo. O risco de atropelamento é grande pelos táxis e ônibus, que trafegam à vontade na pista livre ao lado.
 
  É um absurdo! Não há explicação que justifique proibir pessoas em seus veículos, de buscar familiares e amigos que chegam ao Rio. Quem se atreve a parar, e enfrentar o esquema põe em risco a vida do passageiro e sofre agressivas ameaças de multa. A Infraero precisa tomar enérgicas providências para acabar com essa péssima medida, cujos transtornos são insuportáveis e não têm nenhum sentido. Facilitar e dar segurança aos que chegam à nossa cidade pelo Tom Jobim é uma obrigação dos responsáveis pela gestão do aeroporto. Enquanto durar esse procedimento intolerável, fica a dúvida se a medida é fruto do interesse em beneficiar algum esquema oculto ou simplesmente irritar os motoristas e causar danos à imagem da cidade. A nova administração da Infraero precisa agir com bom senso também nesse problema e transformar nosso aeroporto num equipamento modelo em todos os sentidos.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A força da Ilha do Governador



  É preciso que os moradores da Ilha do Governador e, principalmente, as autoridades públicas tenham a consciência de que a Ilha conta com cerca de 300 mil habitantes, o que é um número extraordinário para uma região cujo território é pequeno para tanta gente.
A nós moradores, cabe o direito de cobrar das autoridades o funcionamento dos prédios e serviços públicos de modo digno e à altura dos impostos que são arrecadados na região. A Ilha é um território estratégico militarmente e tem importantes atividades instaladas, como as fábricas de derivados de petróleo, um dos maiores estaleiros do país e o aeroporto do Galeão, onde, além dos 10 milhões de passageiros que passam ali todos os anos, tem um setor de cargas que gera recursos fantásticos e contribui para o desenvolvimento da cidade.  Insisto que a Ilha merece mais atenção, afinal são milhares de cidadãos que vivem aqui e geram receitas muito mais significativas do que a maioria das cidades do nosso estado. Além disso, existem muitas indústrias, lojas, atividades exercidas por profissionais autônomos e de serviços que precisam de melhores condições para operar.
  Essa enorme quantidade de gente, que mora e trabalha na Ilha, precisa ter voz mais ativa e respeitada nas suas reivindicações sobre os problemas da região. A demora na solução de problemas cria a sensação de abandono. Um exemplo disso é a total omissão quanto ao descontrole do transporte alternativo feito por kombis e vans, que deixa a população refém de um sistema inseguro, cuja desorganização prejudica até os próprios trabalhadores que exercem as funções de motoristas e cobradores na absoluta clandestinidade. Outro exemplo, é a falta de luz, que agora virou rotina na Ilha, e causa grandes prejuízos aos cidadãos e empresas. E ninguém, absolutamente ninguém, nos defende.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ciclistas em perigo na Ilha



 Temo pela segurança dos ciclistas que se aventuram pelas chamadas “ciclovias” pintadas recentemente em diversas ruas da Ilha. Algumas em cima de calçadas e outras nas laterais de ruas movimentas, e de mão dupla.

 Em Porto Alegre, há alguns anos, perdi um dos meus melhores amigos, atropelado por um carro quando praticava ciclismo junto com um grupo de atletas experientes. Acho excelente a ideia de criar áreas reservadas para ciclistas, mas é preciso, em primeiro lugar, pensar na vida dos praticantes desse saudável lazer. Na Zona Sul existem dois lugares onde os ciclistas pedalam com bastante tranquilidade e cujos trajetos são seguros, como é o caso do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e o calçadão da orla que vai do Leme ao Leblon. Lá a encrenca é entre ciclistas e pedestres e os eventuais acidentes ficam restritos a pequenos ferimentos e arranhões. Todavia, na Ilha do Governador, em alguns trechos, a solução está longe de oferecer um mínimo de segurança aos nossos ciclistas. Segundo alguns deles, que escreveram ao Ilha Notícias, até a tinta vermelha usada para sinalizar a preferência para os ciclistas, é escorregadia nos dias de chuva, fato que multiplica os riscos, que somada aos buracos e ralos que existem junto ao meio fio, tornam as ciclovias da Ilha mais perigosas. Trafegar pelos cantos das ruas movimentadas, de mão dupla, espremido entre caminhões e ônibus não deve ser uma aventura muito tranquila até para o mais experiente dos ciclistas. 

  Confesso que estou muito preocupado com todos os ciclistas, sobretudo as crianças e os idosos. É muita coragem das autoridades buscar espaços onde não há, como é o caso da Praia da Bica. É muita coragem e não faz sentido determinar espaços preferencias para ciclistas em ruas onde muitos motoristas de vans, ônibus, caminhões e carros de passeio dirigem agressivamente e não respeitam as leis de trânsito. Tenho medo dessa coragem.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O trânsito complicado de caminhões com produtos químicos e derivados de petróleo incomoda moradores


 Na edição 1620, que circulou no dia 19 de abril, o Ilha Notícias publicou uma matéria que denuncia os graves problemas de trânsito na Rua Pires da Mota. Ali a rotina é tensa para moradores e comerciantes. Eles são obrigados a conviver com o barulhento vai e vem de centenas de caminhões que diariamente transportam derivados de petróleo para a Shell. Essa fábrica da Shell é a maior da América Latina e fica localizada logo após a Casa do Índio e tem um movimento fantástico de cargas. 
 
  A aparente vida pacata sob a paisagem bucólica nas imediações do Manguezal do Jequiá contrasta com o ruído potente e a confusão dos caminhões gigantes, cujas cargas são perigosas e provocam certo receio na comunidade. A Rua Pires da Mota é mão dupla e estreita. Tem buracos — como todas as ruas — e uma curva de quase 90 graus, que impede a passagem de mais de um caminhão de cada vez e causa um transtorno enorme no trânsito. O caos é quando caminhões em sentido contrário se encontram. A rua congestiona até que seja encontrado um jeitinho. Muitas vezes usando a calçada.
 
  Mas a solução é fácil: basta transformar a via em mão única, em qualquer sentido, como já disse a reportagem do jornal. Tenho certeza que não é preciso esperar estudos demorados para isso. Basta fazer.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Proibidas na Zona Sul, dezenas de vans vêm para a Ilha


  Com a medida acertada do prefeito de proibir a circulação de vans nas ruas de Copacabana, Ipanema, Leblon e Botafogo, o trânsito melhorou bastante na Zona Sul. De imediato, também sumiram as notícias de assaltos, sequestros e estupros realizados por bandidos que utilizaram vans para seus crimes. Esses fora da lei aproveitavam a confiança que o serviço autorizado pelo poder público transfere à população. A facilidade, irregular, de apanhar passageiros em qualquer lugar e alterar os trajetos conforme o destino dos passageiros é que atrai algumas pessoas e gera uma aparente vantagem. Isso, algumas vezes, acabou em tragédias. Imagino que muitos outros crimes semelhantes aconteceram e não houve registro policial por causa da vergonha das vítimas.
 
  Na Ilha, os problemas gerados pelas vans e kombis felizmente são outros, mas também sérios. Nossas vans causam polêmica pela grande confusão que provocam no trânsito, principalmente junto aos pontos de ônibus.  A maioria não respeita as leis causando constrangimento e medo nos motoristas de automóveis e ônibus. Agora, tudo tende a piorar. Dezenas de vans que perderam espaço na Zona Sul estarão se deslocando para a Ilha, e é provável que o transtorno piore. Motoristas e cobradores, da Ilha, já estão de cabelo em pé.
 
  É urgente que a prefeitura regule a quantidade de vans nas ruas de modo a atender plenamente a população fora dos trajetos dos ônibus. A disciplina ao volante e a segurança dos passageiros são temas que preocupam os usuários. Isso precisa mudar para que o setor ganhe o apoio de toda população.

joserichard.ilha@gmail.com