quarta-feira, 29 de abril de 2015

BANCOS AGEM SOBERANOS E SE LIXAM PARA A POPULAÇÃO



              Os grandes bancos estão se lixando para as dificuldades dos brasileiros e continuam arroxando nos juros. O noticiário econômico revela que o lucro dos banqueiros é fantástico e novos recordes são comemorados a cada trimestre. Não entendo e não concordo que o Brasil proteja instituições financeiras que cobram taxas e juros desproporcionais com a situação difícil que a população e empresas vivem neste grave momento econômico. A situação do país e do seu povo é complicada diante dos escândalos que repercutiram diretamente na economia, gerando dezenas de milhares de desempregados e o encerramento de muitas atividades produtivas.
             Nessa hora, a política financeira deveria ser de juros baixos para ajudar quem precisa manter a família, facilitando empréstimos em prestações suaves, enquanto o trabalhador não retorna ao mercado. Deveriam também financiar dinheiro barato para empresas em dificuldades para que possam resistir enquanto se reorganizam diante da catástrofe que atingiu a Petrobras e que nós não temos culpa.
             Mas ao contrário, a estratégia é subir os juros e colocar mais restrições ao crédito, a exemplo da Caixa Econômica que já aumentou os juros para compra da casa própria. É o desmanche da classe média que não consegue respirar com o sufoco gerado pelos aumentos na conta de luz, combustíveis e alimentos. O Brasil sofre enquanto os banqueiros festejam. Não é justo. 
             Pior, os bancos são omissos com a comunidade que o cerca e a prestigia. Eles tem 20 agências instaladas na Ilha e não participam da vida da região onde só contabilizam lucros. Não participam nem colaboram com nenhuma atividade social, cultural ou esportiva local. É triste que a estrutura econômica desse país seja tão injusta, favoreça os banqueiros e sacrifique tanto os demais brasileiros.

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 20 de abril de 2015

População da Ilha sofre no deslocamento diário para o trabalho

            


             Quem é obrigado a usar ônibus para se deslocar diariamente para trabalhar fora da Ilha sofre muito. Os passageiros perdem normalmente cerca de três horas, por dia,no deslocamento casa e trabalho. Além de acordar muito cedo os trabalhadores, enfrentam a demora dos ônibus e quando conseguem finalmente embarcar é enorme o desconforto de viajar em pé em veículos superlotados. Quem é obrigado a viajar de ônibus, normalmente não dispõem de carro próprio e nem recursos para gastar R$ 20,00 diariamente para usufruir do conforto dos frescões com ar condicionado e poltronas confortáveis.
              A mobilidade urbana precisa de soluções urgentes na Ilha. Com cerca de 300 mil habitantes a região tem graves problemas que sacrificam a população nos ônibus, vans e barcas. A absoluta falta de confiança nos maus serviços que essas modalidades de transporte oferecem não faz sentido e é injusta se comparadas aos preços das passagens que cobram. Com o preço estratosférico dos combustíveis mais pessoas estão deixando o carro na garagem e passam a usar os transportes coletivos que não se modernizam e as empresas não melhoram as frotas para atender a nova demanda. Pelo contrário, a maioria das barcas, ônibus e vans, ainda são de veículos velhos, inseguros e sem manutenção.  Baratas, sujeira e falta de assentos se somam a rotina de veículos nas ruas que param de funcionar e deixam os passageiros na mão.
              Com a proibição de vans no trajeto até Bonsucesso não foi criada alternativa para resolver o transporte de milhares de pessoas que precisam se deslocar diariamente para aquele bairro. Os problemas de mobilidade se acumulam. Nos últimos 20 anos, absolutamente nenhuma mudança no transporte de passageiros trouxe benefícios para a população. Nenhuma!

joserichard.ilha@gmail.com

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Em Tubiacanga o mosquito da Dengue está sendo exterminado


              É fantástico o resultado que a Fundação Oswaldo Cruz obteve em Tubiacanga ao registrar apenas um caso de morador com sintomas da dengue no bairro durante o último verão. Para quem não lembra, em setembro do ano passado agentes daquela instituição, soltaram na comunidade cerca de 160 mil mosquitos Aedes Aegypti contaminados com a bactéria Wolbachia. As larvas resultantes do cruzamento com a espécie Aedes Aegypti produziu mosquitos da mesma espécie não portadores do vírus da dengue. Ou seja, segundo os técnicos da Oswaldo Cruz os mosquitos nascidos com essa bactéria não transmitem mais a doença, fato que comprova o sucesso da experiência que pode ser o início do fim desse pesadelo que tem provocado muito sofrimento e mortes.  
              A constatação do sucesso da experiência foi feita através da análise de mosquitos capturados recentemente em Tubiacanga, cuja população - que ficou desconfiada quando os agentes da Fundação Oswaldo Cruz soltaram milhares de mosquitos na região há cerca de seis meses –hoje tem motivos para comemorar. Atualmente mais de 70% dos mosquitos existentes em Tubiacanga são portadores da bactéria Wolbachia e a expectativa dos moradores é a eliminação absoluta dos riscos da dengue no bairro. Para os técnicos, os riscos ainda existem e a prevenção deve continuar com a recomendação de manter os locais sem acúmulo de água limpa.
             Historicamente os moradores de Tubiacanga eram as maiores vítimas da dengue, na Ilha. Dezenas de casos relatados todos os anos, inclusive da dengue tipo hemorrágica. O sucesso da experiência na Ilha deve motivar as autoridades a expandir o projeto pelo Brasil, sobretudo nas regiões onde a dengue hemorrágica causa mais vítimas. A notícia é excelente e os cientistas brasileiros merecem o reconhecimento de todos nós. 

joserichard.ilha@gmail.com

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Escândalos e mentiras geraram a crise. Mas não desista, mesmo sozinho você vai vencer.


             Quando uma crise surge, os mais inteligentes interpretam como oportunidade para criar novos negócios e atividades lucrativas. Os chineses sabem disso há muito tempo, tanto é que a palavra na língua deles tem apenas dois caracteres que significam: crise e oportunidade. Os mais fracos recuam e procuram argumentos para justificar sua própria incapacidade de fugir da estagnação e gerar crescimento e lucro. Qual o lado que você quer ficar nesse momento em que as notícias da imprensa apontam desaceleração nas atividades produtivas e diminuição das oportunidades de emprego? Acredito que todos querem estar entre os fortes que resistem e crescem nas dificuldades. Sem o interesse em dar cores partidárias ao fracasso, o fato do grave recuo da economia brasileira em 2015 é comprovadamente fruto da incompetência na gestão do país nos últimos anos. Pior ainda é a falta de humildade dos governos para reconhecer a culpa no desastre e a inexistência de projetos para propor a reconstrução do pais em parceria com a população.
             Enquanto os gestores do país batem cabeça e a justiça julga os corruptos e corruptores do esquema Lava Jato da Petrobras, temos que pensar soluções e encontrar rumos para atravessar o tempo de dificuldades agindo como os bons velejadores que aprenderam a navegar com vento pela proa. Também aprendi que as fortes tempestades é que geram os grandes comandantes. Então, vamos aproveitar esse tsunami de más notícias para revelarmos nossa capacidade de buscar soluções e criar nossas próprias oportunidades, seja de modo independente ou através de parcerias. Quando a tempestade passar seremos mais fortes.

joserichard.ilha@gmail.com

terça-feira, 31 de março de 2015

Insegurança, falta de mobilidade e de médicos pediatras são questões urgentes para resolver


              Emergência pediátrica, mobilidade urbana e insegurança são três temas que tiram do sério o morador da Ilha. É quase impossível ter alguma qualidade de vida quando questões como essas não existem ou funcionam mal. Com cerca de 300 mil habitantes a Ilha não tem o serviço de urgência para criança nos hospitais públicos ou particulares. O Hospital Santa Maria Madalena que atendia particulares e convênios de planos de saúde

resolveu interromper o serviço em 2014. Pais em desespero precisam socorrer seus filhos em unidades médicas de fora da Ilha, perdendo tempo que as vezes pode custar a vida dos filhos pela demora no atendimento.
              Já a mobilidade urbana continua um caos diante de alguns problemas graves, como a dificuldade de modernização da frota dos ônibus da empresa Paranapuan; a inexistência de uma estação do BRT na Ilha e o desconforto óbvio de deslocamento até o Fundão; funcionamento de um sistema ilegal de kombis e vans cujo desrespeito as leis de trânsito coloca em risco a vida dos passageiros. Basta andar cinco minutos pelas ruas da Ilha para entrar em desespero diante de tantas irregularidades. Ainda sobre mobilidade é preciso dar nota zero para o mau serviço marítimo de transporte de passageiros sob responsabilidade da empresa CCR Barcas no trajeto Cocotá x Praça XV. As reclamações vão desde barcas velhas, poucos horários e superlotação. Anote: desde dezembro os insulanos esperam pelas barcas novas, como foi anunciado pelo governo do estado.
              A onda de insegurança que deixa os moradores da Ilha apavorados e sem vontade de sair de casa completa o quadro de problemas graves que precisam ter ações rápidas. Os bandidos de fora da Ilha estão tomando conta da região, realizando sequestros relâmpagos e assaltos em plena luz do dia. 
              A três questões de alto interesse público são estas e precisam ter a máxima atenção das autoridades por soluções rápidas. Tem muita gente sofrendo por causa disso e é injusto que permaneçam como se nada estivesse acontecendo.

joserichard.ilha@gmail.com