segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Ilha do Governador distante das oportunidades




           O desenvolvimento da Ilha do Governador depende muito do aproveitamento das oportunidades geradas pela Copa e Olimpíadas. Até agora o BRT ligando o aeroporto — com uma estação na Estrada do Galeão — ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca é o único benefício para a população insulana.
            O novo posto de vistoria do Detran, localizado no acesso à Tubiacanga é excelente para todos os motoristas da cidade, mas para a Ilha só é importante pela ocupação de uma área que estava sendo invadida ao lado do Parque Royal, cuja consequência poderia ser a criação de uma nova favela. Evitou-se o pior, mas não dá para comemorar porque o Detran não é algo que venha trazer desenvolvimento local.
            O tempo está passando e não fosse a inauguração do ótimo hotel Linx, localizado na via de acesso ao Galeão — que pode estimular outros investimentos na área de hotelaria — absolutamente nada teria mudado até hoje em razão dos grandes eventos. O aeroporto continua um caos e os desdobramentos da privatização, que começa antes do final do ano, ainda são uma incógnita, embora meu particular otimismo. 
            Não conheço novos projetos urbanísticos para a Ilha, apenas sei da possível materialização de antigos pleitos da comunidade, como a revitalização da Praia da Freguesia e as importantes obras de despoluição que começaram na Praia da Bica. Se a omissão permanecer, sem a apresentação de um novo plano diretor de desenvolvimento, que contemple com ênfase os estudos para modernização do sistema de transporte e o planejamento urbanístico, a qualidade de vida pode piorar. Nas principais vias já está complicado trafegar e estacionar. O que está ruim pode ficar pior. Com ou sem as obras da Copa precisamos de desenvolvimento e ações para modernizar a Ilha.

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

            
Ilha de problemas

            Nessa semana, o jornal O Globo publicou matéria sobre a Ilha do Governador cujo conteúdo mostra uma região com muitos problemas e bastante abandonada pelo poder público. Nada do que disse o jornal é mentira e todos os assuntos abordados também são denunciados nas páginas do Ilha Notícias. Poucos são resolvidos. A maioria permanece atrapalhando a rotina da região e irritando a população.
             A decepção dos moradores com assuntos recorrentes que prejudicam a qualidade de vida não encontra justificativa. Faltam ações mais ágeis, como, por exemplo, as obras na Praia da Freguesia que já foram prometidas dezenas de vezes. A reforma da passarela em frente ao Casa Show também se arrastou por longos anos e só agora, depois que pedações de concreto começaram a cair no meio da rua é que a prefeitura resolveu fazer os reparos e pintar. É difícil obter ações rápidas para impedir que os problemas aumentem e coloquem em risco a população.
             A matéria do O Globo revela também a tristeza de gente famosa que já morou na Ilha, como Miguel Falabella, que fala da decadência do lugar onde viveu a infância. A impaciência dos moradores com as ações demoradas ou arquivadas como o Pórtico de Segurança, por exemplo, é um sinal de que a maioria não está feliz com as ações públicas. Outros exemplos: a inexistente manutenção dos parques e praças, o péssimo serviço de transporte de passageiros cujo sistema está aparentemente liberado para a circulação kombis e vans ilegais, o precário transporte de passageiros feito pelas barcas, a livre circulação de centenas de motos sem placas que junto com os carros e ônibus não respeitam sinais fechados e colocam em perigo a vida dos pedestres, etc...
             Poucos são os esforços e raras as chances de as coisas não continuarem a se arrastar. Não vejo perspectivas enquanto a Ilha não ganhar a autonomia a ser conquistada por uma representatividade forte que exija ações rápidas e eficientes das autoridades executivas. O Globo tem razão, infelizmente.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Guarda Municipal decepciona a população

                  Tento entender o papel da Guarda Municipal na Ilha do Governador e chego a conclusão que é uma organização sem rumo. Criada principalmente para ajudar na organização do trânsito e proteger o patrimônio público, procede de modo confuso. O agentes agem como simples observadores, omissos ao cotidiano, e por outro lado atuam como vorazes produtores de multas cujas legalidade é contestada e nunca aceita por mais óbvios e convincentes que sejam os argumentos. Não há nenhum empenho no sentido de orientar os motoristas em suas eventuais dúvidas e faltas.
             Na Portuguesa onde há uma concentração de cracudos nas calçadas e sob as marquises das agências dos bancos, a guarda municipal faz que não vê e se exime da responsabilidade de conduzir os viciados ou mendigos para acolhimento no Centro Municipal Stela Maris, mesmo que essas pessoas estejam abordando de modo agressivo os cidadãos e cometendo pequenos furtos. A população demonstra decepção com o desempenho da guarda municipal e vê a instituição omissa e desconcentrada das suas importantes responsabilidades. Uma pena!
             Por outro lado, quando gente mal educada joga lixo na calçada, na frente do guarda, o sugismundo não é orientado nem advertido. Nos sinais e faixas de pedestres, idosos e deficientes não contam com a gentiliza dos agentes para orientá-los. Do mesmo modo, os guardas municipais ficam passivos e alheios as confusões geradas pelas vans que disputam passageiros aos gritos e causam confusões nos pontos de ônibus e no trânsito. É estranho esse comportamento alienado da GM.
             A maioria da população pergunta indignada, qual o papel da guarda municipal na Ilha? Esperamos que um choque de ordem revigore a corporação e que ela encontre rapidamente um caminho para atender, de fato, a população e esteja à serviço da cidade. 

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Avançar o sinal vermelho é quase ameaça de morte

         

           A colocação de radares e câmeras perto dos sinais é uma medida cuja necessidade se impõe na Ilha por absoluta falta de disciplina de muitos motoristas. Carros e motos insistem em avançar sobre a faixa de pedestres com o sinal fechado, colocando em risco a população.
Em cidades brasileiras cuja cultura e respeito aos cidadãos está à altura da dignidade humana, os pedestres têm a preferência mesmo sem que aja sinal de trânsito. O curioso é que nessas cidades até os motoristas visitantes adquirem o comportamento correto de dar a preferência aos indivíduos quando estão atravessando as ruas na faixa. Os bons costumes também contagiam. Pena que ao retornarem às suas cidades eles voltam cometer imprudências. 
           Aqui na Ilha o descontrole é preocupante e o perigo ronda os sinais mais movimentados. As kombis, vans e motocicletas são os veículos que mais cometem infrações e colocam a vida das pessoas em perigo. Os novos radares, como os que foram colocados nos dois sentidos da Estrada do Galeão perto do Assaí e do Hortifruti são equipamentos úteis para punir alguns desequilibrados que costumam usar seus carros como verdadeiras armas. Em diversos bairros da Ilha, onde a desordem no trânsito reina absoluta, precisam ser instaladas essas câmeras, de modo a inibir os infratores e, sobretudo, dar mais tranquilidade às pessoas que se sentem reféns da imprudência de maus motoristas e motoqueiros.  
           A questão é tão grave que mesmo com o sinal fechado para os veículos e utilizando a faixa de pedestres para atravessar a rua, as pessoas estão com medo de serem atropeladas e mortas. É inacreditável e uma vergonha para todos nós insulanos

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ilha do Governador discute o urbanismo


            Com a presença de um público heterogêneo formado por profissionais de engenharia, arquitetos, gente do mercado imobiliário, líderes comunitários, moradores, empresários locais, entre outros, a reunião intitulada de Audiência Pública, convocada pela subprefeitura para discutir um novo PEU – Projeto de Estruturação Urbana – para a Ilha do Governador, na quinta da semana passada (19), foi curiosa.
             O corpo técnico da prefeitura, liderado pela subsecretária Márcia Queiroz, ouviu atento quem se manifestou e garantiu que as propostas e sugestões seriam consideradas para alterar um documento base, que já teria sido elaborado por profissionais ligados à construção civil. Alias, é natural que parta dos especialistas no mercado de construção o interesse em atualizar normas e modernizar as questões urbanísticas da Ilha. Meu sentimento é que aqueles que participaram dessa reunião querem que a região se modernize sem perder o ar bucólico e, principalmente, que a qualidade de vida melhore para todos. Uma questão de bom senso. 
             Minha opinião é que a prioridade de qualquer ação na área urbanística deva ser dada às comunidades da Ilha onde vivem dezenas de milhares de pessoas, muitas em condições desconfortáveis, em casas construídas sem planejamento e por onde os serviços públicos não chegam ou funcionam de modo precário. É óbvio que a Ilha, com cerca de 300 mil habitantes, está no limite de ocupação para uma região cercada pela Baía de Guanabara, comprimida pelo aeroporto e unidades militares. Aqui o PEU tem que ser muito diferente do restante da cidade.
             Concordo que se planeje a Ilha do futuro, mas os governos têm a obrigação de recuperar o tempo perdido e dirigir seus investimentos para as comunidades, levando “ontem” todos os serviços públicos como: rede de água e esgotos, creches, escolas, segurança, serviços de limpeza pública e iluminação. É duro viver sem esses serviços essenciais.

joserichard.ilha@gmail.com